I'm going to kill... every last one of you!

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I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por GM.Dragon em 17/1/2015, 10:26

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Aventura de Ilena.

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por ADM.Noskire em 17/1/2015, 13:54

Dor. Era o que a jovem elfa sentia. Dor. Uma dor tão intensa que poderia levar facilmente alguém a loucura. Talvez ela já houvesse até mesmo enlouquecido, como iria saber? A loucura é intangível para o louco ao qual atinge. Mas a jovem não pensava em tais coisas complicadas, na verdade, sua mente estava vazia, a dor era a sua única companheira ali. E não era só seus pensamentos que estavam vazios, mas também onde ela estava. Ilena estava cercada pelas trevas, não via, não sentia — com exceção da dor excruciante — e não ouvia — embora soubesse que estava gritando. "Será que morri?" Pensou em desespero. Não suportava a ideia de passar a eternidade em tal sofrimento. "Será que a vida já não é dura o bastante para ainda termos de sofrer após a morte?"

Entretanto, enquanto a jovem oscilava entre sua sã consciência e a loucura, algo quebrou o silêncio do local e, para sua surpresa, não foram gritos, mas sim gargalhadas. Teve certeza de que, de fato, havia enlouquecido. Mas logo percebeu que aquelas risadas eram guturais demais, até mesmo para uma Louca Ilena. Foi então que viu o vampiro que decepara o seu braço. Ele ria e a olhava com uma expressão zombeteira, com seus cabelos negros dançando ao vento e sua espada de mesma cor — com algumas manchas carmesins — brotando de seu punho direito. Seus companheiros gritavam em sua língua pútrida para a garota em sua frente e faziam coro com a gargalhada de seu líder.

Ilena olhou para onde deveria estar seu braço e viu sua vida esvaindo aos poucos em pequenos esquiços escarlates. Levou sua mão direita até o ombro e segurou com força, na tentativa — não muito eficaz — de estancar o sangramento. Sentia-se fraca, a dor era insuportável e estava com o orgulho ferido. "Como podia ser tão burra a ponto de ser pega por aqueles vampiros malditos?" Abaixou a cabeça, prestes a chorar, na esperança que o vampiro de cabelos negros baixasse sua espada novamente e acabasse com o seu sofrimento. Mas o golpe não veio.

E a jovem permaneceu lá, jogada ao chão, imóvel, enquanto aqueles seres das trevas riam dela. Aqueles seres desprezíveis realmente deveriam estar amando aquilo, poder menosprezar um elfo. "Como podia ser tão burra a ponto de ser pega por aqueles vampiros malditos?", pensou novamente. Mas nada podia fazer a não ser esperar que aquela tortura acabasse. Havia perdido o seu braço, sangrava, estava fraca, exausta e toda a sua força de vontade era usada para permanecer sã, seu orgulho estava ferido, estava desarmada e ainda estava sendo zombada por malditos humanos. Não havia como aquilo ficar pior.

Estado da Ilena:


O vampiro se aproximou da garota lentamente. Ela via apenas as pernas do monstro, enquanto este esmagava as pequenas plantas que ficavam em seu caminho, afundando-as na terra fofa do local. Mesmo distante do rosto do ser nefasto, ela podia sentir o seu hálito nojento, pouco acima de sua cabeça. A elfa levantou o rosto lentamente e viu a aberração erguendo a sua espada para acima de sua cabeça. "Finalmente, meu tormento chegou ao fim!" Embora enfrentasse a morte, suspirou aliviada. A espada desceu novamente e a elfa fechou seus olhos no último instante, aceitando em bom grado o fim.

Mas o fim não veio. Uma sensação estranha surgiu no ombro direito da garota e esta abriu os olhos sem entender. Seu braço não estava lá. Por uma fração de segundo, ela pensou: "Não era o outro?" Mas viu seu braço direito sobre o seu colo e a ardência se transformou em dor. Mais uma vez a jovem elfa gritou, um grito agudo e assustador, repleto de dor e sofrimento. Mais uma vez os vampiros gargalharam da elfa indefesa. Mais uma vez ela vivenciou aquele pesadelo sombrio. E mais uma vez ela acordou.

Tremia e suava frio. Levou sua mão direita ao ombro esquerdo, como sempre fazia ao despertar daquele pesadelo, e sentiu sua pele macia onde antes havia um braço. Braço este que ardia como se estivesse em chamas, mesmo sem mais existir. Apenas a dor permanecera. Suspirou fundo, exausta. Já havia tido aquele mesmo pesadelo quantas vezes? 10? 20? 50? Já havia perdido as contas, mas o terror que sentia nele sempre era o mesmo, nunca diminuía, para a sua infelicidade.

Depois daquilo, duvidava conseguir dormir novamente, então o jeito era se levantar, independente da hora que fosse. Se levantaria e iria com passos lentos até o banheiro, passar água no rosto e retirar o sono que ainda pudesse estar em seu corpo. Após secar o rosto e se espreguiçar, retiraria suas roupas de dormir e mergulharia na água logo em seguida, água essa que ficava em uma área quadrangular cavada na madeira de seu banheiro. Gostava daqueles momentos, da água cercando seu corpo e acariciando-a. Sentia-se limpa. Fazia com que seu encontro com os vampiros não passasse de uma lembrança longínqua.

Depois de gastar vários minutos em seu banho, sairia da água e secaria-se. A ardência no seu braço fantasma havia desaparecido, finalmente. Ainda nua, percorreria lentamente o seu próprio corpo com seus olhos prateados, detendo-se um pouco mais no que sobrara de seu braço esquerdo — o que era praticamente nada. Não sentia desprezo de si mesma, nojo, nem nada do tipo. Na verdade, se considerava bela. E muitos elfos concordavam com ela. Mesmo aleijada, permanecia linda e gostava disso. Isso foi uma das coisas que a ajudou a superar seu passado negro tão facilmente — se é que pode-se usar essa palavra.

Mas deixando sua vaidade de lado, voltaria ao quarto. Depois de perder seu braço esquerdo, algumas coisas tinham ficado muito mais difíceis do que antes, uma destas coisas era se vestir. Mas Ilena era teimosa e não desistiria de seus hábitos por causa de um braço — a menos. Com paciência e perseverança, vestiria suas roupas costumeiras. Primeiro, a roupa colada ao corpo, quase como uma extensão de lingerie. Depois, era a vez das meias e a luva. Em seguida, as tiras de couro. Adorava as tiras, mas as do seu braço eram as mais difíceis de se colocar, ainda bem que também era habilidosa com a boca. Por último, veio a capa. Uma capa suja, velha e esfarrapada. A mesma que vestira no dia que fora atacada pelos vampiros. Uma lembrança daqueles sádicos seres e de sua promessa. "Ah, quase esqueci!" Iria até um pequeno compartimento cavado na parede e pegaria o seu amuleto, dado pela sua mãe. "Combina com os meus olhos."

Após finalmente ficar pronta, percorreria o seu corpo com os olhos novamente, observando como era bela, mesmo com um braço a menos. Passaria pela cozinha para comer algumas frutas e verduras e pegar um frasco com água. Seguiria para a porta de sua casa logo em seguida. Estava pronta. Com um movimento rápido, abriria a porta, passaria por ela e a fecharia com um baque surdo atrás de si. Era um novo dia e uma nova aventura iria começar. Se lembrou novamente dos vampiros e, com um largo sorriso, deu um passo firme a frente, indo em direção ao centro de sua cidade. Ainda com o sorriso nos lábios, prometeu para si mais uma vez:

— Eu prometo, seus vampiros de merda, eu vou matar... cada um de vocês!

Objetivos:
— Conseguir uma Espada
— Ficar rico.
— Passar de nível.
— Matar alguém.
— Não morrer.
Dominar o Mundo.

Acho que só.

PS: Lembre-se que eu tenho Aparência Inofensiva e Sorte Exagerada

OFF:
Se possível, gostaria de conseguir um trabalho logo no início, e consequentemente dinheiro, para comprar minha espada. Algo relacionado à Botânica ou Montaria, talvez.

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por Zed em 19/1/2015, 19:25

Após remeter o passado e gastar algum tempo com higiene pessoal e vestindo-se finalmente Ilena saia de sua residência e traçava seu caminho até o centro da cidade. Durante o caminho a aleijada ainda insultava os vampiros mesmo após o mais da 30 anos do ocorrido, nutria raiva de seus agressores e era compreensível, perder o braço não era fácil para ninguém, e talvez ainda mais difícil para um elfo adaptar-se a seu novo corpo após tantos anos de vida.

O caminho era tranquilo a princípio, o sol estava no alto e o clima era bastante agradável. Alguns outros elfos podiam ser vistos pelo caminho, a princípio nenhum deles parava para dar atenção a garota, embora alguns olhares curiosos acabavam por serem direcionados para onde deveria estar seu braço esquerdo.

Poucos sons conseguiam ser captados, entre eles alguns que caminhavam próximo a elfa e alguns pássaros que cantavam pelas arvores, porém nenhum era visível mas a quietude não durava muito um alto relincho podia ser ouvido distante e passadas fortes e furiosas aproximavam-se.

Observando as costas de onde o som vinha era possível ver um cavalo descontrolando vindo em sua direção com um elfo sobre o mesmo tentando controlar o animal, porém não era capaz, ainda era jovem talvez por volta dos 120 aos 130 anos. – CUIDADO! – Berrava o garoto em desespero ao ver que o animal disparava em direção a aleijada, porém não demorava para a donzela ser salva por um cavaleiro.

Um outro elfo, um mais velho por volta dos 240 anos aproximava-se com agilidade, era alto e musculoso e não tinha dificuldades para saltar em direção ao cavá-lo e derrubá-lo ao chão, o mesmo se feria um pouco devido a isto, mas acalmava-se.

- QUER ME MATAR!? – O garoto irritado insultava o homem que parecia bastante calmo apesar de tudo. – A culpa é sua por perder o controle do cavalo. – dito isto ele levantava-se então e voltava sua atenção a garota enquanto o menor ia ajudar o animal no chão. – Você está bem? – Bastante calmo ele observava a garota, esta não havia sido ferida pelo cavalo mas já tinha um outro ferimento antigo que era bastante visível e chamava a atenção de seu salvador apesar de não dizer nada a respeito, apenas ficava observando o ferimento por alguns segundos antes de voltar sua atenção para o rosto da garota.


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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por ADM.Noskire em 20/1/2015, 01:00

Com passos seguros, a belíssima elfa se dirigiu até o centro de Ellesméra, sua cidade natal. Como ela era bela. Seu corpo esguio, seu cabelo longo e prateado, seus sei— Digo, como à sua cidade era bela. Diversas árvores ao redor, elfos caminhando, pássaros cantando... O sol, bem acima das folhas das árvores mais altas, iluminava seu caminho e deixava-o ainda mais belo. Já vivera mais dias do que um humano comum podia sonhar em viver e, mesmo assim, ainda se admirava com aquela vista. Ellesméra era tão belo... até mesmo combinava com a sua moradora.

Reorganizou seus pensamentos. Havia decidido sair, explorar e caçar, o que faria logo após conseguir uma bela e mortífera espada. "Mas para onde vou?" Se questionou. As opções mais próximas, fora de Du Weldenvarden, claro, seria as cidades humanas, mas não se sentia muito empolgada em ir lá. Não tinha nada contra eles, mas não tinha nada à favor também. Considerava-os fracos, infantis, burros, fracos, feios, teimosos, fracos, lentos, retardados... Já citara fracos?

Mas nem tudo era perfeito, nem mesmo ela. E, enquanto pensava sobre isso, olhou para seu ombro esquerdo com um sorriso debochado, rindo dela mesma. Alguns elfos falavam que cada raça tinha sua importância no mundo, até mesmo os humanos. Ilena, por sua vez, estava pouco se fodendo com a possível utilidade deles. Além do que, eles eram fracos demais.

Imaginou se, ao invés dela, os vampiros que invadiam seus sonhos todas as noites tivessem encontrado uma jovem e ingênua humana. Se perguntou se ela soltaria sua bexiga antes mesmo das flechas ou se aguentaria um pouco mais. Entretanto, mesmo se ela resistisse, o corte deveria levá-la à loucura, estado que a elfa quase atingiu. "Ou talvez ela apenas desse para os vampiros até eles se cansarem o suficiente para ela conseguir fugir!" Levou a mão à boca na tentativa de esconder o sorriso. Achava extremamente engraçado o fato das humanas serem tão vis a ponto de fazerem qualquer coisa para sobreviverem, inclusive se relacionarem com vampiros. Fato que nunca viu ou ouviu falar, mas que julgava verídico.

Deixou estes pensamentos inúteis de lado ao chegar ao centro de sua cidade, onde algo atraiu sua atenção com veemência. Um belo cavalo galopava por ali. Não era isso. Um jovem elfo, praticamente uma criança, estava montado no cavalo. Não era isso. O elfo, com um rosto preocupado, gritava Cuidado e parecia prestes à entrar em desespero. Ainda não era isso. O cavalo, veloz e imponente, vinha como um lobo furioso na direção da bela elfa. Era isso. Com certeza, era isso!

Com um rápido movimento, girou o corpo, curvou-se levemente, levou seu braço — acho que não é preciso especificar qual — para longe do corpo, o que fez sua capa surrada levantar-se brevemente, e esperou com um largo sorriso no rosto. Pensava em desviar do animal, passando seu braço pelo pescoço do mesmo, agarrá-lo e se puxar para cima dele e para trás do garoto elfo. Adoraria a adrenalina, mesmo que caísse no final! Mas apareceu um elfo metido para acabar com sua diversão!

O galante elfo não hesitou em se jogar contra o cavalo, derrubando o belo animal e o acalmando, para a tristeza da elfa. "Tudo bem que eu sou bonita, mas da um tempo!" Pensou, fuzilando o elfo com os olhos e indo na direção do animal. Após uma breve discussão entre os dois, o mais velho veio até ela e perguntou sobre o seu estado. Acenaria com a mão, tentando passar a mensagem de que não foi nada, e continuaria andando, sem falar mais nada e com uma expressão neutra.

Se o elfo permanecesse na sua frente, levantaria a sua mão — acho que não é preciso especificar qual, novamente — e a aproximaria do rosto dele, dando um leve sorriso, como se fosse acariciá-lo. Mas, quando estivesse quase tocando-o, abriria sua mão e cobriria o rosto do elfo, empurrando-o para o lado e tentando abrir passagem. Se ele não saísse, diria:

— Tu não vai pegar elfa nenhuma assim! Quer virar a versão masculina da Linnëa? — Citaria a elfa da velha e apreciada lenda sem hesitação. Mas caso conseguisse passar por ele e ir até o jovem e o cavalo, diria um curto, mas sedutor: — Olá!

Não que o jovem lhe interessasse, pelo contrário, ele parecia fraco. Não tão fraco quanto os humanos, claro, nada era mais fraco do que um humano, a não ser um filhote humano. Mas ainda assim, fraco. De qualquer forma, tentaria se aproximar do animal e acariciá-lo.

— Qual seu nome? — Se referia ao nome do cavalo, mesmo sabendo que o animal não responderia. Mas, como estava olhando para ele, julgou ser a melhor forma de perguntar. Caso o garoto desse o nome dele próprio, olharia para ele, com um sorriso zombeteiro, e diria: — Quero saber o nome do cavalo!

Esperaria a resposta antes de continuar. — Ele é tão belo..."Combina comigo!", pensou, mas nada disse. — Quem sabe eu posso lhe ajudar em alguma coisa e, depois, você deixa eu dar uma voltinha nele. Que tal? — Olharia para o garoto novamente e daria mais um sorriso zombeteiro. Caso ele parecesse inclinado a aceitar, iria até próximo dele e levaria sua mão à frente num movimento brusco, de forma que sua capa surrada dançasse ao vento, relevando as belas roupas — ou falta destas — que a garota possuía. Esperaria que o garoto apertasse sua mão e o seguiria. — Alias, me chamo Ilena.

Objetivos Primários:
— Ganhar 1.000 nesse post.
— Ganhar 1.000 no próximo post.
— Comprar uma espada de 3k no outro post.


OFF:
Espero que não seja God Mode o que eu fiz no 6º parágrafo, já que eu apenas narrei minha personagem e isso não afetou em nada, acho, a história. o/
"Com um rápido movimento..."

E cavá-lo foi osso!

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por Zed em 20/1/2015, 03:14

Após derrubar o cavalo o Elfo mais velho preocupado com o estado da garota apenas perguntava a respeito de seu estado, porém a mesma apenas respondia com um simples gesto e caminhava até o cavalo acariciando-o enquanto começava a falar com o animal ferido assim como com o garoto mais jovem. – O cavalo se chama Noskire... – Um pouco acanhado respondia o jovem com um leve sorriso ao ver a empatia da garota com o animal.

O mesmo parecia bastante carinhoso, era até mesmo estranho se comparado com a forma que agia a pouco. A dupla permanecia parada olhando a garota, o mais velho com estranheza enquanto o mais jovem com simpatia, principalmente após elogiar o animal e oferecer sua ajuda. – Sério? Seria de grande ajuda! – O pequenino animava-se com a ideia porém o outro nem tanto. – Nem brinca com isso, a viagem é a trabalho, não podemos deixar essa garota ir com a gente. – De certa forma ficava claro agora que o mais velho tinha certa ligação com o pequenino, porém ainda não sabia-se ao certo qual.

- Ilena não é? – O mais jovem estendia a mão e então apresentando-se. – Sou Leed, ignora o que esse idiota diz. – Debochava do maior que visivelmente ficava irritado e socava a cabeça. – Idiota é a mãe, sou eu quem está no comando da expedição!

- Dolhirdor não manda em nada, quem tá comandando tudo é o papai, idiota! – A implicância parecia não ter fim, porém a forma que agiam poderia dar a entender que eram apenas irmãos que não se davam bem como em toda família poderia acontecer, incluindo as elfas.

Discutir com Leed não parecia dar resultado, então ele tentava apelar pelo bom senso da garota, porém ele poderia justamente estar enganado ao seu respeito. – Desculpe o meu irmão, mas nós vamos até as terras dos humanos pegar algumas coisas, normalmente nosso pai faz isso a cada cinco anos, mas desta vez nós ficamos responsáveis pelo trabalho – Novamente olhando em direção ao braço decepado ele fazia uma pausa antes de prosseguir. – E pode ficar um pouco perigoso... E não poderíamos ficar cuidando de você. – Era difícil saber se a preocupação era devido a deficiência física ou mesmo pelo fato de se tratar de uma mulher, talvez um pouco de ambos.


OFF: Quanto ao “Cavá-lo” nem vi
Os nomes dos dois usei um gerador de nomes de RPG e gerei nomes de Elfos já que nunca narrei um
E o dinheiro vira no momento certo, relaxa que você vai conseguir a espada, só não garanto quando.
Vou tomar ban pelo nome do Cavalo?

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por ADM.Noskire em 20/1/2015, 22:34

O garoto elfo era mais esperto do que deu a entender e compreendeu a pergunta que Ilena fez. "Noskire..." Esse nome era tão belo que deixou a elfa comovida, era como se ouvisse o nome do próprio Deus, o Criador de tudo e de todos ali. Olhou novamente para o cavalo, maravilhada. "Acho que nunca tive tanta vontade de montar em um cavalo!" Pensou, extasiada.

O mais velho, para a surpresa da elfa, parecia conhecer o garoto. Os dois recomeçaram à discutir e ela fez um estalo com a língua. "Não é difícil imaginar porque você tentou fugir!" Pensou com o animal. Abraçaria seu focinho com carinho e daria um longo beijo em sua testa, murmurando:

— Tão fofinho...

Soltou o cavalo por um breve momento para apertar a mão do garoto, chamado Leed, mas logo voltou para perto do animal, abraçando seu pescoço novamente. Os dois voltaram à discutir. Ilena revirou os olhos, já estava começando a ficar chateada com aquela frescura entre os dois. Até que ouviu o nome do mais velho e quase se engasgou com a própria saliva.

— Doly-Dolhirdor? BWHAHAHAHAHA!

Levou uma mão à barriga e a outra levou... Quer dizer, levaria... Bem, esquece! Levou uma mão à barriga e gargalhou alto, deixando seus dentes colgate brancos e alinhados à mostra. Começou a pensar em diversas piadinhas que conseguiria fazer com o nome do elfo. Pensou com tanto afinco que é como se fosse ganhar algo com isso. Quer dizer, ela ia: Diversão!

Ele não pareceu se importar muito, já que falou com ela normalmente, explicando a situação. Ao falar vamos até as terras dos humanos, o humor da elfa pareceu murchar. "Êe... Carai!" Deu um longo suspiro. "Logo lá?" Mas, pensando melhor, poderia até ser uma boa. "Quem sabe eu consiga me divertir dando uma surra em alguns humanos?" Sem contar que, caso não gostasse, poderia sair de lá e procurar algum local mais interessante. Enquanto ponderava em acompanhar os irmãos, o mais velho deu a entender que ela era fraca.

Os lábios da elfa se alongaram, formando um sorriso macabro e torto. "Acho que vou dar uma surra em um elfo primeiro!" Deu um passo à frente e aproximou sua mão de sua cintura esquerda, apoiando a ponta do pé no chão e preparando-se para uma investida e um saque rápido. Nada sentiu. Piscou, confusa, e moveu sua mão. Nada sentiu novamente. Lembrou-se então do fim de sua última espada, quebrada em pedaços e enterrada próxima de sua casa. "Puta que o p-" Endireitar-se-ia, voltando à ficha ereta.

— Dê-me uma espada e não haverá inimigo que não se ajoelhará durante o nosso avanço. — Diria para o mais novo, tentando manter a postura, e depois se viraria para o mais velho. — Quem sabe eu até o protejo, Dollynho...

Daria um sorriso zombeteiro e recuaria. Se seguraria no majestoso cavalo e tentaria, com um impulso, montá-lo. Conseguindo, sorriria para os irmãos e indagaria:

— Para onde?

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por Zed em 21/1/2015, 18:30

Apesar de não uma espada, a garota não parecia precisar vendo o quão afiada era sua língua. Tinha uma capacidade de retrucar principalmente o mais velho dos irmãos que chegava a ser impressionante... Talvez até mais impressionante do que sua estupidez ao simplesmente “esquecer” que não tinha nenhuma arma em sua posse.

Depois de finalmente aquela discussão sem sentido a garota seguia falando, porém principalmente com o mais novo o que deixava Dolhirdor visivelmente irritado, como se estivesse sendo ignorado, porém não estava, e assim percebeu quando a elfa voltava a sua atenção a ele, infelizmente era apenas para continuar a zombar do coitado.

Seu rosto ficava vermelho, era uma mistura de raiva com vergonha, ainda assim conteve tudo e manteve-se calado enquanto a intrusa naquele grupo montava o cavalo que não parecia se importar, era bastante manso e amistoso, ao menos aparentava. – Para lá. – Respondia sorridente Leed, finalmente havia encontrado uma parceira para ajuda-lo contra seu irmão e o que tornava melhor era que sua parceira era justamente uma mulher. Apesar da pouca idade comparado com outros o garoto tinha uma mente bastante madura em alguns aspectos.

O pequeno pegava as rédeas do chão e subia no cavalo com um impulso ficando em frente a Ilena, agitando as cordas uma única vez e batendo com os calcanhares suavemente no animal o mesmo largava em disparada enquanto seu irmão mais velho ali ficava, sozinho.

Leed parecia ter um ótimo controle do cavalo, o animal era bastante veloz e desta vez ninguém ficava em seu trajeto, a velocidade dificultava um pouco para a espadachim manter-se equilibrada, mas conseguia, por outro lado o pequenino parecia ter tudo sob controle e sem demonstrar dificuldade nenhuma apesar da velocidade.

Pouco tempo era necessário para chegar a uma casa um pouco mais afastada das demais. Era um pouco maior do que as casas comuns mas não era nada de tão surpreendente, haviam outros três cavalos pela área, um parecia dormir enquanto os outros dois estavam apenas pastando. Havia uma carroça também uma bastante grande porém ainda não haviam cavalos nela, provavelmente seria a forma usada para viajar.

- Chegamos, meu pai está dentro de casa, vamos falar com ele, se eu pedir ele vai deixar você ir com a gente. – Empolgado o garoto saltava da montaria e corria para dentro de casa deixando a loira do lado de fora completamente sozinha, ainda não haviam sinais de que o irmão mais velho chegaria tão cedo.



OFF: Eu não sou do tipo que usa imagens para mostrar os personagens, eu costumo simplesmente descrever eles, mas acabou que eu acredito que não devo ter descrito muito bem, então vou deixar um OFF da descrição dos irmãos.

Leed: Aparenta ter em torno de 12 a 13 anos(Humanos). Possui em torno de 1,45 metros, peso ideal e um físico simplesmente comum para crianças. Cabelo curto e loiro mas fica coberto por uma touca e assim também mantendo suas orelhas escondidas e belos olhos verdes. Usa uma camisa branca e folgada muito maior do que o que deveria estar usando. Uma calça verde que desce até a metade da canela com um furo no joelho esquerdo e com duas alças porém a direita costuma ser deixada solta. Não veste sapatos, ao menos não em território élfico.

Dolhirdor: Um elfo adulto, aparenta ter por volta de 24 anos(Humanos) possui uma estatura acima da media 2,13 m aproximadamente e apesar de ser bastante magro possui bastante músculos e bem definidos. Seu cabelo também loiro é um pouco mais comprido que seu irmão, é bastante bagunçado e pontudo e desce até metade do pescoço(Parecido com o do Raki[Claymore] pós-timeskip). Suas orelhas são um pouco peculiares e possuem uma pequena curvatura em sua extremidade. Traja uma camisa sem mangas, branca e colada no corpo. Uma calça mais folgada e escura, um par de botas de couro marrom, um cinto da mesma cor assim como as braçadeiras que vão dos pulsos até quase o cotovelo. Como o irmão também possui olhos verdes.

OFF: Se ainda ficou difícil pergunte via Skype que tento explicar, Por que fui escolher um nome desses pro mais velho, eu tenho que olhar como escreve toda vez que vou escrever.

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por ADM.Noskire em 22/1/2015, 18:21

Conseguiu montar Noskire sem problemas. Que ser belo e bem dotado era aquele. Deu um leve sorriso. Os irmãos não pareceram se importar, então permaneceu lá, tranquila. Quando o mais jovem apontou o caminho, deu dois leves toques com seus calcanhares na lateral do animal, para que ele começasse a andar. Entretanto, o garoto se aproximou e se jogou sobre o cavalo, assim como ela tinha feito. "Quando foi que eu lhe chamei?"

Mas como o cavalo não era dela, ainda, ficou calada e deixou o garoto conduzir, enquanto o irmão dele ficava para trás. No caminho, seu corpo balançava perigosamente. Parecia que ainda não tinha agilidade suficiente para acompanhar o movimento do animal com seu corpo. Mordeu o lábio inferior, frustada, e se aproximou do garoto, passando seu braço ao redor do mesmo.

Não demorou muito até chegarem ao destino. O garoto parecia empolgado e, ao desmontar do cavalo, entrou na casa e desapareceu da vista da elfa, que também desceu do animal. Já não estava mais no centro da cidade, sendo aquela casa bem afastada das demais. Também havia uma carroça e mais três cavalos, um deles dormindo. Iria até os dois acordados e os observaria, alisando-os caso permitissem. Depois voltaria até Noskire e abraçaria-o pelo pescoço novamente, ficando de costas para ele e deixando a cabeça do animal na sua frente. Esperaria pelo garoto retornar com seu pai ou o quem quer que fosse.

— Olá. — Diria com um largo sorriso e uma leve reverência. Se Dolhirdor reaparecesse, diria com um sorriso zombeteiro: — Dollynho, como vai?

Se quem aparecesse perguntasse o porquê dela querer acompanhar os dois, responderia com sinceridade:

— Não tenho nada melhor à fazer. — E completaria depois de um leve sorriso. — Mas é possível que eu não volte. Não agora, pelo menos.

Ficaria por lá e ouviria o que pudesse. Talvez descobrisse algo interessante no processo. Se perguntassem seu nome, responderia. Se perguntassem seu preço, diria que uma boa espada seria suficiente para ela levar os irmãos em segurança até o reino humano. Mas completaria com:

— Embora um pouco de comida e água também seja bem vindo.
OFF:
Resumindo... Leed é Chaves e Dolhirdor é Cloud.

Eu achei o nome fácil (só esqueci do r quando escrevi acima) e Ilena não é loira.

Aparência: Ilena possui longuíssimos cabelos prateados...

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por Zed em 26/1/2015, 12:33

Durante algum tempo Leed entrava na casa enquanto a elfa passava os minutos que tinha com os animais que aquela família possuía, era estranho, assim como a garota por detrás das ações. Minutos após a entrada do jovem enfim ele saia ao lado de um homem mais velho, na casa dos 450 anos.

Um diálogo simpático e simples era iniciado então pela dupla de elfos. – Meu filho disse que você quer se juntar ao grupo. Eu não tenho nenhum problema com mão de obra extra, mas está ciente que esse grupo vai até os humanos, certo? Pode ser bastante perigoso... – A preocupação do homem era direcionada diretamente ao braço, normalmente deficientes teriam bastante problemas em agirem como Ilena fazia, porém a ausência do braço simplesmente não parecia ser um problema independente do destino.

A conversa seguia por mais duas ou três frases trocadas e então finalmente chegava o ponto de combinar o pagamento pela ajuda. – Quanto a espada não é algo fácil de se arranjar, ao menos não uma de boa qualidade por aqui. Eu posso emprestar uma para usar durante a viagem e entregar o dinheiro para os garotos comprarem uma arma melhor assim que chegarem a cidade humana... E claro, comida e bebida serão por nossa conta.

Concluía então o homem com um sorriso leve, porém que ainda escondia certa preocupação com a garota, o que lhe acalmava era a presença de seu filho mais velho, ele certamente parecia ter um corpo mais forte e treinado para situações mais perigosas.

O pai então entrava em casa deixando o garoto com sua nova companheira de viagem, ele ainda estava bastante sorridente enquanto começava o processo de preparação, levando Noskire e outro cavalo até a carroça os colocava em seus devidos lugares enquanto distante era possível ver Dolhirdor caminhando em direção a onde estavam, apesar de que levaria alguns minutos até sua chegada.

O que dava tempo suficiente para o homem sair da casa com uma espada simples e entregar para a única mão da espadachim. – É a única que temos conosco, espero que ajude. – Dito isto a espada ainda na bainha era entregue, em sua outra mão havia também um machado também bastante simples. Como o de um lenhador porém maior. Este era entregue ao filho mais velho logo que chegava.

- Tudo pronto. – Anunciava então o mais jovem do grupo. Dolhirdor aproximava-se da carroça e jogava sua arma para a área de carga enquanto subia sentando-se de forma relaxada. Leed corria até o banco onde assumia o controle das rédeas. Assim que Ilena subisse a bordo partiriam, mas era o tempo que o pai tinha de se aproximar do bárbaro. – Proteja seu irmão... – Seu rosto parecia bastante preocupado, afinal era a primeira vez que as crianças iriam sozinhos até o mundo dos humanos.

- Pode deixar. – Ainda não sabia-se o quão forte e competente realmente era o homem, porém ainda assim ele conseguia demonstrar tamanha convicção.



Espada:

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por ADM.Noskire em 26/1/2015, 23:45

A espera foi razoavelmente longa. No início, Ilena nem se importou muito, distraída com os cavalos, mas logo aquilo se tornou enfadonho. Ficou meio que pendurada no pescoço do animal, balançando sobre os calcanhares, esperando. Já estava pensando se deveria entrar e descobrir o motivo de tanta demora quando Leed voltou com um elfo mais velho. Quase caiu ao tentar se ajeitar e ficar em pé, normalmente.

O senhor começava a falar e Ilena fingia prestar atenção, com uma expressão séria e dedicada no rosto jovial. Pescou a palavra humanos e fez uma careta. Acho que até os anões devem ser mais divertidos! O elfo não parecia confiar na jovem e olhava para o seu braço. Ou melhor, não olhava, já que ele não estava ali, embora olhasse para onde deveria estar. Enfim... Não havia muito o que fazer. Olhou para sua capa com uma sobrancelha levantada e pensou com ela: Tu ta muito inútil hoje, ein? Eu te uso pra que?

Após pedir por uma espada como pagamento, o senhor disse ser algo difícil de se conseguir, o que desanimou a jovem. Pensou se seu dinheiro seria suficiente para comprar uma, mas o elfo continuou falando. Disse que a emprestaria uma e que os irmãos poderiam lhe comprar outra, quando chegassem à cidade. Deu um largo sorriso, era bem melhor do que esperava. O elfo também prometeu comida e bebida. Ainda com um largo sorriso no rosto, diria:

— Perfeito! Não há mais nada que eu possa querer!

O elfo mais velho voltou para dentro da casa, deixando Ilena e Leed a sós. Correria até ele e o puxaria com seu braço para perto de si, sorrindo. A altura do garoto deveria ser bastante vantajosa para ele e a elfa sabia disso. Apertaria o rosto dele com força contra seus seios e diria, ainda rindo:

— Espero que você me compre uma espada bem legal, ein?

Assanharia seus cabelos e o soltaria, deixando que o mesmo preparasse a carruagem, ajudando, caso necessário. Dolhirdor surgiu no horizonte, andando lentamente até onde eles estavam. A visão dele, ao longe e desamparado, fez a elfa rir. O pai deles finalmente saiu da casa e lhe estendeu uma simples espada, a qual a elfa pegou com uma leve reverência. O senhor foi até seus filhos, mas Ilena os ignorou e se afastou do grupo.

Prenderia a bainha, ainda com a espada, entre sua cintura e coxa esquerda, usando as tiras de couro para isso. Deveria ficar na diagonal, com o cabo para frente e levemente inclinado para cima. Seguraria com a mão direita e puxaria lentamente, sentindo o peso da arma. Iria até a árvore mais próxima e daria um forte chute na mesma, de forma que caísse algumas folhas. Sabia que alguns elfos poderiam achar aquilo ofensivo, mas não estava nem aí.

Daria um rápido passo para trás e observaria as folhas caindo. Manteria a espada baixa, quase em paralelo com suas pernas. Quando a primeira folha chegasse no nível dos seus olhos, tentaria mover a espada rapidamente na direção da mesma, tentando usar puramente velocidade, e não força. Se usasse a segunda, a folha giraria e seria intocável. Tentaria acertar todas as que caísse, ou umas dez, caso caísse muitas. Guardaria a espada logo em seguida. Se conseguisse cortar todas ou a maioria, se viraria para o trio e diria:

— Quem precisa da esquerda, não é mesmo? — Daria um largo sorriso e iria até eles. Mas caso falhasse, se viraria com um sorriso sem jeito e diria: — Tudo como o planejado! Hahaha... — Forçaria uma gargalhada e iria até eles. Subiria na frente e ficaria ao lado de Leed, caso ele deixasse. Se não, subiria na parte traseira da carroça e ficaria encostada e relaxada, assim como Dolhirdor. Perguntaria para o irmão mais próximo:

— E então, para qual cidade nós vamos?

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por Zed em 28/1/2015, 05:21

Após testar a espada cortando algumas folhas enfim a elfa se dirigia a carroça e sentava-se então ao lado do mais novo dos irmãos que ainda tinha o rosto ruborizado devido ao abraço que havia recebido anteriormente.

- Cuidem-se – O pai dizia então suas últimas palavras antes de Leed agitar as rédeas e os cavalos começarem a se locomover, não corriam, apenas andavam rápido o que fazia com que ainda fosse cômodo. A espadachim então perguntava o destino da viagem, até agora tal ponto não havia sido mencionado, e tomando a frente Dolhirdor respondia a questão. – Gil'ead, vai demorar bastante pra chegarmos ainda, então se quiser dormir sinta-se a vontade – Apesar de dito isto não havia nenhum tipo de conforto para tal, havia espaço suficiente apenas para deitar ou sentar ao seu lado junto com a carga que agora resumia-se apenas a um machado, duas mochilas e um pouco de comida de emergência.

A viagem então prosseguia, tudo ficava mais quieto, Leed apenas apreciava a vista enquanto prestava também atenção na estrada, seu irmão apenas sentado dormia e roncava não muito alto. O caminho era bastante tranquilo, a princípio não havia nenhum tipo de obstáculos, apenas florestas e mais florestas as vezes passando por um animal ou outro, em alguns casos outros elfos, porém não era algo frequente.

E neste ritmo de calmaria o dia chegava a seu fim rapidamente enquanto a carroça parava em um canto qualquer da floresta. – Já andamos bastante e a noite pode ficar ruim para viajar, vamos parar. – Disse o menor enquanto fitou o irmão ainda dormindo, como passara o dia inteiro. – ACORDA! – Berrava enquanto chutava a cabeça do outro que despertava assustado já empunhando o machado, porém sem atacar ninguém. – O que foi?

- Vamos parar, já é noite. – Dolhirdor notava então o céu escuro, sequer sabia o quanto havia dormido e muito menos onde estavam. – Vá conseguir alguma comida ou lenha, vou soltar os cavalos. – Ordenava o pequenino que parecia ser mais responsável para aquele tipo de tarefa.

- Vou indo... – Apesar de visivelmente irritado com a atitude do mais novo resolveu acatar a ordem, pegando seu machado ele entrava então no bosque e sumia de vista. Por algum tempo, Leed apenas descia do transporte e soltava os animais que começavam a descansar e pastar.



OFF: Post de viagem é horrível.

Falando nisso você que é o ADM, quantos posts em media deveria durar a locomoção de Ellesméra até Gil'ead?

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por ADM.Noskire em 28/1/2015, 23:48

Assim que Ilena subiu na carroça, a mesma começou a andar. Indagou sobre o destino deles e Dolly respondeu que iriam até Gil'ead. Levou sua mão ao queixo, pensativa. O nome lhe era familiar. Tentou criar um mapa em sua mente e deduzir mais ou menos para onde iria, mas no fim, não tinha a mínima noção. Não era boa naquilo. Tanto faz, se fosse importante eu me lembraria! Se encostou na carroça e levou suas mãos para trás da cabeça. Quer dizer, sua mão. Deu um leve sorriso. As vezes agia como se ainda possuísse os dois braços, era estranho, mas ela tentava ignorar.

No caminho, se deparou com alguns animais, poucos elfos e floresta para todos os lados. Até que a floresta era bonita, ela admitia isso, mas para quem vive ali, por mais de 200 anos, não é tão impressionante assim. Bocejou. Olhou para Leed, que parecia concentrado em sua tarefa. Olhou para trás e viu que Dolhirdor parecia concentrado apenas em dormir. Deu um sorriso malicioso e lamentou por não ter nenhuma tinta. Voltou sua atenção para o mais novo.

— Quente, né? — Diria, estando ou não. Abriria o pequeno broche da sua capa e a tiraria, colocando-a dobrada sobre o colo. Caso Leed olhasse para ela, sorriria. — Melhor olhar para a frente.

Depois de mais alguns minutos, começou a ficar aborrecida com a viagem novamente, principalmente por causa da paisagem imutável. Como não tinha intenção de tirar mais peças de roupa, sentaria-se sobre sua capa, para não correr o risco de perde-la, e se encostaria na carroça, tentando achar uma posição razoável. Tiraria alguns cochilos, se possível.

O anoitecer chegou e o elfo mais jovem parou a carruagem em um local da floresta como qualquer outro. Para Ilena, a escolha tinha sido aleatória, mas ficou calada. Desceria da carroça com um pulo e se espreguiçaria, levando seu braço solitário para o alto e curvando levemente as suas costas para trás. Recolocaria sua capa e daria uma olhada ao redor. Leed foi acordar Zoro Dolhirdor e tiveram uma breve conversa. O mais velho ficaria responsável pela fogueira, enquanto o mais novo ficaria responsável pelos cavalos. Esperou que eles lhe pedissem alguma ajuda, mas como não falaram nada, apenas sacudiu seus ombros, como se dissesse: Tanto faz.

Acompanharia o garoto, tendo cuidado para manter o foco nele, mas também prestar atenção na floresta ao redor. Sua mão ficaria o tempo inteiro no cabo de sua espada. Já havia sido pega desprevenida uma vez, longe da cidade, não tinha a mínima vontade de ser pega novamente. Se alguém desconhecido aparecesse, correria para o lado de Leed e se voltaria para o desconhecido, perguntando:

— Quem és tu e o que queres aqui? — Se ele tentasse se aproximar, curvaria o corpo para a frente, como se fosse sacar sua espada, tentando intimidar o desconhecido. Mas caso fosse Dolhirdor que voltasse, perguntaria: — De quem será o primeiro turno? — Se [i]Dollynho/i] se oferecesse, iria dormir. Se fosse ela, procuraria ao redor um galho alto o bastante para ter uma boa visão dos arredores, mas baixo o suficiente para ela poder pular de lá sem se machucar. Se fosse Leed, fingiria ir dormir, mas tentaria se manter acordada, observando o jovem elfo. Confiava nele, mas não confiava em sua força.

OFF:
Sei lá, uns 5 :v

Mas se eu fosse chutar por tempo, diria que um dia e meio à dois dias. Como já passou um, acho que no próximo post já da para ver a cidade ao longe. Mas tu que sabe. :v

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por Zed em 29/1/2015, 23:11

A espera era bastante tediosa, principalmente quando a espadachim não tinha muito o que fazer, apesar de acompanhar a dupla a trabalho nenhuma tarefa em especifica havia sido lhe dada até então, talvez apenas a tivessem trazido como guarda-costas, porém até então nem em tal função havia necessidade se seus serviços.

Leed soltava os cavalos deixando-os a vontade e amarrados em uma arvore próxima a grama, podiam pastar e dormir se bem entendessem, restava apenas o retorno do irmão mais velho com a lenha e com algo para comer, porém a demora poderia ser preocupante.

O tempo passava, não sabia-se ao certo mas era possível presumir algo em torno de 40 ou 50 minutos até que enfim algo acontecia, um som simples, um graveto quebrado, porém voltando sua atenção ao som era possível ver um único homem trajado em uma armadura no torso, e uma braçadeira no braço esquerdo. Não aparentava ser um elfo, provavelmente um humano por volta dos 40 anos e com uma cicatriz próxima ao olho direito, um corte que descia até próximo ao queixo. Além da armadura também usava uma calça clara e folgada junto a um par de botas de couro, um cabelo curto e negro porém sua principal característica era portar uma espada quase de seu próprio tamanho.

-
Mais dois coelhos pela minha área de caça. – Comentava enquanto alisava o queixo com uma barba rala e com um sorriso bastante largo que deixava exposto os dentes amarelados e podres. – HOMENS! – Com um berro então novos homens surgiam em cena, dois outros com espadas e mais 5 arqueiros, 2 com arcos e 3 com bestas já preparados para o combate caso fosse necessário.

-
Podemos fazer do jeito fácil ou do jeito difícil. – Propunha sorrindo novamente enquanto sacava sua arma e preparado para uma resposta negativa. Ao fundo a dupla podia ver de relance outros dois indivíduos carregando Dolhirdor, este estava inconsciente e sangrado devido a alguns cortes e flechas em seu corpo, porém provavelmente ainda estava vivo.

Em estado de choque o menor dos elfos apenas tinha os olhos fixos na cena e não se atrevia a mover-se, porém tremia incessantemente.


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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por ADM.Noskire em 30/1/2015, 15:15

A espera logo se tornou longa demais e Ilena passou a olhar para a floresta levemente preocupada. Será que Dolly se perdeu ou resolveu dormir no meio do caminho? Pensou em ir atrás dele, mas julgava-o mais hábil em sobrevivência do que Leed, então ficou com o elfo mais novo. Os minutos continuaram passando e nada do elfo retornar. Começou a pensar em como procuraria por ele. Será que seria sábio ir ela e Leed, cada um em um cavalo? E se ele voltasse, mas se desencontrassem no caminho? Ficar um procurando pelo outro não era algo interessante, mas deixar Leed para trás lhe parecia uma péssima ideia.

Mas antes que pudesse chegar em alguma conclusão, um homem se aproximou deles. Logo ficou claro que não era Dolly e que, na verdade, nem elfo era. Ilena levou sua mão ao cabo da sua espada, tensa. O homem vestia meia armadura e, com um grito, fez outros aparecerem. Ilena mordeu seus lábios. Mais uma vez havia sido surpreendida naquela maldita floresta, que deveria protegê-los. Algum dia eu ainda taco fogo nessa merda! Oito homens a observavam, humanos ou vampiros, não sabia dizer, embora achasse que fosse o primeiro. Mais dois surgiram depois, carregando Dolly. Imprestável do caralho! Leed parecia ser tão bom pro combate como seu irmão. Imprestáveis do caralho!

Não tinha a mínima ideia do que fazer ali, como lutar contra tantos inimigos só? Entretanto, a voz de sua mãe veio em sua mente: "Os homens estão sempre dispostos a acreditar em duas coisas sobre uma mulher: um, que ela é fraca, e dois, que ela o acha atraente." Relaxou e deu um leve sorriso.

— Calma, para que tanta pressa? — Diria para o homem que surgiu primeiro, provavelmente o líder, com o sorriso mais sedutor que conseguisse fazer. Ficaria de perfil e falaria para Leed, baixo o suficiente para apenas ele ouvir. — Espere eu atacar e fuja!

Se voltaria para o suposto líder e levantaria seu braço lentamente, de forma a levantar sua capa e mostrar sua roupa — ou falta dela. Daria mais um sorriso e começaria a andar lentamente na direção dele.

— Por que não nos livramos disso e nos divertimos um pouco? — Apontaria para a espada dele e a sua, a qual a maioria já deveria ter visto. — Hum? — Aproximaria a sua mão da espada lentamente e a pegaria pela bainha, puxando-a e soltando-a das tiras de couro. Continuaria a segurando no lado esquerdo do corpo, horizontalmente, e usaria o polegar para soltar a espada da bainha. — Posso só ter um braço, mas sou bem habilidosa com a boca.

Esperava que sua última fala distraísse os homens. Funcionando ou não, soltaria a bainha e tentaria segurar o cabo da espada num movimento rápido. A bainha deveria escorregar para o chão, então tentaria girar a espada com o intuito de jogar a bainha para seu lado esquerdo e, quem sabe, distrair um ou outro humano. Com a espada em mãos, daria um golpe circular horizontal, mirando nos joelhos do suposto líder. Irá lamentar ter apenas a parte superior da armadura! Após o golpe, independente de ter acertado, sua espada deveria ir para o lado direito do seu corpo. Se isso acontecesse, usaria o movimento e jogaria sua espada, mirando o peito de qualquer um dos humanos que estivesse na sua direita, evitando arremessar na direção dos que estavam com Dolly.

Logo após esse ataque triplo com um único movimento, levaria sua mão ao broche de sua capa e tentaria soltá-lo, enquanto giraria em torno do próprio eixo. Assim que soltasse, se abaixaria. Esperava que os humanos atirassem na capa, o que a deixaria, provavelmente, intocada. Já havia sido atingida por flechas antes, não tinha a mínima intenção de ser novamente. Assim que se abaixasse, tentaria agarrar a ponta da capa. Daria um impulso com suas pernas, indo na direção do homem que estivesse mais próximo de si, com exceção do suposto líder, e jogaria a capa para o outro lado, na esperança dela servir de distração mais uma vez.

Se tudo desse certo, avançaria contra seu oponente. Se ele usasse um arco ou besta, seguraria sua cabeça com sua mão e a forçaria para baixo. O homem deveria tentar resistir e usaria essa resistência como apoio, pulando e tentando acertar uma joelhada no rosto dele. Caso ele segurasse uma espada, daria um chute ascendente mirando a mão que ele segurasse a espada, na esperança de desarmá-lo. Assim que seu pé alcançasse o ápice, desceria-o tentando acertar a cabeça de seu oponente com seu calcanhar.

Se percebesse algum projétil vindo em sua direção, tentaria dar um passo para o lado e girar, ficando de perfil para o projétil. Dessa forma, diminuiria a área atingível e, provavelmente, esquivaria com mais facilidade. Se fosse atacada por golpes físicos, do tipo estocada ou vertical, reagiria da mesma forma. Se fosse algum outro tipo de golpe físico, tentaria esquivar dando um passo para trás.

Esperava que Leed tivesse fugido, pois não teria como proteger a ela, a ele e a Dolly ao mesmo tempo. Mas se ele permanecesse por lá, daria uma rápida olhada para ver sua situação. Também olharia rapidamente Dolly com o mesmo intuito. Planejaria seu próximo movimento dependendo disso. Se fosse atingida, faria o possível para ignorar a dor e continuar com seu plano. Se algum imprevisto acontecesse, como o suposto líder bloquear seu ataque, continuaria seu plano da forma que desse.

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por Zed em 30/1/2015, 16:22

A elfa por mais acuada que estivesse ainda era bastante astuta, rapidamente havia pensando em um bom plano para tentar escapar daquela situação, começando por seduzir os homens, seria um ótimo plano, alguns deles visivelmente pareciam excitados, porém o líder do grupo apenas continuava a sorrir enquanto achava apenas graça da situação. – Desculpe, mas não gosto de elfos, que tipo de caçador eu seria se trepasse com os animais? – Dito isso a maior parte dos homens afetados voltavam a realidade, por mais que eles quisessem seguir o “plano” da garota, seu líder provavelmente mataria cada um deles.

A sedução falhava, mas ainda assim o ataque vinha, Leed disparava correndo o mais longe possível durante este tempo enquanto a garota iniciava a luta. –
PEGUEM O PIRRALHO! – Berrava o capitão enquanto dois arqueiros e um espadachim corriam em sua direção e deixando o campo de batalha, onde agora a situação era um pouco menos desfavorável, “apenas” uma única elfa contra cinco do que pareciam ser simples humanos.

O ataque em direção as pernas do homem era bastante rápido, talvez um oponente menos habilidoso ou com uma arma diferente provavelmente teria tido a perna decepada, porém o homem colocava sua enorme lamina em frente ao trajeto e aparava o ataque.

O ataque falhava, porém a investida prosseguia, a espadachim desfazia-se de sua arma arremessando em direção ao peito de um arqueiro que preparava-se para disparar sua flecha, porém era atingido e perfurado no próximo ao coração, a morte era instantânea, não havia tempo para ver, porém o homem apenas caia de costas jorrando sangue pela ferida e por sua boca.

Soltando sua capa enquanto girava em seu próprio eixo a garota então acabava por esquivar-se de duas flechas que eram disparadas em sua direção. As flechas perfuravam o manto porém ainda tinha tempo de segurá-lo pela ponta e então avançou em direção ao outro espadachim remanescente jogou a capa ao lado, por um breve instante o olho do sujeito institivamente direcionou-se a capa, foi o tempo necessário para ter sua cabeça agarrada.

Com força a garota empurrava o homem em direção ao chão, porém este parecia não se entregar, porém recebia um golpe potente em seu rosto, era um som desagradável para muitos, porém poderia ser diferente a elfa, afinal havia acabado que quebrar o nariz e arrancar dois dentes do homem e nocauteá-lo ao mesmo tempo.

Um novo chute tentava ser aplicado no homem para tentar retirar sua arma, porém não havia como, uma flecha era disparada em sua direção, era difícil escapar daquela posição, porém conseguia mas infelizmente o capitão estava a seu aguardo aplicando um golpe com o braço esquerdo e atingindo a parte metálica contra a cabeça da garota que acabava por cair sentada e tonta devido ao impacto.

Logo em seguida o homem aplicava um chute contra o queixo que acabava por nocautear a garota.




Tempo depois um som acabava por ser ouvido, pareciam cavalos andando enquanto puxavam algum tipo de carroça grande. Abrindo os olhos com certa dificuldade era capaz de ver o mesmo homem que havia a derrotado embora que tivesse usado ajuda para tal. Este estava sentando sobre uma caixa de madeira com a espada guardada enquanto apenas cuidava dos prisioneiros. Ilena, Leed e Dolhirdor, todos estavam devidamente amarrados com cordas nos pulsos com as mãos para trás, o tronco também estava amarrado e nas pernas haviam grilhões, era impossível de correr com eles, porém ainda era possível caminhar.

Dolhirdor estava bastante ferido, porém já havia acordado, as flechas haviam sido removidas e primeiros socorros básicos haviam sido aplicados, apenas para que o homem não morresse, Leed, havia sido pego aparentemente sem nenhum ferimento e por fim Ilena não necessitava de nenhum tipo de tratamento visto que tinha apenas alguns hematomas, um no queixo e outro na têmpora esquerda.

-
Finalmente acordou garota? – Apesar de ter acabado de agredir aquele trio, o homem parecia bastante comunicativo e simpático naquele momento, exibindo um largo sorriso amistoso.

-
Vocês são linha dura mesmo... – Olhou então ao pequenino e logo corrigiu-se – Ao menos vocês dois... – Voltando seu olhar em direção ao mais velho dos irmãos que estava mais ferido que todos ali ele sorria ainda mais intensamente. – Principalmente você, vai ser um bom escravo quando vendermos vocês. – Concluía então.

Estavam no interior coberto de algum meio de transporte, a esquerda de Ilena havia um banco onde dois homens conduziam os animais, e nada mais havia ali dentro com exceção do capitão do grupo e as armas capturadas dos prisioneiros.


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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por ADM.Noskire em 30/1/2015, 22:45

Os homens parecerem cair no seu truque, a princípio, mas o suposto líder parecia não ser fã de elfos. Ela não o culpava, também não era fã de humanos. O corno também conseguir evitar o seu golpe, durante seu ataque. Praguejou baixinho, mas pelo menos matou um deles com a espada. Não teve muito tempo para apreciar, entretanto. Abaixou-se e sua capa serviu perfeitamente. Avançou contra um dos humanos e sua capa lhe foi útil novamente. Estou quase a nomeando... Aproveitou a distração para agarrar o humano. Antes que ele pudesse reagir, acertou uma joelhada em seu rosto e sentiu a vibração dos ossos fracos de seu oponente se partindo percorrendo todo o seu corpo. Deu um sorriso assustador e um leve gemido. Como queria fazer aquilo novamente...

Tentou chutar um terceiro, mas teve que parar no meio do golpe para esquivar de algumas setas. A próxima coisa que viu foi algo de metal vindo em sua direção. Caiu sentada, ou pelo menos achava que estava sentada. O mundo parecia girar ao seu redor. Algo veio em sua direção novamente e ela apagou.

Um raio caiu distante, seu relâmpago iluminou a noite escura, enquanto que o seu trovão assustou a jovem. Estava no topo de alguma colina, com uma floresta negra na sua frente. O relâmpago iluminou o ambiente por um segundo, dando para a elfa apenas uma noção do que a cercava, em preto e branco. Chovia forte e sua roupa estava encharcada, o frio parecia atravessá-la como presas impiedosas. Tremia, mas não era apenas de frio, sentia medo. Muito medo. E não sabia do que.

Seu caminho foi iluminado novamente e o trovão veio logo em seguida, assustando a elfa novamente. Não adiantava ficar ali, então seguiu em frente, trôpega. Só então percebeu que sua perna direita doía, mais precisamente, seu joelho. Estava cansada e sentia tanto, mas tanto frio. Pensou em voltar, mas já estava ali — embora não soubesse exatamente onde — não podia voltar! Continuou andando em frente. A chuva pareceu aumentar, assim como o frio. Mas continuou, tendo apenas relances do que a esperava, periodicamente.

Pareceu andar por uma eternidade — ou seria apenas alguns segundos? — até sair da floresta. A chuva cessou imediatamente e as nuvens negras pareceram fugir de terror. A jovem se encontrava numa pequena clareira. A luz lunar, agora desimpedida, clareava o ambiente sem dificuldade. A floresta, antes negra e sombria, agora era feita de árvores de prata, altas e belas. A elfa não sentia mais frio, ou fome e estava seca. Na verdade, sentia até um calor acolhedor. Isso não faz sentido, pensou, mas seguiu em frente. Percebeu que sua perna não doía mais e nem se sentia cansada. Sorriu.

Andou com passos largos e firmes até o centro da clareira, onde havia uma maciça rocha com uma grande espada presa nela. Colocou um de seus pés sobre a rocha, para apoio, e, com sua única mão, segurou o longo cabo e puxou. A lâmina deslizou e saiu da pedra facilmente. A elfa golpeou o ar com a sua nova arma e pareceu cortar o próprio céu com isso. Prendeu a espada em suas costas e sorriu.

— Aquela jovem e assustada garota não existe mais. Agora, o que existe, é a reencarnação da morte e da destruição.

Um raio caiu assustadoramente perto, mas o trovão nem chegou a fazer a elfa piscar. Uma saraivada de flechas enorme voou em sua direção, cobrindo a própria lua, mas a jovem só fez rir. Um oceano de vampiros surgiu da floresta, avançando de todos os lados contra ela, sentiam uma sede insaciável. A elfa, por sua vez, apenas gargalhou e pegou sua espada, seu instrumento mortal.

— Façam suas preces, malditos. Matarei cada um de vocês!


Abriu seus olhos lentamente. Sentia-se tonta e com sede. O mundo ainda parecia girar ao seu redor. Quer dizer, talvez a melhor palavra agora fosse tremer. Parecia que o chão tremia abaixo de si, como num leve terremoto. Piscou algumas vezes, não foi muito efetivo. Tentou levantar a cabeça, foi menos efetivo ainda. Ouviu uma voz familiar e focou em sua fonte, levou alguns segundos para perceber quem era e o que havia acontecido. Olhou assustada para seu braço, havia sumido. Quase deu um grito, mas se tocou que olhada para o braço errado. Olhou para o direito e ele ainda estava lá. Suspirou aliviada. Mas logo ficou tensa novamente e olhou para suas pernas. Ainda estavam lá. Suspirou aliviada novamente. Se encostaria em algo, se possível, e concentraria-se em respirar. O susto a fez parecer que havia corrido uma maratona. Sentiu suor escorrendo pelo seu rosto.

O homem voltou a falar. Só então olhou para os outros dois que estavam com ela. Dolly parecia tão ruim como estivera da última vez que o viu. Leed também parecia igual, pelo jeito não havia apanhado. Nem batido. Pelas palavras do suposto líder, Dolly era mais forte do que ela. Fez um leve estalo com a língua. Eu matei 1, talvez 2! Ficou se perguntando quantos ele teria conseguido matar. Parte dela queria que tivesse sido nenhum, o que faria ela ser mais forte. Mas parte dela, queria que tivesse sido dezenas e mais dezenas. Esses humanos pagarão por isso! Pelo menos agora tinha certeza do que eles eram, vampiros não teriam sido tão bonzinhos.

Olhou ao redor, pareciam estar em uma carroça coberto. Isso explica o "terremoto". Também viu sua espada, assim como o machado de Dolly, num canto próximo. Apenas o grandão estava ali, observando. Além dele, havia dois conduzindo a carroça, mas estavam de costas. Um golpe e consigo matar os dois. Mas como? Pensou. Fechou os olhos e respirou fundo. Precisava de um plano. Sentiu que havia cordas a prendendo, assim como metal em seus pés. Isso dificultaria uma fuga. Sorriu. Quem disse que irei fugir? Olharia para o suposto líder com um sorriso desafiador.

— Deveria ter me matado quando teve a chance, humano!

Tentaria ir na direção dele. Sabia que não conseguiria, mas serviria para testar suas limitações, que era seu verdadeiro objetivo ali. Talvez até levasse um tapa ou dois, mas não se importaria, parecia que a natureza tinha um prazer macabro em vê-la perder para seres tão fracos e insignificantes. Mostraria em breve que poderia perder a batalha, mas nunca a guerra. Tentaria deduzir as distâncias entre ela, suas armas, os dois homens conduzindo a carroça e o suposto líder, além de seu alcance máximo. Mesmo que não conseguisse se afastar muito de onde quer que estivesse presa, suas pernas eram longas e flexíveis, poderiam lhe ser útil.

— Que tal apostarmos que eu lhe mato em... Digamos... 15 segundos? — Sorriria debochadamente do humano. — Mas não se preocupe, não jogarei sua espada fora... — Daria uma breve pausa, observando a expressão do humano. — Pois ela será minha!

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— Façam suas preces... malditos.
— Matarei cada um de vocês!


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Re: I'm going to kill... every last one of you!

Mensagem por Zed em 4/2/2015, 11:56

A elfa era bastante atrevida apesar da situação, porém isto mais era uma fachada do que verdade, estava friamente analisando a situação enquanto tentava distrair o guarda. Provocava seu captor enquanto avançava em sua direção, porém pouco podia se mover, as cordas amarradas em seu pulso e costas estavam também amarradas à madeira da carroça, o que fez o avanço ser pouco menor do que 15 centímetros antes de sentir um “trancão”.

-
Não, vocês valem dinheiro, bastante na verdade. Alguns ricos pagam bastante por coelhos, agora o que fazem com eles não é da nossa conta, mas provavelmente devem usar como escravas sexuais as garotas ou para trabalhos braçais... – Olhando em direção a garota um sorriso debochado se fazia presente. – Provavelmente no seu caso é a primeira opção. – Era bem humorado, um humor negro, porém era bastante evidente.

As provocações continuavam enquanto disfarçadamente a garota analisará as distancias, logo a seu lado Leed estava preso, havia pouco mais de um metro de distância, em sua frente o guarda apenas continuava observando os prisioneiros a uma distância segura, cerca de 3 metros haviam de um lado ao outro da carroça o que reduzia a distância a pouco mais de dois metros se considerados os corpos. Logo ao lado dele com outros dois metros estava Dolhirdor.

As armas estavam bem próximas aos condutores da carroça, o que eram por volta de 4 metros, as armas estavam a pouco menos de 30 centímetros de distância dos homens, ou seja na menor reação provavelmente eles pegariam as armas primeiro. –
Você não fica quieta? Mesmo que conseguisse me vencer em uma luta individual você está presa e desarmada. Pode dizer que eu sou desonesto, mas eu já tenho 47 anos, não temos uma vida tão longa... De um desconto ao vovô aqui. – Dizia o velho com uma estranha sinceridade, ele certamente não parecia ter muita honra, mas era bastante consciente de sua força, ou falta dela. E mais, sentia-se obrigado a comentar sobre a declaração de tomar sua arma. – E mesmo que consiga fugir e me matar, você não vai conseguir usar essa arma... Ao menos não com um braço. – Não era uma declaração para insultar a garota, era a mais pura verdade, o peso sozinho da arma já tornava difícil empunhá-la mesmo por um homem em seu auge, e por mais forte que ela pudesse ser não conseguiria usar a arma com a devida eficiência, seu peso elevado facilmente faria a garota perder o equilíbrio se tentasse utilizá-la.

Seu rosto parecia quase inexpressivo enquanto dizia tudo aquilo, parecia extremamente natural, exceto por vezes em que o mesmo exibia seu sorriso amarelado. O silencio tomava conta então por poucos segundos até que enfim uma declaração era feita por um dos homens que conduzia o transporte. – Chegamos chefe. – O homem sorria largamente. Enquanto se levantava e descia da carroça logo após a mesma parar.

Outros homens subiam, três, dois deles continham Dolhirdor enquanto um outro do lado de fora soltava suas amarras, o mesmo acontecia com Leed, porém apenas um único homem era necessário para contê-lo.

O menor não se debatia, apenas em silencio ainda parecia chocado e prestes a desabar em lagrimas, porém não fazia, seu irmão mais velho tentava se debater de todo jeito e fugir. – ME LARGA! – Berrava enquanto se sacudia e chocava seu corpo contra os homens. Inclusive cabeceava o queixo de um deles e quase escapava, porém outros dois chegavam com pedaços de madeira sólidos e o agrediam. –
Por favor, facilitem... – Dizia o capitão parecendo desmotivado ao ver o mais velho dos elfos tomando uma bela surra. – Vocês não vão fugir, estão no nosso acampamento, mesmo que fujam daqui há guardas pela região, então que tal colaborar? – A pergunta era feita diretamente a Ilena que era a única remanescente na carroça, o bárbaro após a surra acalmava-se contra sua vontade e era levado ao interior do prédio que ainda não estava no campo de visão da espadachim.

Outros dois homens subiam e preparavam-se para conte-la se necessário, enquanto isto sentia as amarras ficarem mais frouxas, alguém do lado de fora estava soltando-a para que os homens pudessem leva-la ao interior.



OFF: Se quiser TENTAR fugir fique à vontade

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Re: I'm going to kill... every last one of you!

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