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Mensagem por ADM.Noskire em 6/12/2014, 23:35

— Prólogo —


A história se passa em Alagaësia, um vasto e belo continente. A milhares de anos, Alagaësia era dominada por elfos, espalhados pelas florestas que cobriam quase todo o continente, e anões, que construíam suas moradas muito abaixo, nas profundezas da terra. Na maior parte do tempo, as duas raças viviam em seus respectivos habitats, ignorando uma a outra. Mas, às vezes, havia guerra. As duas raças pensavam de forma bastante diferente e isso gerava faíscas, faíscas essas que se transformavam em chamas e queimavam a tudo, até que os dois lados perdessem tanto que resolvessem parar.

Isso durou durante centenas, se não milhares, de anos. Tanto tempo, que ninguém das duas raças sabia como era antes. Será que já houve paz entre Elfos e Anões? Será que eles já foram aliados? Talvez até amigos? Era difícil imaginar, principalmente durante as guerras, quando o massacre entre ambos era cruel e manchava a terra. Isso continuou até a chegada dos humanos.

Mas não pensem que isso foi algo positivo! Os humanos desembarcaram na região sudoeste da Alagaësia e, em pouquíssimos dias, já haviam devastado uma grande área, isso porque eram apenas uns cem homens. Derrubaram árvores, mataram animais, esburacaram o solo e queimaram aquilo que não viam valor. Elfos e Anões sentiram-se intimidados com tamanha destruição sem sentido. Esconderam-se e esperaram, observando e tentando compreender as atitudes daqueles seres. Esse foi o erro de ambas as raças antigas.

Após algumas semanas, os humanos partiram e as raças nativas da Alagaësia sentiram-se aliviadas. Estavam livres daqueles seres. Mas sua tranquilidade não durou muito, pois eles voltaram poucos anos depois. E, dessa vez, era para ficar! Centenas de navios atracaram, trazendo milhares de humanos. Pelo estado, haviam atravessado uma longa e dura tempestade. Voltaram a destruir a natureza, um pouco por precisão, mas a maioria apenas para limpar o caminho!

Começaram a construir suas casas e, só então, os elfos resolveram agir. Um de seus mais fortes guerreiros foi até os humanos ordenar que partissem. Mas os navios estavam em migalhas e era impossível para eles fazerem isso, mesmo se quisessem. O elfo, vendo tal situação, resolveu ser generoso e pedir apenas que parassem com tamanha destruição. Entretanto, assim que foi visto pelos humanos, foi caçado e assassinado.

Guerra! Foi a consequência deste assassinato. Os elfos eram muito mais fortes, mas sua população era escassa, devido às constantes batalhas contra os anões. Os anões, por sua vez, trancaram-se no subterrâneo e esperaram que seus inimigos se matassem. Devido a isso, os humanos, em grande número, conseguiram permanecer vivos. Não tinham capacidade de derrotarem os elfos, mas o oposto também era verdade.

Centenas de anos se passaram e os humanos se espalharam como uma praga, multiplicando-se cada vez mais. Os Elfos, por sua vez, apenas diminuíam. Sua longevidade era imensa, mas sua reprodução era extremamente rara. Os anões tinham o mesmo problema, embora em uma escala menos grave do que seus antigos inimigos. Tudo voltou, de certa forma, a como era antigamente. Alternância entre períodos de guerra e trégua. Mas agora eram três raças, e não apenas duas, massacrando umas as outras.

Quando cerca de 70% da Alagaësia havia sido dominada pelos humanos, um deles se destacou. Seu nome era Angrenost. Isso aconteceu a cerca de duzentos anos. Angrenost provou ser forte, digno, confiável e leal. Completamente diferente dos seus ancestrais. Ele viajou pelo mundo e passou a ser conhecido, primeiramente pelos humanos, mas depois pelos Elfos e Anões, embora isso não tenha sido nada fácil. Aos 60 anos, ele conseguiu unir parte das cidades humanas e convencer as raças antigas de que eles podiam ser aliados. As guerras, depois de tantos anos, finalmente pararam.

Angrenost morreu poucos anos depois, de velhice, e a tensão retornou. A dúvida de se aquela frágil paz continuaria. Seu filho, Oromis, tomou seu lugar e provou ser tão digno quanto seu pai. A paz permaneceu e, até mesmo Elfos e Anões pararam de se enfrentar. Oromis foi sucedido por Ajihad, o qual teve Nasuada como sucessora. O último a subir no poder foi Galbatorix, antigo conselheiro de Nasuada. Durante todos esses anos, a paz permaneceu entre as raças.

Até que, trinta anos atrás, algo mudou. Galbatorix já reinava a dez anos e era considerado tão digno quanto seus antecessores. Entretanto, sem explicação, diversos soldados e criados foram levados para dentro de Urû'baen, o lar do Imperador, e a cidade foi lacrada, impedindo a entrada e saída de qualquer um. Muitas pessoas foram a Urû'baen, mas o Imperador manteve-se trancado em sua cidade, junto com seus servos. Ou seriam escravos?

Dezenas de anos se passaram e a antiga capital da Alagaësia virou um local temido, uma espécie de cidade fantasma, onde ninguém entre, ninguém sai. A paz, que durou por vários anos, parecia prestes a se romper. A desconfiança predominava. Será que uma das três raças havia algo a ver com aquilo? Por que? O maior suspeito, claro, era Galbatorix, mas o mesmo encontra-se inacessível por trinta anos. Deve estar na casa dos sessenta anos agora, se é que ainda esta vivo.

Com o passar do tempo, sem líder e com a desconfiança entre as raças, violência e pobreza tomou conta do continente, principalmente nas cidades humanos. E esse é o estado atual da vasta, e ainda bela, Alagaësia. Por tudo o que aconteceu, Urû'baen agora é conhecida como Cidade Negra e, a própria Alagaësia, como O Reino das Trevas!

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