O Alvorecer Prateado

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O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 8/12/2014, 20:36

O Alvorecer Prateado

Aventura de Aaron Skyblazer.

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— Façam suas preces... malditos.
— Matarei cada um de vocês!


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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Skyblazer em 22/12/2014, 00:46

"Dawn!"



Havia sido uma jornada dura até ali, e sabia Aaron que nem tudo tinham sido flores. Todo o caminho que trilhara até poder de fato chamar-se membro de sua ordem tinha sido amargo como o fel; mas não se lamuriava.

Com os treinamentos e testes, seu corpo, antes esguio e frágil, agora demonstrava músculos robustos e articulações ágeis e responsivas. Seus olhos puderam abrir-se liberando o seu real potencial, e o mais importante de tudo: Tinha encontrado um ambiente ao qual pertencia, e uma causa pela qual podia dedicar sua mente privada de memórias. Uma razão para seguir em frente, quando o passado pouco era além de escuridão e dúvidas.

Onde estivesse, tentaria perceber melhor as proximidades. Buscaria pelo seu fiel amigo, Smoke – O corvo. Aquele animalzinho de asas tanto fora, durante incontáveis vezes, sua única companhia, que agora sentia como se já não pudesse prosseguir sem sua presença constante. Até mesmo caminhar sem o peso do corvo no ombro era desagradável, e por isso sua primeira ação seria no sentido de encontrar seu amiguinho.

Uma vez com a prioridade acima resolvida, tatearia pelos seus pertences para ver o que trazia consigo e poder fazer um inventário prático do que dispunha. Se estivesse na sede de sua Guilda, procuraria pelo seu Mentor (ou mentora), ansioso por completar mais missões pela Ordem da Flecha Prateada; e assim subir o seu caminho em direção aos mais altos postos da organização, tal qual era um dos seus objetivos. Se encontrasse algum superior, pediria:

“Aaron Skyblazer apresentando-se, senhor!” – Ficaria com um joelho flexionado, o punho tocando o chão; e cabeça baixa em sinal de resignação – “Já faz algum tempo que não sou enviado a campo; gostaria de saber se existe alguma atribuição que precise das minhas habilidades” – Seu tom de voz só seria tão respeitoso caso fosse, de fato, um superior que encontrasse. Se fosse apenas o seu Contato/Aliado, se referiria de maneira mais comum e banal, sem abaixar-se, mas ainda pedindo por uma tarefa – “Oh, olá! Hmm, sabe... Eu preciso MESMO de um trabalho novo, sabia? Já faz certo tempo que não estico minhas asas, digo, que não atiro em alguém. Por falar em atirar, será que tinha como me arranjar ou me apontar um lugar em que eu possa arranjar uma segunda Besta? Andei treinando e acho que estou pronto pra usar duas dessas belezuras ao mesmo tempo!” – Falaria, animado.

Caso não encontrasse ninguém, ou estivesse imerso em uma situação diferente, apenas tentaria agir de maneira mais propícia com a situação, sempre agindo de maneira furtiva e cautelosa.




OFF!:

  • Bom, pode criar um nome para meu contato, mas caso queira, eu já criei até um PP pra ele que está aqui:
    Spoiler:
  • Estou agindo como se já estivesse em posse da Besta de Mão que ganhei de Mamãe Noel, pro bom andamento da aventura. Como acho que não terá combate logo de cara, acho que não será problema narrar que tenho, se não utilizá-la ainda, né? Very Happy

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Wolfgang em 23/12/2014, 00:38

Acordar sozinha em um estaleiro nunca era tão divertido quanto dividindo a cama com algum aventureiro... Embora assim fosse verdadeiramente mais seguro. Poucos homens em Gil'ead ainda confiavam em mim, mesmo que muitos ainda caíssem facilmente na minha lábia e não era muito difícil arrastá-los para a cama e extorquir um pouco de seus bens, diretamente ou não. E esses que ainda caíam na minha conversa se tornavam cada vez mais excêntricos, é incrível como justamente estes eram os melhores e mais criativos nas minhas longas atividades noturnas de pura saciedade carnal.

Eu me levantava lentamente fazendo o ritual de sempre: colocar os óculos, vestir minha roupa, checar a adaga presa ao calcanhar e ver se meu dinheiro ainda estava todo comigo. "Tudo certo..." - pensaria com um sorriso, ao confirmar que tudo estivesse em ordem.

Deixaria o quarto imaginando que tipo de dia hoje seria. "Espero que seja um daqueles com muitas surpresas boas." - desejava sorrindo. Eu poderia confirmar isso se ainda tivesse o meu baralho de Tarot, o último havia sido perdido em uma confusão com os guardas da cidade, e era um grande incômodo só de lembrar. "Preciso de um novo." - concluía.

Deixaria a estalagem com um breve cumprimento para quem estivesse no balcão, o pagamento tinha sido feito na noite anterior, e portanto eu não precisaria me preocupar com isso. Caminharia tranquilamente pelas ruas da cidade, examinando os arredores para identificar as velhas lojas que sempre estiveram aqui, meu objetivo seria encontrar alguma de artigos mágicos e eu não tinha pressa para isso.

Encontrando o estabelecimento, eu entraria e iria até o balconista, apoiando-me com os cotovelos no balcão e inclinando o corpo para que meu decote ficasse bem destacado.

- Olá, cavalheiro... - daria um sorriso malicioso, colocando o máximo de suavidade e sensualidade em minha voz e preocupando-me em manter meu olhar fixo nos dele. - Por quanto você me faria um baralho de Tarot? Se quiser posso ler sua sorte... Acha que está com sorte hoje? - umedeceria lentamente os lábios neste momento. Eu nunca fui uma boa barganhadora, mas sabia que aquilo poderia mexer com a cabeça do vendedor e talvez reduzir o preço. Se este estivesse ao meu alcance, colocaria as notas sobre o balcão para pode retirar minha mais nova compra. Por fim, ajeitaria cuidadosamente os óculos sobre o rosto e depositaria as cartas sobre a mesa, caso o balconista concordasse em ter sua sorte lida conforme o combinado, preocuparia-me em manter minhas previsões precisas, mesmo que naquela altura eu já tivesse o que eu queria, e então o diria o que estivesse lendo.

Deixaria o recinto assim que tudo fosse acertado, e dispensaria minha pequena atuação caso o vendedor fosse uma velha ou uma criança, no resto dos casos valia a pena arriscar.

Após comprar meu novo baralho, eu andaria com cautela pelas ruas. A princípio sem um grande objetivo em mente, talvez esperasse que o destino decidisse como seriam meus próximos passos... Caso nada de interessante acontecesse neste período de tempo, eu voltaria para o meu quarto na estalagem, espalhando as cartas de Tarot sobre alguma mesa para ler minha própria sorte.
Spoiler:
Acredito que você possa me revelar certos detalhes, incertos ou não, verdadeiros ou não, dependendo do meu nível de perícia de Tarot, mas deixando para que eu (no mesmo post seguinte) cite as cartas que eu vi, das quais sendo corretamente interpretadas chegassem próximas do que você (como narrador) disser. Acredito que isso poupe que você tenha que aprender Tarot pra poder me revelar algo do futuro e parece coerente para mim.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Elsa em 23/12/2014, 17:36

- Little Girl -



Chegar a Gil’ead não havia sido uma tarefa difícil, ao menos não quando se conseguia uma carona até ela por ajudar um grupo itinerante a não desperdiçar dinheiro com uma falsa relíquia vendida por espertinhos nas estradas de Alagaësia. A gratidão foi tanta que além do transporte decidiram por pagar uma diária em uma das tabernas da região, fato este que nem ao menos foi questionado por mim, uma vez que ao me juntar a eles havia dito que pretendia ir à cidade fortificada para resolver assuntos particulares. Apesar de simpáticos e extremamente prestativos uns com os outros me sentia muito desconexa do grupo e talvez por isso não optasse por mudar meu rumo e seguir com eles.

A realidade é que não havia assuntos particulares para resolver ali, uma vez que só carregava comigo algumas poucas moedas, um vestido de seda simples e uma sacola com um punhado de pão e uma única maçã. Não quis pagar por uma refeição no estabelecimento, achava caro demais para comer apenas sopa aguada e carne dura, a cama, no entanto não tinha do que reclamar já que me encontrava em uma relação de amor intensa com o móvel de quarto. – Hmmm – me espreguiçava sobre ela, não me importando com a qualidade dela. Não fazia idéia de que horas eram, mas sabia que havia dormido bastante e mesmo assim não pretendia me levantar tão cedo. – Eu podia ficar assim o dia todo! – erguia os braços para cima e depois os levava ao rosto para coçar os olhos. Um bocejo preguiçoso soava mais do que um convite para voltar a dormir se não fosse por um empregado do local que batia na porta avisando que deveria me levantar e sair dali, caso contrário teria de pegar por mais um dia.

Virava-me de bruços para a cama, pensando no que fazer pela cidade, mas era exigir de mais do meu pensamento logo após acordar. Meus cabelos pendiam soltos pelo corpo nu, como só tinha um único vestido não o usaria para dormir por questões óbvias. – Ah...que saco! – me forcei a levantar da cama, mas apenas ficava sentada sobre a mesma ainda refletindo sobre o que de fato faria naquele momento. Passei então a trançar o longo cabelo com calma e habilidade, nada mais do que um ritual matutino repetido dia após dia. Quando por fim terminei de trançar o cabelo, segui para meus pertences vestindo minhas roupas e comendo os últimos pedaços de pão e a fruta que restava. – Bom...vamos ver se consigo fazer um bom negócio por aqui. – concluía radiante.

Sairia do quarto e seguiria para o lado externo da taberna, não havia dívida a quitar e meus bens eram poucos e escassos. Andaria pela cidade a procura do comércio local, observaria tudo ao meu redor objetivando lojas ou barracas de antiguidades, com sorte poderia encontrar uma peça valiosa a um preço menor do que ela realmente vale, ou até mesmo uma bela jóia! Isso sem dúvida seria algo a chamar minha atenção. Se encontrasse qualquer peça que me despertasse interesse me aproximaria do vendedor e perguntaria com doçura na voz. – Olá moço! Está vendendo essa peça por quanto? – manteria o olhar sobre o objeto, analisando-o, tentando identificar a origem ou algum traço que indicasse o valor da peça. – O que sabe sobre esse produto? Ele tem alguma história legal? – perguntaria com entusiasmo, abrindo um sorriso infantil e cheio de interesse.


OFF:
Spoiler:
Primeiro Post é Tenso ao quadrado. Bom, minha personagem vai procurar por antiguidades ou jóias, mas como ela é apaixonada pela última opção, sinta-se a vontade para dar atenção maior a elas. Se elas tiverem algum valor histórico ou algo do gênero, gostaria de pelo menor ter essas informações no post pra poder narrar de acordo.
Enfim, é isso. Ainda devo pedir meu presente de natal e se pá eu edito o post para adicionar ele.
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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por anthic em 24/12/2014, 18:44

A new adventure begin's



- E um novo mundo se abre com um singelo passo... - As palavras se perdiam no vento. Ajeitava os cabelos que esvoaçavam à entrada de Gil'ead e sorria, encantada. Jamais estivera naquela cidade de humanos anteriormente. Podia defini-la facilmente como um antro de inúmeras possibilidades, boas e... Talvez nem tão boas. "... Pegar apenas o necessário e então continuar minha jornada... Aqui não é o melhor lugar para uma elfa se esconder..." Caso passasse diante de algum local que refletisse, suas vestes reluzentes que misturavam um belo dourado com vermelho, bem como a sua coroa poderiam ser vistos. Sophie sabia bem que para alguém em fuga, não portava-se de acordo - conquanto vestir-se com vestes escuras e cobrir sua identidade apenas serviria para chamar mais atenção ainda. "Nesse reino de humanos, preciso esconder minha verdadeira identidade... Se souberem que sou uma elfa..." Suspirava em sua caminhada, observando todos os recantos pelos quais passava. Procurava andar cabisbaixa para evitar que seus olhos chamassem atenção. O fato de ser excessivamente mais alta do que as mulheres humanas podia ser um fator agravante, sorte a que homens observavam-na com objetivos diferentes.

Suas últimas aventuras foram um tanto quanto duras. Peregrinar sozinha por terras isoladas e dominadas por seres tão perversos que seriam capazes de ofuscar a própria luz de Sophie se provava uma tarefa árdua. "Não seria mal se eu pudesse repousar aqui por alguns dias..." Olhava nos arredores, procurando por uma loja de armas. Dias antes caiu em uma armadilha com diversas criaturas malignas e famintas à espreita. Ela sozinha não teria sido capaz de enfrentá-los e para tanto que fugiu por sua vida, sendo obrigada a deixar sua espada para trás. Caso contrário não teria sido capaz de escalar o precipício que se colocava em seu caminho. "É uma pena, realmente estava apegada àquela espada." A única coisa que ela carregava que possuía algum valor sentimental era a coroa, encontrada em uma de suas jornadas num templo de Ellennor. Representava a própria esperança que dias melhores estariam por vir. Sabia que não podia voltar à sua vila natal, tudo estaria tão diferente, Sophie Delacroix já teria sido esquecida nos eternos fios do tempo. Sequer sabia quanto tempo esteve fora. Um século inteiro perdido. "Não... Não posso fraquejar e retornar... Só estaria colocando todos em apuros!" Esperava que conseguisse encontrar uma loja o mais rápido possível.

Seus passos leves e tranquilos, um tanto quanto distantes, possivelmente a levariam até o seu destino - no qual seria direta e objetiva. - Olá, com licença. - Sorriria, amigavelmente. - Estou em busca de uma espada metálica. Se incomodaria de apresentar os que tem disponível, bem como o preço? - Sua bela e aveludada voz seguia o ar e exalava tranquilidade e calma. Pegaria pouco mais da metade do dinheiro para contar, dando a entender que aquilo era tudo que ela carregava. Ao longo dos anos aprendeu alguns truques para facilitar suas breves passagens nas cidades. Caso encontrasse os armamentos que estivesse buscando, agradeceria com uma reverência, pagando a quantidade estipulada sem uma palavra e saindo com a espada embainhada. Caso não fosse possível, seria obrigada a levar consigo apenas a espada. Esperava que dali pudesse ir até uma loja de artigos médicos para adquirir um novo kit de primeiros socorros - os inúmeros que ela carregava consigo acabavam com uma velocidade assombrosa - e quem sabe ir até uma estalagem, alugar um quarto por tempo suficiente para tomar um banho e desaparecer daquela cidade de uma vez por todas.

- Senhor? - Chamaria a atenção de quem parecesse o dono da estalagem, caso estivesse diante dele. - Quanto o senhor cobraria apenas para uma breve utilização de um quarto privativo com suíte? - Sorriria, tentando fazer a matemática de quantas moedas ainda sobravam para a não tão jovem Sophie. Se ele tentasse insinuar algo, responderia calmamente com o mesmo sorriso de antes. - Fico lisonjeada com sua oferta, contudo, tenho desejo único de utilizar o dinheiro corrente para limpar o corpo de impurezas.  - Insistiria na utilização única de dinheiro. Caso fosse possível, pagaria, subiria no quarto para tomar um rápido banho e já desceria, indo para a saída da cidade. Caso contrário, já buscaria o lado de fora do estabelecimento. "Hum... Talvez procurar outro? Consigo sentir a terra sob as unhas..." E partiria conforme o desejo de se limpar antes de partir.


<3
Bem, como o Sky, considerei que já estou em posse da coroa... Espero que tenhamos um jogo agradável e prolongado! Se tiver alguma dúvida com as palavras que eu uso... Pesquisa no google Só perguntar :#


Última edição por anthic em 26/12/2014, 23:31, editado 1 vez(es)

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 25/12/2014, 23:31

Mais uma vez o sol ressurgia no longínquo horizonte, nem mesmo os elfos mais velhos poderiam dizer quantas vezes aquele fenômeno já acontecera, mas, mesmo assim, era algo apreciado por muitos até o dia presente. Em Gil'ead, uma das mais importantes cidades do império, as pessoas começavam a acordar e iniciar suas tarefas matinais. Mulheres preparavam comida e acordavam seus filhos, homens iam até seu trabalho e começavam sua longa jornada. Mais um ciclo começava e, mais uma vez, se dirigia ao seu fim. Mas, para alguns jovens, aquele dia prometia ser muito mais do que apenas rotina.

Aaron andava pelos corredores estreitos da sede de sua Ordem, com seu corvo Smoke seguindo-o, voando em círculos ao seu redor. Havia se levantado a pouco e, devido ao sono, nem sabia o que trazia consigo. Olhar para si mesmo e apalpar-se algumas vezes foi suficiente para resolver o problema. Além da sua roupa habitual — pelo menos disso ele não esqueceu! —, estava com a sua besta e só. Aquele jovem tinha sérios problemas com memória, literalmente!

Evelyn, por sua vez, acordou sabendo muito bem onde estava e onde gostaria de estar! Saiu do pequeno quarto alugado e desceu as escadas, chegando ao salão principal do bar/estalagem. Lá havia algumas dúzias de mesas e algumas poucas pessoas sentadas, quase todos homens, já bebendo. Todos pareceram parar ao ver a bela jovem que parecia desfilar por entre as mesas até a saída do local. Um dos homens chegou até mesmo a derrubar a bebida nas calças devido à sua... concentração.

O local era abafado e mal iluminado, o que fez com que ao sair, a jovem semicerrasse os olhos por instinto, evitando a luz do sol. Mesmo assim, um homem alto e loiro chamou a atenção da jovem. Levava um casaco rosa sobre os ombros e possuía olhos azuis, mas o que mais chamou atenção foram as suas orelhas pontudas. Entretanto, ele sumiu de sua vista ao entrar por onde Evelyn havia a pouco saído. Alguns segundos depois, pensou ouvir diversas e altas gargalhadas vindas do estabelecimento em que estivera. Seria por causa do elfo?

Elsa — ou seria Às? — acordou e se levantou relutantemente. Sua diária havia terminado e um funcionário já havia até mesmo a apressado a sair dali, como se fosse uma qualquer. Sem vontade, e sem opções, se arrumou e saiu do quarto alugado, deixando a preciosa cama para trás. Descia as escadas quando encontrou um homem carrancudo subindo com passos pesados, o qual parou ao vê-la e a encarou durante um longo tempo. Seria ele o homem que havia a acordado? Talvez estivesse indo apressá-la novamente.

De qualquer forma, a jovem Arendelle chegou ao salão principal. Era um local escuro e sem janelas, o que fazia com que as faces das pessoas que ali estavam fossem substituídas por sombras sem expressões. Mesmo assim, a jovem sentiu como se estivesse sendo observada e apressou-se a sair dali. Mas não sem antes ouvir um deles pedir por água e os demais caírem na gargalhada por causa disso.

A medida que os três jovens anteriores acordavam e começavam seus respectivos dias, Sophie, já acordada a horas, passava pelos portões da cidade. Dois guardas mantinham-se estacionários, um em cada lado do portão, olhando para todos os que passavam ali, em busca de algo fora do normal. Diversos outros guardas patrulhavam por ali, alguns nas torres próximas, outros na praça ou ao redor da pequena fonte que havia logo na entrada da cidade, até mesmo fora dos muros haviam guardas patrulhando.

Um dos estacionários olhou para Sophie e manteu seu olhar sobre ela, estreitando sua visão lentamente, como se tentasse ver algo de errado escondido ali, atrás da coroa dorada da jovem. No entanto, o guarda desistiu pouco depois e voltou a observar os demais que passavam pelo portão.

— Oh, olá! — Dizia Aaron, ao ver sua mentora, Arthemis. Ela não se chamará Skyblazer! Mesmo sob a armadura, era possível ver suas belas curvas. Entretanto, sua expressão era fechada e sua voz não tão doce quanto alguém imaginaria a princípio.

— Onde estão suas setas? — O ladino levou um segundo para responder e a mulher dispensou com um aceno. — Esqueça! Fique com essas, eu pego mais depois. — Retirou uma pequena aljava presa em sua perna direita e jogou para Skyblazer, mantendo apenas a da perna esquerda consigo. — Por enquanto não há missões, saia e procure por si mesmo, seus olhos são bons, não? — Não esperou resposta para continuar. — Ah... E sobre uma segunda besta, conversaremos sobre isso quando você voltar! — Novamente sem esperar resposta, continuou seu caminho, dando um pequeno tapa no ombro de Aaron ao passar por ele. Smoke crocitou lá do alto.

A desinibida Blackrose entrava em uma pequena loja de artigos excêntricos, chamada de Buraco Negro, e já ia curvando-se por sobre o balcão, mostrando todo seu charme para o dono do estabelecimento. A loja não era movimentada e possuía pouquíssimos clientes por dia, o que explicava o senhor, dono do local, estar cabisbaixo e distraído quando a bela mulher se encostou em seu balcão, chamando a sua atenção. Isso também explica a reação exagerada do homem ao ver aquele belo par de... olhos na sua frente, tão subitamente.

Enquanto a jovem falava, o homem tentava manter-se atento ao seu pedido, mas a gravidade parecia estar exercendo uma força maior em seu rosto, sempre curvando-o levemente para baixo. Levou longos segundos até perceber que Evelyn havia se calado e esperava por uma resposta.

— Oh... Oh... claro! — Gaguejou o velho, finalmente tirando os olhos da jovem. Correu até uma gaveta na lateral de sua pequena loja e, de lá, retirou uma pequena caixa de madeira ornamentada. Era retangular e negra, cerca de 30cm por 20cm. O homem calvo de cabelos grisalhos levou até a frente da jovem e abriu a caixa, revelando um belo baralho partido ao meio, sob um delicado tecido carmesim. — Esse é o melhor que eu tenho! — Disse, empurrando para Evelyn. — Tanto a caixa como as cartas foram feitas manualmente por ótimos artesões. Eu pretendia vendê-la por cinco mil, mas... — A gravidade o afetou novamente antes que pudesse continuar. — Mas para uma bela jovem como você, que tal eu vender por apenas mil e aceitar sua leitura? Acho que estou com bastante sorte hoje!

Com um sorriso radiante, tão belo que conseguiu atrair o olhar do velho por alguns segundos, Evelyn deu o dinheiro pedido e, logo em seguida, embaralhou o baralho e passou a puxar as cartas, colocando-as em sua frente. As pessoas tendiam a apressá-la, perguntando o que ela estava vendo ou coisas do tipo. Aquele humilde senhor não, ele apenas esperava pacientemente, enquanto olhava para o belo par de... mãos que a jovem possuía.

Após puxar as cartas e interpretá-las, a mulher teve uma triste, talvez, surpresa. Tarot nunca foi algo 100% preciso, Evelyn sabia disso melhor do que ninguém, mas não é porque era impreciso que iria errar. E aquelas cartas que ela puxou diziam apenas uma coisa: O velho morrerá ainda hoje!

Enquanto esse fatídico futuro era descoberto pela bela mulher e o senhor suspirava observando a Blackrose sem saber do que o aguardava, Elsa passava lentamente na frente da loja. Seus olhos procuravam por antiguidades ou pedras preciosas, mas parecia estar sem sorte. Quase todas as lojas e barracas que via era de comida ou equipamentos e armas. Raramente via uma loja de livros, objetos excêntricos ou qualquer outra coisa fora do normal.

Foi então que a sua sorte pareceu mudar. Não achou nenhuma loja de antiguidades, mas achou uma pequena barraca de equipamentos femininos, todos bem ornamentados e com várias jóias encrustadas. Na frente da barraca havia alguns pedestais e alguns equipamentos estavam a mostra, enquanto o vendedor e, provavelmente, dono gritava a plenos pulmões o quanto sua mercadoria era boa, bonita e barata. Vestia roupas alaranjadas e extremamente folgadas no meio, mas apertadas nos extremos, o que o fazia parecer vestir vários balões.

Uma peça em especial atraiu a jovem Arendelle, de fato havia puxado à seus pais. Era uma bela tiara de prata, com uma pequena pedra preciosa encrustada no centro. Mas o mais importante, era que não era trabalho humano, mas sim élfico. Aquilo sim era um achado. Pensou em se aproximar e observar melhor, mas quando estava a uns dois metros do pedestal com a tiara, um garoto de uns quinze anos passou na sua frente, próximo do pedestal, e a tiara sumiu! Será que ele havia roubado?

Três segundos depois, um guarda correu para a frente do garoto e acertou-o com um potente soco, jogando o garoto ao chão e a tiara, antes embaixo de seu braço, aos pés da jovem Elsa. A maioria dos civis gritaram e correram em busca de abrigo, enquanto os demais guardas corriam para próximo da confusão. O garoto permanecia grogue, com sangue escorrendo de sua boca e uns três dentes quebrados. Pode ter sido apenas um soco, mas foi desferido com um punho coberto de metal!

Sophie, por sua vez, foi surpreendida por ver um guarda arregaçar a boca de uma criança sem motivo aparente. E, pior, o homem avançava lentamente na direção do jovem, que chorava e estava quase perdendo a consciência, enquanto seu sangue fluía para o chão de pedra. Quase todos corriam para longe do acontecido, enquanto que outros guardas corriam para cima do acontecido. Um homem, com roupas esquisitas, gritava com uma voz trêmula:

— Ah! Socorro! Roubo! Socorro!

Status:
Aaron:
+Pequena Aljava (6 Dardos)
Evelyn:
-1.000 moedas
+1 caixa de madeira ornamentada
+1 baralho de Tarot
Elsa:


Última edição por ADM.Noskire em 28/12/2014, 13:23, editado 1 vez(es)

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por anthic em 26/12/2014, 00:15

Fateful meetings



Finalmente o dia de partir. Já estava em Gil'ead há alguns dias e a agonia de permanecer entre os humanos era imensa. Criaturas que se multiplicavam sem controle, dominando e destruindo tudo pela frente. Controlados pela violência e pelos impulsos materiais, criando uma atmosfera terrível de injustiça, corrupção e impunidade. - Estar aqui foi bom para recuperar minhas energias... Mas já é hora de partir... - Soltava as palavras no ar, ignorando se alguém a escutava. Estava especialmente tranquila. Havia acabado de sair da estalagem que hospedara-se - quitando suas dívidas apropriadamente - de forma confortável. Já havia feito a sua refeição do horário e se certificado de tomar um bom banho antes de sair. Conseguiu recuperar o fôlego para a nova jornada que se abria diante dela. "Não é bom ficar parada muito tempo..." Sabia que tinha de proteger a joia à todo custo, não permitiria que a encontrassem tão facilmente. Se tivesse que continuar fugindo por toda a sua vida, então esse seria o seu destino. Só gostaria de lembrar de seu passado no processo.

Procurava dar uma última caminhada pela cidade fortificada. Por mais que a miséria estivesse espalhada difusamente, recantos de bondade ainda podiam ser vistos esporadicamente - e aquilo a nutria, dava esperanças que dias melhores estavam por vir. Seu contato no mundo exterior com vampiros, lobisomens e criaturas malignas não foi exatamente agradável, então não estava ansiosa para deixar a proteção que os muros conferiam. Entretanto, sabia muito bem que chamava atenção. E os dias ali estavam contados, especialmente se descobrissem que era uma elfa. Ajeitava suas vestes que, para um observador cuidadoso e conhecedor de religiões, notaria que eram as de uma sacerdotisa. O vermelho representando Aerdrie Faenya - a Deusa maior dos Elfos - e o dourado representando sua raça élfica. Procurava evitar carregar consigo símbolos dos Deuses para evitar complicações. Se é que aqueles eram realmente os deuses dos quais ela seguia.

"Seria bom conseguir outro cajado. O anterior acabou se perdendo em mãos furtivas..." Exalava o ar frustrada, cansada das surpresas que as trilhas escuras traziam junto de suas jornadas. "E também seria bom encontrar um grupo confiável para me permitir investigar o passado. E quem sabe não ter que lidar com tantos contratempos..." Dava de ombros, procurando deslocar-se até alguma loja de artigos mágicos que estivesse aberta naquela hora. Sabia muito bem que sua esperança de companhia era um tanto quanto infundada. Uma elfa encontrando companheiros humanos em Gil'ead. Achava melhor concentrar-se no imediato. Caso encontrasse a loja em questão, entraria sem demora. - Olá... - Sorriria, fazendo uma reverência. - Estou em busca de um cajado mágico. - Procuraria olhar nos arredores para averiguar se também haveria algo mais que a interessasse. - Também ofereço meus serviços de reparação por um preço justo. O pagamento pode ser em moedas ou em artefatos. - Aguardaria a resposta, na esperança que o mesmo fosse o dono do estabelecimento.

Caso não conseguisse encontrar uma dessas lojas, ou seus serviços não fossem necessários, seguiria para um templo qualquer. Certamente algum que adorasse uma divindade bondosa. Imitaria as pessoas nos rituais para entrar no local e como se portar para não chamar muita atenção. "Faenya, peço que me guie em minha jornada para descobrir quem eu sou." Faria uma reverência simples. Caso algum sacerdote acabasse vindo a questionar sobre suas vestes, utilizaria suas habilidades mágicas para tentar despistar seu descuido ao introduzir uma ideia no indivíduo. - Sou uma simples serva do bem, acho que o senhor se enganou. - Sorriria, cândida, para então sair do local tranquilamente, em busca da saída da cidade. "Aqui não tem mais nada para me oferecer..."


Info
Post editado para a nova Sophie linda maravilhosa <3


Última edição por anthic em 28/12/2014, 13:23, editado 5 vez(es)

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Skyblazer em 26/12/2014, 00:43

"Raven"



Certificando-se que a distância abafaria os sons sibilantes dos seus dizeres, Skyblazer olhou furtivamente para a silhueta feminina de Arthemis, desejoso – “Sua gostosura cresce em direta proporcionalidade à sua impaciência... Êta mulher boa, né não Smoke?” – Skyblazer sussurrava baixinho, segundos após esticar o antebraço, esperando que seu fiel escudeiro entendesse o chamado e pousasse ali.

“Bom, pelo menos agora temos fogo pro canhão” – Refletia em voz alta, passando a mão satisfeito por sobre a aljava, surpreendendo-se – “Peraí, como assim só 6? Ahhh, Smoke, essa garota ainda vai nos matar. Será que ela confia tanto em minhas habilidades assim, ou só quer se ver livre mesmo? Puts...” – Recobrava-se, sorrindo em seguida – “De qualquer forma, pelo menos em um ponto de vista ela está certa... Se queremos um novo horizonte, precisaremos voar!”

A conclusão era seguida por uma tentativa simples de percorrer aqueles corredores, que já lhe deveriam ser a esta altura mais do que conhecidos, mas dessa vez no sentido exterior da Sede da Ordem. Desejava sair e ir de encontro à zona urbana, junto com todos os mistérios e desafios que esta caracteristicamente guardava para os aventureiros que sabem procurar no local correto. No caminho, checava à algibeira para ver quanto dinheiro possuía, e concluir se aquilo poderia lhe pagar uma cerveja quente, ou um vinho não tão mofado. Caso obtivesse uma resolução positiva quanto às finanças, se direcionaria à taverna mais próxima, isto é, se conhecesse uma ali.

Na hipótese de não conhecer nenhum local, abordaria algum civil transeunte ao mesmo tempo em que puxava seu capuz para trás, mostrando o rosto, cabelo e liberando toda a percepção periférica dos olhos; tal ato visava provar que não demonstrava perigo para o abordado, além de obviamente conseguir liberar todo seu potencial visual – “Opa, oi. Desculpe te interromper, mas só queria saber, existe alguma taverna boa aqui por perto? Sabe como é, não importa quantos anos eu more aqui, ainda me sinto um completo estrangeiro nessa cidade labiríntica! Hahah” – Tentaria demonstrar bom humor, almejando receber uma resposta também bem humorada.

Uma vez com a localização de uma taverna em mãos, optaria por seguir a trajetória que lhe fosse mais curta. Mas não se engane, ele sabia que aquela não era uma caminhada por prazer; sabia que era puro trabalho. Justamente por isso era que levantava seu capuz mais uma vez, e deixava seus olhos de águia atentos à qualquer movimentação estranha. Sussurrava baixinho com Smoke, sempre parando ao se aproximar de pessoas, para que não pensassem que era louco – “Ei amigão, você sabia que em breve você terá um irmãozinho? Pois é, com sorte eu capturo uma fêmea para que você possa ter alguma ação... Sabe como é né? Pelos meus cálculos, você já tá chegando na vida adulta e tal... Bom, que tal você dar uma voada e vir me avisar se encontrar algo estranho?” – Ele incentivava o pássaro ao voo, mas não se iludia. Sabia que Smoke não estava no auge do treinamento, e que alguns truques mais complicados assim ainda lhe eram complicados demais. De qualquer forma, tentaria.

Uma vez, e se, chegasse na taverna, entraria; mas não como aqueles forasteiros, não. Entraria silencioso, com o máximo de furtividade. Não tinha porque chamar atenção abrindo as portas do local em um estilo Western. Apenas chegaria e caminharia pela lateral do recinto até um canto do balcão, local no qual faria um gesto com a mão. Se fosse atendido, colocaria uma quantia que calculasse ser um pouco maior do que o valor de uma caneca de cerveja, esperando que o balconista entendesse o ato de suborno implícito – “Uma caneca da sua cerveja mais vagabunda, e a atualização dos podres da região, fazendo favor, moço?!” – Sorria de canto de boca, forçando seus olhos a emitir um branco mais forte, em função da animação represada em sua alma.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Wolfgang em 26/12/2014, 02:16

"Um ótimo desconto... vitória!" - pensava com um sorriso de satisfação. Agora eu precisava cumprir com minha palavra, prontamente embaralhando as cartas com aquela maestria que somente os frequentadores de bares e assíduos praticantes de jogos de azar dominavam, brincando com elas entre os dedos. Respirando fundo, como era de costume, eu puxava três cartas, as colocando cuidadosamente em frente ao atendente. A primeira carta era O Pendurado, seguida do Diabo e por fim... "Oh... Eu não queria estar no seu lugar." - pensava, mas sem deixar transparecer qualquer sentimento negativo.

- Independente do que o senhor fará hoje... Recomendo cuidado redobrado. - a última carta não mentia, mesmo que as anteriores sugerissem um bom presságio, que nem era o caso, A Morte nunca era uma carta muito bem vinda. - Obrigada por tudo, cavalheiro. - e daria uma piscada ao homem, como se aquilo suavizasse aquela terrível previsão. Possivelmente aquela era a última venda daquele velho. "Eu não menti." - antes de sair da loja, eu examinava aquela caixa, certificando-me que era um belo exemplar, e por fim guardava minha mais nova aquisição em seu interior.

Minha primeira previsão com o baralho novo não era das mais agradáveis. "Já começou me desafiando?" - perguntava retricamente ao próprio Destino, ele sempre gostou de me desafiar, desde criança eu estive lutando contra ele, e dificilmente buscava ser aprazível. Por essa razão eu sempre gostei de ler Tarot, era minha forma de responder aos seus desafios, quase como uma provocação mútua entre uma mulher e o próprio Destino. Detestávamos-nos.

Com objetivos imprecisos, eu deixaria o recinto para poder caminhar pelas ruas, onde normalmente os eventos mais interessantes aconteciam, fora os que se desenrolavam entre quatro paredes... Não queria chamar muita atenção, mas era inevitável caminhar sob meu típico andar gracioso. Faria-o calmamente, observando os arredores em busca de uma perturbação fora do normal, onde talvez eu pudesse tirar algum proveito.

Caso fosse mais um daqueles dias tediosos e mais nada de relevante, prontamente alteraria meu rumo e partiria em direção à taverna mais próxima. Fazia um bom tempo que eu não pisava em um daqueles lugares deploráveis, mas eu sentia um pouco de falta daquele ambiente de libertinagem... Mesmo na maioria das vezes não sendo tão agradável ser o centro da atenções, o que normalmente acontecia.

Uma vez dentro do estabelecimento, eu procuraria um cavalheiro agradável no balcão para me sentar próxima, talvez assim pudesse ouvir alguma informação de meu interesse. - Uma dose de algo agradável que você tenha aí. - cruzaria minhas pernas, inclinando-me levemente para a frente, enquanto apoiasse o cotovelo sobre o balcão e ajeitasse a armação do óculos com a mesma mão. Manteria um tom de voz suave, encarando o balconista com um sorriso simpático e delicado. - Traga algo de qualidade, por gentileza. - reforçava. Sabia que não podia exigir muito das espeluncas daquela cidade, mas talvez ele me liberasse algo especial que estivesse guardado em algum canto escondido. Não passaria desta única dose, acreditando que o meu dinheiro restante seria mais do que o suficiente, se não fosse, eu daria um jeito. Eu sempre dava.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Elsa em 26/12/2014, 03:13

- Girls Like Jewelry -



Gil’ead havia até o presente momento se mostrado uma cidade frustrante demais para meu gosto. O sono interrompido, para muito poderia ser algo normal da rotina, mas era algo do cotidiano das demais pessoas, não o meu. O rosto mal encarado que encontrei ao sair do quarto não me assustava, se era um cliente da taverna ou o homem que havia praticamente me tirado do quarto pouco importava, ergui o queixo e elevei o olhar enquanto soltava um suspiro de desaprovação. Descia as escadas de braços cruzados, gostaria de poder dormir até mais tarde, mas já não era hora de ficar me lamuriando pela situação, o salão da taverna se apresentava para mim na mais profunda penumbra. – Esse lugar não tem janelas? – olhava para os lados a procura das mesmas, mas logo desisti, pois afinal de contas, não ficaria ali nem mais um minuto.

Embora os rostos irreconhecíveis pela luz do ambiente fosse algo de fato incômodo a ponto de me dar certo medo o clima de tensão encontrava alívio mediante um pedido inusitado ao qual não pude evitar o riso. – Ele não deveria fazer um pedido desse assim tão alto! – pensava tentando disfarçar o sorriso com uma das mãos até de fato sair do estabelecimento. Uma vez do lado de fora pude novamente me espreguiçar, erguendo as mãos ao céu e deixando a luz do sol me aquecer um pouco enquanto soltava um leve gemido de prazer. – Que o dia seja tão bom quanto um diamante bem grande! – me divertia com meus próprios pensamentos enquanto me colocava em movimento pela cidade.

A animação inicial crescia com a expectativa de encontrar com algo interessante e de valor, mas conforme passeava e observava as lojas sentia que havia me precipitado em não seguir com os itinerantes que me trouxeram até Gil’ead. – Mas que porcaria de cidade! Não tem nada interessante além de comida e equipamentos para soldados! – sussurrava baixinho enquanto andava com as mãos para trás. Nada por ali parecia de fato despertar meu interesse, nada ali parecia de fato ter algum valor tanto monetário quanto histórico o que em outras palavras me fazia literalmente pensar em dar meia volta e alugar novamente o quarto para dormir. Por sorte ou mero destino, uma barraca chamava a atenção. Estreitava os olhos tentando observar ainda longe o que era vendido. – Bijuterias? – sentenciava apenas pela fala do dono da barraca. Ninguém venderia ouro a preços baixíssimos, muito menos outras pedras preciosas, mas ainda sim me aproximei.

Observava todas as peças, mesmo que o constante grito e as roupas chamativas do vendedor me tirassem a concentração notava em meio às jóias uma que se destacava das demais. – Olha...queimei minha língua. – um sorriso se abria ao notar o ornamento, o brilho e a forma daquela tiara. – NÃÃÃOOO! É élfico! Não tenho dúvidas! – finalmente uma agulha em meio ao palheiro, uma pequena pepita de ouro em meio a pedras negras e sem graça, aquela tiara cativava minha curiosidade. Quando e quem poderia ter a produzido? Quem a teria usado? Como teria chegado até ali. Mesmo sendo de forma tão simples para as pessoas normais, aquilo era de uma beleza e perícia dignas de uma atenção mais refinada.

Meus olhos brilhavam por ela e senti-me tentada a encher o vendedor de perguntas. Porém, antes que tivesse esse tempo um vulto passou a minha frente e a peça escapava de minha vista, me surpreendendo. – O que? – me afastei assustada e olhando para os lados. Foi algo tão rápido que nem tive tempo de pensar sobre a situação. Tão rápido quanto o larápio foi seu algoz, golpeando-o de maneira implacável a ponto de fazer a tiara que havia pegado cair até meus pés. – Hum? – olhava para o chão encontrando imediatamente a jóia. – Meu Deus! – me agacharia rapidamente para retirar a mesma do chão. – Será que amassou? Não pode! – puxaria a seda do vestido para limpar a jóia enquanto procurava por algum sinal de danos na mesma. Sabia muito bem o quanto um amassado podia empobrecer o valor daquela preciosidade. O alarde com o ladrão parecia continuar, mas eu nem estava me importando para a situação, minha atenção estava em outra coisa mais importante afinal de contas.

Depois de limpar e verificar a peça caminharia em direção do vendedor para lhe entregar a mesma. – Senhor? Sua tiara. – estenderia na direção do homem. – O que sabe sobre essa jóia? Ela me interessou bastante! – perguntaria sem muitos rodeios e com um sorriso bobo no rosto. Conforme ele explicasse pediria para poder novamente ter a peça em minhas mãos para dar mais uma olhada, tentando encontrar detalhes que tivessem passado despercebidos por mim. – Você tem mais jóias guardadas? – se ele possuía uma peça élfica, por que não haveria outras mais valiosas com ele? Se ele respondesse positivamente a pergunta, pediria para ver outras peças. – Posso vê-las? Se não se importar é claro. – Voltaria a analisar a tiara e só então perguntar o preço dela para poder avaliar se era de fato compatível ao real valor dela.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 4/1/2015, 20:49

Sophie andava pelas ruas de Gil'ead, dividida entre deixar a miséria daquela cidade humana para trás ou sair e correr o risco de enfrentar os seres das trevas. A maioria preferia a primeira opção, o que justificava tantas pessoas ali, mesmo aquela cidade não sendo a das melhores para se morar. Hoje em dia, muitos preferiam a segurança do que o conforto. Até porque, a maioria dos que preferiam o conforto, morreu. Mas antes de ir, a clériga resolveu buscar por um cajado e passou a andar procurando por uma loja que pudesse vender o mesmo.

Após secar descaradamente a sua líder, Aaron saía de sua base com seu corvo no ombro direito. O ambiente levemente sombrio foi substituído por uma luz intensa assim que o ladino passou pelas pesadas portas de metal. Smoke pareceu não gostar de tanta luz e crocitou para o sol, como que para que o mesmo apagasse. Nada aconteceu. Seu dono começou a falar sobre lhe arranjar uma companheira e pediu para que o pássaro voasse e procurasse por algo incomum. O corvo olhou para Aaron durante um longo tempo e bicou seu capuz, sem sair do lugar. O humano, sem escolha, continuou seguindo até um bar que conhecia.

Evelyn leu a sorte do vendedor e deu-lhe uma dica do que o esperava a seguir, deixando-o perplexo com a falta de detalhes e o mau presságio. Como assim? Ouviu-o dizer enquanto saía do estabelecimento. Algumas pessoas passaram apressadas ao seu redor, murmurando entre si e olhando para trás. Por curiosidade, seguiu para onde as pessoas vinham e começou a ouvir alguns gritos esporádicos. Pareciam pertencer à um garoto.

Elsa, por sua vez, apanhou a tiara roubada e passou a limpá-la e analisá-la, enquanto os guardas cercavam o garoto, já quase apagado, e começavam a espancá-lo. A tiara estava em boas condições, sem nenhum arranhão. O garoto, por outro lado... Digamos que os guardas não conheciam a palavra piedade.

O vendedor, aquele com roupas estranha, gritava igual uma menininha, enquanto via o garoto sendo despedaçado na sua frente. Desviou o olhar e viu uma jovem com a tiara roubada. Parou por um momento, tentando entender o que estava acontecendo. Quando estava prestes a gritar para os guardas, a jovem veio até si e estendeu-lhe a joia. O homem pegou a peça, meio aturdido com a situação, e a jovem começou a perguntar-lhe sobre a joia, como se aquele fosse um dia normal e crianças andassem por ali, tomando sorvete.

A bela bruxa chegou em um local quase deserto do mercado da cidade, com exceção de dois grupos de pessoas. Isso já era bem peculiar, tão pouca gente ali naquele horário do dia. Um dos grupos era composto por um cara de roupa laranja e uma senhora de cabelos brancos. Mais ou menos um metro à esquerda, um grupo de seis guardas espancavam o que parecia ser um garoto. Suas botas de metal encontravam a carne do garoto e penetravam quase sem nenhuma resistência. Vez ou outra um creak era ouvido, indicando menos um osso inteiro. Os gritos já haviam cessado a alguns segundos. Será que o jovem ainda estaria vivo?

A jovem com dupla personalidade ainda se importava apenas com a joia e perguntou para o vendedor se ele havia mais coisas guardadas. Ainda com expressão atônita, o homem apontou para o interior de sua pequena barraca. Alternou seu olhar entre a mulher e os guardas. Será que ela não esta vendo isso? Pensou. Mas como não havia nada que pudesse fazer ali, suprimiu suas emoções e seu nervosismo e entrou na barraca, onde passou a mostrar todas as peças que possuía para a jovem. Ela havia acertado: Bijuterias! Com exceção da tiara, claro, que o vendedor disse vender por cinco mil. Antes custava dois, mas a jovem mostrou tanto interesse que o comerciante aumentou o preço sem pensar duas vezes em pensar duas vezes.

Aaron finalmente chegou a taberna que procurava. Passou por várias outras no caminho, mas continuou seguindo até aquela que conhecia. A única que conhecia, para falar a verdade. Entrou e foi até o extremo do balcão. Apenas uns dois ou três homens pareceram notá-lo, principalmente por causa do pássaro negro ainda no seu ombro.

Duvidava que a cerveja custasse mais do que 100 moedas, então colocou 200 no balcão e esperou pelo dono, que veio logo em seguida. Era um senhor na casa dos 40 anos, com uma barriga extremamente proeminente e um longo bigode que deixava-o muito, mas muito esquisito. Ao ver o dinheiro do jovem caçador e ouvir suas palavras, entendeu o recado e seus olhos parecerem brilhar de ganância. Puxou as moedas para si e deixou-as cair em algo que o ladino não viu. Foi buscar uma caneca de uma cerveja marrom e sem espuma e logo voltou. Encostou-se no balcão com seu ombro gordo, como quem não quer nada, e passou a limpar uma caneca velha pela milésima vez no dia.

— Trevas. Oeste. Vermelho. — Falou em voz baixa e logo se afastou, deixando o arqueiro confuso. Smoke pulou para o balcão e bebericou o líquido escuro, grasnando logo em seguida e voando para longe.

Sophie andou muito até finalmente achar uma loja que parecia ter aquilo que procurava. Chamava-se Buraco Negro e possuía diversos itens esquisitos, digamos assim. Entrou e pediu por um cajado mágico. Em algum outro momento, o homem teria gargalhado da elfa, mas ele encontrava-se aturdido, confuso. Portanto, apenas apontou para o canto da loja e a jovem foi até lá.

Enquanto andava até o local indicado, viu vários itens, como livros, caixas, pequenas estátuas de madeira ou metal... Mas chegou até alguns cajados e, após observá-los por um momento, percebeu que não tinha dinheiro para comprar nenhum deles. Os mais baratos custavam duas mil moedas. Mas, para sua felicidade, talvez, ao lado havia algumas pequenas varinhas, e estas custavam mil e quinhentas moedas, exatamente o que a bela elfa possuía em sua algibeira. O dono do local, por sua vez, parecia tão distraído que um larápio poderia sair com um cajado em cada mão e o vendedor não perceberia. Mas será que a elfa seria capaz de algo similar, ou contentaria-se com uma simples varinha?
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Titanic, pode escolher a imagem da varinha ou do cajado se for comprar ou furtar algum.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por anthic em 5/1/2015, 11:55

Honesty is a virtue



A sua jornada na cidade necessitava ser breve. A violência viciosa e sagaz que irradiava de cada esquina trazia grande desconforto para a elfa. Finalmente havia encontrado um local que parecia adequado para suas exigências. "Buraco negro, é..." Suspirava, antes de entrar no local. Não era exatamente um nome convidativo à novos clientes - só não podia colocar seu preconceito à frente das necessidades. Afinal, estava em uma cidade de humanos. Demorava um pouco mais do que deveria à entrada, mas logo cedia às urgências das circunstâncias e avançava para o interior da loja.

A primeira impressão era a de uma loja humana com objetos mágicos. Nada muito semelhante ao nome dado, entretanto, nada espetacular como as coleções élficas. O que mais chamava atenção dela em meio aos apetrechos eram as feições do vendedor quando ele respondia a pergunta sobre bastões mágicos apenas ao apontar o local. "Ele não me parece muito bem..." Ponderava por um momento se realmente deveria estar fazendo aquilo, seu objetivo naquela cidade era apenas recobrar as energias e partir sem chamar atenção. Conquanto seu coração a forçava a preocupar-se com os demais de uma maneira que não sabia explicar.

- Senhor... - Aproximava-se dele com a ternura no olhar. - Desculpe-me o atrevimento de invadir o seu espaço pessoal, entretanto, notei que está um tanto abatido... Aconteceu alguma coisa em que eu possa ajudar? - Parava por um momento para escutá-lo, atenciosa. Se ele explicasse que teve um mal presságio de qualquer forma, seguraria uma das mãos dele com ambas as mãos e utilizando suas habilidades de cura de forma lenta e fraca para trazer conforto para o homem. - Confie na sabedoria dos Deuses. Tudo que acontece é com a permissão deles, se o senhor recebeu essa informação, encare-a como uma bênção. O destino é, de fato, apontado para um local, contudo, podemos muito bem mudar a direção e remar contra a maré do tempo e mudar o que nos espera. - Parava de falar por um momento para avaliar a expressão que ele fazia, antes de continuar sem deixar ele falar.

- Trate isso como um presente precioso em que o senhor teve a chance de resolver suas pendências e a chance de se preparar para o que virá. Seja bom ou ruim, depende unicamente do senhor a força de vontade para mudar o seu futuro. - Soltaria as mãos dele com um sorriso, deixando-o pensando no que ela falou e voltava para o objetivo inicial de estar ali - os bastões. Caso ele não fale nada, deixaria ele para lá e iria ver os objetos. Eram diversos itens mágicos com preços inacessíveis para a jovem. O mais barato, uma varinha de 1500 moedas não era exatamente o que ela tinha em mente. Estava longe de ser adequada para suas necessidades. "Ahhh... Preciso controlar meus sentimentos, estou começando a guardar raiva dos ladrões que levaram meus pertences... Humpf.." Dava de ombros, lembrando que ainda era capaz de realizar serviços mágicos, pegando um cajado que não estivesse entre o grupo de 2000 e parecesse poderoso levando-os até o balcão.

- Desculpe novamente por incomodá-lo nesse momento... - Colocava os dois objetos sobre a mesa e apontava para a varinha de 1500 moedas. - Eu só possuo dinheiro suficiente para comprar essa varinha. Entretanto, estou interessada nesse cajado. Possuo habilidades em reconstituir objetos quebrados e mudar suas propriedades. Gostaria de aceitar meus serviços em troca de um desses dois itens? - Sorria, aguardando sua resposta. Caso aceitasse, ficaria para desempenhar sua função, caso contrário apenas pagaria pela varinha e deixaria a loja com uma reverência indo para o portão de Gil'ead.



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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Wolfgang em 7/1/2015, 00:48

Uma série de gritos chamava minha atenção, fazendo com que instintivamente eu me dirigisse até o local de onde os sons estavam vindo, por pura e somente curiosidade. A cena era um tanto quanto desprezível, mas nada que eu realmente me importasse, somente mais um dos inúmeros casos de abuso de autoridade que aqueles guardas porcos gostavam de fazer, para compensar o quão patéticos e incompetentes eram.

Novamente, aquilo não era problema meu e tampouco me preocupava com a vítima daqueles pontapés. Por outro lado, era inegável que aquele escândalo era um tanto quanto desagradável. "Estes porcos não tem mais o que fazer?" - questionava, imaginando se toda aquela violência era resultado de abstinência sexual... Ou alguma frustração semelhante. "Eu posso dar um jeito nisso." - meu próprio pensamento fazia-me rir pela ideia absurda.

De qualquer maneira, aproximaria-me dos homens a fim de lhes atrair a atenção, para que parassem de atacar o garoto.

- Rapazes... Isso tudo é realmente necessário? - andaria de forma envolvente até que ficasse entre eles. - É só uma criança, deixem ele aí, tenho certeza de que há muitas coisas mais interessantes que vocês poderiam estar fazendo... - diria com um sorriso, intuitivamente colocando algum ar sedutor em minhas palavras, mas somente carregadas com intenções persuasivas para que simplesmente o deixassem em paz.

Não me preocuparia em socorrer o menino, afinal de contas não tinha a menor experiência nisso, mas ao menos com os guardas se afastando, talvez alguém com conhecimentos médicos se aproximasse e resolvesse aquilo de uma vez. Não que eu realmente me importasse. Caso um dos guardas se aproximasse demais e me segurasse, o que não era raro, eu rapidamente afastaria seu braço balançando a cabeça negativamente. - Deixe a criança em paz e talvez possamos conversar mais tarde, cavalheiro. - responderia com um timbre misterioso e ambíguo, para não parecer tão rude e convencê-los a se afastassem.

Resolvido estes dilemas, eu iria até a barraca mais próxima, cujo vendedor estava vestindo laranja, e daria uma breve analisada em seu conteúdo, colocando-me ao lado da senhora. "Joias, hm..." - talvez fosse uma boa ideia renovar um pouco, um brinco novo seria muito bem vindo.

- Olá, senhor. - cumprimentaria-o com um belo sorriso, ajeitando os óculos delicadamente. Em seguida, inclinaria-me um pouco para a frente, apoiando-me se possível sobre a superfície do mostruário. - Você teria um brinco de qualidade que combinasse comigo por um bom preço? - Deslizaria os dedos pela minha orelha, passando pelo cabelo e girando alguns fios em torno do dedo. - O que me diz?

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Ryoma em 7/1/2015, 15:29

Sentir aquele vazio em sua mente a incomodava, os últimos três anos pareciam não ter existido, como se ela ainda estivesse com os seus 13 anos, porém o corpo mostrava a verdadeira idade e aquilo não passava de um longo esquecimento vindo de causas desconhecidas. O ocorrido há muitos anos ainda a fazia ter sonhos horríveis, sentia-se mal a cada vez que aquelas cenas surgiam em seus pensamentos. Fugindo sozinha e deixando todas as pessoas que lhe foram importantes na vida para trás, aquilo era horrível de se pensar, mas a realidade era esta e Victoria tinha que aceitar aquele fato. – Ahn..Droga! – Se levantou repentinamente, erguendo a mão esquerda de forma apressada, levando-a ao rosto. – Isso outra vez... – A respiração estava acelerada e a jovem suava frio, sentindo a cabeça doer um pouco e sua garganta seca pedia urgentemente por água. Com os olhos fechados ela buscou se acalmar, querendo esquecer o sonho que tinha acabado de ter para então se despedir da estalagem e seguir seu caminho, como sempre costumou fazer. "Água vai me ajudar...... E-eu preciso de água." A pressa de beber água a retirava da cama, indo até a pequena caneca que ainda possuía um pouco de água, deixada ali desde a noite passada, quando bebeu um pouco e largou o resto em um canto junto com um pão. Em um gole era levaria o restante da água, deixando o copo em qualquer canto. Mais relaxada ela esfregava os olhos, passando a mão nos cabelos logo depois e então observando melhor a situação em que estava.

Era triste pensar que ainda sofria com aqueles sonhos, mesmo que já tivesse passado tantos anos ela não havia superado o trágico assassinato das pessoas mais importantes em sua vida. Victoria estava mais forte e madura, mas ainda era uma criança que apenas tentava ser adulta, agindo como uma mulher, porém era apenas uma garota de 16 anos sem saber como confiar em alguém e sempre lutando para sobreviver em um mundo tão complicado. "Eu sou forte! Preciso lutar contra esses pesadelos e seguir em frente, eu consigo, sei que consigo..." Ainda que estivesse confiante aquilo parecia ser apenas pensamentos vazios, pois não seria fácil sumir com aqueles pesadelos constantes, dormir sempre fora um desafio, foram poucas vezes em que teve uma noite de sono tranquila. O cansaço da noite anterior fora tanto que suas roupas estavam jogadas pelo quarto, a pressa para dormir não permitiu que ela deixasse tudo arrumado e a cama chamava pela jovem, o desejo era tão grande que ela só pode deitar e descansar até o momento atual. Victoria ia se agachando para pegar as partes de suas vestes, colocando tudo sobre a pequena cama em que havia descansado. Cada parte era separada e tranquilamente ela se vestia, ajeitando tudo perfeitamente para que o seu visual estivesse ótimo quando fosse sair da estalagem.

Com tudo pronto ela só precisou ajeitar seu cabelo para que ficasse em um estado apresentável, deixando-o solto para o momento atual. O pão da noite anterior era agora devorado, estava duro e com cuidado ela comeu em pequenos pedaços, mastigando o máximo que podia e então engolindo. Victoria fazia uma careta a cada vez que engolia aquilo, incomodava ter que comer algo tão ruim logo cedo, mas o dinheiro que tinha era para a sua espada. Ela havia economizado tanto para que pudesse comprar a espada, mas agora já não parecia ser tão relevante, mesmo que aquela arma desse a chance dela sair da cidade, pois teria como se proteger mais facilmente, sem precisar usar os punhos como tinha de fazer na maior parte do tempo. Seus pertences estavam todos no lugar e o dinheiro devidamente guardado, tudo aquilo resultava na saída do quarto, e logo em seguida da estalagem. Buscando caminhar normalmente pela cidade, caçando com seus olhos um ferreiro que estivesse vendendo alguma espada ou talvez uma loja de armas de aparência confiável. A espada era o mais importante agora e Victoria estaria sempre procurando um ferreiro ou uma loja de armas, indo até qualquer um dos dois se tivesse êxito em encontrar.

A principio ela apenas observaria os arredores, procurando por espada que tivessem o preço até 1500 moedas, pois era o que a garota possuía no momento. Se nada estivesse exposto, Victoria iria ao vendedor com um pequeno sorriso, olhando-o gentilmente para então fazer o seu pedido.

Olá, o senhor teria alguma espada que não exceda a quantia de 1500 moedas? – Manteria o olhar fixo em quem a estivesse atendendo, analisando o vendedor enquanto podia. – Agradeceria se não retirasse todas as minhas moedas, pois preciso me alimentar e sem qualquer moeda seria difícil conseguir uma refeição.

Estava sendo sincera, mesmo que a atuação estivesse presente em sua fala e modo de agir, aquilo que dizia era a realidade, pois sem dinheiro ficaria sem uma boa refeição para sustenta-la pelo restante do dia, já que aquele pão serviria apenas por um tempo. Victoria ainda estava em crescimento, sendo uma garota de apenas 16 anos era necessário ter uma alimentação boa. Viver caçando não era a vida que esperava ter, mas se lhe faltasse dinheiro essa seria sua opção, caçar animais e aproveitar para aprender mais sobre eles, podendo entender a sua estrutura e conseguir se transformar em um futuramente. A espada ainda tinha que ser decidida e mesmo que o preço fosse 1500 moedas ela teria de pagar, aceitando o fato de que não arrumaria algo em bom estado tendo um preço inferior às 1500 moedas. Victoria sairia da loja assim que a compra fosse realizada, pagando o vendedor com um sorriso, não importando se desse um desconto ou não.

Sem um caminho traçado a jovem apenas caminharia pela cidade, olhando os arredores com atenção para não perder nada que lhe fosse interessante, esperando que algo viesse para lhe atrair a atenção, mas já sabendo que aquilo poderia não acontecer. Caminhando apenas à procura do desconhecido, imaginando se havia algo mais para se aproveitar naquela cidade. "O que fazer?.."

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Elsa em 7/1/2015, 15:36

- A Beating ? What The Hell Are You Talking About? -



A fixação por aquela tiara tinha sido tanta que toda a agitação causada pelos guardas não soava mais do que um burburinho facilmente ignorável, o vendedor parecia prestes a gritar novamente pelos guardas quando me viu com a tiara em mãos, mesmo a entregando a ele me surpreendia que o mesmo ainda pudesse ter fôlego para mais um escândalo. Levou-me para ver as demais peças, assim como havia pedido e embora  um pouco desconcertado pela forma que ignorava toda a situação ao redor tentou disfarçar da melhor forma possível. – Hmmm – os olhos atentos observavam cada peça com expectativa, levava o dedo mínimo à boca mordiscando a unha levemente enquanto aos poucos me decepcionava com o que encontrava. – Bijuterias...e da pior qualidade. – suspirava levemente enquanto observava o vendedor escandaloso. – Talvez ainda dê para salvar essa peça pelo menos. – observava a tiara com atenção.

No entanto, para minha surpresa, o preço da jóia parece ter rapidamente inflacionado, e por motivo nenhum, apenas dado meu interesse pela peça élfica. Sorri, enquanto botava as duas mãos sobre o balcão e inclinava levemente a cabeça para o lado. – Moço... – falava em tom meloso e baixo. – Por cinco mil, o senhor nunca vai conseguir vender essa peça! – a entonação aumentava até a última palavra, quando erguia os braços apontando para a jóia. – Aliás, nem pelo valor anterior você a venderia, a única coisa que conseguiria com esse valor salgadinho seria mais clientes como aquele ali. – apontava para onde o ladrão estava sendo espancado. – Outro fato é de que eu não só lhe fiz o favor de devolver sua peça como também pude avaliar as demais. Não acho que bijuterias seriam vendidas nesta faixa de preço. Então, caso queria ter algum lucro sugiro que venda essa peça a mil e não cinco ou dois mil, entenda isso não só por um preço justo pelo produto que você vende mas como um pequeno desconto por eu ter lhe devolvido a peça, coisa que não era minha obrigação na realidade. – fazia um bico com os lábios e inclinava a cabeça para o outro lado. – A menos é claro que você insista em vender essa peça por cinco mil, do contrário seria obrigada a chamar um ourives para verificar a veracidade de cada... – erguia o dedo a frente do meu rosto. - ...cada peça dessa barraca. – abria um sorriso bobo no rosto ao terminar de falar.

Se ele aceitasse vender a peça pelo preço de um mil não disfarçaria a felicidade. – Kyaa! – levaria as mãos até próximo de minha boca como se estivesse chocada pela venda e em seguida diria com um largo sorriso. – Ahhn você é um fofo! E muito inteligente por ter aceitado minha proposta! Um valor justo, por um peça justa! – daria o dinheiro ao homem e pegaria a tiara. – Tente não vender suas bijuterias a um preço tão caro, coloque-as em um valor mais barato que os demais e as venderá feito água. – diria ao me inclinar na direção do homem e em tom baixo de voz. Se alguém estivesse na barraca além de mim, mostraria a tiara e a colocaria em minha cabeça. – Olha só! Não é linda? – meus olhos brilhavam e sabia que falaria aquilo com um tom completamente infantil e inocente. Sairia de perto da barraca observando a peça com cuidado mais uma vez e com um sorriso arteiro no rosto pensava. – Agora..vamos revender você pelo preço justo e para alguém que realmente possa apreciar seu valor! – caminharia em busca de uma joalheria ou de uma loja de antiguidades.

Se ele recusasse a proposta dada e começasse a se exaltar novamente. Ergueria o rosto e soltaria um ‘hunf!’ de insatisfação. – Boa sorte em vender ela então, com esses anúncios escandalosos é capaz de você convencer algum idiota a comprar uma peça dessas nesses valores. - Se mais alguém estivesse na barraca observando as jóias observaria a pessoa com firmeza e diria emburrada. – É tudo bijuteria com exceção da tiara! Se for comprar ela sugiro que chame um ourives ou um especialista local para avaliar a peça! – viraria novamente na direção do homem e diria rispidamente. – Passar bem! – e mostraria a língua em sinal de desaprovação. Voltaria a caminhar pela cidade, em busca de uma loja de antiguidades ou de alguma vitrine que mostrasse algo historicamente interessante.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Skyblazer em 7/1/2015, 22:00

"West"



O semblante de Aaron poderia ser confundido desde uma face de surpresa à uma de total perplexidade – “Pelos Deuses, o que andam servindo nessas cervejas?” – Pensava enquanto bebericava seu drinque, procurando por sabores estranhos – “Não se consegue responder decentemente nem uma pergunta? Ou será que começou a temporada de economia de palavras e ninguém me avisou nada?” – Sua razão voejava, tal qual seu corvo, pelos recônditos de sua mente. Buscava uma conexão lógica para aquelas informações-chave – “O que há a Oeste daqui que englobe Trevas e Vermelhidão? A única coisa que consigo pensar é...” – Sua memória parecia quase ranger pelo esforço. Flashes apareciam, mas sempre encontravam uma barreira negra e sólida formulada pela sua falta de lembranças. Uma lembrança relampejou em sua mente, e a imagem foi mais nítida do que ele gostaria – “A Espinha!” – O presságio agourento era respondido com seu levantar de súbito. Estendia o próprio braço em um sinal para que Smoke retornasse. Virava o resto do conteúdo da caneca e saía, perturbado.

A personalidade de Skyblazer não era sempre tão austera e rígida, mas durante os instantes que se prosseguiram, ela se tornou. Estava irremediavelmente preocupado com os flashes, com a imagem e com a informação recebida; sobretudo com a combinação que tudo aquilo parecia formar em sua mente esquecida. Porém, à porta do bar, pararia, respiraria fundo, tentando tranquilizar a si próprio – “Calma” – Sussurrava baixinho para Smoke – “Ele pode muito bem estar se referindo a algo muito menor... Não é como se Gil’Ead pudesse estar prestes a ser atacada por hordas malignas advindas diretamente de uma realidade infernal... Né?” – Olhando para os céus, almejava utilizar seus conhecimentos básicos de sobrevivência para determinar para que lado seria o Oeste da cidade – “Pelo bem ou pelo mal, vamos começar investigando in loco, para depois nos preocuparmos com o canvas geral da situação".

O Arqueiro da Ordem da Flecha Prateada se poria, assim, em uma movimentação guiada pelo lado que o sol nascia. Andaria pelas ruas utilizando-se de uma faceta mais natural de sua furtividade – Uma aonde ele não ia se escondendo pelos cantos, mas que simplesmente “diminuía” sua presença e buscava mesclar-se à multidão. Em ordem de obter sucesso, levantava seu capuz e trazia-o para junto de si, escondendo os olhos brancos e chamativos. Romperia as vielas, ruas, e becos que rumassem para o lado oeste da cidade, sem pretensão e sem pressa, caminhava sem procurar por nada específico, e, ao mesmo tempo, por tudo que parecesse fora do comum.

Um desejo secundário era fomentado em seu coração, e por isso manteria os olhos abertos. Se topasse com alguma marcenaria, ferraria, ou até mesmo uma loja de armas pelo caminho, se permitira um rápido desvio no qual adentraria o local e teria com aquele que parecesse ser o dono ou estar, de alguma forma, no comando do estabelecimento – “Olá, confrade! Eu sou Aaron Skyblazer, membro da honrosa ordem da Flecha de Prata, famosa por proteger mercadores como você. No momento estou no prosseguimento imediato de uma missão” – O que não deixava de ser verdade, já que a procura de uma missão é parte da mesma – “E me vejo privado da minha arma que é a própria extensão do meu corpo. Sei bem que 800 moedas não pagam um Arco Longo de qualidade, mas se você vender-me um por essa quantia, lhe dou a minha palavra que não só venho pagar-lhe o restante depois como terei uma dívida pessoal com você. Nunca se sabe quando vai se precisar de um guarda costas eficiente”

Caso não encontrasse nenhum lugar assim, ou não obtivesse sucesso na barganha, voltaria ao plano retrocitado e continuaria movendo-se à oeste, a visão sempre buscando detalhes difusos na paisagem, mais especificadamente que tivessem tons escuros e/ou avermelhados.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 12/1/2015, 14:32

Sophie Delacroix, embora possuísse um nome estranho e levemente assustador, era uma elfa extremamente bondosa. Ao ver a preocupação do vendedor, foi até ele e começou a conversar, tentando acalmá-lo. O senhor olhava-a por alguns segundos, abatido, e balançava à mão em negação.

— Oh, não é nada. Apenas uma jovem que veio aqui mais cedo e me deu uma notícia... estranha.

Suspirou e baixou a cabeça, como que aceitando tristemente o que o seu futuro reservava. A elfa, por outro lado, parecia emanar sabedoria e confiança. Segurando a mão do homem e dizendo palavras de incentivo, o mesmo até chegou a dar um leve sorriso. — Obrigado. — Disse ele. — Acho que seguirei o seu conselho!

Alcançando o seu objetivo, a elfa se virou e voltou a procurar por um cajado. Entretanto, não tivera muita sorte a princípio. Os cajados possuíam valor demasiado elevado para ela comprar e as varinhas, que cabiam no seu bolso, não eram de interesse para a jovem. Pegou uma de cada e foi até o vendedor novamente.

O mesmo pareceu indeciso durante alguns segundos após ouvir a proposta da jovem. Já tinha se dado mal uma vez, após ajudar uma bela jovem, estava com receio de ajudar outra. Mas esta tinha o tranquilizado, ajudado-o, mesmo sem pedir nada em troca. Queria ajudá-la e conseguiu pensar em uma forma de fazer isso. Fez um sinal para que a mesma esperasse e entrou por uma porta atrás do seu balcão, desaparecendo da vista da elfa. Entretanto, ela pode ouvi-lo se afastando por vários metros e passando a mexer em algo sólido, embora não conseguisse deduzir o que era.

A poucas quadras dali, duas jovens mexiam com a cabeça de diversos homens, embora de forma diferente. Evelyn, com o seu corpo escultural e uma coragem — ou loucura — invejável, meteu-se entre seis homens, vestidos com armadura completa e possuídos por uma fúria irracional. Um deles, ao ver uma forma negra se aproximando de si, quase a acertou com um tapa no rosto, mas parou no meio do caminho, mais precisamente quando viu que a forma era dotada de várias curvas.

Um deles assobiou alto para a jovem, enquanto os outros a observavam com luxúria. O garoto era, talvez, o que teria a melhor visão da Blackrose, poucos centímetros de si, erguendo-se imponente e sedutoramente. Isso é, se ele ainda visse alguma coisa. Um dos guardas se aproximou e tentou segurar a jovem pela cintura, apenas para levar um fora e ser posto, delicadamente, em seu devido lugar. Os outros guardas riram.

— Tem razão, acho que já esta bom. — Disse um deles. — Verdade, vou levá-lo à prisão. — Disse um segundo, pegando o corpo inerte do garoto e jogando-o por sobre o ombro como se carregasse um saco de batatas. Os seis guardas se afastaram, cada um voltando para seu respectivo posto ou patrulha, mas não sem antes olharem, demoradamente, uma última vez para a bela Evelyn.

Na loja poucos metros ao lado da, agora extinta, confusão, Elsa deduzia que, a única peça de valor em todo o estabelecimento, era, de fato, a tiara élfica. Decidida, resolveu argumentar com o vendedor, em busca de conseguir aquele tão belo acessório. A princípio, o vendedor parecia estar caindo na conversa da garota, talvez arrependido por ter aumentado o preço, mais do que dobrando seu valor inicial, ou talvez por tentar tirar proveito de uma jovem que devolveu-lhe um item roubado, embora não tenha precisado de muito esforço para isso. Mas, como disse, a princípio.

Quando a jovem reduziu a mercadoria do homem para meras bijuterias, o mesmo levou uma mão ao peito, enquanto suas sobrancelhas se levantavam em espanto e sua boca formava um 'o'. Permaneceu nessa posição até que a garota terminasse de falar e mais alguns segundos após isso, quando finalmente pareceu despertar do seu transe.

— Como ousa?! — Esbravejou! — Tudo bem que eu tenha aumentado o valor da peça devido ao seu interesse, mas isso não quer dizer que você possa insultar meus produtos! — Pegou uma adaga próxima, com seu cabo encrustado de pedras... não tão preciosas, e passou a balança-la na frente da garota. — Minhas peças são as melhores do reino! — Percebeu então que segurava uma arma, e não um acessório inofensivo, e jogou-a longe, dentro de um baú no canto da barraca.

Evelyn entrou rebolando na barraca de jóias e equipamentos femininos e viu o vendedor com roupa esquisita arremessar algo brilhoso para o canto da mesma. Ele e a senhora não pareciam estar se entendendo. Depois de um — Se quiser é dois mil! — do vendedor e um suspiro de insatisfação da mulher de cabelos brancos, ela disse:

— Boa sorte em vender ela então, com esses anúncios escandalosos é capaz de você convencer algum idiota a comprar uma peça dessas nesses valores.

Embora seus cabelos desse a entender que era uma idosa, sua voz dizia o contrário, indicando uma garota na faixa dos 16 anos. Evelyn se encostou num estreito balcão de vidro, mostrando todo o seu charme e distraindo o vendedor, que esqueceu a resposta que daria a jovem. Na verdade, ele esqueceu até mesmo que Elsa estava ali. Elsa, por sua vez, disse à Evelyn assim que a viu:

— É tudo bijuteria com exceção da tiara! Se for comprar ela sugiro que chame um ourives ou um especialista local para avaliar a peça!

Isso fez o vendedor tirar sua atenção da Blackrose, voltando a suspirar e a se exaltar, enquanto que a bela maga de vestes negras queria comprar um mísero par de brincos.

Na medida que o vendedor perdia lentamente o seu juízo, Aaron saía do bar levemente desconcertado. Pensou corretamente e lembrou-se que, a oeste de Gil'ead, havia a temida Espinha. Mas será que o barman se referia à algo tão distante? O jovem Skyblazer também pensou nisso e resolveu andar pela cidade, indo na direção oeste, sempre que possível.

Sophie já deveria estar bastante impaciente quando o vendedor finalmente voltou. — Ou não, talvez sua paciência fosse tão elevada quanto a sua bondade. De qualquer forma, o homem carregava — com muito esforço, diga-se de passagem — uma grande trouxa de pano nas costas. Levou-a para um canto de sua loja, o qual possuía uma boa área vazia, e jogou-a lá.

O barulho indicava algo pesado e sólido. Houve um leve som de metal, mas a maioria parecia ser de outro material, talvez madeira. O senhor encontrava-se curvado, com as mãos sobre os joelhos, e ofegava pesadamente. Levou mais de um minuto para conseguir se reerguer e falar com a jovem, embora parasse periodicamente para recuperar o fôlego.

— Esta é uma arca que ganhei a muito tempo, mas que foi destruída por uns merdinhas que invadiram a minha loja. — Parou para respirar algumas vezes antes de voltar à falar. — Eu nem sei porque guardei isso, muito menos como você vai consertar, mas, se conseguir, eu posso pensar em lhe dar um bom desconto!

A arca de madeira encontrava-se dentro do saco de pano. Quer dizer, seus pedaços. A arca havia sido destruída em centenas de pedaços, mal dava para deduzir sua aparência original, o que atrapalharia a elfa, já que ela precisava que tudo estivesse em sua devida posição antes de restaurar a arca ao seu estado original.

Depois de um longo tempo para despertar e se arrumar, Victoria saia de seu quarto alugado e descia as escadas, que rangiam a cada passo seu, embora fosse uma leve garota. Chegou à entrada, onde uma senhora estava sentada numa cadeira de balanço bastante acabada, e saiu com a idosa sorrindo levemente para as costas da jovem. Seu primeiro objetivo do dia: Comprar uma espada.

A poucas quadras do subúrbio da cidade, havia uma ferraria levemente famosa. Mas não se engane! Assim como uma outra loja, do outro lado da cidade, chamada de Buraco Negro, ela não era conhecida pela sua qualidade ou qualquer coisa do tipo. Ela era conhecida por seu nome: Lâmina Vermelha. Talvez não parecesse nada demais, a princípio, mas os habitantes faziam muitas piadinhas entre os dois nomes.

Independente disso, Aaron, saindo brevemente de sua busca, ia até lá e começava à falar com o responsável pelo local, Roran. O mesmo batia ritmadamente em uma larga e achatada barra de metal, mas Aaron tinha a leve impressão de que aquilo não iria virar uma arma. O ferreiro ouvia as palavras do ladino sem reação e continuava batendo com seu martelo no ferro aquecido. Após uma longa espera, ele jogava a barra num balde d'água, produzindo um alto chiado, e respondia:

— Não preciso de guarda costas. — Disse apontando seu martelo para o arqueiro. — E não o conheço o suficiente para lhe vender algo fiado. Muito menos pela metade do preço! — Apesar de sua fala, o homem olhava para a aljava na perna do ladino com bastante interesse. Seu olhar seguia para a cintura de Aaron e depois para os seus ombros, talvez procurando a besta do gatuno, mas sem a ver.

Enquanto isso, Victoria entrava no mesmo estabelecimento, atraindo primeiramente a atenção do ferreiro, que perdia-se momentaneamente no corpo da jovem, mas logo desviava o olhar e sacudia a cabeça com força.

— Olá, o senhor teria alguma espada que não exceda a quantia de 1500 moedas? — Indagou. — Agradeceria se não retirasse todas as minhas moedas, pois preciso me alimentar e sem qualquer moeda seria difícil conseguir uma refeição.

Roran apontou para uma estante de armas que possuía várias espadas simples, dando um longo suspiro. Só me aparece pobre hoje, estou sem sorte! Pensava.
Lerigo:
Você não sabia que custava dois mil.

Lerigo/Wolf:
Interajam!

Titanic:
No próximo post, detalhe como você consertará o baú, como se fosse um treino. Quanto melhor for o post, melhor será para você.

Ryoma:
Para evitar possíveis problemas...

Todos os seres das trevas — Fadas, Metamorfos, Lobisomens e Vampiros — são temidos pelo resto da população. Não tinha deixado isso claro nas regras.

Entretanto, todas as quatro raças não são facilmente reconhecidas como seres das trevas. Mattos, como metamorfo, e Vrowk, como fada, entraram em Gil'ead como duas elfas. Precisam apenas terem cuidado ao usarem seus poderes únicos ou revelar sua verdadeira raça de alguma outra forma.

Sky/Ryoma:
Ryoma, usurpe o Sky Interajam!

Roran:

Histórico da Aventura:
Nome do Player: Skyblazer (Aaron Skyblazer)
N° de Posts: 3
Ganhos: Pequena Aljava (6 Dardos, Dano 5, Peso 0.5Kg [0.05Kg/flecha])
Perdas: 200 moedas
Status:
HP: 40
ENERGIA: 70
Inventário:
800 Moedas
Aljava (6 dardos)

Nome do Player: Wolfgang (Evelyn Blackrose)
N° de Posts: 3
Ganhos: 1 caixa de madeira ornamentada
1 baralho de Tarot
Perdas: 1.000 moedas
Status:
HP: 30
ENERGIA: 105
Inventário:
1.500 Moedas
Lâmina da Bruxa
Caixa (Deck de Tarot)

Nome do Player: Elsa (Elsa/Às Arendelle)
N° de Posts: 3
Ganhos:
Perdas:
Status:
HP: 40
ENERGIA: 110
Inventário:
1.000 Moedas
Arianne’s Hand

Nome do Player: Titanic (Sophie Delacroix)
N° de Posts: 2
Ganhos:
Perdas:
Status:
HP: 50
ENERGIA: 95
Inventário:
1.500 Moedas

Nome do Player: Ryoma (Victoria)
N° de Posts: 1
Ganhos:
Perdas:
Status:
HP: 90
ENERGIA: 85
Inventário:
1.500 Moedas

OFF:
Só o histórico deu mais do que uma página.

E o que vocês acham sobre eu misturar as histórias? Fica confuso? Preferem que eu separe o que acontece com cada player/grupo?

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— Matarei cada um de vocês!


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Dúvidas | Criação de Personagem
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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Ryoma em 17/1/2015, 19:07

Fora preciso um longo tempo para se recuperar do pesadelo que havia tido, necessitando de água e pensar melhor na situação, se acalmando depois de alguns minutos. Ajeitar suas vezes era o mais importante, tudo ficava pronto em pouco tempo e ela saia sem se preocupar muito com nada, deixando seu quarto alugado por uma noite e indo então para as escadas, que rangiam a cada leve pisada dela, mesmo sendo uma garota sem muito peso. A entrada do local tinha apenas uma velha sentada em uma cadeira de balanço, Victoria apenas a deixou de lado, seguindo seu rumo sem pensar muito nas outras pessoas. Tudo ao seu redor era uma preocupação, pois não havia certeza de que sua real raça estava escondida, mesmo que não desse nenhum sinal de ser uma metamorfa, talvez fosse detectada, quem sabe uma magia faria isto. O medo estava presente a todo instante, mas se manter normal por fora e seguir com o jeito sério, evitando dar brechas e até mesmo citar qualquer coisa próxima a sua verdadeira pessoa.

Um ferreiro não era complicado de se encontrar, mas avaliar que armas eram boas e se o lugar onde estava era confiável a deixava insegura, tendo dificuldades para escolher onde compraria sua nova espada. O encontro do local se tornou bem rápido, entrando tranquilamente, podendo ver dois homens, sendo um desses o ferreiro que seria seu primeiro alvo para a compra. Não era nada muito chamativo e ela não se focou em detalhes, passando por tudo até chegar ao barbudo, fazendo seu pedido sem hesitar. A resposta não fora o que esperava, observou para onde aquele homem apontava e seguiu quieta até a estante. "Ele não podia falar alguma coisa?! Que humano sem educação, queria apenas comprar uma espada.. Deve estar incomodado com a falta de dinheiro, mas não posso fazer nada... Meu dinheiro se foi com as quartos alugados e comida, se eu pegar essa espada o dinheiro virá mais fácil." Seu olhar era focado nas espadas, mas não estava pensando nem um pouco nelas, ignorando por algum tempo até voltar a si e começar uma breve analise daquelas armas.

Não sabia se os preços estavam expostos, mas observaria para ver, sendo bem atenta aos detalhes, buscaria ver qual era melhor, mesmo sem conhecimento dava para ter uma noção por ser acostumada a estar com elas. Os preços eram importantes, por isso perguntaria ao ferreiro se não encontrasse os preços em lugar nenhum. Veria o tamanho, assim como o estado da lâmina e aparência, buscando com cuidado a espada que mais seria atraente ao seu ver, combinando bem com o seu estilo. Era necessário algo que não fosse extremamente pesado, uma espada que serviria para uma garota de dezesseis anos. Algo que fosse possível usar com uma mão ou duas, variando quando necessário. Victoria analisaria bem as espadas e quando encontrasse aquela que fosse lhe servir, vendo o preço e se ainda estivesse dentro de seu orçamento, levaria ao balcão, mostrando ao homem e então entregando as moedas necessárias.

Agradeço pela atenção, tenha um bom dia. – Passaria a maior tranquilidade possível, olhando diretamente aos olhos do homem e com a espada em mãos sairia andando do local, dando uma breve olhada para trás ela daria um sorriso, voltando a seguir seu caminho normalmente.

Ainda que tivesse lhe sobrado dinheiro, faltava o suficiente para outras necessidades e quem sabe um novo quarto na próxima noite. Novamente estava decidido o que fazer, dinheiro era necessário e com uma boa olhada nos arredores enquanto andava, Victoria procuraria algo que pudesse lhe render algumas moedas, alguém que não lhe parecesse tão suspeito, não iria diretamente até o local ou pessoa, apenas observaria de longe o que acontecia e veria se valeria apena ir para aquele serviço e conseguir moedas. Se tivesse algum cartaz recrutando para serviços, ela iria pega-lo e ir atrás do local, parando longe encostando-se a algum local para que pudesse observar e ver se era seguro seguir até lá."Moedas.." Pensava já arrumando sua espada na cintura, posicionando onde poderia desembainhar rapidamente.


Off:
Falar com o Sky seria estranho para a minha personagem..

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Elsa em 20/1/2015, 15:28

- White & Black -



Gil’ead mostrava-se aos poucos ser uma cidade de pessoas extremamente convencidas, embora só conhecesse uma insignificante quantidade de pessoas por ali, as mesmas já conseguiam preencher minha cota de paciência. O vendedor parecia incrédulo com minhas palavras, era como se eu o estivesse insultando diretamente ele ou até mesmo algo pior, felizmente pouco me importava para o que ele estivesse achando do que eu falava sem pudores. Quando terminei de dar meu “toque”, o comerciante parecia estar pronto para se atracar comigo em um combate, tendo em vista que não se limitou apenas em esbravejar, mas a tomar em punho uma adaga similar a maioria de suas jóias, extremamente vagabunda. – Desculpe, mas não é insulto se for verdade meu amigo, isso são bijuterias sim! – mantinha-me irredutível e firme nas palavras enquanto permanecia de braços cruzados, observando o balanço da adaga com olhos debochados, iria mesmo me atacar com aquilo?

Felizmente ao notar que empunhava uma arma o vendedor tratou de jogá-la para longe, provocando meu riso e obrigando-me a realizar mais uma alfinetada. – Se fossem as melhores do reino, certamente você não as venderia em uma barraca. Se bobear, talvez você possa as vender para algum ferreiro, já que pelo visto aqui se valoriza mais o ferro do que metais e pedras preciosas. – dei de ombros, concordando com o que acabara de falar, a cidade parecia ser muito mais uma capital de guerra do que um reino moldado por luxo e nobreza, não era de se espantar que houvesse poucas joalherias. Mas dialogar com aquele homem era o mesmo que falar com cabras, se bem que talvez fosse um insulto aos pobres animais fazer tal comparação. – Se quiser, seja honesto com seus clientes do contrário, continuará a vender BI-JU-TE-RI-AS em uma barraca. – falava em um tom de voz bem alto, para que quem estivesse no local pudesse ouvir, mas parecia que apenas uma mulher tinha ouvido.

Uma bela mulher havia se aproximado da barraca sem que eu tivesse percebido sua chegada, tinha cabelos negros tão grandes quanto os meus e certamente era mais voluptuosa por assim dizer. Não foi surpresa o homem se distrair com a fartura que tinha ao alcance de seu olhar, só não esperava que fosse tanta a ponto de me ignorar. – Mas que pervertido... – estreitava o olhar de queixo caído o que ocorria. Antes que a mulher pudesse dizer algo, tomei a iniciativa de explicar o que ele poderia encontrar naquele balcão curto de vidro e enganação o que mais uma vez tirou o mercador do sério.

Pish! Fica quieto seu pervertido! – Era mais forte do que eu evitar disparar mais uma leve provocação. – Escuta aqui amiga, eu sei que você só quer alguns brincos, mas receio que não encontrará nada útil por aqui. – agarraria a mesma pelo braço, como se fosse uma companheira de longa data e a puxaria para fora da barraca. – Aquele cara é um trapaceiro, aquelas peças não valem o preço que ele cobra. – gesticulava com a outra mão. – A propósito, me chamo Elsa Arendelle, mas prefiro ser chamada apenas de Elsa. – Observaria a mulher enquanto aguardava uma resposta ou apresentação da mesma. Enquanto ouvia a mulher falar, refletia sobre a sua chegada, teria ela feito aquilo de propósito? – Me desculpe a ousadia, mas, você tava jogando charme pra cima daquele cara? – faria um sinal com o dedo, em direção ao vendedor. Se ela confirmasse minha suspeita não conteria o riso e principalmente a língua. – Sua vaca! – falaria em tom debochado e lento. – Por que não usa isso da forma correta? – minha mente começava a maquinar uma boa idéia para arrecadar dinheiro. – Você tem obtido êxito em suas seduções? Por que se tiver, acho que podemos nos ajudar a ganhar um bom dinheiro e umas belas jóias. O que acha? – diria a observando dos pés a cabeça. Se ela negasse, apenas continuaria a caminhar com ela, soltando-a caso ela pedisse para tal. – E então, o que a trouxe para cá, nessa cidade chata?



Última edição por Elsa em 21/1/2015, 14:41, editado 1 vez(es)

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Wolfgang em 20/1/2015, 20:31

Afinal de contas, a velha na realidade se tratava de uma jovem grisalha, aparentemente até mais nova do que eu. Aquilo me surpreendia, mas não tanto quanto o escarcéu que ela causava naquela barraca. Apesar disso, eu achava engraçado a forma como ela gesticulava e discutia com o vendedor, e já era deduzível tudo que havia ocorrido até o momento em que eu pisei ali pelo teor da conversa, e após todo o escândalo colocando a qualidade e legitimidade de suas mercadorias em questão, era o suficiente para me fazer mudar de ideia.

- Pish! Fica quieto seu pervertido! – minha atenção era voltada para a moça, aproveitava aquele tempo para estudá-la de baixo para cima, e fitar seus olhos. Eram realmente bonitos, de um azul tão claro quanto água cristalina. O fato de seus cabelos serem grisalhos como a neve ainda me intrigavam. – Escuta aqui amiga, eu sei que você só quer alguns brincos, mas receio que não encontrará nada útil por aqui. – estava prestes a concordar em tom de lamento, mas era surpreendida pela sua ação repentina de me puxar pelo braço, afastando-me do sujeito vendedor de bijuterias.

- Fica pra próxima, cavalheiro... - daria uma despedida cordial ao homem, de costas e com um breve gesto com a mão livre, enquanto era arrastada para longe, ouvindo o que excêntrica garota tinha a dizer. - Aquele cara é um trapaceiro, aquelas peças não valem o preço que ele cobra.

- Uma pena. - respondia, nem tão lamentosa assim. - Não entendo nada de joias... Apenas escolho as que eu acho mais bonita e as uso, mas você parece ser uma boa entendedora nesse assunto. - diria arrumando os óculos, para mim estava claro que aquela jovem era uma entusiasta de joias ou artefatos. A expressão do vendedor ao ter suas mercadorias avaliadas era impagável, lembrar disso me fazia sorrir.

– A propósito, me chamo Elsa Arendelle, mas prefiro ser chamada apenas de Elsa. - ela se apresentava, com seu jeito espirituoso e cheio de vigor, sem parar de falar.

- Prazer, Elsa. - diria educadamente. Estranhava um pouco aquele interesse repentino, não era fácil identificar suas intenções apenas pelo olhar... mas sua aparência era tão inofensiva que era quase difícil de desconfiar de qualquer ação hostil por parte dela. "Deve ser apenas uma viajante juvenil e empolgada para conhecer alguém por aqui." - Meu nome é Evelyn Blackrose, pode me chamar como quiser.

– Me desculpe a ousadia, mas, você tava jogando charme pra cima daquele cara? - era realmente uma pergunta ousada, mas ela falava de uma maneira como se já tivéssemos intimidade suficiente para isso. Eu daria um sorriso malicioso antes de responder sua pergunta, de forma bastante evasiva, mas sincera.

- Há certas coisas que não se pode simplesmente controlar... - deixaria um ar de mistério, como se o que eu fiz não foi proposital.

– Sua vaca! - "Vaca?" pensava indignada, arqueando as sobrancelhas por meio segundo, mas ao mesmo tempo notava que ela ria, e então a imitava, achando graça nisso e não deixando de achar aquela garota divertida. Claro que eu já fui chamada disso muitas vezes... Mas assim tão diretamente e rápido, devia ser a primeira vez.

- Você estraga a venda do sujeito e eu que sou a vaca? - daria a resposta em tom igualmente jocoso, embora usando um pouco mais de delicadeza.

- Por que não usa isso da forma correta? Você tem obtido êxito em suas seduções? Por que se tiver, acho que podemos nos ajudar a ganhar um bom dinheiro e umas belas jóias. O que acha? - a sucessão de perguntas me deixava pensativa. Eu a encararia por alguns segundos com desconfiança, porém novamente seu aspecto inócuo desmanchava qualquer imagem ameaçadora.

- De fato, é uma habilidade muito útil, devo admitir com modéstia que tem sido uma ferramenta bastante eficiente. - a olharia com uma expressão de "se é que você me entende". - O que exatamente você está sugerindo, Elsa? - deixava claro meu interesse em ouvir sua proposta, o implícito já se mostrava com grande potencial, ganhar dinheiro fácil sempre fora muito atraente, talvez fosse algo como "identifica, distrai e rouba?" Antes de tirar qualquer conclusão e concordar com algo, eu preferia que ela me dissesse precisamente o que tinha em mente, afinal de contas, eu não a conhecia. Portanto, olharia para a garota, tentando identificar qualquer movimentação hostil para poder reagir.

- E então, o que a trouxe para cá, nessa cidade chata? - ela finalizava com uma pergunta simples, mas traiçoeira. Não revelaria minha história para uma desconhecida. "E se fosse algum tipo de espiã?" - meu lado paranoico alertava, poderia ser uma maga de Carvahall, ou alguém de Dras-Leona enviado pelo meu antigo e asqueroso... dono. A pergunta certamente me deixava tensa, mas faria o possível para esconder qualquer resquício de nervosismo, deixando-me levar pela sua aura divertida e alegre.

- Oportunidades, eu diria. - era uma péssima resposta, é claro. Levaria a mão até o queixo, olhando em volta. - Gil'ead não é tão chata assim... Basta encontrar o lugar certo com as pessoas certas. Você apenas teve um péssimo começo. - sorriria, referindo-me ao que tinha ocorrido na barraca. - Talvez possamos encontrar uma boa taverna para discutirmos a sua proposta, que tal? - sugeriria, guiando-a até o melhor estabelecimento do tipo que eu me lembrasse, deixando-a para que se decidisse na porta.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por anthic em 20/1/2015, 21:07

Practice makes perfection!



Depois que o vendedor pediu que aguardasse, Sophie manteve-se inerte, apenas vislumbrando o ambiente e apreciando o tempo que passava. "O que são alguns minutos em uma eternidade..." A sua jornada estava apenas começando. Rememorar sua vida para que pudesse seguir em frente era de suma importância, e por isso precisava estar preparada para as jornadas que a aguardariam. Conquanto não tardava para o senhor voltar carregando um pesado saco. Sophie fez menção de se oferecer para ajudar, entretanto, acabou hesitando e entrando em reclusão pelo momento. "Parece bastante pesado... Vou mais atrapalhar do que ajudar, é..." Sorria sem graça por ter chegado a estender a mão e abrir a boca.

O impacto do objeto com o chão era estrondoso e intimidante. "Isso vai demorar um pouco pra juntar... Parece bem fragmentado..." O som de metais e madeira era explicado pelo senhor. "Uma arca..." - Farei o possível para reestruturá-la. Embora seja mais simples realizar reparos com objetos menos destruídos, ainda é possível juntar os pedaços. Vai demorar algum tempo, então assim que estiver pronto, o chamarei. - Falava sem cerimônia, abrindo o saco que ele havia trago e despejava as peças sobre o chão, surpreendendo-se em quão destruído estava. Sentava-se sobre os joelhos, pronta para trabalhar.

"Certo..." Começava a cantarolar alguma música em élfico inconscientemente e avaliava pedaço por pedaço. Precisava dizer com precisão onde estavam as falhas, quantos eram partes grandes - que seriam mais simples de juntar - e quais eram as pequenas. - Uhm... Haaaa... - Exalava o ar profundamente, espalmando as mãos sob as peças e começava a emitir um brilho colorido das mãos na tentativa de formar a arca sem muito trabalho. As peças começavam a se movimentar em pequenas vibrações e tremedeiras. Entretanto, o esforço era fútil. Apenas gastou um pouco de sua energia. "Não tem jeito, vai ter que ser do modo antigo!"

Começava a separar as peças pelo tamanho. Arrumava pilhas de pequenas, médias e grandes, organizando-as também pela regularidade das destruições. Depois de algumas tentativas de juntar as peças grandes, chegou a conclusão que não iria a lugar algum daquela forma. "É como tentar descobrir o resultado de um quebra cabeça sem saber como é a imagem, com peças que não se unem e sem saber como são as... bor..das... É isso!" Se tivesse de algum lugar para iniciar o seu trabalho, certamente seria mais fácil para nortear a reconstrução.

Com isso em mente, começava a procurar com afinco pela fechadura da arca. Por mais que a madeira fosse destruída, o metal era mais difícil. Provavelmente estaria em um pedaço só. E pronto. A trinca estava meio amassada, mas ainda estava ali, inteira e pronta para ser utilizada. Colocava a peça no centro, mais à sua esquerda - de onde partiria o restante da montagem. "Certo... Se for pra pensar assim... Se eu souber os cantinhos... São as partes pontiagudas, geralmente mais pesadas!" Tateava as peças, algumas de madeira, outras de metal. E só então que ocorreu. "As angulações geralmente são de metal também..." E começava a escavar todo o conteúdo atrás das peças metálicas.

Finalmente conseguia chegar nelas. Separando-as de acordo com a orientação de quais seriam as de cima e as de baixo - não que isso fosse realmente fazer alguma diferença - pelas imagens cravadas no metal. Dali, separava os pedaços de madeira que eram curvos, pois pertenciam à tampa. Colocando-os pouco acima do trinco, organizando e espalhando, como se fosse colocar em ordem. "Pelo menos essa parte não tem muita dificuldade... Aos poucos o quebra-cabeças vai se colocando no local certo." Permanecia, sóbria e paciente, organizando os pedaços concentrada no que fazia.

- Acho que a tampa está boa... - Colocava as mãos logo acima das peças, fazendo seu poder mágico sair de suas mãos e as peças iam se juntando lentamente até ficar.......... quase pronto. - Esqueci de um pedacinho... Hmmm... - Olhava para a pilha de pequenos pedaços de madeira e logo batia o olho em um que estava curvo. - Aqui está, amiguinho! - Encaixava perfeitamente no local e com o leve toque de Sophie fazia a tampa estar recuperada. "Certo... uma parte tá pronta!"

Quanto ao restante, pegava as peças grandes e separava aquelas que tinham bordas completamente retas, pois seriam aquelas que comporiam as extremidades de cada lado do baú. Tentava encaixá-las com calma junto das bordas, e depois de algumas tentativas frustradas, finalmente conseguia delimitar todas as paredes da arca. Dali, era capaz de separar as demais peças grandes, distribuindo-as sobre os lados e organizando com a trinca como base do tamanho das mesmas. Até que finalmente era capaz de colocar as peças médias e pequenas em cada canto para deixar tudo pronto. "Pronto?" - Ué... - Se perguntava por estar com uma peça ainda em mãos e com tudo completo, mas logo empurrava uma peça grande aqui e outra média ali para encaixá-la. - Agora sim... Senhor? Se quiser vir observar... - Elevava a voz apenas o suficiente para ser escutada.

Levantava-se de olhos fechados, visualizando perfeitamente o tamanho, cor, texturas, peso e complexidade da arca. As informações que precisava para realizar o processo. Estendia os braços com as palmas para baixo e aos poucos começava a liberar sua magia no local. Primeiro o fundo que se juntava, unindo os pedaços de madeira e ficando fixo entre as outras paredes. Estas logo tinham seu conteúdo unido, uma a uma, formando uma espécie de tábua de madeira corrida. Sophie logo erguia as mãos, fechando-as e girando, fazendo com que o esqueleto da arca se erguesse todo junto e formasse um baú sem tampa. Mantendo a estrutura segura com a mão direita, com a esquerda movimentava a tampa para se juntar ao todo. Fundia as trincas à ambas as partes e voilá. - Está pronto. -

Abria os olhos para ver o resultado de seu trabalho. Como era uma reconstrução, não iria ficar completamente igual ao original pois há o envelhecimento natural das peças. Mas havia sido um ótimo trabalho. - Muito bem... Espero que tenha gostado. Podemos encerrar o negócio? - Sorria, abrindo a mão e cessando a liberação de sua magia. A arca que ele era tão apegado estava refeita. Sophie ia até a bancada, aguardando pelo senhor para que pudesse entregá-la o cajado que fosse conveniente ao trabalho que ela havia desempenhado. Pegaria o mesmo sem muita reclamação. E se pudesse pagar 1500 moedas para conseguir algum ligeiramente melhor, o faria. Dali, agradeceria pela atenção e partiria para a entrada da cidade, onde reiniciaria sua jornada.




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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 21/1/2015, 15:55

Victoria não gostava da forma que era tratada, mas seguia até onde o ferreiro havia indicado. Lá havia uma estante com cerca de uma duzia de espadas, todas simples, mas em bom estado. Acima havia uma pequena placa de madeira com marcações em carvão, já bastante desgastada pelo tempo, embora a garota ainda conseguisse ler o que lá havia: 1.500. Apenas isso.

Olhou com uma certa dedicação, em busca da ferramenta que poderia vir a salvar à sua vida. Ou, quem sabe, a salvar a vida daqueles que ela se importava. Mas conforme analisava as espadas, constatou que todas possuíam um cabo muito curto para serem usadas por duas mãos. Olhou ao redor e, para a sua felicidade, havia outra estante de espadas uns três metros a direita. Essa possuía apenas duas espadas, ambas leves e de cabo longo, permitindo para a garota usá-la da forma que quisesse.

Pegou uma delas e foi até o ferreiro, sem saber que aquela era mais cara do que as demais. 1.650, para ser mais exato. Mostrou ao barbudo e deu-lhe um saco de moedas, o qual ele conferiu com uma velocidade incrível. Olhou para ela com desconfiança, enquanto ela lhe devolvia um sorriso radiante. Roran apenas suspirou e acenou com a mão. Espero que não sobre pra mim...

— E você? — Disse para o arqueiro. — Vai passar o dia ai?

Após mais um pouco de discussão, Elsa saía da barraca de joias e equipamentos femininos, puxando Evelyn a tira-colo e deixando o vendedor para trás, com as mãos espalmadas para cima e o rosto virado para o teto, como que pensasse: O que eu fiz para merecer isso?

As duas, embora bem diferentes, pareciam se dar bem e começaram a conversar, como se já conhecessem a anos. As ruas ao redor estavam ficando mais cheias novamente, as pessoas finalmente voltavam à região depois do incidente com o jovem — e muito azarado — larápio, a maioria cochichando sobre o ocorrido. As duas andavam para longe dali, de volta ao bar que ambas haviam estado naquela manhã.

Sophie encontrava-se absorta, tentando remontar aquela arca que mais parecia um quebra cabeça de 5.000 peças. Tão concentrada, que nem percebeu quando duas belas jovens passaram na frente da loja, uma delas fazendo com que o senhor engasgasse e quase tivesse um enfarto ao vê-la.

A metamorfa andava sem destino, 1.500 moedas mais leve e querendo recuperar o peso perdido. Entretanto, não tivera muita sorte em algo pular na sua frente. Levando em consideração aquilo em que era melhor, Combate e Atuação, talvez pudesse procurar por algum fora da lei, os guardas poderiam lhe dar mais informações sobre isso, ou até algum bar, fazer alguma apresentação. Com seu corpo, muitos homens ficariam admirados. Imagine-os bêbados. Para sua sorte, ou não, havia um bar na esquina, chamado O Caçador Bêbado.

Evelyn e Elsa chegavam ao bar/estalagem que ambas se hospedaram na noite anterior. Arendelle, mais perceptiva, podia notar uma jovem magra de cabelos negros andando apressadamente. Parecia ter saído a pouco do bar e estava a uns 8 metros da dupla. O que mais chamara atenção de Elsa tinha sido que, além das orelhas pontudas, a jovem portava um arco e parecia pronta para atirar em alguém.

A elfa terminou o trabalho e mostrou ao senhor. A arca estava, depois de tantos anos, inteira. O idoso parecia extremamente surpreso, nunca imaginou que a veria assim novamente, seus olhos brilhavam, poderia até morrer feliz. Mas então piscou e se aproximou da arca, passando seus dedos experientes na madeira recém reconstruída.

Suspirou, triste. Havia um erro pequeno, mas inconveniente. A jovem — se é que podemos chamá-la assim — montou a arca usando apenas suas mãos, não muito precisas, sem experiência nessa área e sem nenhum suporte, o que fez com que as peças não encaixassem com perfeição. Embora sua magia fosse poderosa, era magia, não era milagre. Olhando de longe, parecia bem feita, mas passando a mão, era possível sentir todos os desníveis que percorriam a, antes bela, arca. O senhor suspirou novamente.

— Venha. — Disse para a elfa indo até o balcão, cabisbaixo. Deu um leve sorriso no caminho e olhou para ela novamente. — Não me entenda mal, não imaginei que você faria metade disso. Obrigado! — E voltou a olhar para frente, sussurrando para si mesmo. — Apenas tive muita expectativa...

Depois de analisar o bastão que a jovem tinha pego e olhar para a arca mais uma vez, ao longe, estendeu a arma para a jovem e disse com um sorriso: — Pode ficar, é o pagamento por todo o seu esforço. — A elfa ainda pensou em usar seu dinheiro para trocar por um melhor, mas não tinha moedas o suficiente, então desistiu. O humano acompanhou-a até a porta e, enquanto ela se afastava, disse mais uma vez: — Obrigado!

Assim que a ruiva sumiu de vista, o homem suspirou penosamente e fechou a porta, trancando-a logo em seguida. Andou lentamente pela sua loja, apagando todas as velas que haviam por lá e colocando tecidos escuros, velhos e surrados por sobre as janelas. A loja mergulhou num breu, com exceção de uma única e pequena vela que o senhor segurava. Andou até a arca e a admirou novamente, dando outro longo suspiro ao tocá-la. Foi até o balcão e tirou de lá de baixo um pequeno desenho, feito a mão, de uma bela mulher. Também retirou de lá um largo cantil que possuía uma das melhoras cervejas do mundo, se não a melhor: Cerveja Anã. Deu um longo beijo na figura e destampou o cantil, dando um demorado gole.

— Acho que aquela peituda estava certa... Será que vou me encontrar com você hoje?


Ryoma:
Esqueci de dizer que tu pode escolher a imagem da arma.

Titanic:
Você cometeu God Mode.

Mas como o erro foi mais meu — como se fosse um treino — do que seu, vou deixar isso para lá. No próximo post similar que você fizer, é para fazer tentativas. Por exemplo:

Pensaria em como montar: "As pontas devem ser de metal." Observaria e, se de fato fossem, procuraria por todas as que pudesse achar...

Acho que agora da pra entender o correto. :v




Entretanto, você ainda cometeu dois um erro. Sua magia só junta se tiver todos os pedaços, não da para ir juntando de pouco em pouco não, como fazer a tampa, depois o 'corpo' e tal.

Histórico da Aventura:
Nome do Player: Skyblazer (Aaron Skyblazer)
N° de Posts: 3
Ganhos: Pequena Aljava (6 Dardos, Dano 5, Peso 0.5Kg [0.05Kg/flecha])
Perdas: 200 moedas
Status:
HP: 40
ENERGIA: 70
Inventário:
800 Moedas
Aljava (6 dardos)

Nome do Player: Wolfgang (Evelyn Blackrose)
N° de Posts: 4
Ganhos: 1 caixa de madeira ornamentada
1 baralho de Tarot
Perdas: 1.000 moedas
Status:
HP: 30
ENERGIA: 105
Inventário:
1.500 Moedas
Lâmina da Bruxa
Caixa (Deck de Tarot)

Nome do Player: Elsa (Elsa/Às Arendelle)
N° de Posts: 4
Ganhos:
Perdas:
Status:
HP: 40
ENERGIA: 110
Inventário:
1.000 Moedas
Arianne’s Hand

Nome do Player: Titanic (Sophie Delacroix)
N° de Posts: 3
Ganhos: 1 Cajado (Dano 4, Dano Mágico 20, Peso 1.5Kg, 2 Mãos)
Perdas:
Status:
HP: 50
ENERGIA: 95 - 12 (Restauração) = 83
Inventário:
1.500 Moedas
1 Cajado

Nome do Player: Ryoma (Victoria)
N° de Posts: 2
Ganhos: 1 Espada (Dano 7, Peso 1Kg, Mão-e-meia)
Perdas: 1.500 Moedas
Status:
HP: 90
ENERGIA: 85
Inventário:
1 Espada

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Elsa em 22/1/2015, 01:25

- Constants and Variables -



Ah, então a chamarei de Eve! – respondia a apresentação da mulher quase que imediatamente. Assim como havia imaginado ela tinha usado de seu charme para tentar obter alguns descontos do tarado trapaceiro, este que por sinal deveria ter ficado extremamente irritado em ter me conhecido, o que me divertia profundamente. Permiti-me a uma brincadeira pouco usual para pessoas que teoricamente acabavam de se conhecer e obtive como resposta algo inusitado, no qual não podia evitar sentir graça. – Eu não sou vaca! Faltam-me... – levava as mãos alguns centímetros a frente de meus seios e puxava o ar rapidamente pela boca aumentando o destaque em minhas bochechas para só então voltar a falar, liberando o ar rapidamente. - ...volume sabe? Estou mais para uma bezerra mesmo haha. – Sentia-me confortável na presença de Eve e isso começava a mudar minha idéia sobre Gil’ead ser um local chato.

A mulher demonstrava ter interesse em minha proposta, mas não quis revelar a mesma assim em um local tão público. – Estou sugerindo a coisa mais incrível que podemos fazer! – aumenta o passo, ficando a frente da mulher enquanto gesticulava rapidamente, movendo os braços e fechando os punhos, agarrando o ar. – Podemos ficar ricas! – meus olhos brilhavam enquanto abria os braços, girando com meu corpo pela rua em plena animação. Tão rápido quanto tudo aquilo foi voltar a segurar a moça pelo braço e desta vez apertando-a com mais força enquanto recostava minha cabeça em seu ombro. Ao ser questionada sobre o que a trouxe até essa cidade, limitou-se a falar sobre oportunidades, o que de forma alguma parecia combinar com ela. – Você não me parece ser alguém que procura oportunidade, você as cria não é? – olhava-a nos olhos enquanto mordia lentamente o lábio inferior. – Tenho tido péssimos começos desde que sai Teirm... – olhava para o chão enquanto entrava em profundo silêncio por alguns instantes, recordar-me do passado não era a melhor coisa do mundo, sempre que o fazia só encontrava escuridão, tão densa que me fazia mudar rapidamente de pensamento. – Taverna? Ótimo! Vamos até lá então. – tentei disfarçar com um sorriso aquele momento de reflexão, mas temia que ela tivesse notado.

Seguimos pelas ruas da cidade até a taverna onde havia começado meu dia. O local não me agradava de imediato, mas quem sabe com a presença certa eu não mudasse de idéia? Ainda do lado de fora, pude notar algo curioso, uma mulher magra e de madeixas negras parecia ter se desentendido com alguém ou com alguma coisa, a mesma portava um arco e demonstrava estar pronta para um pouco de confusão, suas orelhas pontudas demonstravam não se tratar de uma humana. – Eve. Olhe! – falaria em tom baixo de voz, apontando na direção da mulher de maneira discreta. – Parece que você é meu amuleto de diversão. Esse lugar era chato até algumas horas atrás. – diminuiria o tom de voz até o mesmo tornar-se um sussurro. – Quero saber o que aconteceu... – puxaria minha mais nova amiga para o interior da taverna. Uma vez lá dentro iria até o bar e procuraria informações com o dono do bar. Chegaria discretamente e colocando meus dois braços juntos sobre o balcão apoiaria meu corpo sobre o balcão para perguntar. – Eeei moço! Uma magrela de cabelo preto usando um arco esteve por aqui? – perguntaria com voz doce e inocente, se houvesse uma resposta positiva, faria nova pergunta. – O que rolou pra ela ter saído deste jeito...sei lá, só por curiosidade. – sorriria enquanto aguardava a resposta.

Obtendo ou não o que queria do bartender, voltaria para perto de Eve e procuraria uma mesa isolada, onde pudesse ter uma boa visão de todo o local. – Vamos nos sentar ali! – diria animada, caso encontrasse a mesa que desejasse, do contrário escolheria a que ficasse mais isolada do resto das pessoas. – Então, vamos ao que interessa. – falaria enquanto me sentava, mas rapidamente mudava minha atenção para outro assunto, de extrema importância. – Está com fome? Estou morrendo fome! – olharia ao redor, procurando alguém que pudesse atender nossa mesa e faria um sinal, para que a garçom nos atendesse. Enquanto esperava que nossa mesa fosse atendida, voltaria a falar com Eve. – Então, como havia dito, podemos ganhar muitas coisas interessantes trabalhando junto. Lembra-se do vendedor? Ele possuía uma peça valiosa em meio a aquelas peças de ferro vagabundo digo isso, pois cresci avaliando jóias e antiguidades. Em um local como este, podemos encontrar coisas de valor a um preço abaixo do original. Se eu conseguir identificar essas peças e se você com seus err... talentos, conseguir um bom desconto, poderíamos revender as peças pelo valor original e arrecadar muito dinheiro! – me curvaria na direção dela e a encararia nos olhos. – Ou podemos ficar com as jóias e vender as antiguidades que encontrarmos. – passava o dedo pela mesa. – Seremos divas! As mais luxuosas de toda Gil’ead! O que acha? –disparava as palavras tão rapidamente que após alguns segundos, perguntaria preocupada. - Falei rápido demais pra entender? - fazia uma cara de culpa enquanto aguardaria uma resposta.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Wolfgang em 22/1/2015, 21:09

A garota era realmente energética e animada, rodopiando pela rua, gesticulando o tempo todo, abrindo os braços, apontando para todos os lados e agarrando joias imaginárias. Não conseguia deixar de achar tudo aquilo divertido, sorrindo toda vez que ela mostrava aquele lado.

Durante o diálogo incessante da faladora, ela citara Teirm, automaticamente minha boca abria para dizer que eu era de lá, aproveitando aquele curto momento em que ele não dizia nada, mas novamente cogitava de ser uma espiã ou algo do tipo, e preferia guardar para mim esse tipo de informação, embora fosse estranho desconfiar daquele semblante tão jovial e aparentemente inocente. "Acho que estou muito paranoica..." - concluía, embora cautela nunca fosse demais.

– Eve. Olhe! – Elsa apontava para uma mulher de aparência bestial saindo da taverna, assim que chegávamos lá. Embora ela parecesse tão empolgada, eu estava acostumada com viajantes peculiares, e portanto não me chamava tanto atenção assim. – Parece que você é meu amuleto de diversão. Esse lugar era chato até algumas horas atrás. – aquele comentário me arrancava uma risada, nunca me compararam a um amuleto antes, e se o fizessem, diriam que eu era um amaldiçoado e maldito.

Encaminhava-me até a mesa indicada pela jovem, olhando em volta para identificar alguma movimentação suspeita, não descartava a possibilidade de tudo aquilo não passar de uma armadilha, faria o possível para manter a discrição e não deixar transparecer minha desconfiança. Sentaria-me suavemente, cruzando as pernas e me inclinando para frente, para escutá-la atentamente.

– Está com fome? Estou morrendo fome! – pacientemente eu negava com um gesto. - Estou bem, obrigada. - respondia. - Mas aceito uma bebida. - acrescentava. Caso algum garçom se aproximasse, eu o olharia de maneira simpática e faria meu pedido. - Uma taça de vinho, por gentileza. - sendo atendida ou não, voltaria minha atenção para o que ela tinha a dizer.

– Então, como havia dito, podemos ganhar muitas coisas interessantes trabalhando junto. Lembra-se do vendedor? Ele possuía uma peça valiosa em meio a aquelas peças de ferro vagabundo digo isso, pois cresci avaliando jóias e antiguidades. Em um local como este, podemos encontrar coisas de valor a um preço abaixo do original. Se eu conseguir identificar essas peças e se você com seus err... talentos, conseguir um bom desconto, poderíamos revender as peças pelo valor original e arrecadar muito dinheiro! – ajeitaria o óculos enquanto a encararia, apoiando o cotovelo na mesa enquanto refletia tudo que ela estava dizendo. – Seremos divas! As mais luxuosas de toda Gil’ead! O que acha?

Coçava o queixo por alguns segundos, ganhando tempo até dar minha resposta. Era uma proposta simples, mas que soava eficiente, mesmo que não fosse nada tão empolgante. Pensava nisso enquanto tomaria mais um gole da minha bebida, caso ela estivesse comigo. "Se não é nada criminoso, por que ela está tomando tanta cautela para me contar o plano?" - ainda estava um pouco receosa, mas na pior das hipóteses eu podia simplesmente pegar todo o dinheiro para mim e despistar a garota... Eu não podia desconsiderar que aquilo tudo não passasse de uma arapuca, embora parecesse muita crueldade ter aquele pensamento diante a aparência tão inocente daquela entusiasta de joias.

- É uma ótima ideia. - admitia sorrindo, bebendo um pouco mais de vinho. - Desde que você não irrite as nossas... vítimas. - diria com um sorriso malicioso, referindo-me ao caso do vendedor de bijuterias. Inclinaria meu corpo ainda mais sobre a mesa, aproximando-me de Elsa em um tom mais baixo. - Há um lugar por perto que vende artigos mágicos, chamado Buraco Negro, eu passei por lá mais cedo e comprei isso, por um quinto do preço original. - pegaria o baralho de Tarot e o embaralharia com destreza para que ela o visse, guardando-o em seguida. - Talvez tenha algo de valor por lá, ou podemos encontrar algum outro estabelecimento que seja mais conveniente, o que me diz? - Deixaria que ela refletisse enquanto terminava minha bebida.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Ryoma em 22/1/2015, 23:27

Extremamente dedicada fitou as espadas da estante indicada pelo homem, avaliando todas elas para facilmente constatar que estavam em bom estado. Não era uma grande avaliadora de armas, não sabia como identificar aquelas que eram realmente boas ou mesmo se valiam aquele preço, mas podia saber se serviriam para si em uma batalha, pois já havia usado espadas em outros lugares. Fora preciso um tempo para ver que aquela estante não possuía uma espada certa para ela, Victoria precisou caminhar até uma outra estante que continha apenas duas armas, tendo o tamanho e empunhadura que precisava, facilitando o uso com duas mãos, assim como uma. De algum modo ela não ligou para o preço mesmo tendo noção de que não seria igual às outras de 1500 moedas. Entregou o dinheiro junto da espada, sorrindo como se quisesse uma aprovação daquela compra, duvidando que seria aceito, mas por sorte recebeu apenas um aceno que indicava para ir embora.

"Sucesso!" Pensou ao sair da loja, confiante de que aquela espada lhe serviria como esperava, conseguindo compra-la sem grandes problemas. Talvez estivesse em um estado não muito bom, mas não estava se importando muito com aquilo por hora, pois precisava de algum dinheiro. Repousava a mão direita sobre o cabo da espada, alisando como se fosse a coisa mais importante para si no momento, sorrindo feito a criança que era, aproveitando o presente que tinha se dado. – Humm.. – A falta do dinheiro deixava tudo um pouco mais complicado. Arrumar um quarto para descansar a noite e uma refeição para sustenta-la até o outro dia seria complicado, buscar uma forma de conseguir dinheiro era ainda mais difícil, pois faltavam oportunidades para alguém sem grandes talentos além de lutas. Havia claro sua forma de atuar na frente dos humanos, deixando alguma verdade no que falava, além dos sentimentos que mostrava as pessoas.

"Quem sabe um criminoso qualquer não esteja por ai.. Eu podia me divertir em uma captura e ainda ganhar algo, mas precisaria pegar alguma informação sobre... Uma parada antes de tudo pode ser bom, estou cansada de ficar andando por ai, preciso me sentar um pouco, apenas um pouco.." Balançava a cabeça de um lado para o outro, batendo levemente na perna esquerda com a palma de sua mão livre. Levou algum tempo para isto, mas alisar o cabo da espada a cansou, liberando sua mão de lá para poder larga-la ao lado da perna, deixando-a balançar com o movimentar de seu corpo. – O caçador bê... – Parou por um momento os passos, fitando melhor aquele local que despertar sua curiosidade, estava confusa quanto ao nome e precisou prestar melhor atenção naquilo para poder concluir o que queria. – Bêbado! – A fala saia alto demais, fazendo-a corar um pouco com a provável atenção que chamaria. Correria para dentro do bar procurando um local qualquer para se sentar, encostando até mesmo em um canto e sentando no chão apenas para descansar.

Victoria queria escutar o que as pessoas por ali falavam, devia existir alguma informação boa no meio das pessoas que estariam por lá. Seu foco seria nas conversas mais interessantes, procurando qualquer coisa que poderia ajuda-la futuramente. Aquela passada pelo bar não seria nada mais que uma busca por informações, pois logo que tivesse algo útil ou nada surgisse, ela sairia do local tranquilamente enquanto observaria melhor os arredores a procura de um guarda da cidade. "Esse corpo pode ser bem atraente, mas não acho que consiga usa-lo de forma útil.. Dinheiro viria fácil se eu quisesse fazer algo com ele, mas é melhor ir atrás de algo que eu me sinta bem." Um guarda resolveria sua situação. Se colocaria próxima dele sorrindo, deixando ambas as mãos para trás.

Bom dia! – O melhor sorriso que podia dar iria surgir, observando bem o guarda que estaria a sua frente. – Bem.. Eu quero ir atrás de algum criminoso procurado, mas não conheço algum e nem mesmo sei se estão atrás de um. Você poderia me ajudar nisso? Quero ajudar vocês com isso e também conseguir algumas moedas para comer e dormir.. – Seu olhar mostrava um certo desespero, queria capturar alguém e ter um pouco de dinheiro, mas precisava que aquela pessoa lhe desse alguma informação útil. Derrotar um procurado e conseguir dinheiro era ótimo, pois ajudaria os guardas e deixaria uma preocupação de lado, além de conseguir algumas moedas que salvariam seu dia. Victoria não estava esperando tanto do guarda, mas se ele desse uma informação sobre algum criminoso o agradeceria bem, apertando a mão da pessoa com um largo sorriso satisfatório, partindo em busca do criminoso com base nas informações dadas.

Claro que o guarda poderia não lhe informar nada, mas de uma forma ou de outra ela agradeceria, desanimada caso ele não fosse uma pessoa gentil e lhe deixasse sem nenhuma informação. A metamorfa voltaria a caminhar pela cidade, buscando algum outro guarda, lhe dizendo as mesmas coisas para convencê-lo sobre sua meta e arrancar algo útil dele. Qualquer coisa que a desse o paradeiro de algum criminoso seria extremamente útil. O agradecimento surgiria sendo uma boa informação ou não, sorrindo da melhor forma que podia enquanto agradeceria a pessoa, afastando-se lentamente para seguir ao seu próximo objetivo.


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