O Alvorecer Prateado

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por anthic em 23/1/2015, 10:03

Forgotten Realms



A arca que havia sido restituída do nada finalmente tomou forma. Não era exatamente o que Sophie estava esperando que acontecesse, afinal, tinha bastante confiança em suas habilidades. Tão logo quanto o vendedor demonstrou seu semblante desanimado, a mesma não pode deixar de culpar-se. "... Realmente, talvez eu devesse ter me preocupado mais com esses detalhes... De nada adianta reparar um objeto se ele não voltar ao seu estado original..." Suspirava, recebendo o cajado com um sorriso. Escondia sua aflição e pesar, sentia que não merecia estar recebendo aquilo. "Da próxima vez eu vou fazer melhor! Acho que... Fui arrogante. Preciso me lembrar da próxima vez de me esforçar mais."

- Agradeço pelo cajado, me será muito útil. - Estava prestes a sair, quando virou-se para o senhor, apreensiva. - Peço desculpas por não alcançar suas expectativas. Se no próximo solstício ainda estiver na cidade, passarei aqui para realizar um trabalho digno nessa arca. Já que ela é carrega tantas emoções importantes para o senhor, certo? - Sorria, sentindo-se melhor ao externalizar sua ternura natural. - Agora não se aflinja e lembre-se do que foi dito: o destino é cravado com nossas próprias mãos. - Fazia uma reverência, agora com o cajado seguro em sua mão direita, auxiliando-a a cada passo.

O principal pertence à que necessitava para dar continuidade em sua jornada já estava em sua posse. "Preciso estar mais atenta à ladrões. Bem, tudo vai se encaixando conforme as coisas acontecem - não há motivo para preocupação." Olhava para o céu, respirando profundamente e agradecia aos Deuses com uma reverência com a cabeça. Pela vida, oportunidades e até mesmo pelo destino. Estava grata. - Hora de partir... Só preciso conseguir suprimentos. - Procuraria algum estabelecimento próximo onde pudesse comprar alimentos, quem sabe um vinho élfico ou hidromel.

Caso encontrasse tal local, entraria sem cerimônias - ter muitas exigências internas entre humanos não era uma boa coisa. Um pequeno gesto que fizesse poderia muito bem expô-la como uma elfa. E ainda não queria. "Preciso ser cautelosa." Se aproximaria da bancada principal, procurando alguém para atendê-la. - Com licença? - Chamaria a atenção do atendente para si e replicaria com um leve sorriso de cumprimento. - Por acaso vocês comercializam hidromel ou vinhos élficos? E mantimentos para viagens? - Essas eram coisas importantes. Sophie não ingeria bebidas alcoólicas ou alimentos manufaturados por humanos, só que eram coisas importantes de ter consigo em suas jornadas. Sempre há uma alma passando necessidade pelo caminho.



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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 24/1/2015, 01:53

Elsa e Evelyn encontravam-se bem próximas d'O Caçador Bêbado. A primeira apontou para uma elfa, que corria com o arco pronto para uso, mas as duas meio que a ignoraram e seguiram até o bar. A mais jovem, animada do jeito que era, ia na frente agitando os braços num entusiasmo tão grande que parecia prestes a voar. Pouco antes de chegarem à porta do estabelecimento, a mesma se abriu para fora e, por questões de poucos segundos, Elsa não fora atingida e jogada longe. De lá, saiu um homem com roupas e cabelos brancos. Olhou para as duas belas mulheres por apenas alguns segundos antes de seguir com sua vida. Elas também seguiram e entraram no bar. Lá, a mais jovem perguntou ao proprietário se ele tinha visto a elfa e o motivo de sua presa. O homem não soube responder a segunda pergunta, mas murmurou assim que elas se afastaram:

— Esses coelhos... — Pensou estar longe o suficiente, murmurando apenas para si, mas as duas conseguiram ouvi-lo sem problema. E ele não parecia estar se referindo aos animais, de fato.

Outra bela jovem surgia por ali, encontrava-se também na frente do bar e levou algum tempo para entender o nome. Falou a última palavra alto demais e sentiu-se envergonhada, embora ninguém tenha lhe dado atenção. Entretanto, ao correr para o bar e empurrar as velhas portas de madeira, as mesmas protestaram com veemência e fez com que quase todos olhassem para ela. Não pareceu se importar muito com isso. O local era escuro e mascarava os rostos dos ali presentes, o que talvez tenha ajudado a garota se sentir mais confortável. Ou não? Sentou-se na primeira mesa vazia que achou. Um senhor velho e gordo estava duas mesas ao lado. Elsa o havia chamado, mas apenas Eve tinha feito um pedido. Ele se afastou.

Uma quarta bela jovem dirigia-se para o mesmo bar. Tinha em mãos um poderoso cajado e em mente um pobre senhor. Seus pés lhe levaram para o mesmo local das três anteriores, O Caçador Bêbado. Seria o narrador destino? Um senhor encontrava-se no fundo do bar escuro, atrás de um longo balcão. A elfa foi até ele e pediu por hidromel, vinhos élficos e mantimentos. O homem levantou a sobrancelha ao ouviu a palavra élficos. Não pareceu muito contente.

— Tenho cerveja e torta. — Resmungou e se afastou, levando uma caneca de algo que parecia vinho para uma bela mulher de vestes negras. Se ela prestasse atenção, veria que era exatamente aquilo: Algo parecido com vinho. Depois, o homem voltou para trás do balcão, esperando a ruiva se decidir sobre o que queria.

— OFF —

Como todas vocês tem Audição Aguçada, colocarei algumas conversas/acontecimentos do bar a seguir. Todas as quatro ouviram e viram. Por isso, vou ignorar parte do seu post Ryoma. culpe o Mattos :v

PS: Não acho que a posição das mesas vá importar, então não vou colocar.

— OFF do OFF —

Mesa 01: Três homens, todos armados, mas com roupas comuns, o que sugestiona serem caçadores. O que aquele maluco foi fazer? Disse o mais alto, com uma longa barba. Foi atrás da loira, é claro, a cantora. Ele pode ser bom, mas aquilo ali é demais até para ele! Disse outro, parecia ser o mais novo do trio. Há! Vai levar um pé na bunda e voltar pra cá chorando. Disse o barbudo novamente. Os dois riram. O terceiro parecia preocupado e, bebendo o resto de sua cerveja escura, disse: Ele ta demorando demais, vou atrás dele! Se levantou e foi para fora do bar. Os outros dois apenas riram a princípio, mas quando viram que o terceiro estava sério, apressaram à segui-lo.

Mesa 02: Duas jovens humanas, aparentemente desarmadas. Conversam sobre conseguirem dinheiro usando as habilidades de ambas. Falas nos posts de vocês. :v

Mesa 03: Quatro homens que já parecem estar bebendo à semanas se divertem com algum jogo de cartas. Passam a maior parte do tempo rindo ou gritando coisas sem nexo.

Mesa 04: Uma garota de 16 anos sentada só e sem bebida ou comida. Apenas olhava ao redor.

Mesa 05: Dois guardas com armaduras leves de metal, ambos com espadas. Seus elmos repousavam sobre a mesa. Você viu os peitos daquela loira? Disse, com um sorriso bobo no rosto. O segundo não demorou a responder. Prefiro os daquela ali! E, com um movimento de cabeça, apontou para Evelyn. Os dois ficaram olhando para ela por alguns segundos e começaram a rir. Um terceiro guarda chegou, esse portando uma lança e sem elmo. O que perdi? Indagou. Os dois repetiram a conversa e o terceiro logo deu sua opinião. Sinto muito, mas prefiro a ruiva. Olhem aquela bunda! Voltam a rir.

Mesa 06: Alguém com uma longa capa negra cobrindo seu corpo e rosto. Esta sentado só na mesa, com uma caneca de cerveja. Vez ou outra murmura alguma coisa, mas esta no extremo do bar e falando baixo demais para entenderem algo ou, até mesmo, definir sua idade ou sexo.

Mesa 07: Um casal, aparentemente civis. Como assim? Disse o homem, parecia tenso. Suas roupas eram surradas e levemente sujas. Eu já disse! Respondeu a mulher. Em contraste, suas roupas eram belas e refinadas, embora não aparentassem ser caras. Meu pai não quer nossa união. Você não tem dinheiro e seu trabalho é medíocre. O homem abriu a boca para responder, mas sua voz parecia ter ido dar um passeio. A única forma, continuou a mulher, é fazendo o que eu disse! O silêncio permaneceu tempo o suficiente para se tornar desconfortável. O homem finalmente respondeu: Farei por você, meu amor! Pegou seu chapéu igualmente surrado e, após dar um longo beijo na mulher, saiu. Ela permaneceu, parecia prestes à chorar.

Mesa 08: Três homens. Um deles parece ser um caçador, os outros dois parecem ser civis. Aquele cara é muito sortudo! Disse o civil mais à direita. Pois é, bem queria ser ele. Lamentou o outro. Aquele branquelo? Indagou o caçador. Ele é um babaca, isso sim. Ignorar uma mulher daquelas? Parou por um segundo, antes de falar novamente. Pelo jeito, ele se interessou bem mais pelo ruivo! Isso arrancou gargalhadas dos outros dois e o caçador os acompanhou.

Mesa 09: Três caçadores, ambos com roupas de couro e armados. Um possui diversas adagas e lâminas igualmente pequenas, um possui uma espada de duas mãos e o outro possui um arco. O arqueiro disse: Tem certeza? O guerreiro, que antes bebia sua cerveja, acertou a mesa com a caneca vazia, criando um alto estrondo. Mas é claro! Tu é um homem ou um elfo? E começou a rir da própria piada. O arqueiro não pareceu muito feliz. O terceiro caçador comentou: Eu também estou incerto... Caçar logo ele? Tinha tantos cartazes no quartel, por que infernos tu pegou logo esse? O guerreiro o olhou, calado, por longos segundos, deixando seus companheiros bastante desconfortáveis. Olhem, sério, apenas olhem! Colocou o cartaz sobre a mesa e esperou que os outros dois fizessem exatamente o que ele ordenou. Após isso, continuou: Sério que vocês estão com medo... disso? Sua voz era cheia de desdém. O com as adagas argumentou: Eu entendo seu ponto de vista, tenho a impressão que consigo derruba-lo em menos de cinco segundos. O guerreiro levantou as mãos, como quem dissesse: Viu? Mas o caçador com as adagas continuou: Mas isso não faz nenhum sentido! O arqueiro concordou: Exatamente, por que um merda desse tem uma recompensa tão alta? Cinq— O guerreiro deu um soco na mesa, quase quebrando-a em duas, o que calou o arqueiro. Disse: To pouco me fodendo pra lógica. Eu vou matar esse corno e vou pegar a recompensa. Se não quiserem vir, melhor pra mim! Pegou a caneca do arqueiro, a única que ainda tinha bebida, e a esvaziou por ele.

Há mais quatro mesas, todas vazias.

Balcão: Ruiva pede por hidromel, vinhos élficos e mantimentos. O dono do local responde que só tem cerveja e torta.

OFF:
Agora que percebi... Todas as quatro possuem Audição Aguçada.

Quando tiver uma explosão, vão se foder bonito.

Dei um monte de oportunidades. Escolham com cuidado.

Não confiem no Wolf

Histórico da Aventura:
Nome do Player: Skyblazer (Aaron Skyblazer)
N° de Posts: 3
Ganhos: Pequena Aljava (6 Dardos, Dano 5, Peso 0.5Kg [0.05Kg/flecha])
Perdas: 200 moedas
Status:
HP: 40
ENERGIA: 70
Inventário:
800 Moedas
Aljava (6 dardos)

Nome do Player: Wolfgang (Evelyn Blackrose)
N° de Posts: 5
Ganhos: 1 caixa de madeira ornamentada
1 baralho de Tarot
Perdas: 1.000 moedas
Status:
HP: 30
ENERGIA: 105
Inventário:
1.500 Moedas
Lâmina da Bruxa
Caixa (Deck de Tarot)

Nome do Player: Elsa (Elsa/Às Arendelle)
N° de Posts: 5
Ganhos:
Perdas:
Status:
HP: 40
ENERGIA: 110
Inventário:
1.000 Moedas
Arianne’s Hand

Nome do Player: Titanic (Sophie Delacroix)
N° de Posts: 4
Ganhos: 1 Cajado (Dano 4, Dano Mágico 20, Peso 1.5Kg, 2 Mãos)
Perdas:
Status:
HP: 50
ENERGIA: 95 - 12 (Restauração) = 83
Inventário:
1.500 Moedas
1 Cajado

Nome do Player: Ryoma (Victoria)
N° de Posts: 3
Ganhos: 1 Espada (Dano 7, Peso 1Kg, Mão-e-meia)
Perdas: 1.500 Moedas
Status:
HP: 90
ENERGIA: 85
Inventário:
1 Espada

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— Matarei cada um de vocês!


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Dúvidas | Criação de Personagem
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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Elsa em 25/1/2015, 19:30

- Desejo a todas inimigas vida longa... -



Voltar ao Caçado Bêbado acompanhada por Evelyn já havia provado ser algo bem diferente, a elfa que surgiu antes de entrarmos no estabelecimento provava isso com clareza. Sentia que agora as coisas seguiriam em tons bem mais coloridos do que os que haviam tingido as primeiras horas daquele dia e tal sensação provocava-me comichões pelo corpo. Ao entrar na taverna não podia conter a curiosidade incontrolável em saber mais sobre a tal elfa magricela, porém a única pessoa que talvez pudesse me responder não sabia de nada, limitou-se a murmurar algo sem sentido pensando que eu estivesse longe o suficiente para não ouvi-lo, mas o havia escutado e pouco me importado para tal balela. O local infelizmente parecia manter-se igual, escuro demais para se enxergar com clareza qualquer um por ali. Contudo a presença de Eve era um alento e um sopro de entusiasmo por ali, contava meu plano assim que o garçom se afastava, na realidade só percebia quando o mesmo estava longe que não havia feito pedido nenhum e ri com aquilo. Minha mais nova amiga parecia gostar da idéia enquanto degustava de uma taça de vinho, nunca havia gostado daquela bebida, parecia suco de uva amargo e me deixava com dores de cabeça após um ou dois goles.

Brincalhona, Eve disparava uma provocação, em referência ao vendedor com o qual havia discutido anteriormente provocando em mim uma reação levemente horrorizada, levava uma das mãos ao peito enquanto me inclinava em sua direção. – Mas eu não irrito ninguém! – protestava indignada. – E não fale “vítimas”, soa como se fôssemos bandidas! – reduzia o tom de voz de tal maneira que o mesmo ficasse arrastado e bem sutil. Ela se aproximou mais um pouco de mim e era como se pudesse sentir seu perfume, suas palavras eram sussurros tão doces quanto mel e provocava-me reações agradáveis por todo o corpo, olhava em seus olhos enquanto ouvia sobre um bom local para por nossos planos em prática. Sem palavras para cortar-lhe o discurso limitei-me a assentir positivamente com a cabeça enquanto colocava um dos cotovelos sobre a mesa para que a mão sustentasse a cabeça em uma altura onde os olhos não deixassem de contemplá-la. Quando Eve quis saber minha opinião sobre sua proposta, demorei, fique a observá-la por alguns segundos antes de notar que havia terminado de falar. – Ahh...bem... – ficava sem graça e passava a olhar ao meu redor para tentar disfarçar. – Lojas de artigos mágicos sempre têm algo de valor histórico, acho que pode render um b... – parava de falar ao ver uma jovem de cabelos brancos, sentada sozinha em uma das mesas, para alguns talvez a olhasse pelo fato de ter cabelos da mesma cor que os meus, mas para quem realmente me conhecesse só haveria uma coisa que prendesse minha atenção por completo. – Esmeraldas! – a voz quase escapava alto demais. – Eve vem comigo! – levantava-me da mesa e seguiria a passos rápidos até a jovem solitária.

Sentaria de frente para a mesma e perguntaria com olhos vidrados, como os de uma viciada. – São esmeraldas legítimas? – inclinaria meu corpo a frente dela e tentaria puxar as mãos dela para ver seus braceletes. Se fossem reais, não conteria a animação. – Kyaaa! São de verdade! São de verdade! Lindos! Como conseguiu essas maravilhas? – os olhos brilhavam e o sorriso de admiração preenchia meu rosto. – Estão a venda? Diga que estão, por favor! Qual o seu nome? De onde você veio? Ahhh...lindas! Lindas! – pressionaria as mãos sobre o rosto quase não acreditando no que havia encontrado, após alguns segundos que notaria que não havia me apresentado. – A propósito, me chamo Elsa e essa aqui é minha amiga Eve! – Embora tivesse iniciado a conversa com a jovem, ainda era possível ouvir as outras conversas, mas apenas uma me fazia agir logo após a conversa com a jovem. Um grupo de três guardas em uma mesa próxima, seus comentários pervertidos poderiam não ter incomodado Eve, mas haviam me incomodado. – Eeepa! – bateria na mesa com as mãos, levantando mais uma vez. Caminharia até a mesa dos guardas e me apoiaria com as mãos sobre ela. – Senhores! Eu também prefiro os peitos da minha amiga ali e também não recusaria a bunda da ruivinha. Mas apreciaria se tivessem um mínimo de respeito e parassem de tratá-las como um pedaço de carne. – falava em tom de seriedade, afinal de contas, só eu podia fazer isso! – Gostariam de pedir desculpas? Ou vão continuar sorrindo feitos três patetas? – lançaria um sorriso sarcástico enquanto me sentaria sobre a mesa e cruzaria as pernas a espera de uma resposta.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por anthic em 25/1/2015, 22:00

Troublesome Ladies



A resposta do atendente não agradava Sophie. Franzia o cenho e arqueava a sobrancelha. "Tortas não durariam um dia com o calor da jornada... E cerveja..." Colocava a língua pra fora só de pensar no cheiro nauseante da bebida. - Blergh... - Vinhos élficos tinham um aroma típico de uva, apesar de terem o gosto forte e azedo. Como não iria consumir, até aproveitava um pouco do aroma. "Não sei como aguentam ingerir esse veneno... Talvez seja por isso que humanos são tão incivilizados! Elfos não bebem cerveja, eu acho... Espero que não..." Dava de ombros para o dono. - Obrigada, mas procurarei em outro lugar.

Não era de escutar conversas alheias e prestar atenção na vida dos outros. Afinal, cada um tinha os seus problemas e precisava lidar com eles da melhor forma que era capaz. Entretanto, aquelas pessoas falando tão alto a impediam de bloquear os seus sentidos para todas as informações que eram lançadas no ar simultaneamente. Até certo ponto sorria sozinha com os comentários da adolescente de cabelos brancos com a morena. "Jovens enérgicas... Eu gostaria de dizer que me lembro de quando já fui assim um dia, mas... Ei..." Começavam a falar sobre o dono da loja de artigos mágicos que ela havia acabado de sair. Não, aquilo ela não podia permitir que fosse concretizado. Precisava ajudar o senhor, mesmo que não tivesse nada a ver com ela.

Via-a trocar de mesa, acompanhando a outra jovem que carregava uma espada e sentava sozinha. "Uma fanática por jóias... Que bonitinha!" - Ahhh... Haaa~ - Mas suspirava, aquilo não devia continuar por muito mais tempo. Se falasse baixo naquele bar seria o melhor local para ter uma conversa amigável com duas, ou três, pequenas sobre o certo e o errado. Adorar diamantes não é algo ruim, Sophie mesmo tinha seus desejos por objetos reluzentes - como a sua diadema. Só não era justificado causar o mal a outros por causa dessas coisas.

Estava prestes a tomar uma ação quando o comentário sobre seus glúteos atingia seus ouvidos como alfinetes. Inspirava profundamente, fingindo que aquilo não estava acontecendo. "Homens... É por isso que invadem as terras e propagam a morte por onde passam, não tem respeit- Ah..." Passava a mão no rosto, percebendo o problema em que ela estava se metendo. "Não recusaria a... minha bunda? Kyaahaha!" Se levantava, abrindo um sorriso meio sonso e andava a passos vacilantes na direção do guarda que parecesse ser o líder dos três. - Els--- OOps!! - Tropeçava de propósito, fazendo questão de parecer como um enorme acidente e causar bastante barulho ao cair no chão. - Aaaaaii...

Olhava de baixo para cima com o charme típico das elfas e os olhos cheios de lágrimas. - E-eu estou bem! Ai que desastrada! - Seguraria no braço ou na perna do guarda para se levantar, mesmo se ele não oferecesse ajuda - o ponto de contato serviria para potencializar a sugestão que ela enviaria para ele Foi apenas uma brincadeira de uma criança. Que menina brava! Não vou levar a sério! Hahaha! Logo que fizesse isso, se afastaria ao ajoelhar-se e coçar as costas, onde havia se machucado mais. - Ai... É mentira, doeu mesmo... Cade meu cajado? - Começaria a tatear o chão, sabendo que havia colocado o cajado propositalmente bem próximo dela mesma, até finalmente encontrá-lo. - Ah! Aqui está...

Utilizando-o como apoio, se levantaria enquanto ajeitava a diadema e olhava para o trio de meninas. - Elsa, não fique arrumando problemas por qualquer motivo. - Agora de costas para os guardas, sorriria meio sem graça para o grupo e piscaria um dos olhos para ela. - Os senhores nos desculpem, certo? Prometo que vamos nos comportar, eu juro! - Tentaria encaminhar a jovem para a mesa, sentando-se também e invadindo o espaço da pequena que estava sozinha. Logo que o clima se resolvesse logo, abaixaria o tom, colocando uma das mãos adiante da boca para não ser escutada pelos guardas. - Desculpem... Eu sou Sophie. Mas não queiram arrumar problemas com os guardas daqui... Dizem que eles são beeem violentos e fazem o que bem entendem... Eu sei que você podia se virar sozinha, mas nada melhor que resolver um problema sem conflitos, certo? - Daria uma leve piscada para ela novamente, seguido do seu sorriso mais envolvente e radiante.



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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Wolfgang em 26/1/2015, 12:59

O primeiro gole daquele suposto vinho era suficiente para decidir que seria o último. Não sabia porque ainda insistia em procurar uma boa bebida naquelas espeluncas de Gil'ead, ou talvez meu paladar que fosse exigente demais.

Deixando aquela coisa horrorosa de lado, minha atenção era voltada para a jovem grisalha, embora uma série de conversas aleatórias e concomitantes tentassem me distrair. Começava a notar algo inquietante no olhar daquela moça, a forma que ela me encarava era muito semelhante aos dos muitos cavalheiros tomados de tentação e desejo, embora o dela tivesse um fogo ainda mais saliente. Aquilo me divertia, meus lábios se levantavam em um sorriso. "Se eu precisar enganar essa garota, vai ser muito fácil." - embora esse pensamento ainda soasse tão maligno, diante uma aparência e intenções tão inocentes, evidenciadas pelo seu desconforto com a ideia de ser rotulada como uma criminosa.

- Esmeraldas! - parecia que a entusiasta de joias tinha sua atenção voltada para a outra moça de cabelos brancos, embora seu foco parecia ser as pedras verdes ostentadas em seus braços. Prontamente ela me chamava, mas eu demorava um pouco para me levantar, não compartilhava de sua empolgação. Alcançava a mesa pouco antes de Elsa bombardear a mulher com diversas perguntas. Puxaria então uma cadeira para que pudesse me sentar, dando de ombros e pedindo licença com delicadeza, buscando ser simpática e educada com a desconhecida.

As conversavam continuavam pela taverna, mas não me atraíam tanto interesse, talvez as que envolvessem dinheiro... Alguns guardas comentavam sobre meus atributos, como era de hábito, e comparavam outras mulheres como se estivéssemos em uma competição. E por mais que estivesse acostumada com aquele tipo de comportamento, a moça não estava nem um pouco contente com os comentários, reagindo de forma bem explosiva.

- Senhores! Eu também prefiro os peitos da minha amiga ali e também não recusaria a bunda da ruivinha. Mas apreciaria se tivessem um mínimo de respeito e parassem de tratá-las como um pedaço de carne. - aquela era a queixa da jovem, embora nenhuma das observações deles dirigia à ela propriamente. "Será que é isso que a está incomodando?" - pensava com divertimento, mesmo sabendo que aquilo não terminaria bem. - Gostariam de pedir desculpas? Ou vão continuar sorrindo feitos três patetas? - era ainda pior, eles nunca pediriam desculpas e considerariam aquelas palavras com grande insolência, e esses porcos orgulhosos e indisciplinados não deixariam barato... "Na pior das hipóteses, não vou nem me meter..." - mas a jovenzinha já tinha me metido naquela história, pedindo para que os guardas se desculpassem comigo, o que era de certa forma constrangedor. Eu precisava pensar em algo rapidamente, abria a boca para tentar contornar a situação, mas algo inesperado acontecia.

Não entendia ao certo o que se passava, mas a ruiva parecia ter... se jogado na frente dos homens? "O que ela está fazendo?" - esperava que aquele teatrinho bizarro fosse suficiente para distrair os guardas, e dispensasse qualquer intervenção minha.

- Elsa, não fique arrumando problemas por qualquer motivo. - concordava plenamente... ao que parece a ruiva não era tão imprudente, o que me deixava muito grata. Ela se sentava na mesa com a gente, e de repente estávamos em quatro. - Desculpem... Eu sou Sophie. Mas não queiram arrumar problemas com os guardas daqui... Dizem que eles são beeem violentos e fazem o que bem entendem... Eu sei que você podia se virar sozinha, mas nada melhor que resolver um problema sem conflitos, certo?

Aquela mulher era surpreendentemente compreensível, eu a fitava com curiosidade, entrelaçando os dedos e curvando-me para frente, exibindo um sorriso simpático.

- De fato, Sohpie. Os guardas daqui são verdadeiramente um bando de brutamontes. Às vezes acho que eles tentam compensar outras coisas... - tomaria o cuidado para que somente as moças escutassem, sorrindo maliciosamente. - Eu sou Evelyn Blackrose, e é um prazer dividir essa mesa com vocês, senhoritas. - apresentaria-me cordialmente, embora não estivesse tão certa de que eram boas pessoas, e tampouco me sentia tão confortável quanto tentava demonstrar. Podia ter alguma espiã ali no meio ou algo do tipo... De qualquer maneira, não me descuidaria, até porque aquele clima e ocasião de se reunir com outras pessoas era extremamente raro, e talvez eu devesse dar uma chance para o Destino... Além de que tudo aquilo me divertia muito.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Ryoma em 26/1/2015, 13:48

A vergonha lhe atingiu, porém não houve qualquer atenção das pessoas quando ela proferiu aquela palavra em um tom elevado. Seu semblante se tornou mais calmo ao perceber isso, respirando fundo para então seguir até o bar que estava bem a sua frente. Um leve empurrão era o que esperava para abrir aquilo, mas não fora possível e com um pouco mais de força ela abriu, chamando a atenção toda do bar para si, o que não era muito agradável no momento. Fitou brevemente os presentes, camuflados pela escuridão, ignorou qualquer olhar com uma pose extremamente séria e firme, sentando-se na primeira mesa vazia que avistou. Sentia-se irritada pela porta do bar, mas não pode fazer nada, nem mesmo mostrar sua frustração ao ser o centro das atenções logo em sua primeira parada. "As portas estão velhas e o lugar é escuro. Sou tão idiota... Podia ter ido atrás de um lugar melhor, mas resolvi parar aqui e ver o que acontecia. Atenção demais não dá certo, eu preciso relaxar. Só quero informações e depois vou sair, nada que vai atrair interessados, não deve ter ninguém que esteja atrás de uma garota com tre..."

Por um momento se irritou, lembrando que não tinha os seus treze anos. Fechou os olhos, erguendo a mão direita até o rosto para cobri-lo. "Dezesseis! Eu tenho dezesseis.. Não posso esquecer disso ou atrairei curiosos, eu sou apenas Victoria, uma garota de dezesseis anos que perdeu seus pais. Sem metamorfo ou qualquer outra coisa na história, não posso deixar tudo ser descoberto por falta de cuidado." Um velho estava a duas mesas atendendo outros clientes, fitou ele buscando palavras para chamar e pedir algo, mas ela não tinha algo que era essencial em um bar.  "Dinheiro..." Suspirou ao descer suas mãos novamente a mesa, deixando-as apoiadas para sustentar o corpo um pouco inclinado a frente. Victoria voltava então ao principal objetivo, focando sua audição privilegiada nas conversar que ocorriam pelo bar todo, escutando tudo aquilo que poderia ser útil e até mesmo o que não era, sendo uma boa ouvinte quando necessário.

"Loira?... Não lembro de ter visto uma sair daqui, mas é apenas uma cantora.. Não vai ser útil a não ser que eu queria escutar uma musica, e este não é o caso. Okay, ignore." Os homens que conversavam começaram a seguir o caminho da saída, indo primeiro um deles para os outros dois acompanharem. O que eles falavam não era nada interessante, só que a relação deles parecia ser tão boa que a deixava um pouco focada demais, escutando as risadas dos três que aparentavam ser companheiros. Irritava-se com aquilo e mudava seu foco para outra conversa por agora, esperando que desse algo útil. Desta vez eram duas humanas, sem nenhuma arma revelada que conversavam sobre algo mais interessante do que os caçadores. Vítimas e bandidas. Aquilo soava um pouco ruim para elas, mas não eram todos que as escutariam. O interesse ia aumentando enquanto as escutava, observando-as algumas vezes para ver a forma como se relacionavam. Victoria sentia que a relação delas era boa, conversavam muito bem e se encaixavam de alguma forma. Ela não podia ter uma relação assim com os humanos, pois todos pareciam odiar a sua raça e somente citar um metamorfo já era sinal de desastre. Sempre atuar e esconder o que era não parecia bom, pois a cada dia se sentia mais estranha, não queria realmente se tornar uma humana, mas não podia viver como uma pessoa normal se a verdade fosse dita.

Eu devia ir... – Sussurrava, abaixando um pouco a cabeça já desanimada com os pensamentos que havia tido e nenhuma informação útil. O bar era cheio e todas aquelas humanos felizes a irritavam, queria sair e bater em algum criminoso para relaxar. Faltou coragem para fazer o que pensava e novamente ficou presa, olhando para a mesa sem um objetivo definido e a cabeça cheia de duvidas. Todos os planejamentos tinham sido jogados no lixo, tudo por causa das relações daquele bar. Levou sua mão esquerda ao cabo da espada, tocando-o para relaxar um pouco e se livrar daqueles pensamentos enquanto sua expressão retornava a tranquilidade de sempre. A vontade de ir para fora do bar se tornou mais forte, ela se levantaria em um simples impulso, mas algo a parava por um instante. Uma garota se aproximava rapidamente, sentando-se na mesa de Victoria com um olhar extremamente focado em suas esmeraldas. Uma inclinação para trás surgiu, afastando um pouco seu corpo da mesa e deixando então suas mãos mais próximas ao corpo. – Érr.. São. – A resposta surgia sem nem mesmo pensar, pois a surpresa daquela aproximação havia sido maior do que o esperado. Pensava tanto na relação das duas e agora ambas se aproximavam de si, sentando na mesma mesa para lhe perguntar sobre aquelas pedras.

Era estranho aquilo surgir assim, mas aceitou a situação com a maior tranquilidade que podia. Deixaria suas mãos serem levadas pela garota, observando-a com cuidado para evitar qualquer deslize. Victoria não tinha conhecimento sobre joias, mas sabia que aquelas eram muito próximas as verdadeiras ou mesmo verdadeiras, pois quem havia lhe dado era alguém de confiança. Podia ter algo grande em mãos que lhe renderia um bom dinheiro, porém não venderia aquilo mesmo pelo maior preço que a oferecessem. – Ganhei de alguém a muito tempo, mas não posso vende-las. Verdadeiras ou não eu só posso guarda-las. – Fitava aquelas pedras tristemente, respondendo as perguntas daquela garota extremamente animada. – Me chamo Victoria, é um prazer conhecer vocês duas. – Diria a palavra para elas, mas algo ainda maior chamava sua atenção. Uma conversa sobre certo procurado a deixava atenta a outra mesa, focando bastante nos homens que estavam ali falando sobre uma quantia enorme pela cabeça de algum criminoso. "Era disso que eu estava atrás.. Finalmente! Agora eu posso ir e...." Elsa começou uma pequena confusão contra os homens de uma outra mesa, vendo que eles comentavam sobre sua amiga e uma outra mulher que estava no balcão. Intervir naquilo só atrapalharia ainda mais, podendo criar uma confusão maior do que já estava, mas por sorte a ruiva citada entrou no meio da conversa em um tropeçar proposital para ter a atenção daqueles homens.

"Isso vai dar um problema... Não preciso me meter, estou bem no meu lugar. Não falaram nada sobre mim, tudo está certo. " As palavras sábias da ruiva podiam deixar o clima mais tranquilo e com isto todas sentavam na mesa da metamorfa, invadindo seu espaço. A cada instante ficava mais difícil aguentar aquilo e sua ideia de ir embora já estava se tornando perfeita, só que fugir agora atrairia suspeitas e era melhor deixar rolar como já estava. – Me chamo Victoria. – Faria uma breve apresentação para todas, mesmo que já tivesse dito seu nome, pois agora havia uma outra integrante naquela conversa. A solidão sempre foi tão boa e ela queria aproveitar isto ao máximo, só que agora tinha tudo invadido por três novas carinhas na sua vida. O olhar sempre passava pela porta do bar, querendo ir atrás do procurado citado pelos caçadores, correr atrás de uma luta e esvaziar a mente com uma boa batalha. "Okay.. Vou aproveitar essa oportunidade que me deram, talvez eu consiga algo bom aqui.. Não confio em nenhuma delas, mas pode chegar em algum lugar...." Relaxaria para ver como as coisas seguiam, analisando cada uma delas por um bom tempo sem buscar nada específico.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 27/1/2015, 00:22

Por um momento, Sophie e Victoria ficavam na sua, apenas observando o ambiente e pensando no que fazer. Elsa, por sua vez, saía de sua mesa com um grito e invadia o espaço da introvertida metamorfa. Meio minuto depois, batia na mesa com força e ia até outra, discutir com três guardas. Eles a olharam em silêncio durante uns 5 segundos, se olharam e começaram a gargalhar sem controle. Um deles, antes com cerveja na boca, se engasgou e parte da cerveja fugiu pelo seu nariz, o que só fez os outros dois rirem mais ainda.

Antes que Elsa pudesse responder, Sophie foi até lá e se jogou no chão, tentando distrair os guardas, usando até mesmo de sua magia. Um deles tentou ajudá-la a se levantar, mas tremia tanto devido suas gargalhadas que atrapalhou mais do que ajudou. A elfa levou a humana de volta a mesa da metamorfa, a qual não moveu um dedo para ajudar. Evelyn fez esforço parecido. Sentaram-se, sem serem convidadas, e começaram a conversar. Os guardas foram se recuperando aos poucos.

Nas outras mesas, as coisas não mudaram muito, com exceção de duas. A mulher, que agora estava só, se levantou e se retirou do bar apressada, parecia estar chorando. Pouco depois, o trio de caçadores juntaram algumas moedas e deixaram sobre a mesa. Se levantaram e andaram lentamente até a porta do bar, cochichando entre si. O dono do local foi até lá e pegou as moedas para si, deu um leve sorriso ao ver que tinha mais ali do que o trio devia. nem pensou em avisar, é claro. O trio se retirou do bar e seguiu seu rumo.

Enquanto isso, o quarteto recém formado, todas belas jovens, conversavam e pensavam sobre o que fazer a seguir. Os três guardas ainda olhavam para elas, vez ou outra, fazendo comentários sobre suas... habilidades. Um deles até mesmo sugeriu juntar as mesas, mas os outros dois ficaram na dúvida. Vamos esperar a estressadinha sair, ai fica uma para cada. Disse um outro.

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Um post curto, milagre!

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Elsa em 28/1/2015, 17:52

- Vic, Eve and Phie. Friends or Problems? -



Um simples comentário daqueles babacas fazia-me esquecer por alguns instantes daquelas maravilhas esverdeadas a qual tinha posto meus olhos, a fama dos guardas não eram muito boas apesar de nunca tê-los visto agindo pela cidade e também, quem liga? O que era para ser algo sério, tornou-se deboche, embora só após eu ter dito tais palavras pude notar que uma reação daquelas era esperada até. A ruiva que tinha ganhado a atenção dos homens por sua retaguarda caia em nossa direção, olhei-a com estranheza enquanto se levantava e apaziguava a situação, pedindo para que eu não arranjasse confusão desnecessária. – Como... – iria questiona-la o motivo de ela saber meu nome, sendo que nunca havíamos nos conhecido antes, mas não falei nada após ela piscar para mim, dando um sinal. Suspirei longamente enquanto revirava os olhos ouvindo-a pedir desculpas pelo transtorno e prometendo que iríamos nos comportar. – Você vai, eu não! – pensava cruzando os braços e fazendo um bico de aborrecimento. Aceitava, ainda que contrariada tudo aquilo enquanto a ruiva me levava até a mesa onde, Evelyn e Victoria estavam sentadas observando tudo, inertes como estátuas.

Deixava o corpo cair em direção a cadeira não me importando se fizesse ou não um barulho acima do normal com aquilo, ainda frustrada e com os braços cruzados ouvia a apresentação da mulher ou Sophie, para ser mais exata. Uma pacifista, pelo menos era o que aparentava ser pelo discurso. – E você decide resolver sem conflitos, ficando de quatro? Para aqueles babacas que queriam pegar no seu rabo? Sério mesmo? Eu preferiria o conflito. – a observaria com olhar incrédulo e um meio sorriso. Voltaria imediatamente a atenção para Victoria e suas esmeraldas. Lembrava-me que ela havia dito que não as venderia por questões pessoais e por isso ponderei. – Você tem belas jóias e elas ficam ainda melhor quando usadas pelos motivos certos, mas se um dia quiser vendê-las, quero ter a prioridade! – sorri. Evelyn por sua vez falava com Sophie sobre os guardas o que novamente me fazia mudar de expressão. – Ainda estão falando disso? – gesticulava enquanto balançava a cabeça em desaprovação. A atenção novamente ia para Sophie, a observava bem, principalmente sua diadema a qual me fez parecer mais irritada e com uma maior vontade de contestá-la  - Se você sabe meu nome é porque escuta bem demais, então eu quero que você me responda como. Como consegue ouvir tudo e querer agir sempre tão pacificamente? Acabaram de tratá-la como uma qualquer, insultam e fazem piadas sobre sua raça. – neste ponto caso ela questionasse o último trecho, apontaria para o diadema que ela usava. – Peça élfica difícil de encontrar hoje em dia, antiga apesar de não saber estimar o valor exato para ela, o fato de você a usar me faz supor que seja uma elfa legítima, do contrário seria uma peça a qual poucos humanos caminhariam pela rua de forma tão despreocupada. – descansaria os braços sobre as mesas, ainda a encarando. – Uma jóia ou uma antiguidade, falam muito sobre um povo, uma cultura e sobre seu próprio dono. – sorriria timidamente enquanto aguardava pela resposta de Sophie.

Faria um sinal para o garçom, ao qual não perderia tempo em falar em alto e bom som o meu pedido. – Eu quero uma jarra de água! Uma bem grande! – erguia os braços, mostrando o tamanho da jarra que queria. No entanto, na mesa ao lado mais uns comentários surgiam. – Aaarf... – sentia uma raiva incontrolável subir pelo meu corpo e isso era mostrado pelo meu cabelo que alternava gradualmente para um vermelho intenso, mas lembrei que se tentasse algo, provavelmente a elfa iria intervir então tratei de me acalmar, contando até dez e por que não, liberando o stress? – Talvez você possam se divirtam mais com um cabo de vassoura, bem naquele lugar! – falava inclinando a cabeça na direção deles e mostrando-lhe o dedo do meio, colocava a língua para fora e piscava um dos olhos em sinal de alívio após dizer o que queria. Os cabelos quando ficaram totalmente vermelhos, voltavam a ficar brancos. Eu nem havia notado a mudança, tanto que para mim foi como se nem tivesse ocorrido. – Eve. Onde está o seu baralho? Sabe usá-lo? – perguntaria estalando os dedos e voltando minha atenção rapidamente para Victoria. – E você Vic? Veio caçar o que por aqui? – Era a pergunta mais óbvia a se fazer, a menos que a arma que ela usasse fosse feita para limpar e cortar peixes no mercado.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Wolfgang em 29/1/2015, 10:46

Talvez por muito pouco uma confusão não era estabelecida naquela taverna, o que seria um grande problema. Detestava estar no meio de um conflito, a não ser que eu pudesse tirar alguma vantagem dele, nunca era uma boa ideia ser o centro das atenções, ainda mais com um histórico de repressão tão dura que aqueles guardas carregavam consigo. "Estou me preocupando à toa." - admitia, olhando em volta, na pior das hipóteses bastaria desaparecer ali rapidamente, como eu sempre fazia, e com sorte levando aquelas esmeraldas comigo, já bem avaliadas pela jovem amante de joias.

Eu descruzava e cruzava as pernas graciosamente, enquanto me divertia com as mudanças súbitas de humor de Elsa. Ora estava questionando duramente as atitudes da ruiva, e no instante seguinte estava admirando e elogiando as esmeraldas da tímida Victoria, esta por sua vez visivelmente desconfortável com as invasoras que ocupavam sua mesa.

A moça grisalha fazia duas observações pertinentes. A primeira em relação aos bons ouvidos de Sophie, que apesar das boas intenções aparentemente boas de querer distrair os guardas para evitar algo pior, tornava-a uma mulher de atitudes suspeitas, uma espiã em potencial. Pensando nisso, a estudava cuidadosamente, levando a mão até o queixo. A segunda colocação era muito astuta, sua análise de objetos valiosos a levava até a conclusão de que Sophie na realidade era uma elfa, raciocínio que me surpreendia. "Impressionante." - pensava, arqueando as sobrancelhas durante alguns segundos. "Uma elfa em pleno Gil'ead, em uma taverna de quinta categoria e tentando ajudar desconhecidas... É um dia muito peculiar." - concluía com curiosidade em saber o que ela fazia ali.

Até que sua instabilidade emocional atingia outro nível, eu assistia impressionada e com certo receio a cor de seu cabelo enrubescer gradualmente. "Mas... o que?" - já me preparava para uma situação de combate, discretamente fazendo com que a eletricidade fluísse sobre meus dedos para lançar um ataque repentino caso fosse necessário, estava verdadeiramente tensa. Felizmente aquilo havia passado rápido, o pigmento de seu cabelo voltava a ser da cor da neve, e ao que parecia, ela sequer tinha consciência daquela mudança. "Seria uma maldição?" - pensava, encarando-a com desconfiança, mas sem dizer nada sobre o que tinha ocorrido. Minha preocupação agora seria a forma que os guardas considerariam os insultos, embora eles também provavelmente tivessem visto aquela possessão bizarra e deixassem tudo como estava, ao menos desejava que fosse assim.

- Acalme-se, Elsa. - diria gentilmente à moça, encostando a mão em seu ombro e a fitando nos olhos. Daria um sorriso e me aproximaria, baixando o tom de voz para que somente ela ouvisse. - Esses guardas são uns idiotas, não leve a sério o que eles dizem, pense no quanto mais difícil seria executar os nossos planos se tivéssemos problemas com os guardas dessa cidade, todos os vendedores nos taxariam como criminosas e não conseguiríamos dinheiro ou joias. - aproximaria-me ainda mais, usando um tom malicioso aos sussurros. - Depois podemos cuidar deles, mas não aqui na frente de todo mundo. - afastaria-me após dar uma cativante piscada.

- Ah sim, meu baralho. - diria em resposta à sua dúvida, tirando-o de minhas roupas e o exibindo, embaralhando-o pacientemente. - É um baralho de Tarot, imagino que as senhoritas conheçam o poder místico que essas belezinhas carregam. - inclinaria-me para frente, olhando para cada uma delas, interrompendo o embaralhamento. - Alguém gostaria de ter um breve deslumbre do futuro? - não cobraria nada desta vez, queria apenas praticar e me divertir um pouco, era sempre divertido ver a expressão das pessoas quando eu transmitia a mensagem das cartas. Seguraria as cartas espaçadas e viradas para baixo. - Se assim alguém o desejar, basta tirar três cartas e as colocar viradas para cima sobre a mesa. - imaginava que Sophie fosse puritana demais para aceitar uma prática mágica tão obscura quanto aquela, e Victoria tímida demais para isso. Se nenhuma delas o quisesse, eu retiraria três cartas canalizadas para Elsa, mesmo que ela não autorizasse. Independente de quem o fizesse, olharia atentamente as cartas para traduzir seus significados premonitórios.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por anthic em 29/1/2015, 18:38

Hot n' Cold



Perceber que toda a sua atuação foi desnecessária se mostrou um alívio. Não gostava nem um pouco da forma com que as meninas estavam fazendo planos de roubar o gentil senhor que a ajudou com o cajado, só que não podia deixá-las arrumarem problemas apenas por carregarem uma personalidade tempestuosa. Se sentava de forma elegante, com a coluna ereta e afastada do encosto da cadeira. Cruzava as pernas e deitava o cajado diagonalmente com o chão e o seu ombro. A jovem se jogava na cadeira violentamente, tirando um sorriso da elfa - que escutava o comentário dela pacientemente. - O corpo é só um templo para o espírito imortal... Uma vez que se mantém o espírito limpo, pouco importa o que acontece com o corpo. - A resposta era seguida de uma inspiração profunda, seguido de um olhar empático e carinhoso para com as moças presentes - como uma mãe olhando para seus filhotes desamparados. "Será que serei capaz de impedir que elas façam essa crueza que planejam?"

Sentia os olhares analíticos da dupla sobre sua pele. Não podia culpá-las. Havia entrado no meio de seus assuntos, sabendo seus nomes e sentado em sua companhia. Se fosse a própria, estaria no mínimo achando aquilo suspeito. Recebia um cumprimento por parte da morena, e aquilo a deixava mais relaxada. Certamente. - É um prazer, senhorita Evelyn Blackrose. Igualmente para a senhorita Victoria. - Fazia uma curta reverência com a cabeça. Infelizmente não podia externalizar seu sobrenome ou certamente a identificariam como uma elfa. "A Evelyn me parece bastante sensata. Por mais que estivesse planejando o roubo junto com a Elsa, talvez eu consiga uma brecha através dela... E... Uh?" Realmente era pega de surpresa com o comentário dela. Iniciava a fala se explicando quanto ao ocorrido. - Invectivas advindas de lábios imundos nada mais são do que um sopro no vento. Palavras só injuriam se carregarem significado para quem escuta. - Sorria novamente, conquanto a curiosidade parecia tomar conta - já que era algo que realmente fazia diferença para aquele encontro do destino. - Perdão, minha raça?

E o arrependimento era tremendo. Antes a informação permanecesse conciliada sob as divagações de Elsa. Agora havia anunciado para todos da mesa sobre a real identidade da ruiva misteriosa. "Haaa... Tudo isso para impedir que arrumem problemas... Devo agradecer, entretanto, essa ironia do destino." Arguia ambas as mãos, como se rendesse-se à acertividade da avaliadora. - De certo, tem razão. - Sua voz saia baixa, quase como um sussurro, para evitar curiosos de acompanhar a confissão. - Sou uma humilde elfa peregrina que repousou na cidade humana de Gil'ead para revigorar as energias, recuperar um cajado... - Mostrava o item em sua posse com uma das mãos. - Já que o meu anterior foi levado enquanto repousava para então partir novamente em minha jornada. - Relaxava os ombros, aguardando o julgamento das meninas. Ser uma elfa naquela cidade, pelo menos naquela época, não era um crime. Iria trazer olhares desagradáveis e talvez facilitar a aquisição de problemas. Entretanto, ainda poderia sair da cidade imediatamente para evitar transtornos.

O que a surpreendeu verdadeiramente foi a transformação da tonalidade dos cabelos de Elsa que passavam gradativamente do alvo para o escarlate. Podia ver em suas feições que a raiva tomava conta de seu corpo. Instintivamente segurava o bastão, descruzando as pernas e olhava fixamente para a transformação. Podia ver claramente que ela passava os olhos por Sophie, antes de se acalmar ligeiramente. "Isso é magia do tipo mais embrutecido que existe... E ela não tem controle sobre isso..." As palavras profanavam a pífia paz conquistada, enquanto os cabelos voltavam a coloração normal e a personalidade em conjunto, como se nada tivesse acontecido - como se realmente fosse apenas uma continuação do que falava antes. Um sorriso aparecia no rosto de Sophie. Um desafio! Não ousaria pensar isso, mas era o que seu interior gritava. Adorava aventuras e mistérios inexplicáveis - e aquilo definitivamente chamava a sua atenção. O sermão que estava prestes a dar foi interrompido pelo início da fala de Evelyn, entretanto, o restante fez com que ela perdesse as esperanças.

- Por que não buscam pela fortuna com os artefatos escondidos pelo mundo? Elsa, com essas habilidades de avaliação, certamente conseguiriam juntar bastante dinheiro em pouco tempo. Claro, sem fazer nada ilícito e se preocuparem em ser presas por brutamontes. - Por mais que não fosse do feitio de Sophie, lançava uma ideia que a beneficiaria também. Estava precisando de um grupo para suas jornadas serem mais seguras, quem sabe mais divertidas. E não queria que as meninas se lançassem na vida do crime. Aquela parecia ser a melhor opção para todas elas. - E você, Victoria? Não acha uma boa ideia? - A jovem ainda parecia perdida no meio da mesa. Bastante quieta, distante. Se Sophie ao menos conseguisse alcançá-la... Quanto à oferta do jogo de tarot, preferia permanecer longe de adivinhações obscuras. O destino estava nas mãos dos deuses e confiava sua vida para eles. - Obrigada. Quem sabe em uma outra ocasião. - Falava com um sorriso incansável. Nesse momento já teria recuperado a sua postura elegante habitual enquanto observava o grupo decidir suas próximas ações.



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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Ryoma em 29/1/2015, 19:29

A situação era irritante e por pouco não surgia um problema enorme, graças a ruiva que havia ido ao chão para chamar a atenção dos guardas, deixando todos rindo e o clima um pouco menos sério. Recuperavam-se aos poucos, mas a metamorfa não se importou muito com eles, focada nas três que invadiam sua mesa e se apresentavam. Não era ruim ter alguém para conversar, só que as personalidades eram tão diferentes que estava difícil ter uma conversa normal enquanto Sophie e Elsa estivessem ali. Ficar parada pode ter sido a escolha certa, pois não fora a única que havia feito tal escolha. Observar era melhor do que se envolver em uma confusão maior, não havia necessidade daquilo e a garota tinha noção disso. Comentários daquele tipo sempre surgiam entre os homens e até mesmo mulheres, criar uma confusão por conta disto só atrairia uma atenção desnecessária que a jovem não queria. As esmeraldas ainda não haviam sido esquecidas e Elsa tinha interesse, mesmo sabendo que não seriam vendidas assim.

Claro, será a primeira que avisei sobre qualquer intenção de vender elas. – Sorria de forma natural, recolhendo as mãos até repousa-las sobre suas pernas. As mudanças no humor da fanática por joias era bem interessante, ficando gentil com a metamorfa e irritada com a ruiva. Era divertido escutar a discussão das duas e ver como se defendiam, além de que ouvia coisas preocupantes quanto a audição de Sophie. Deslizava a mão direita ao cabo da espada, fitando a mulher que até então era a mais suspeita das três. "Elfa?" A surpresa era grande e Victoria evitou mostrar isto, ficando tranquila sem comentar nada a respeito de tudo aquilo. "É bem difícil ver uma elfa, ainda mais vê-la admitir isto. Ainda é suspeita... Não sei o que falar.. Conversar normalmente parece tão difícil."

Os cabelos de Elsa começavam a mudar de cor, e isto mostrava claramente a raiva que sentia por conta dos comentários vindos da mesa ao lado. Um vermelho intenso tomava conta das madeixas antes brancas, mostrando uma reação bem diferente de antes para os homens. A preocupação surgiu novamente, deixando-a inquieta com aquela transformação e se noção do que podia acontecer se a outra garota fizesse algo para atacar aqueles homens. Sua mão segurava firme o cabo da espada, já esperando o pior daquela situação, mas fora tudo resolvido quando Elsa retornou ao normal, focando sua atenção novamente na mesa. Confirmava que tudo estava bem e então liberava sua mão direita, trazendo-a para cima ao encontro de seus cabelos, passando calmamente os dedos entre os fios até chegar as pontas e voltar a repousar sua mão sobre as pernas, aliviada por não precisar enfrentar um combate naquele lugar.

Estou atrás de alguma informação útil sobre procurados, quero capturar algum e conseguir moedas. Acabei com as minhas ultimas nessa coisinha aqui. – Apontaria para a espada, esclarecendo o que procurava por ali sem mentir, deixando apenas uma parte do que realmente buscava ali. A proposta de Evelyn parecia interessante, mas a precaução de Victoria não a deixaria fazer aquilo. Ela não tinha conhecimentos sobre aquelas coisas, então evitava se envolver para não ser exposta a algo que revelaria mais de si. – Vou passar dessa vez. – Negava a oferta da mulher, olhando melhor os arredores para perceber que duas mesas estavam vazias. A dos caçadores de antes e a outra mesa era da mulher que chorava. Nada muito relevante para a metamorfa e não mudava em nada a sua situação atual.

Sophie lançava uma proposta interessante que traria dinheiro para todas, e as quatro ali podiam se juntar para isto, mas era complicado fazer algo assim do nada, em se conhecerem direito ou mesmo sem confiarem umas nas outras. Victoria não tinha nenhuma noção de como as três eram realmente e se podia depositar confiança nelas. Sophie era uma Elfa que até então parecia ser bem gentil e querer ajudar os outros, mas ainda havia coisas que deixavam a espadachim inquieta. Evelyn parecia ser a mais complicada do grupo, a conversa escutada antes entre Elsa e Evelyn era um tanto intrigante, deixando bem claro que as duas podiam não ser de confiança, mas a fanática por joias parecia ser um pouco diferente das outras duas. Suas mudanças de humor chamavam a atenção e não parecia fingir algo, mostrou-se sincera até onde a garota tinha visto, porém suas explosões de raiva eram preocupantes. Construir uma relação com as três podia ser divertido, e traria algo que Victoria precisava. Ser traída novamente a faria quebrar completamente, podendo nunca mais confiar em qualquer coisa, isso a preocupava o suficiente para querer negar o que a ruiva tinha dito. Porém sua vontade de conhecer novas pessoas e fazer apenas uma amizade verdadeira a guiou, criando coragem para responder aquilo.

Sim.. Gostei da ideia, seria uma boa forma de conseguir dinheiro. E eu prefiro evitar coisas que chamam a atenção. – Não faria mais nada após dizer aquilo, ficando novamente quieta para ouvir as outras três e prestar uma boa atenção no bar, escutando tudo o que conseguisse.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 30/1/2015, 00:23

Elsa começava a puxar conversa novamente, principalmente com Sophie, que usava palavras difíceis o suficiente para dar um nó na mente de um humano comum tipo eu. A garota usava de lógica para deduzir bastante coisa sobre a elfa, até então disfarçada. Sophie decidia contar logo a verdade, já havia sido descoberta mesmo, fazer o que? Elsa gritava para o dono do local e pedia uma jarra d'água, gesticulando com as mãos o tamanho da jarra que queria. Um dos guardas comentou baixinho:

— Eu sei o bem grande que ela quer...

O soldado falou baixo, apenas para seus amigos e apenas os dois teriam ouvido, se as jovens não tivessem audição tão apuradas. Os outros dois, é claro, riram da piadinha. Entretanto, Elsa, assim como antes, não ficou nada feliz com aquilo. Se virou e gritou com os mesmos. Eles olharam para ela com sorrisos bobos no rosto, se perguntando como infernos ela tinha conseguido ouvir aquilo. Foi então que viram.

A jovem que deveria estar ali não estava mais. Em seu lugar, havia uma mulher de aparência similar, mas com rosto levemente diferente e com cabelos vermelhos como fogo. Os soldados ficaram olhando sem entender, até que os cabelos voltaram a ser brancos e a feição da ruiva voltou a ser a mesma da garota de cabelos brancos. Um dos soldados caiu da cadeira, mas logo se recuperou. Os outros dois se levantaram num pulo, derrubando a mesa e uma das cadeiras, e puxaram suas armas.

— Uma bruxa!

Exclamou um deles. Os outros dois pareciam concordar. Vários presentes também haviam visto a transformação e corriam desesperados para fora do bar. Os que não haviam visto olhavam confusos para os guardas e para as jovens, indecisos entre correr ou não. Gareth, o dono do bar, correu para trás do seu balcão.

Os guardas começavam a cercas a mesa das mulheres. O com a lança ia pela esquerda, um com a espada ia pela direita e o outro ia pelo meio. Ambos andavam lentamente e pareciam aterrorizados, provavelmente nem sabiam como agir naquela situação. Entretanto, não pareciam que deixariam as mulheres irem tranquilamente. Todos estavam sem elmo, a cerca de três metros delas.

OFF:
Tentem reler seus posts, quase todos estão cometendo erros de português. Como são simples, uma simples relida deve ser suficiente para consertar tudo ou, pelo menos, a maioria.

Eu ignorei parte dos posts de vocês, culpem o Lerigo. :v

A posição dos soldados foi dada em relação a vocês. Ou seja, se vocês olharem para eles, o de lança estará na esquerda.

Explicação sobre a treta: Se os humanos discriminam os elfos/anões e tem medo do resto, chegando até a caçá-los por medo, imagine o que eles pensariam se vissem uma pessoa mudar de forma na frente deles.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por anthic em 30/1/2015, 01:01

Scarlet Soul



A reação dos guardas fez um calafrio subir pela espinha de Sophie, fazendo-a levantar imediatamente por puro instinto. Segurava firmemente seu cajado com a mão direita, enquanto erguia a esquerda em um gesto de paz. - Posso pedir que me escutem por um momento? - Daria um leve passo adiante sem fazer nenhum movimento brusco ou demonstrar agressividade. Utilizaria o cajado apenas para auxiliar a se locomover. Procuraria ficar a 2 metros de distância do guarda mais próximo, o suficiente para que ele entrasse na sua área de efeito de magia.

Com um sorriso no rosto, procuraria implantar uma simples ideia em sua mente. Elas não fizeram nada de errado. Mas ela é amaldiçoada e se fizermos algo contra elas, a maldição vai pegar na gente! Melhor ir embora! Permaneceria estática enquanto faria isso, mas logo que fosse possível, começaria a falar, se adiantando às outras para impedir que piorassem ainda mais a situação. - De fato, a jovem foi alvo de uma maldição... Estamos procurando uma forma de ajudá-la, então já estamos de saída. Não queremos problemas! Eu juro! - Sophie falava de forma tranquila e não demonstrava medo ou ansiedade - nada que pronunciava era mentira. E isso a deixava certa sobre suas palavras.

- O controle está com vocês. Se permitirem, iremos apenas comprar mantimentos e sairemos de Gil'ead o mais rápido possível. Podemos contar com a benevolência dos senhores? - Abaixava a cabeça em um sinal de submissão, fazendo uma reverência para os guardas. Caso eles demonstrassem que iriam nos deixar ir, balançaria a cabeça afirmativamente, seguido de um sorriso. - Nós agradecemos a sua compreensão... Vamos? - Falava com as jovens enquanto caminhava tranquilamente para a saída do estabelecimento. Do lado de fora, se aproximaria rapidamente de Elsa, tentando tocar seus cabelos com as mãos. - Elsa, querida... Eu disse aquilo só para nos poupar dos problemas imediatos... Mas se ficarmos nessa cidade, iremos arrumar problemas com os guardas... Tem muito mais riqueza do lado de fora, do que enclausurado nesses muros sofríveis. Não gostariam de vir comigo? Desbravar o mundo em incontáveis aventuras em busca dos sonhos? - Sorriria, apontando para o céu e gesticulando. Deveria aguardar as respostas das jovens para prosseguir.

Caso seu plano não dê certo, seria obrigada a recuar um passo, demonstrando pesar em seu semblante. - Gostaria que houvesse outra forma de resolvermos isso. - Liberaria seus poderes concentrados de sua habilidade 'Corpo' adiante de forma que nenhuma das meninas fosse afetada. O objetivo era fazer com que as armaduras endurecessem e as partes se fundissem, tornando muito difícil, ou quase impossível que eles conseguissem se locomover para nos atacar. - Desculpem. Realmente não quero o mal para vocês. Já estamos de saída, certo meninas? - A mesma tranquilidade estampada em sua face podia ser vista a todo momento. Esperava ser capaz de inspirar segurança e confiança para que não piorassem mais ainda a situação ao atacarem os guardas.



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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Wolfgang em 30/1/2015, 14:06

- Uma bruxa! - gritavam. "Ãh, falaram comigo?"

Os guardas reagiam com menos compreensão do que nós, rapidamente pegando em armas e nos cercando hostilmente. "Droga!" - tentava manter a calma naquela situação, mas a confusão já estava feita, apesar de tudo, permanecia sentada e olhando em volta. "São três destes porcos contra quatro de nós... Eu consigo me virar, mas desconheço as técnicas de combate dessas garotas e não sei se seria suficiente para nossa suposta vantagem, até então, meramente numérica... Talvez eu deva simplesmente fugir." - pensava, porém incerta. "Mas como?"

A elfa exibia seu lado pacifista e tentava trazer os guardas à racionalidade... Ouvia atentamente o que a ruiva dizia, impressionava-me como era astuta e sabia mentir muito bem, inventando uma história de credibilidade razoável e que muito possivelmente aqueles homens acreditariam sem levantar grandes suspeitas. Apenas temiam que fossem tolos o suficiente para não levar nada daquilo a sério e seu orgulho de guerreiros os obrigasse a nos atacar mesmo assim.

- Ela diz a verdade, cavalheiros. - levantava-me de maneira suave, graciosamente para que seus olhares fossem voltados a mim e os distraíssem por alguns segundos. Com isso, buscaria adicionar veracidade àquela história. - Não queremos confusão com ninguém, muito menos com cavalheiros tão fortes como vocês. - diria com um sorriso carregado de malícia, olhando-os um por um, manteria uma mão na cintura, jogando o peso para uma das pernas para que destacasse meu quadril.

Caso tudo corresse conforme nossas intenções de evitar problemas, seguiria-as até a saída da taverna, sem sequer pagar pela porcaria que eles chamavam de vinho. Sophie nos fazia uma oferta poética e fantasioso, mas eu já estava cansada de ouvir esse tipo de histórias de viajantes, que prometiam e almejavam aventuras fantásticas até onde seus sonhos mais altos pudessem alcançar... E a maioria deles morria antes mesmo de atravessar a primeira floresta que se deparavam. Eu não servia para odisseias romanescas que adoravam retratar em canções, se é que metade delas realmente ocorreram... Meu lugar era ali, enganando as pessoas, arranjando dinheiro e esquentando meu leito com bons e maus cavalheiros que sabiam desfrutar de uma boa noite pecaminosa.

Mas não diria nada disso, apenas esperaria pela resposta de Elsa e Victoria, não estava disposta a tomar grandes decisões sonhadoras tão repentinamente.

Entretanto, se nosso plano pacífico fosse insuficiente, permaneceria imóvel e esperaria que um dos guardas estivesse mais de um metro próximo de mim, independente se este buscasse atacar qualquer uma das outras moças. Assim que o tolo estivesse ao alcance de minhas magias, rapidamente eu aproximaria as duas mãos, fazendo com que a eletricidade fluísse sobre a minha pele, e assim que sentisse uma boa carga elétrica concentrada, esticaria ambas as mãos na direção do patife, projetando um raio visando atingir o seu peito. Esperava que aquilo fosse suficiente para acabar com ele, ou no mínimo, assustá-lo tanto que recuassem e fugissem. Afinal de contas, um simples cabelo que mudava de cor já tinha os deixados tão apavorados, o que um relâmpago então não faria?

Esperava que Victoria, Elsa e Sophie conseguissem dar conta dos demais, sabendo que estas carregavam espadas e cajados, e Elsa possivelmente também era dotada de algum caminho mágico.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Ryoma em 30/1/2015, 18:19

A mudança na cor dos cabelos de Elsa acabava por espantar não apenas as três, mas também os guardas que se surpreendiam com aquilo, um deles até mesmo caia da cadeira. Não houve tempo para pensar muito, pois todos eles se levantavam rapidamente e traziam suas armas a frente, prontos para atacar. A palavra bruxa surgiu no desespero deles, provavelmente indicando Elsa, que tinha trocado a cor de suas madeixas. Clientes corriam para fora do bar enquanto os presentes apenas se escondiam, tomando distância delas. Novamente a elfa tentava controlar aquela situação, podendo até mesmo inventar coisas para poder livrar todas da confusão criada pela outra garota. Evelyn acompanhava a ruiva naquilo, buscando uma resolução tranquila para isto.

"Fui cuidadosa, me mantive longe de confusões e nunca chamei a atenção.. Mas tanto cuidado não adiantou de nada... Ganhei três pessoas para conversar e de brinde mais três guardas, ha.. Se eu fugir posso ser considerada uma criminosa, então ficar aqui é o certo." Ainda sentada a jovem fitava os homens, além das duas mulheres que tentavam resolver tudo pacificamente. "Se essa confusão continuar...." Evitou pensar naquilo, confiando nelas para tudo se acalmar, mas o real problema era Elsa. Não dava para saber o que a fanática por joias faria a seguir, e não tinha confiança para impedi-la de fazer alguma besteira.

Victoria esperava que tudo fosse bem, e se realmente fosse, iria até o lado de fora do bar com as outras três. Sophie lançava uma oferta interessante, mas que podia ser apenas um sonho inalcançável. Sair pelo mundo atrás de sonhos e aventuras era algo que se via muito em histórias e musicas, podia até mesmo ser possível, mas a chance de não dar certo era bem alta. Gil'ead já tinha sido sua casa por vários anos e não importava o quanto ficasse por ali, ainda não conseguia gostar dos humanos que viviam naquela cidade, pareciam ser o pior tipo de pessoa para ela. Em algum outro lugar do mundo podia haver humanos mais compreensíveis, pessoas que aceitariam alguém de outra raça sem ligar para isto. Apenas esse pensamento fazia a metamorfa se empolgar com aquela proposta. – Conhecer o mundo... – Um breve sorriso surgiria em seu rosto, sem que ela percebesse aquilo. – Parece bom. – Talvez aquele momento fosse um dos mais sinceros desde sua chegada a cidade. Ela queria mesmo viajar pelo mundo, conhecer outros lugares e pessoas novas, quem sabe algum outro metamorfo aparecesse em sua vida. As opções eram incríveis e mesmo que não fosse com aquelas três, a garota iria partir da cidade em algum momento.

Porém o plano de acalmar a situação podia não dar certo, e isto resultaria em um combate dentro do bar. Victoria se levantaria rapidamente, desembainhando a espada com sua mão direita e levando-a para sua frente. Seguraria firme o cabo com apenas uma mão, observando com cuidado a movimentação dos guardas. A espadachim se preparava para qualquer um deles, esperando apenas um ataque para tentar um ataque que iria ao encontro do golpe inimigo, tentando bater de frente com a força dele e ao menos mudar a trajetória do golpe. Com ou sem sucesso ela daria um impulso a frente, tentando executar duas estocadas na região do peito de seu alvo, usaria de uma rasteira com a perna direita enquanto ele se ocupava com as estocadas. Se ele estivesse no chão a jovem colocaria sua espada no pescoço dele, esperando que admitisse a derrota. Caso ele não fosse ao chão com aquilo, Victoria se afastaria em um salto para trás, dando outro a frente para tentar um corte baixo nos joelhos do soldado, depositando toda sua força no golpe.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Elsa em 1/2/2015, 03:03

- Show das Poderosas -



De costas para os guardas não podia notar que os gritos de bruxa eram direcionados a mim, a irritação com os guardas já havia passado mesmo com o comentário anterior, tanto Soph quanto Eve e Vic não pareciam dispostas a arranjar uma confusão, portanto tentava manter-me mais tranqüila. No entanto, quando Sophie se levantou para argumentar com os guardas pude sentir que o grito de espanto do guarda estava direcionado a nossa mesa. Estranhei a princípio, não tinha visto nenhuma atitude anormal por parte delas, mas foi quando Evelyn se levantou para apóias as palavras de Sophie que tive coragem de olhar para trás e notar que na realidade o alvo era eu.

Instintivamente puxava meu rabo de cavalo para frente e voltava a olhar para a mesa, não perdendo em nenhum momento o contato de minhas mãos com meu longo cabelo. – Owww – meu olhar se perdeu por um tempo para só então olhar para Victoria, que permanecia sentada. – Eles viram meu cabelo, não viram? – a voz vinha em menor intensidade do que o costume. Olhei ao redor e notava que a maioria das pessoas fugia e aquelas que não haviam conseguido buscavam se esconder de mim. Senti-me envergonhada e meu corpo reagia a isso, encolhendo-se naquela cadeira enquanto o olhar permanecia perdido, observando tudo ao redor. – De novo não... Não. – lamentava com voz chorosa. – Não é uma maldição... Não é uma maldição droga! – queria ter gritado aquilo, mas não conseguia. A sensação era de que me tratavam como uma aberração podia sentir os olhares sobre mim e por alguns instantes desejava ter o poder de sumir dali.

A resolução da situação era incerta, mas se dependesse das duas que haviam se levantado para falar com os guardas, a mesma seria resolvida da forma mais pacífica possível. – Eu já vivi isso antes e não vai acabar bem. Eles não entendem, nunca entendem, eles temem, pois são cegos. – já não me permitia nem mesmo falar. As lembranças de desde que parti de Teirm vinham como um vendaval e junto delas uma sensação de incapacidade a qual não podia mensurar.

Se elas conseguissem contornar a situação de maneira positiva, levaria alguns segundos para me levantar, meu corpo tremia levemente com os olhares hostis que provavelmente eram lançados sobre mim. Uma vez fora do bar, podia ouvir a proposta de Sophie e ainda com a voz baixa e acanhada respondia em tom melancólico. – Sonhos? – ria. – Desde que sai de Teirm tenho visto sonhos serem despedaçados pelo medo e pelo ódio. Não foi a primeira vez que isso aconteceu. – apontava para meus cabelos. – E não é nenhuma maldição! – olharia para a elfa com chateação. – Você pode não se importar por falarem da sua raça, mas eu me importo. – as tremulações haviam parado e já me sentia ‘normal’ novamente. – Sabe quantos metamorfos eu encontrei no caminho de Teirm para cá? Sabe quantos anões? – nem mesmo a deixaria responder. – Ao todo quatro e todos mortos! E por qual motivo? Serem diferentes! – olhava para todas as três. – Eu nunca tive medo de nenhuma raça, mas nunca tive a chance de conhecê-los além dos corpos mortos e cabeças empaladas, tudo por um medo irracional, por um pré julgamento baseado no medo e na ignorância. – ficava calada por um tempo. – De que adianta desbravar o mundo e ser julgada em cada cidade por uma mudança na cor do cabelo. De que adianta me aventurar em busca de riquezas e deixar as que estão aqui sem a chance de ter o reconhecimento e o valor que merecem? – botava a mão sobre a testa, suspirando. – Eu já nem sei se estou falando coisa com coisa, eu só quero encontrar um lugar pra ficar em paz e pensar. – diria caminhando junto delas, iria procurar o local mais isolado de Gil’ead para poder enfim pensar sobre o que fazer agora.

Porém, caso os guardas se mostrem irredutíveis em suas decisões não via outra opção a não ser pedir por ajuda, mas não seria a nenhuma das três ali. – Às...me ajuda. Por favor... – conforme pronunciava aquelas palavras podia de fato ver meu cabelo mudando de cor gradualmente até alcançar o tom carmim que havia assustado tanto os guardas. Levantaria-me, virando-me na direção dos guardas e falaria no mesmo tom de voz das últimas provocações. – Eu não sou bruxa! E mesmo se fosse vocês não tem o direito de me julgar por isso! Se vocês querem lutar que venham então! – observaria as ações dos mesmos e apenas caso eles de fato ameaçassem perigo a mim ou as outras meninas, passaria a acumular as chamas em três esferas que passariam pairar ao meu redor. Usaria cada uma delas para tentar atingir os alvos que entrarem em meu alcance, de maneira que mesmo após os ataques as chamas não se dispersassem, manteria o foco em suas armaduras, para assim aquecê-las com o calor das chamas. Apenas usaria minha habilidade, caso surgissem mais guardas no local, assim tentaria dispersa-los mantendo tanto eu quanto as demais dentro do furacão de fogo.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 3/2/2015, 13:57

Os guardas se aproximavam lentamente, sem saberem o que fazer naquela situação. Prender? Matar? Uma delas se levantou e deu a ideia de conversarem, nenhum dos três pareceu achar que aquela era a atitude correta para situações como aquela. Avançaram mais um pouco. Inexplicavelmente, um deles estacou e falou baixo com os outros. Mas já estavam tão perto, que mesmo se as jovens não possuíssem audição apurada, teriam ouvido do mesmo jeito.

— Ei! Ela deve ser amaldiçoada! Se fizermos algo contra ela, a maldição vai pegar na gente!

— Você é estúpido? — Gritou o outro.

— Ela deve ser uma fada, sim, deve ser. Basta ver! — Até ele parecia em dúvida sobre o que falava, mas falou assim mesmo.

A ruiva concordava com o primeiro guarda, para a surpresa dos outros dois. Surpresa essa que logo virou desconfiança. Evelyn se levantou e tentou ajudar a elfa, no que foi possível. As outras duas permaneceram sentadas. O da lança, o mais perto atualmente, percebeu que a suposta bruxa parecia tremer da cabeça aos pés, enquanto a outra apenas olhava para eles. Começou a pensar se elas estavam de fato falando a verdade.

— Mesmo se acreditarmos em vocês, não podemos deixá-las ir por conta própria. — Apesar de suas palavras, permanecia com sua lança apontada para o quarteto.

— Vamos levá-las para Lord Barst!

Victoria sentiu um arrepio percorrer seu corpo assim que ouviu aquele nome. Sophie também reagiu ao ouvir aquele nome, mas de uma forma mais forte. Parecia que sua alma queria abandonar seu corpo. Gareth reapareceu, portava uma adaga.

— Não sem antes pagarem pelo que consumiram! — Sua adaga permanecia na bainha, mas dava a impressão que mataria os sete, se fosse necessário. Um homem, até então imóvel, se levantou do fundo do bar e se aproximou com passos largos, mas lentos. Com um movimento de cabeça, fez seu capuz cair para trás. Era extremamente alto e forte. Sua voz era grossa e áspera.

— Não será necessário. Eu a escoltarei até saírem da cidade. — Jogou um saco de dinheiro para Gareth, que pegou no ar. Parecia ser bem mais do que as garotas deviam. — Que tal adicionar mais um pouco de bebida e comida? Para viajem, por favor. — O homem concordou, quase com uma reverência, e se afastou. Os guardas olhavam emudecidos para o grandalhão, que se voltou para as jovens com um leve sorriso.

O trio de soldados olharam-se, confusos e sem saber o que fazer. Mas decidiram que não precisariam mais de suas armas e as guardaram. O grandalhão passou a andar pelo bar e foi levantando as cadeiras e mesas derrubadas, os soldados logo se apressaram a fazer o mesmo. Gareth voltou com dois cantis, de um litro cada, um com água e outro com cerveja. Também tinha um pequeno embrulho de comida. Entregou os três para as jovens, mas o desconhecido apressou-se e pegou o de cerveja primeiro.

— Esse é meu! — Deu um largo sorriso e continuou. — Vejam isso como um pedido de desculpas. — Se virou e, só então, falou com os soldados. — Se quiserem, podem reportar à Barst, não me importo. Mas deixem o quarteto comigo. — Os guardas concordaram e o grandão se voltou para as jovens. — Vamos?

Sophie, Victoria e Evelyn saíram assim que deram a oportunidade, enquanto que Elsa demorou-se um pouco mais. Todos olhavam-na com estranheza e ela parecia perceber isso. Assim que saíram do bar, o grandalhão falou para todas elas ouvirem:

— Meu nome é Gatts. Embora ache desnecessário, acompanharei vocês até os limites da cidade, mas não precisa irem direto, se quiserem. Só não tentem me enganar. — Deu mais um leve sorriso antes de continuar. — Ficarei distante, para que possam conversar a vontade.

E, como prometido, Gatts ficou parado e deixou as jovens se afastarem uns cinco metros antes de começar a segui-las. Sophie se apressou a se desculpar com Elsa, que não parecia ter ficado muito feliz em ser chamada de amaldiçoada. Victoria, por sua vez, parecia gostar da ideia da ruiva, embora tivesse em dúvida sobre ir ou não com elas. Evelyn, embora parecesse ser a mais livre do grupo, não parecia tão animada em ir em busca de aventura. Mas, com Gatts as seguindo agora, parecia que, querendo ou não, todas teriam que sair da cidade.

OFF:
Dessa vez, eu não percebi nenhum erro de português nos posts de vocês.

Caso queiram, podem narrar o que fizeram entre Gatts se revelar e vocês se distanciarem dele.

Desculpem pela demora, minhas aulas voltaram e eu estou com menos tempo livre do que antes. :c

Gatts:

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Aljava (6 dardos)

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Wolfgang em 7/2/2015, 01:04

A situação na taverna se resolvera da maneira mais inesperada possível. Um homem encapuzado e corpulento persuadia os guardas com seu tamanho e palavras bem encaixadas, mas não tinha certeza se era somente isso, a forma com que os guardas e o próprio taverneiro o tratavam parecia ser além de mera intimidade por ser um sujeito forte e habilidoso. "Ele deve ter alguma influência por aqui." - concluía, mas sem saber dizer as razões disso. Em pouco tempo, a confusão cessara e tínhamos suprimentos para dar início a uma viagem, da qual eu não estava nem um pouco disposta a fazer.

O grandalhão se apresentava, revelando-nos seu nome e suas intenções, embora estivesse convencida de que estava longe de serem verdadeiras. Havia algo estranho no ar, minha natureza de desconfiança não me deixava ser levada por suas palavras, o que constantemente fazia com que eu mantivesse alerta aos seus movimentos.

- Um momento, cavalheiro. - diria a ele, antes que se afastasse. Manteria um tom de voz suave e gentil, retribuindo seus sorrisos com um ainda mais envolvente. Aproveitaria o momento para dar uma boa olhada em suas feições, além de é claro analisar seus músculos e verificar indiscretamente suas possíveis capacidades viris, queria ter a certeza se já não o tinha visto antes, ou se até mesmo suas características eram-me familiares de alguma forma, talvez algum criminoso famoso pelas regiões? Um herói errante? Um famoso mercenário? Talvez um cavaleiro exilado? - Agradeço pelo que você fez por nós, mas por gentileza, diga-me a verdade. - aproximaria-me dele, ajeitando delicadamente a armação do óculos sobre o meu rosto. - Por que fez aquilo por nós? - aguardaria pacientemente a resposta.

Independente das justificativas que Gatts nos desse, dificilmente seria suficiente para me convencer. Ficaria receosa até mesmo em discutir com as garotas, era muito provável que o homenzarrão tivesse uma audição apurada, e talvez o que ele tivesse escutado de nós teria sido o que atraiu sua atenção para o grupo. Esperaria ele se afastar.

- Eu não posso simplesmente deixar esta cidade. - diria em tom baixo à Elsa, quase como que pensando alto. Por alguns segundos chegava a sentir raiva dela, por conta de seu cabelo peculiar eu seria expulsa de Gil'ead? Como sempre sua aparência jovial e quase indefesa me fazia sentir culpada por ficar brava com a moça, os verdadeiros responsáveis eram aqueles guardas estúpidos. - Já passei por situações semelhantes, até podemos ir até os limites conforme Gatts nos disse que levaria, mas quando chegarmos lá, voltarei e ficarei em algum outra parte da cidade, distante dos olhares daqueles quatro guardas e qualquer testemunha que estava na taverna. "O que inclui vocês três." - era este o meu plano, e despedida. Queria saber o que elas também tinham a dizer, talvez algo pudesse me fazer mudar de ideia, tinha certeza que Elsa iria querer atacar Gatts e fugir para algum lugar, Sophie possivelmente julgaria aquela uma ótima oportunidade para seguirmos uma de suas fantasiosas aventuras direto pra morte, e Victoria... Continuava sendo uma incógnita.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Elsa em 8/2/2015, 22:31

- Little Sisters -



O dia não cansava de me apresentar surpresas boas e outras nem tanto, a cada minuto. Poderia dever tamanha agitação a Evelyn? Na minha mente tudo podia ser resumido a escolha de ter me juntando a mulher após a discussão da tenda. No entanto não havia motivos naquele momento para imaginar as causas e circunstâncias do que nos levava a ter três guardas apontando suas armas para nos e acima de tudo para o sentimento que percorria meu corpo. Sophie e Evelyn tentavam apartar a situação, uma ação que não inspirou Victoria a fazer o mesmo e muito menos a mim. Meus sentimentos oscilavam tanto que eu sabia que se tivesse mais alguma outra personalidade, por mais sutil que fosse nossas diferenças teria meus cabelos alternando-se em mil tons de cor. Vergonha não era exatamente o que sentia embora chamar demais a atenção não fosse meu objetivo, muito menos algo que eu gostasse, mas o medo por tudo o que tinha visto com as pessoas que eram estigmatizadas como aberrações ou algo a se temer fazia-me tremer. A raiva e inconformidade com as palavras de Sophie, mesmo sabendo que era para tentar contornar a situação e enfim culminando na melancolia e surpresa, coisas tão distintas que fugiria de qualquer lógica as imaginar juntas.

Mas de fato, era verdade. Não fora a elfa e a bela mulher a resolverem o impasse, nem mesmo o dono da taverna que parecia se encher de uma súbita coragem que nem um pouco parecia lembrar o acovardado que se escondeu ao notar a mudança em meu cabelo, mas sim por um homem desconhecido o isolado que permanecia em silêncio a minutos atrás decidia agir como se fossemos apenas crianças brigando. Ouvir a voz áspera do desconhecido não me fazia nem mesmo erguer o rosto para ver o que ocorria pois ainda tremia e olhava para a mesa como se o simples ato de deixar de fazê-las fosse matar-me. Quando dei por mim, estava só na mesa enquanto as outras três já estavam quase na saída do local. Levantar-se da cadeira parecia um martírio pois o corpo pesava como nunca, mas isso nem se comparava aos poucos passos que me separavam da mesa até a saída, sentia-me nua em meio aos olharem desconfiados e maldosos, era como se a cada passo eu pisasse em espinhos e a cada som externo meu corpo era perfurado por agulhas, sentia frio e calor, como se no segundo seguinte eu fosse dar um último sopro de vida e no seguinte como se fosse marcada em ferro quente da mesma forma como um gado é em uma fazenda. Quando enfim alcancei a saída era como se o tormento não tivesse passado, tanto que nem olhei para trás.

Fora do estabelecimento e sob escolta do desconhecido que após o ocorrido apresentou-se como Gatts, caminhamos alguns passos enquanto ele explicava o que deveríamos fazer. – Você conversaria a vontade sabendo que a alguns metros está sendo vigiado por alguém que você não sabe se quer ou não o ferir? – olhava-o enfim, era alto e sua presença tão simplista que não sabia identificar o que ele de fato era. – Eu não engano ninguém, mas não sou o tipo de pessoa que obedece aos outros a contra gosto, ainda mais de um estranho como você. A única coisa que posso garantir a você é meu ‘Obrigado’ e só isso. – as palavras vinham sem vida ou qualquer animação e sabia que levaria um pouco de tempo até retomá-las.

Quando o homem se afastou pude ouvir Evelyn sussurrar que não gostaria de sair da cidade e apesar de não gostar de Gil’ead não concordava também em simplesmente partir. – Eu também não quero, mas se tivermos mesmo que tentar permanecer teremos de despistar aquele espantalho que nos segue ou darmos um jeito nele no limites da cidade. – as palavras eram duras, até mesmo para mim que as estranhava e as repugnava de imediato. – Esquece, melhor apenas tentar o despistar. – diria esperando as respostas de Sophie e Victoria para então voltar a falar com Evelyn. – Eve. Seu baralho de Tarot, você ainda não me mostrou o que sabe fazer com ele. – sorriria ainda que timidamente enquanto caminhávamos até os limites da cidade.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por Ryoma em 10/2/2015, 14:17

Mesmo com as duas mulheres tentando acalmar aquela confusão os guardas continuavam com suas armas apontadas, mostrando uma indecisão irritante que podia desencadear algum ataque caso eles não estivessem confiando nas palavras das duas. Victoria não tentava nada e permanecia em seu lugar apenas observando o desenrolar de tudo aquilo. Lord Barst, um nome que a deixava incomodada, mas por hora ficou quieta e pode ver o que antes era uma pessoa com medo se tornar bem valente. O homem queria seu pagamento e surgia com uma adaga, agressivo em suas palavras e ações, completamente diferente da pessoa que antes tinha se escondido com medo de Elsa. A sorte delas fora um homem desconhecido se erguer e caminhar até o grupo, precisou de apenas uma olhada para ver que era bem alto e tinha um corpo forte, mas o que fez nem precisou do uso de sua força. Suas palavras fizeram os soldados guardar as armas, voltando ao normal e erguendo tudo que estava jogado pelo chão por conta da confusão feita, e quando teve sua oportunidade a metamorfa saiu do bar sem pensar muito, não estava gostando do clima daquele lugar e precisava de um ar.

"Gatts..." Um nome que ficaria guardado, pois mesmo ajudando as quatro ele queria que fossem para fora da cidade, deixando-as na mesma situação de antes. A garota queria conhecer o mundo, mas ser obrigada a isto não deixava ela feliz e irritada ignorou o homem, andando em frente sem pensar muito na presença dele alguns metros atrás. "Ele acha que pode me expulsar assim? Não vou sair da cidade só por causa dele, preciso apenas manter distância dos guardas e usar algo para esconder meu rosto. Se eu for para fora da cidade não vai ser assim, irei quando quiser!" Olhava os arredores sem saber o que procurava, querendo apenas se distrair enquanto seguia o caminho. "Posso matar ele se for preciso, então ninguém vai saber que continuo na cidade.. Só vai ser preciso me manter longe daqueles três, isso pode resolver também." A ideia de matar o guarda era divertida, deixando um leve sorriso aparecer, mas não seria facilmente executada, pois aquele homem não parecia ser nem um pouco fraco e isso só deixaria a luta ainda mais proveitosa para a garota.

O olhar passava por Elsa, vendo a garota por um breve momento que a fazia lembrar-se do bar, pensando novamente nos guardas irritantes e também nos cabelos da garota. Estava confusa e nervosa com tudo aquilo, ser obrigada a sair da cidade por culpa de outra pessoa era tão frustrante. Mesmo que a outra não tivesse tanta culpa disso o seu jeito de agir havia feito isto, pois irritou-se com os guardas e levou tudo para um lado mais complicado, deixando as outras três em uma situação complicada, obrigando-as a sair da cidade. Evelyn e Elsa queriam voltar a cidade depois de despistar Gatts, talvez fosse a melhor ideia, mas não seria tranquilo ficar fora da vista de todos e ainda mais fugir do grandalhão quando ele as deixasse fora da cidade. Victoria sentia uma vontade enorme de enfrentar aquele homem, mas o momento não era certo e perder podia resultar em uma prisão, podendo até mesmo ser morta caso algo desse errado. Sua segurança era melhor do que uma luta sem grande sentido e isto a fazia aceitar o que as outras diziam, olhando-as normalmente para dar a sua resposta em um tom baixo, querendo que apenas as três escutassem o que falava.

Não vou deixar a cidade só por causa dele. – Seria direta, deixando bem clara sua intenção de continuar em Gil'ead. Se afastar das três seria sábio agora que descobrira os problemas atraídos por elas, pois se não fosse Elsa as coisas teriam corrido bem. Talvez as esmeraldas fossem um problema, cuidar delas seria importante e até mesmo esconde-las para algo assim nunca acontecer novamente. – Matar... – Falava tão baixo que nem mesmo percebia. Lutar contra Gatts e ter a possibilidade de mata-lo era algo que a desligava do resto, focando muito no que já tinha visto do homem que parecia ser bem forte e respeitado pelos guardas, de algum modo a sua morte podia trazer coisas ruins para a cidade e boas para Victoria se não fosse pega, mas o perigo era grande demais. Sua vontade de ataca-lo era grande, mas sabia que sua vida seria agitada depois disso e por hora não era necessário ter uma vida complicada. Mais oportunidades surgiriam ao longo do tempo e isto a fazia se segurar. Caminharia calmamente até os limites da cidade, olhando as vezes o que havia nos arredores sem um objetivo em mente.

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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por anthic em 10/2/2015, 23:45




O resultado de aquilo tudo não passava muito próximo do 'esperado'. Tantos problemas que Sophie já havia contraído em questão de minutos, e tudo isso por causa da decisão de tentar ajudar a moça que parecia correr atrás deles. Sua personalidade impulsiva e a sua... Situação... Também não pareciam ajudar a resolver as coisas pacificamente. "Tudo que eu queria era descansar e sair desapercebida pela cidade... Agora..." Lembrava-se do comentário dos soldados sobre o Lord Barst - famoso por ser um caçador de elfos. A última coisa que ela precisava eram holofotes que fossem questionar quem realmente era. Como se já não bastasse, sua identidade havia sido habilmente descoberta pela Elsa e agora, sentia como se o seu destino estivesse nas mãos das moças.

"É melhor eu sair de Gil'ead antes que as coisas esquentem..." Dava uma última olhada em Gatts antes dele se afastar. Não tardava para que começassem a discutir sobre permanecerem na cidade. Preferia ficar alheia às discussões e não emitir nenhum juízo de valor. Não possuía nenhum vínculo àquelas jovens, por mais estúpido que fossem por quererem permanecer ali, quem mais sofreria com o atraso em partir era Sophie. "Eu consigo meus alimentos na floresta e... Toda a água que eu preciso também está no caminho... Uh..." Dava uma última olhada nas jovens, crescendo um peso na consciência em deixá-las para seus destinos fúnebres.

A primeira coisa que precisava resolver, era a dúvida que pairava sobre sua cabeça quando à reação da mais nova àquela conversa. - Victoria... Reparei que sua reação quando escutou o nome do Lord Barst foi bem peculiar... Você não me parece uma elfa para ter motivo de ter algum medo em especial do homem... Por acaso tem algum motivo pra isso? - Sorriria para ela enquanto falava. Não tinha intenção de ser intrometida ou avançar sobre detalhes da vida pessoal da jovem. Talvez aquele fosse o motivo necessário para convencer pelo menos ela de sair da cidade o quanto antes. Continuava a falar, independente da resposta. - Gil'ead é uma das cidades mais protegidas pela qual eu já passei e... De tudo que eu vi aqui, posso dizer que não são do tipo que perdoam... Especialmente o tal de Barst. - Dava de ombros para o grupo e começava a caminhar para a saída.

- Agradeço a companhia das senhoritas, foram alguns minutos divertidos... Só que eu não posso ficar mais aqui... Aguardarei nas imediações da cidade por uma hora caso resolvam partir também... Ficarei feliz em acompanhá-las até a próxima cidade ou quem sabe em uma incrível jornada. Em todo caso, acho que é um adeus. Então cuidem-se. - Pararia seu caminhar nas imediações da cidade, buscando alguma sombra para repousar, sentada ao encosto de alguma árvore. Claro que ficaria em um local o mais seguro possível - de preferência em cima da dita árvore. Prestaria atenção nos sons dos arredores para não ser pega de surpresa. Fora dos muros de uma cidade, a terra tornava-se sem lei.



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Re: O Alvorecer Prateado

Mensagem por ADM.Noskire em 13/2/2015, 21:49

Gatts diminuiu o passo para se afastar das jovens, mas não antes de Evelyn se aproximar e observá-lo atentamente. Não lembrava-se dele de lugar algum. Ele deu um leve sorriso para ela, esperando pela sua pergunta. Deu uma pequena gargalhada ao ouvir.

— É quase certeza aqueles três irem contar para Barst e ele ficará furioso ao saber que a garota "fugiu". — Simulou as aspas com as mãos e indicou Elsa com a cabeça. — Para mim, isso já é suficiente. — Deu mais um sorriso, antes de continuar. — Por isso, recomendo que, de fato, saiam da cidade, será melhor para vocês. Agora, se me dão licença.

Com isso, ele se afastou e deixou o quarteto à sós. Com exceção de Sophie, nenhuma das jovens pretendia sair da cidade. Pensaram em enganar o homenzarrão e, até mesmo, em matá-lo. Mesmo com a distância, conversaram baixo sobre o que deveriam fazer. Ele as seguia de longe, como prometido, e olhava ao redor, distraído, como se nem estivesse preocupado com elas. Vez ou outra cumprimentava algum transeunte.

Não estavam longe do portão, então levaram apenas alguns minutos para lá chegarem. A elfa, sem perceber, tocou num assunto delicado para Victoria, que ficou sem resposta, inicialmente. Estavam agora ao lado de uma fonte circular, na entrada da cidade. A três metros era o muro. Dois soldados guardavam a entrada e vários outros patrulhavam por ali. Muitas pessoas andavam e conversavam ao redor da fonte, parte delas chegando à cidade e outras saindo.

Com as jovens paradas, Gatts se aproximava lentamente. Sophie esperava apenas pela resposta de Victoria para poder sair da cidade, enquanto que as outras três ainda precisavam se decidir sobre o que fazer.

OFF:
Vocês tem 4 'porções' de comida e 1L de água. Não disseram quem ficou com o que.

Histórico da Aventura:
Nome do Player: Skyblazer (Aaron Skyblazer)
N° de Posts: 3
Ganhos: Pequena Aljava (6 Dardos, Dano 5, Peso 0.5Kg [0.05Kg/flecha])
Perdas: 200 moedas
Status:
HP: 40
ENERGIA: 70
Inventário:
800 Moedas
Aljava (6 dardos)

Nome do Player: Wolfgang (Evelyn Blackrose)
N° de Posts: 9
Ganhos: 1 caixa de madeira ornamentada
1 baralho de Tarot
Perdas: 1.000 moedas
Status:
HP: 30
ENERGIA: 105
Inventário:
1.500 Moedas
Lâmina da Bruxa
Caixa (Deck de Tarot)

Nome do Player: Elsa (Elsa/Às Arendelle)
N° de Posts: 9
Ganhos:
Perdas:
Status:
HP: 40
ENERGIA: 110
Inventário:
1.000 Moedas
Arianne’s Hand

Nome do Player: Titanic (Sophie Delacroix)
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Ganhos: 1 Cajado (Dano 4, Dano Mágico 20, Peso 1.5Kg, 2 Mãos)
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Status:
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ENERGIA: 95 - 12 (Restauração) = 83
Inventário:
1.500 Moedas
1 Cajado

Nome do Player: Ryoma (Victoria)
N° de Posts: 7
Ganhos: 1 Espada (Dano 7, Peso 1Kg, Mão-e-meia)
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Inventário:
1 Espada

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— Façam suas preces... malditos.
— Matarei cada um de vocês!


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