Flores de Outono

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Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 24/12/2014, 17:03

Flores de Outono

Aventura de Aiya e Cersei.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 24/12/2014, 22:35


Sonhos


Os cascos dos cavalos acertavam de forma brusca o chão levantando em seu galope uma nuvem baixa de poeira vermelha. Estava escuro, mas os olhos de Aiya fitavam com bastante clareza a figura sobre o cavalo que vinha ao longe, suas formas disformes sob a capa cinza que ele vestia.

As palavras de seu pai logo ecoavam na escuridão, as ultimas palavras que tinha ouvido dele. Logo a paisagem tinha mudado, os pés descalços de Aiya se arrastavam no chão poeirento de sabe-se lá onde. Seus olhos cansados mal conseguiam se erguer do chão e tudo que a jovem era capaz de ouvir era o arrastar similar de pés um pouco mais atrás de si.
- Só mais um pouco Cersei, só mais um pouc...
Caindo então de encontro ao chão seco, antes mesmo de conseguir terminar de falar.


Um solavanco da carroça a acordou. Seus olhos primeiro tremiam e então lentamente se abriram olhando pela cortina que cobria a janela da carruagem.
"Será que estamos chegando."

A alguns dias tinham saído em um pequeno comboio de comerciantes, havia sido uma viagem razoavelmente tranquila em boa parte do caminho, tirando alguns pequenos imprevistos como quase serem saqueados, ocasião na qual o arco de que Aiya carregava havia quebrado.

Soltando a cortina voltou seu olhar para dentro, procurando ver se Cersei já estava acordada.
- Tive aquele sonho de novo. - resmungava para a amiga com algum resquício de mau-humor na voz. - Acordei varias vezes por causa dele. - obviamente não ter conseguido dormir bem incomodava bastante a jovem. - Com quem temos que falar mesmo? perguntaria após um bocejo.

Vagou com os olhos mais uma vez para o lado de fora, bocejando mais uma vez lamentou a noite mal dormida em pensamento. Aquilo acabava com seu humor, definitivamente acabava com seu humor.

- Vou tentar dormir mais um pouco, acho que ainda falta um pouco. Me chama se precisar, me chama. - dizia dando mais um bocejo.

Tentaria mais uma vez adormecer, esperando que a caravana de comerciantes chegasse a cidade.


Última edição por Mattos em 26/12/2014, 06:34, editado 2 vez(es)

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 25/12/2014, 06:26

Reflexão


Observava Aiya se manter em seu sono, já sabia que ela não teria problemas em acordar rapidamente, seu despertar nunca demorava. Aproveitava aquele momento para tirar uma reflexão da vida, fitando a face adormecida de sua irmã aos poucos ia se perdendo em devaneios. “Já faz tanto tempo não é Aiya? O mundo foi tão duro conosco, mas principalmente com você, tem que proteger uma garota fraca fisicamente, isso deve ser uma tortura. Mesmo que não goste disso sou muito grata a você e sempre serei, mana! ”

Enquanto ela não acordava, começou a falar consigo mesma sem nem pensar se tinha alguém olhando ou se incomodando. - Devemos estar quase lá. - Aquele comboio comercial tinha sido uma grande dádiva do mundo para elas, não tinha forma mais rápida e segura de viajarem. Não tinha sido uma viajem de princesa como costumavam ter quando seus pais eram vivos, mas até que era boa aquela caravana. O único duro foi quando tentaram saquear, mas a Aiya a protegeu e ajudou todos ali era por esses e outro motivos que, era por esses e outro motivos que a fada amava sua irmã.

Quando a metamorfa acordou a fada a fitou com um semblante risonho e bem feliz. - Bom dia. - Continuava ali ouvindo tudo o que ela tinha a falar, aquele sonho que ela se referia era a ultima lembrança que tinha do seu pai a qual ele ordenava que me protegesse. Aquele era o mais profundo de seus problemas, a François já havia pensado inumeras vezes em apagara memória de Aiya, por que aquilo claramente a fazia sofrer e muito, além de achar injusto com sua irmã, também não conseguia se imaginar sem ela por isso deixou a ideia de lado.

A resposta não vinha rápida a mente de Cersei. Esta levava a mão ao queixo e se curvava em tom pensativo, não lembrava ao certo qual era o nome do contato de Brock. Em um relampago surdo de pensamentos lhe cortou o cérebro o que a fez proclamar. - Fred. Ele vai cuidar de nos abastecer e nos repassar uma missão. - A face calma se fechou e tomou proporções mais sérias quanto a situação. - Só quero te lembrar que estamos entrando na cidade militar de Gi’lead e qualquer problema que venhamos a causar pode ser o nosso fim. - Assentiu consigo mesma. - Pode dormir. - E assim terminariam a conversa.

Logo ela aguardaria a chega a cidade, onde deveriam encontrar o tal Fred e possíveis novas aventuras para o caminho revolucionario, a jornada das duas só estava começando.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 26/12/2014, 22:00

O dia amanhecera a apenas algumas horas e, bem próximo de Gil'ead, uma pequena comitiva de comerciantes avançava pela estrada de terra batida, seguindo até a grande cidade. A luz morna do sol acariciava as carroças e seus passageiros. Um destes, quer dizer... uma destas era Aiya, que acordou, mesmo com aquele toque delicado do astro.

Cersei já estava acordada, perdida em pensamentos, e uma curta conversa aconteceu entre as irmãs. Ao término do diálogo, Aiya voltou ao seu canto e, em poucos segundos, já havia apagado novamente, embora resmungasse algo ininteligível sempre que a carroça passava por um buraco ou pedregulho.

O veículo, por sua vez, era puxado por dois cavalos magrelos e coberto no improviso com algumas tiras de metal retorcido e uma lona fina e alaranjada, o que criava uma espécie de rede luminosa na madeira da carroça, onde as garotas estavam alojadas. Como Aiya se tornou uma espécie de guarda costa da comitiva, deixaram aquela carroça apenas para as duas, como forma de agradecimento, enquanto que outras 4 carroças iam ao redor, com os comerciantes e suas mercadorias.

Cerca de dez minutos depois da conversa entre as jovens, a carroça diminuiu de velocidade até, finalmente, parar. Caso olhassem para fora, veriam os muros de Gil'ead poucos metros a frente. Três guardas se aproximaram e começaram a questionar os comerciantes, em busca de saber o que havia em cada carruagem, só para, logo em seguida, entrarem e revistarem tudo por si mesmos. Levaram poucos minutos para revistar as duas primeiras e, finalmente, chegaram na carruagem que as garotas estavam. Ao indagarem, os comerciantes parecerem inquietos e isso alertou os guardas, que não esperaram resposta para avançar. Em breve, subiriam na carroça e descobririam o que lá havia. Será que as garotas encontrariam problemas ainda fora dos muros da cidade considerada a mais segura do mundo?

OFF:
Tenham cuidado com God Mode. Mattos narrou a janela da caravana (leve) e Vrowk criou um NPC (não tão leve).

E podem narrar algo enquanto os guardas vasculham as duas primeiras carroças, mas tenham em mente que vocês tiveram apenas alguns minutos, algo em torno de 3m.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 27/12/2014, 12:48

A Fada


Se mantinha solene enquanto voltava a recobrar seus sentidos e esquecer os pensamentos. Aos poucos a carroça diminuiu a velocidade a parada dela só significava uma coisa, que finalmente haviam chegado na ilustre e militar cidade e Gi’lead. A fim de ver esta, ilustre e grandiosa no horizonte a fada apoiou ambas as mãos nas paredes da carroça e olhou para fora onde contemplou de todo os muros daquela cidade. “Parece uma fortaleza. Aqueles que moram lá dentro devem se sentir seguros! ”

Ao levar a cabeça para dentro da carroça algo esta estranho, era o que sua mente em muito superior as dos outro alertava.  “Sempre as carroças são paradas no inicio das cidades, mas não são coisas tão demoradas.”Observaria o estado de Aiya, se a mantivesse dormindo, a fada a acordaria, com pequenos esforços em seus ombros ou cutucando sua testa. Quando a metamorfa estivesse em pleno estado de consciência ou pelo menos o suficiente para prestar atenção diria.- Acho que temos problemas. A caravana parou de repente e como estamos em Gi’lead, a cidade com maior fama militar pode ser que tenhamos alguns problemas. - Levaria a mão direita até a flor que carregava sobre a orelha, como se quisesse apoio físico para a situação. Após ouvir a ideia de Aiya achou que era uma boa tomar essas precauções, deixaria a mais velha sair e depois partiria.

Se alguém mostrasse um olhar aterrorizador ou ao menos desconfiado, levaria o mesmo sorriso  amável que sempre carregava em seus lábios para aquela pessoa. - Olá, tudo bem? -Dependendo das ações que eles tomasse a partir desse cumprimento, por exemplo sendo agressivo, logo sorriria deixando os dentes brancos e alinhados a mostra. - Só estamos aqui, eu e minha irmã. - Soltaria um longo suspiro de tédio. Aguardaria a reação do homem ou mulher que estivesse ali, se mostrasse estar desconfiado em seu olhar, ou claramente demonstrasse isso em seu tom de voz. Falaria, enquanto levaria uma das mão para brincar com o cabelo que caia por perto da flor. - Estamos aqui, para ver mais de perto como os melhores soldados do mundo são treinados. Tem algum mal nisso? -

Buscaria observar se estava na distancia necessária para utilizar a magia, se manteria atenta nele. Se por acaso a pessoa estivesse muito longe e mesmo assim se mostrasse apreensiva ou até mesmo agressiva, e as duas estivessem longe desta a garota prosseguiria depois da fala de sua irmã. - Se está tão desconfiado, por que não nos revista?  - Logo ergueria as mãos e braços como maneira de se mostrar rendida e deixaria que a pessoa averiguasse a situação.

Quando o alvo estivesse dentro da área de ação a fada deixaria o profundo verde se seus olhos se encontrarem com o olhar. Em um cantarolar calmo e relaxante diria, mantendo um sorriso simples ela indagaria. - Mas nós precisamos fazer isso mesmo, senhor? - Neste exato momento com a magia enviaria para a mente dele uma mensagem pacifica, tentando fazer com que ele nem ao menos as investigasse. Se calhasse de tudo der errado e até mesmo a magia não fosse eficiente ela deixaria que o homem a averiguasse para ver que de fato não estavam escondendo nada.

Curvaria o corpo segurando as pontas das vestes assim que ele terminasse de averiguar ou deduzisse que não tinha o que ver ali. A voz estaria calma durante o prosseguimento da conversa. - Bem, espero que esteja satisfeito. - Tossiria,  mas manteria os olhos sobre ele. - Mas acho que agora você bem que podia nos falar algo não? Não quero lhe obrigar a nada, mas seria bem útil dizer onde estão as grandes lojas da cidade, as praças, onde há uma pousada decente. - Ao ouvir a resposta ou negação de uma, assentiria. - Muito obrigado, lhe desejo um bom dia, senhor. -

Por fim se tudo desse errado, Cersei faria menção para Aiya não reagir aquela seria a maior loucura de todas, afinal estavam em um local de potência militar esmagadora. Onde o mais fraco dos soldados podia ser muito mais forte que a metamorfa, logo tinham mais chances de sobreviver com lábia que com combate. Ou seja era mais fácil para a fada do que para sua irmã.


Última edição por Vrowk em 28/12/2014, 07:29, editado 2 vez(es)

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 27/12/2014, 20:38


City


O Solavanco da parada teria sido suficiente para acordar até mesmo um elefante na opinião de Aiya que mais uma vez abria seus olhos com evidente mau-humor.

"Odeio viajar durante a noite."

Seus olhos se abriam pouco, apenas uma faixa estreita para olhar para sua irmã. A mesma parecia distraída observando algo além da janela.

- Algum problema? - perguntaria em tom sutil.

"- Acho que temos problemas. A caravana parou de repente e como estamos em Gi’lead, a cidade com maior fama militar pode ser que tenhamos alguns problemas. -"

Assentiria com a cabeça afirmando ter entendido e então abriria mais os olhos fitando-a em seus grandes olhos.

- Bom, só estamos sentadas em viagem de qualquer forma, mas se estão vindo para cá prefiro descer e não ficar trancada dentro da carruagem.

Quem ali falava era o instinto de sobrevivência de Aiya, fazendo-a preferir ficar em um lugar aberto onde pudesse se movimentar mais caso a situação se mostrasse mais necessária. Obviamente não pretendia atacar, mas também pouco lhe parecia agradável ficar parada enquanto era espetada por uma espada.

Assim se levantaria e com suavidade abriria a porta descendo da carruagem. Olharia em volta decidindo o que fazer. Os guardar pareciam conversar com os comerciantes nesse momento e não pareciam muito felizes. Deixando as mãos à mostra Aiya daria um passo para o lado, talvez fosse de praxe cumprimentar, mas a jovem um tanto quanto travada não conseguia seguir muito bem essas etiquetas, deixando então espaço para que sua irmã descesse e falasse com os guardas.


Deixaria que os mesmos revistassem tudo enquanto isso se ponto entre os guardas mais próximos a irmã. Não diretamente a frente, mas em uma posição que pudesse se entrepor entre os homens e sua irmã. Mesmo que isso pudesse significar ficar em perigo.


Não entraria em confronto, se os guardas fizessem menção de prende-las se entregaria sem reagir.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 5/1/2015, 23:41

Os guardas avançaram e estavam a passos da carroça, quando uma bela jovem saiu de lá, surpreendendo-os. Os guardas pararam e a observaram, tentando determinar se ela era perigosa ou não. A falta de armas ajudou a ladina. Poucos segundos depois, outra bela jovem, também desarmada, saiu da mesma carroça. Os guardas parecerem relaxar e os mercadores também, que temeram, por um momento, um confronto entre os dois grupos.

Quer dizer... quase todos os guardas relaxaram. Dois deles pensaram: Apenas duas elfas viajando. Mas teve um, um bem supersticioso, que continuou olhando para as jovens com bastante desconfiança, principalmente por causa de suas orelhas pontudas. Ele se aproximou do sargento, líder do pequeno esquadrão, e cochichou, embora Aiya tenha conseguido ouvir.

— Senhor, e se elas forem fadas?! Ouvi dizer que elas parecem com elfos!

Cersei viu um dos guardas rir, sem entender o motivo. O sargento olhou para seu subordinado com certo desdém, e olhou para as jovens logo em seguida, voltando a olhar para o soldado.

— Você não pode estar com medo de duas garotas, não é, soldado?

O soldado que zombara do supersticioso voltou a rir, junto com o seu superior, enquanto que o supersticioso baixava a cabeça, sem muitas escolhas. Se fossem um pouco mais sábios, perceberiam a baixa estatura das duas em relação às elfas, principalmente da loira, vinte centímetros abaixo da estatura normal élfica. Mas, para a sorte das duas, eles não eram. Os dois guardas risonhos se aproximaram e, após o cumprimento da loira, o líder respondeu:

— Bem vindas à Gil'ead, o que traz tão belas elfas à nossa cidade?

Não era necessária muita percepção para saber para onde o sargento olhava. Mas mesmo assim, uma dica: Não era para os olhos da fada. O soldado atrás dele deu um leve risinho. Cersei respondeu calmamente e com muito charme, enfeitiçando mais ainda os dois guardas. O sargento se aproximou da maga e Aiya fez o mesmo, pronta para proteger sua irmã, caso necessário. O guarda percebeu isso e levantou as mãos, como se desculpando à jovem mal-encarada.

— Sinto muito, mas precisarei verificar a carroça de vocês.

Sem esperar resposta, líder e subordinado subiram e passaram a olhar cada canto da carroça, o que não demorou muito, já que estava praticamente vazia. O terceiro guarda, permanecia distante, observando desconfiado as duas estrangeiras, segurando o cabo de sua espada embainhada com força. Só então a bela fada percebeu o que se passava na mente do jovem guerreiro e, para o seu azar, ele estava logo após o limite de seu poder.

— Se está tão desconfiado, por que não nos revista?

A pergunta pegou o guarda desprevenido, fazendo-o até mesmo olhar para trás. Nervoso, engoliu em seco, algo notado pela metamorfa, e deu meio passo a frente, ficando no extremo do raio de efeito da loira. Mas parou, como se algo o tivesse alertado do perigo, talvez seus instintos, e voltou à posição anterior, balançando levemente a cabeça.

— Não precisa. — Falou tão baixo que Cersei mal conseguiu entender o que ele falara. Os outros dois finamente desceram da carroça e, com um breve Três já foram, faltam dois!, seguiram até as outras duas carroças, repetindo o procedimento.

O supersticioso seguiu seus dois companheiros, cabisbaixo, e ao passar próximo da loira, a mesma aproveitou para pedir informações. Ele a olhou, ainda levemente desconfiado, mas respondeu assim mesmo.

— Siga a rua principal e você encontrará os três.

Sem mais, afastou-se das duas. Após uns três minutos, o trio voltou e liberou a passagem da comitiva. Os comerciantes, que antes pareciam extremamente ansiosos, suspiraram de alívio e seguiram em frente.

Logo após passarem pelos portões, chegaram a uma grande praça, com uma fonte no centro e várias pessoas, e soldados, andando por ali. A comitiva virou a direita e passou a seguir uma rua secundária até um amplo armazém, onde pararam. Provavelmente descarregariam e armazenariam suas cargas ali.

OFF:
Mattos, é de dia e tu não deveria ter orelha pontuda

E você não apareceu muito, pq não postou muita coisa pra fazer. .-.

PS: Como eu ainda não coloquei isso nas regras, acho, vou dar uma dica a vocês... Fadas e Metamorfos são mal vistos pelas três raças dominantes (Humanos, elfos e anões).

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 6/1/2015, 10:06


Eu amo minhas orelhas pontudas & O uso do salto alto para ficar da altura certa.

A compreensão foi o que mais demorou. Afinal até o momento a jovem Aiya não havia entendido os olhares de apreensão nos rostos dos comerciantes. Afinal não parecia haver nada de mais em nenhuma das carroças. A ficha só realmente caiu quando um dos soldados proferiu o motivo da preocupação em voz alta.
“— Senhor, e se elas forem fadas?! Ouvi dizer que elas parecem com elfos!”

“Ahhhhhhhhh, é tem esse problema.”
Continuando então com a face neutra apenas manteve sua postura preocupada com o bem estar de sua irmã, não querendo ver aquelas pessoas muito perto dela sem que a mesma pudesse estar ainda mais perto o suficiente para fazer algo se fosse necessário.  Mas nem todas as expressões poderiam ser ocultadas e a face de desgosto para com o olhar malicioso do homem aos seios de sua irmã era uma dessas faces. Ao menos o sujeito tinha bom senso de entender a postura de Aiya e sair logo dali para fazer o seu serviço.

Mais tranquila Aiya voltou a se sentar na carroça não muitos minutos depois. Já no interior acomodada na mesma posição de antes voltou a falar.

- Passamos tanto tempo fora de cidades que cheguei a esquecer que não gostam de nós. Às vezes me pergunto... Porque mesmo os ajudamos? Dizia com um pouco de desgosto. – Parece obvio que não fariam o mesmo por nós.  

Aiya é claro ajudava quando necessário os humanos, mesmo que estes não parecessem nutrir tal ação com os da sua raça, mas era um pouco difícil explicar, pois a jovem havia sofrido muito em sua infância com a perda dos pais e isso meio que acabava mexendo com ela deixando difícil de suportar a imagem de outras pessoas com dificuldades e ficar sem fazer nada, pois ela e sua irmã só haviam sobrevivido por terem recebido ajudo quando não conseguiam mais fazer algo por elas mesmas.
– Se eu os ver de novo vou garantir que ele não ponha mais aqueles olhos sujos onde não deve. - dizia ao lembrar-se do olhar daquele homem para sua irmã. E então sorriria com bom-humor se sua irmã a repreendesse.

– Sou assim... – responderia a repreensão.

...

Quando por fim as carruagens finalmente pararam Aiya saltou para fora ansiosa, esticando seu corpo como os gatos fazem e dando alguns passos para alongar as pernas.

– Obrigada a carona. – agradeceria aos comerciantes, embora talvez baixo de mais para que qualquer um deles ouvisse. – Preciso de um arco. – diria logo em seguida para sua irmã, assim que começassem a se afastar do grupo. – Me sinto uma inútil sem algo para nos proteger, não sou do tipo que fica parada sorrindo e acenando quando alguém me olha torto.

Agora que estava na cidade e fora daquela carroça o humor de Aiya melhorava aos poucos, embora ainda faltasse uma boa refeição para se sentir revigorada já era evidente que se sentia muito melhor fora do veiculo.  Voltaria então acompanhando sua irmã para a rua principal, em direção aquele chafariz que haviam passado para dar uma olhada nas lojas que haviam por ali e também nas pessoas que a rodeavam. Agora que o soldado havia lhe feito o favor de lembra-la que sua presença não era agradável o sentimento de desconforto crescia, não o suficiente para matar o alivio sentido pelo termino da viagem, mas o suficiente para faze-la ficar olhando para todos os lados em busca de alguém que planejasse ameaçar sua querida irmã.

Assim procuraria desconfiada nos arredores, primeiro por pessoas que estivessem olhando para elas diretamente, depois com mais atenção buscando aqueles que desviavam o olhar quando ela mesma olhava direto para elas. Não se moveria no entanto rápido de mais com a cabeça de um  lado para o outro, movendo apenas os olhos para não chamar a atenção tentando ser furtiva em sua espionada nos outros.

Se por fim entrassem em uma loja, ciente da quantidade de ouro que possuíam procuraria por um arco e flechas baratos para ao menos ter como se defender, deixando para se preocupar no futuro com algum arco que fosse realmente potente. Assim que visse o mais barato o tomaria em mãos, ignorando o vendedor... Não por arrogância, mas simplesmente por ter vergonha de dizer que queria comprar então com o arco em mãos olharia para sua irmã como se mostrasse que queria levar aquele. Uma criança pidona com toda a certeza.

Caso o dinheiro delas não dessem para o arco e flechas deixaria as flechas.. Continuaria desarmada carregando apenas o arco era claro, mas bem sabia que poderia tentar conseguir as flechas depois, nada adiantava comprar o armamento e ficar sem onde dormir e comer.

Caso a compra fosse bem sucedida acompanharia sua irmã para onde ela fosse.

– Obrigada... Acho que vamos mesmo precisar trabalhar um pouco.





OFF: Eu sei que é de dia. No entanto é de manha e para estarmos chegando na cidade logo pela manha eu imaginei que a caravana seguiu viagem pela noite, caso contrario não estariam chegando e é disso que deriva o comentário de Odeio viajar a noite o/ .

Agora as orelhas pontudas são minhas uhuukkk. Na verdade não tem no tópico como um metamorfo deveria parecer, Humano?? De qualquer forma tu que aprovou minha ficha kkk e ta na descrição da aparência as orelhas pontudas.

E por ultimo: Faz toda a diferença saber que se é odiado KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.


Última edição por Mattos em 6/1/2015, 14:44, editado 2 vez(es)

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 6/1/2015, 14:23

A Fada


Ouvir sobre o fato de ser uma fada, lembrava de sua mãe e do que lhe contara sobre sua espécie. “Fadas são desejadas e odiadas… Assim como metamorfos. Somente por que somos diferentes, mas para mim acho que o recalque deles é tanto que acreditam que somos ameaças para seu conforto.” Um filete de ira surgia no fundo de sua mente e alma, mas aos poucos lembrava, seu pai, o grande revolucionário e outras pessoas não tinham tal sentimento, por eram puros. Um sorriso brincou aos lábios, enquanto mexia e arrumava seu cabelo. Seu coração palpitava um pouco mais rápido devido o que se passava ali, mas foi reconfortante saber que seus rostinhos bonitos e a falta de armamento fizera os guardas vacilarem.

O homem desconfiado com certeza era muito mais sábio e tinha maior aptidão que o seu superior, mostrando como o mundo era injusto. "Sinto pena de alguém tão capaz sendo desperdiçado como guarda." Logo percebeu o pensamento e notou que aquele podia ser um grande revolucionário um dia, se não, teriam problemas graves. Mas algo mais importante havia tomado a sua atenção, bem, não tão importante, mas que era bom tomar cuidado devido a sua raça. Um guarda acabava por observar seus seios, aquilo a fez suar frio e recuar um passo. "Depravado. Sei que sou atraente e ainda por cima uma fada, mas será que não podia ser mais discreto?" Logo colocara os braços a frente do busto para inibir parcialmente a visão dele.

Depois de liberadas, ambas retornaram a comitiva. Sentou ao lado da irmã, despreocupada, e alegre por que a revista não se tornara um problema ou algo pior. Ouvir a questão e desgosto de sua irmã não a deixava aliviada, já que as vezes sentia o mesmo, mas respondia com o que se passava no seu coração no momento. -Esta é a exata diferença. Nos pensamos no que estamos fazendo, eles só seguem a correnteza do imperador. - Deixou a voz sair melodiosa. - E também, não pretendo ajudar este lugar sem receber nada. Se conseguíssemos fazer Gil'ead aderir o movimento, poderemos tomar o poder quando quisermos! - A raiva de sua irmã com o pervertido não era para menos, porém a fada já havia se acostumado e por isso disse. - Bem, eu também não gosto, mas esse fardo sou obrigada a carregar. Por isso já  em me importo, você também devia começar a ignorar. - Mostraria um sorriso puro para a irmã.

Quando as carroças pararam a fada desceu antes de Aiya. Agradeceria graciosamente os comerciantes com um belo sorriso, acenaria para eles e diria. - Muito obrigada pela gentileza, espero nos encontrar novamente. Ouviria as necessidades de sua irmã, estando ciente da atual situação financeiras que se encontravam. - Sim, precisamos de muita coisa. Armas, suprimentos, disfarces e um lugar para ficar. Primeiramente, vamos conseguir armas e disfarçar as orelhas, vai ser um problema se conseguirmos virar a cidade contra nós. - Proclamaria. Seguiria as informações passadas pelo guarda e diferente da metamorfa não estaria preocupada com bandidos ou o qualquer outros problemas, quem tentasse atacar podia se meter em  uma confusão pior com os guardas dali.

Chegando a loja de armas, procuraria por uma varinha que fosse barata. Ao ver sua irmã incapaz de comprar a arma por sua timidez acharia graça, a timidez dela era tanta que as vezes chegava a ser fofa e meiga, principalmente para uma exímia combatente. Pegaria os produtos que ela gostaria de comprar e levaria até o vendedor. - Quanto é? - Ouviria o preço e torcendo que fosse bem mais barato do que imaginava que fosse. Se fosse mais cara que 3000 moedas, teria que arranjar uma maneira de diminuir o valor então tentaria usar suas habilidades. - Eu não tenho tanto dinheiro, me desculpa. -  Simularia uma expressão triste no rosto. - Bem... É só que estou com muito medo. Faz pouco tempo que fomos atacadas na floresta, nossos companheiros foram mortos... Só penso que se tivéssemos armas, talvez eles... - Ficaria de costas simulando o choro. - Estamos com tanta fome... Por favor, não teria como dar um desconto? -  Aquela era uma atuação simples, já que ela só queria um desconto. Se não conseguisse diminuir o preço em pelo menos 1000 moedas, compraria apenas os equipamentos de Aiya.

Finalizando a compra, agradeceria com um sorriso meigo e um tanto tristonho. Partindo da loja seguiria diretamente para a loja de roupa  aquela que não parecesse vender roupas ao olho da cara, mesmo que a garota desejasse ,muito essas roupas. Adentraria a loja com somente o objetivo de comprar disfarces, procuraria o produto mais barato, mais discreto e que melhor cobrisse as orelhas delas, iria até o vendedor e colocaria os produtos no balcão torcendo para que ambos fossem bem baratos, pagaria com um agradecimento simples. -Senhor, sabe onde posso conseguir emprego como artista? Sou boa em atuação e tenho habilidades musicais! -  

Off: Queria comprar aqueles lenços,  já que cobre a orelha e o cabelo.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 7/1/2015, 17:50

Nenhuma das duas garotas pareceram felizes com a descortesia do sargento, mas, sem opções, apenas ficaram com expressões zangadas e esperaram a revista acabar, algo que não demorou muito.

Chegando à cidade, de fato, esperaram pacientemente até as carroças pararem e, só então, desceram. Agradeceram aos comerciantes que as transportaram — Cersei de forma mais animada do que Aiya — e voltaram à praça, a pé.

Entretanto, Aiya compensava sua falta de carisma com uma melhor percepção e cuidado do que sua irmã. Enquanto andavam — Cersei a frente, bastante despreocupada —, a ladina observava as pessoas ao redor, pulando de rosto em rosto rapidamente e procurando por algum o sinal de medo ou desconfiança. Para a sua felicidade, talvez, não encontrou nenhum assim.

Algumas pessoas olhavam para as duas, mas olhavam com uma expressão de surpresa ou admiração. Ali, dentro dos muros da cidade considerada a mais segura do mundo, elas eram apenas duas elfas. Entretanto, vez ou outra era possível ver um olhar de desprezo ou preconceito em sua direção, embora raramente. Já na direção da sua irmã... houve muitos olhares cobiçadores.

Após uma leve caminhada, chegaram ao seu primeiro destino. Embora o sol já estivesse alto no céu, quase sem nuvens, a temperatura estava amena e as garotas nem suaram. Entraram na loja e ouviram um sino tocar ao abrirem à porta. Um senhor surgiu por entre as prateleiras. Era bem baixo, meio corcunda e quase careca, com o pouco cabelo que tinha sendo totalmente branco. Entretanto, sua barba era grande e bem cuidada.

— Olá, no que posso ajudar? — Disse o senhor, com voz baixa e rouca. As duas jovens o ignoraram — Aiya por vergonha e Cersei por nem tê-lo ouvido — e foram cada uma em busca do que queriam. O pequeno senhor fungou e voltou à sua cadeira de balanço. Cersei achou uma simples varinha, custando exatamente metade do que tinha. Aiya encontrou um arco de mesmo preço. Mas as flechas eram fora parte, e isso complicou para as pobres garotas.

A fada, mesmo sabendo o valor, pegou o arco e as flechas de sua irmã e foi até o vendedor, perguntando o preço. O senhor levou longos segundos até calcular tudo mentalmente e responder: — 5 mil!

Era bem mais do que a jovem tinha. Sem perder tempo, simulou uma expressão triste, criou uma história depressiva e desatou a chorar. O senhor ficou bastante confuso, a princípio, mas logo se comoveu com a história. Pegou a bela aljava que a metamorfa tinha escolhido e disse:

— Sinto muito, mas não da para eu dar isso de graça. — Foi até a prateleira guardar o item e voltou com outro. — Mas se quiserem esse... — O senhor pôs sobre o balcão outra aljava, essa era bem menor e com uma capacidade máxima de seis flechas, sendo especificamente feita para se amarrar na coxa do usuário. Seria desconfortável e atrapalharia um pouco a jovem ladina, mas era melhor do que nada. Cersei pagou a quantia, ficando zerada, e agradeceu ao homem, ainda com expressão triste.

Dali, foram até outra loja, esta de roupas. Depois de algumas horas alguns minutos escolhendo, foram ao balcão com dois simples lenços. Dessa vez, Aiya que teve que desembolsar a grana, embora tenha sido míseras 200 moedas.

A vendedora parecia incrivelmente surpresa por duas belas elfas comprarem dois simples panos feitos por humanos. Até mesmo algumas humanas achavam aquele tecido vagabundo! Mas não era doida ao ponto de questionar suas clientes. Ao ouvir a pergunta da loira, ficou ainda mais surpresa. Uma elfa querendo trabalhar para humanos? Bastante confusa e insegura, disse:

— Já tentou um bar?


OFF:
Eu não percebi quando eu aprovei a sua ficha.

5k = 1.5k (varinha) + 1.5k (arco) + 1.5k (6 flechas * 250) + 0.5k (aljava)

Podem escolher a imagem dos equipamentos. Irei definir cada dano da varinha após escolher a imagem.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 8/1/2015, 07:44

Procurando emprego.


O jogo emocional da garota não havia surtido efeito sobre o vendedor. Trazia certa angustia a seu coração, não por não ter manipulado o homem, longe disso, o problema ali era o fato de não ter conseguido o desconto que teria lhe salvado a pele. Mas não ocorreu, neste momento foi o bolso dela que teve que suportar o peso de sua falha. Pelo menos nenhuma delas sairia desarmada dali, mesmo que em um momento de risco a arma de Cersei não viria a ser de grande ajuda - Talvez só para fugir. -, por fim as duas saíram da loja. A fada 3 mil moedas mais leve.

O próximo local foi uma loja de roupas, as irmãs não demoraram muito para escolher os velhos trapos que poderiam seriam seus disfarces. Por um motivo que elas desconheciam a mulher se sentia apreensiva quanto a sua presença naquele local, bem, isso era devido ao fato de parecerem elfas. Elfos nunca se submeteriam a trabalhar e viver com humanos a não ser que tivessem suas opiniões brutalmente alteradas, já fadas e metamorfos tentariam de todo jeito viver entre as grandes raças. Assim que pagaram pelos lenços velhos, a fada perguntou sobre onde poderiam trabalhar. A resposta não a alegrou nem um pouco, um bar era um lugar bom para uma pessoa atraente trabalhar, mas também era onde os bêbados ficavam.

- É, bares são complicados, mas muito obrigado assim. - A fada se encontraria receosa quanto aquela sugestão, mas ao que parecia não teria outra maneira de se ganhar dinheiro por ali. Sairia com um sorriso no rosto e acenando para a vendedora, do lado de fora da  loja instruiria sua irmã a fazer o mesmo que ela. - Aiya, acho melhor escondermos nossas orelhas, não? Os humanos e os outros não são muito amigáveis com metamorfos e fadas. - Suspiraria olhando para o céu. -  Nos odeiam porque não são a gente. - Primeiramente desamarraria o cabelo, colocaria o amuleto da sua mãe prendendo uma quantidade minima e cabelo atrás e o tornando em um pequeno rabo de cavalo. Quanto ao lenço usaria para amarrar primeiramente como uma tiara, depois o traria para trás da cabeça de maneira que o cabeço lateral cobrisse as orelhas pontudas.

A mais nova observaria sua irmã dos pés a cabeça e bateria palmas silenciosas. - Está linda! - Desviaria os olhos aos arredores a fim de procurar um bar ou algo semelhante por ali. Se não encontrasse somente por olhar, abordaria uma pessoa aleatória na rua, e diria como sempre de maneira carinhosa. - Teria como nos dizer onde há um bar nessa cidade? - Ouviria atenciosamente e se não conseguisse a resposta na primeira tentativa se manteria ativa em perguntar até descobrir onde este local se encontrava.

Depois de encontrar, seja visualmente ou seguindo as orientações de um morador. Adentraria o local, atenta a qualquer adversidade que ali se encontrasse, mas deixaria que sua proteção fosse feita por sua irmã já que a mesma era péssima em lutar, somente se não tivesse outra maneira e muitos inimigos estivessem ali, a garota usaria Parfum Détente, para acalmar as coisas por ali. Seguiria até quem aparentasse ser o dono do bar, ou o responsável pela contratação de pessoas e iniciaria uma conversa com este. - Olá, tudo bem? - Aguardaria a resposta dele e prosseguiria a conversa sempre dando a oportunidade de responder. - Estamos em busca de um emprego. Eu sou uma boa cantora, sei atuar e tenho certeza que consigo cativar uma platéia. Já minha irmã, é ótima em luta e poderia ajudar na segurança do local o que me diz? - Lançaria um sorriso pacifico para ele. Se por acaso negasse o emprego, voltaria as etapas anteriores de procurar um bar até conseguir encontrar alguém que as contratasse.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 8/1/2015, 12:46


Humana?

Após ter pago a mulher e sentir sua bolsa vazia ainda mais fazia Aiya acompanharia Cersei para fora da loja. Lá ainda olharia em volta, desta vez não a procura de possíveis perigos, mas analisando a altura das mulheres humanas.  Sua irmã era mais baixa e tinha o corpo “farto” o que a diferenciava bastante das elfas, mas aproximava das humanas assim cobrir as orelhas a deixaria parecida com uma humana, mas já para ela que era mais alta seria o mesmo? Tinha o corpo bastante esguio e agora andava visivelmente armada, tinha a pele branca de mais... Talvez para ela fosse melhor ficar como estava.

Se as mulheres humanas que enxergasse em volta fossem na maioria mais baixas e com muito mais curvas que ela optaria por no momento permanecer sem o lenço na cabeça.

– Sou muito diferente delas, vou ficar assim por enquanto.. Mas ficou ótimo em você.

Guardaria então o lenço.. Onde? Bom resolveu amarra-lo abaixo de onde havia prendido a aljava em sua perna só para não perde-lo mesmo. E assim seguiria com sua irmã. Um pouco mais atrás como de costume. Cuidando os arredores com discrição até que chegassem em seu destino. O qual provavelmente era o bar que a vendedora havia sugerido.

Entraria mais atrás e junto a sua irmã iria até o balcão. Lá pararia de costas para o balcão observando o bar enquanto sua irmã tratava com o dono. Deixaria uma de suas mãos na corda do arco, corda essa que servia de alça para carregar o mesmo agora em suas costas. Caso algo se mostrasse perigoso Aiya tocaria de leve na mão de sua irmã para avisa-la e depois desceria o arco do ombro para sua mão direita e a esquerda deixaria próxima a aljava em sua perna esquerda. Não tiraria ainda a flecha, apenas deixando que o movimento indicasse suas intenções e esperando que isso fosse inicialmente suficiente para inibir tentativas de confronto.

Ainda assim se a situação piorasse ficaria entre os agressores e sua irmã, ao mesmo tempo que tiraria uma seta da aljava e a posicionaria na corda do arco, mantendo esse apontado para baixo. Se o agressor avançasse ainda mais, ou também fosse alguém que pudesse atacar a distancia Aiya não hesitaria em com a ajuda dos dois braços para erguer o arco esticando a corda ao mesmo tempo.  Miraria na coxa direita do agressor, não queria mata-lo só terminar com seu avanço se fosse necessário ou tirar sua base.

Tomaria essa atitude para não se meter em confusões maiores na cidade, matando alguém poderia muito provavelmente ser presa naquela cidade e ser metamorfa não ajudaria muito se isso acontecesse.

Se nada acontecesse no entanto ficaria ao lado de sua irmã que provavelmente estaria falando com o taverneiro.

Estamos em busca de um emprego. Eu sou uma boa cantora, sei atuar e tenho certeza que consigo cativar uma platéia. Já minha amiga, é ótima em luta e poderia ajudar na segurança do local o que me diz?  

“Agora que não estou no lenço na cabeça é melhor mesmo nos tratarmos por amigas.


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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 12/1/2015, 16:03

— Já tentou um bar? — Foi a sugestão da humana e, sem ideia melhor, a fada aceitou. Mas antes, usou o lenço comprado e o elástico que já possuía para amarrar seu cabelo, de forma que o mesmo cobrisse suas orelhas pontudas.

Enquanto alguns homens observavam a loira ajeitando o seu cabelo, Aiya observava as mulheres do local. A maioria possuía altura próxima ou inferior a da fada, enquanto que a metamorfa se destacava das humanas mais altas por, pelo menos, cinco centímetros. Por isso, resolveu permanecer sem o lenço e manter suas orelhas pontudas a mostra.

Após se elogiarem, partiram em busca de um bar, o qual não demoraram muito a encontrar. Passaram pela porta de madeira e a mesma rangeu pelo movimento, atraindo a atenção de alguns dos clientes do local.

As duas moças foram até o balcão, com Cersei ficando voltada para o dono do local e Aiya virada para o outro lado, observando o ambiente e as pessoas nele. O bar tinha pouquíssimas janelas e todas estavam fechadas, o que fazia o local ser bem escuro, com exceção das mesas próximas à porta, iluminadas pela luz solar que entrava pelas aberturas.

Além disso, haviam algumas luminárias próximas do balcão, presas a parede, mas a luz que elas provinham eram bem fracas, lançando sombras escuras pelo local. As feições dos presentes também não eram claras à ladina, devido à baixa luminosidade do local. Mas todos pareciam felizes enquanto bebiam e conversavam em tom mais alto do que o normal sobre coisas supérfluas.

O dono do bar era um senhor na casa dos 40 anos, com uma barriga extremamente proeminente e um longo bigode que deixava-o muito, mas muito esquisito. Ouviu a jovem fada encostado no balcão com seu ombro gordo, como quem não quer nada, limpando uma caneca velha pela milésima vez naquele dia.

— Olha dona... — Disse à fada. — Metade dos meus clientes são guardas, por que eu contrataria um segurança? Uma então? — Gesticulou com a cabeça para Aiya e logo prosseguiu. — Mas se quiser tentar a sorte, tenho certeza que meus clientes gostarão de você, cantando bem ou não. — Deu um leve sorriso e continuou limpando a caneca com um pano que, provavelmente, estava mais sujo do que o copo.

OFF:
Vrowk, no próximo post, detalhe como você atuará, como se fosse um treino. Quanto melhor for o post, melhor será para você.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 13/1/2015, 13:37

Cantando para a guarda


As palavras do homem eram certas quando se sabia para quem este servia. Guardas não precisam ser guardados, talvez se vissem algum tipo de segurança no local pudessem se rebelar e iniciar uma briga do Aiya e aqueles homens não eram do tipo que se podia enfrentar ainda mais aos montes. Quando ouviu o dono, aquele homem que limpava um copo falar sobre a fada, a mesma ficou alerta, não tinha total certeza do que ele queria passar, mas conseguiu compreender mais ou menos o que se passava ali. Pelo menos era gratificante para tal saber que pelo menos teria atenção e mesmo se não cantasse bem, eles iam ouvir a musica com os olhos nela e logo nem prestariam muita atenção. Isto é, se não fosse mais desafinada que uma taquara rachada.

Bem, estava determinada e precisava do dinheiro. Era fundamental conseguir dinheiro e não sabia que outros tipos de trabalho uma garota como ela conseguiria. Na verdade imaginava sim em que áreas a colocaria, mas fazia questão de esquecer e nem pensar no assunto. Ia até o fim com aquilo, não cantava mau, claro que não era uma profissional mas seria boa o suficiente para um grupo de homens que provavelmente já deviam ter bebido pelo menos um copo de algo forte como chop ou cerveja. Ou se o serviço não permitissem beber coisas daquele tipo, como já havia dito ficariam embriagados com sua beleza ao menos.

Mesmo satisfeita com a situação, ainda havia um imprevisto. Seu repertório de canções aprendidas era grande, mas não tinha ideia do que se cantava em um bar. De imediato pensou que como o lugar era escuro e se parecia com uma caverna seria óbvio que algo sombrio era a opção mais viável. No entanto se deparara com um pensamento que basicamente pode iluminar sua vida e o momento. “Talvez essa não seja nem de longe a melhor ideia.  Por guardas bêbados que provavelmente ganham bem e tem uma vida pacata gostariam de ouvir musicas dramáticas, de uma garota que nem ao menos conhecem a vida?” Giraria no mesmo lugar, iniciando passos rápidos de um lado para o outro sem ter um caminho certo. “ É bem melhor cantar algo mais animado e alegre. Vou ter que improvisar bem já que não tem nenhum musico aqui, instrumentista ou algo parecido.” Ao pensar naquele tipo de musica a primeira coisa que lhe veio a mente era uma musica revolucionaria, que bem, poderia dar certo naquela ocasião, afinal todos ali eram guerreiros como Sera.

Localizaria primeiro um palco, onde a garota se destacasse dos demais, ou se não um ponto mais vazio. Obviamente já tinha toda atenção necessária sobre si, mas tinha que ter espaço. Seguira ate este e ficaria de frente para eles. - Olá, amigos. Hoje vou cantar uma musica para vocês, minha primeira platéia! - A voz sairia melodiosa, naquele momento juntaria as mãos em palmos a frente da boca e mandaria beijos para eles enquanto retirasse a mão dos lábios. - Vou cantar uma musica muito especial para mim. Uma canção a qual sou apaixonada desde criança. - Mandaria aquela meia mentira, com um risinho abafado que chegasse a ser fofo para quem ouvisse.


Fecharia os olhos, as mãos se entrelaçariam nas costas, na altura das nádegas, as costas ficariam eretas, estufaria o peito realçando os dotes avantajados que o mundo lhe dera. Deixarias seus lábios começarem a se mover sozinhos enquanto a musica viria indo em sua mente.

Sera was never quite an agreeable girl -
Her tongue tells tales of rebellion.
But she was so fast,
And quick with her bow,
No one quite knew where she came from


Começaria a cantar em um ritmo animado, em uma melodia alegre de taverna. Como se estivesse sendo acompanhada por um banjo ou um violão velho. Enquanto os olhos se abririam, os lábios se moveriam de forma graciosa enquanto o nome de Sera fosse pronunciado, assim como seu arco, poderia quase se assemelhar a um sorriso de uma pessoa apaixonada. Conforme estivesse chegando ao final da estrofe retiraria a mão das costas e alisaria a parte de trás do cabelo sem dar chance de retirar o lenço.

Sera was never quite the quietest girl -
Her attacks are loud and they're joyful.
But she knew the ways of nobler men,
And she knew how to enrage them.



Seguindo a estrofe sem dar grandes pausas. Ainda com um sorriso nos lábios, levaria o indicador da mão direita até estes como se pedisse silencio no primeiro verso. Voltaria a posição normal, porem conforme fosse se aproximando do terceiro, aquele que falava dos nobres se curvaria dando uma breve visão da perdição deles. Agarraria as pontas dos vestidos e improvisaria um comprimento de mulheres nobres. Mas no ultimo verso antes da palavra enfurecer franziria o cenho, como se não soubesse o que a palavra estava fazendo por ali.

She would always like to say,
"Why change the past,
when you can own this day?"
Today she will fight,
To keep her way.
She's a rogue and a thief,
And she'll tempt your fate.



As primeiras palavras sairiam como se as tivesse falando e não cantando. Logo em seguida olharia para trás enquanto o passado estivesse na sua boca, voltaria a olhar para a frente no verso seguinte, apontaria ao chão representando o dia atual. Quando falasse da luta, simularia um ou outro soco para a frente jeitosos e galanteadores. Ao falar sobre ser ladra e gatuna, Cersei fingiria espreitar a platéia cobrindo parte do rosto com o braço esquerdo. Por fim ao falar de sedução, lançaria o sorriso mais sexy que possuísse a sua platéia, enquanto suas maos deslizariam pela cintura realçando seu quadril.

Sera was never quite the wealthiest girl -
Some say she lives in a tavern.
But she was so sharp,
and quick with bow -
Arrows strike like a dragon.



Cantando sobre a pobreza de Sera, a menina puxaria a gola de seu vestido como um requinte de nobreza e riqueza, sobre a taverna estenderia os braços quase como se quisesse abraçar todo o ambiente ao seu redor. Seguiria a canção em um ritmo animado mas ao mesmo tempo distante, seu coração pulsaria muito forte, aquela musica faria a lembrar de sua mãe e também de Sera uma das revolucionárias que a acolhera. iria sentir como se quase estivesse morrendo de tristeza.

Sera was never quite the gentlest girl -
Her eyes were sharp like a razor.
But she knew the ways of commoner men,
And she knew just how to use them.


E como o melhor fica para o final, conforme contasse sobre a doçura de Sera, desceria do palco procurando encontrar a pessoa que estivesse menos interessada por sua beleza e/ou canção. Seguiria rumo ao individuo, deixaria que uma das mãos deslizasse por sua cabeça, esticaria ambas as mãos até o maxilar deste, ergueria seu rosto até que nossos olhos se encontrassem. Trataria com desdém qualquer outro que quisesse lhe chamar atenção. Giraria em torno de si mesma e voltaria a caminhar com as ultimas palavras ressoando de seus lábios.

Independente do que viesse a ocorrer, a garota tentaria manter seu ritmo animado e alegre na  canção. De toda maneira tentaria seguir os caminhos corretos e o plano de Show que, tentaria esquivar de qualquer imprevisto se atendo a pequenos rodeios e alguns giros para tais movimentos. Se alguém tentasse assediar, ou fazer algo do tipo a garota gritaria primeiro falaria para o tal parar, segundo usaria seu poder para acalmar o inimigo e por fim se nada desse certo gritaria chamando sua irmã, ou algum dos outros guardas.- Aiya, me ajude. Alguém por favor me ajude aqui! -

Ao alcançar o seu ponto de inicio voltaria para a platéia com um sorriso. A beldade então proclamaria suas palavras. - Espero que tenham adorado a musica. E claro, se alguém quiser conversar comigo, estou aceitando bebidas. - Lançaria uma piscadela, a eles antes de retornar ao dono do bar. - Conquistei algum dinheiro, senhor? - Esperaria para ouvir qualquer coisa que o dono do bar falasse, prosseguiria. - Se quiserem me pagar uma bebida, você serve água na caneca de madeira e cobra pelo preço de cerveja, certo? - Depois de falar com o dono e receber as bebidas, voltaria a cantar mais uma outra musica de taverna, alegre com melodia animada, algo sobre bebedeira, danças sob o luar, sobre festas e locais animados.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 13/1/2015, 14:48


Fascínio.

Como ninguém é de ferro mesmo Aiya deixaria de ficar em guarda durante a apresentação. EM seus olhos podia ser visto o fascínio com o qual olhava para Cersei naquele momento. A coragem que era necessário para se apresentar daquele jeito a frente de tantos enquanto para ela era quase impensável até mesmo se apresentar para uma única pessoa e por isso seus olhos brilhavam com espessa admiração.

Apreciava de um local mais próximo de onde Cersei estivesse, mas afastado o suficiente para não entrar no campo de visão dos demais, preferindo ficar oculta fora das vistas de todos, menos de Aiya.

Sem poder resistir por completo deixaria que suas mãos balançassem ao ritmo animado e que sua cabeça acompanhasse o bater rítmico de um de seus pés.

“Ela é linda.” – pensaria com ternura, e deixando que o sentimento de amor que sentia por Cersei deixasse o seu corpo para que a própria pudesse sentir através de seu olhar. Um sorriso raro dançava em sua face agora alegre.  E um pouco de ciúme brotava em seu coração, ciúme dos homens daquele local que agora pareciam ter completamente para si o olhar de sua irmã.

Em certo momento então seu coração deu um salto, lembranças da pobreza que passaram, das dificuldades que tiveram eram trazidas mesmo contra a sua vontade a sua mente e antes que pudesse perceber uma fina e solitária lagrima cruzava sua bochecha pálida de encontro ao canto de sua boca delicada. O pulso delicado junto essa lagrima e com ela Aiya deixou que a tristeza momentânea partisse.

”Não quero que ela me veja chorando.”

Poria novamente o sorriso em sua face e deixaria que seus olhos se iluminassem mais uma vez tentando afastar esses fantasmas do seu passado.  Embora seu sossego teimasse em acompanha-la por muito tempo. Agora que sua irmã fazia menção em descer em direção a sua plateia o coração da jovem se acelerava mais uma vez, pois inexperiente de mais não sabia bem se controlar e quase sem perceber deixou que uma das mãos se fixasse em volta da corda do arco ficando pronta para tira-lo das costas para só depois perceber que mesmo se quisesse nada poderia fazer ali a não ser colocar sua irmã em ainda mais riscos e com isso forçou-se a deixar relaxar a mão embora agora assistisse nervosa o final da apresentação.

Esperaria paciente se segurando para não fazer algo imprudente, os dentes se prendiam em um dos seus lábios pelo nervosismo ansiando para que nada acontecesse com sua irmã. Mas caso a mesma chamasse por ajuda hesitaria por um breve momento, primeiro vendo se algum dos próprios guardas não tomaria a atitude de ajuda-la, torcendo que o melhor fosse que eles mesmos resolvessem os problemas entre si, mas se nenhum deles parecesse se manifestar e já sem opções tiraria o arco das costas e uma seta da aljava, com uma respiração curta seguraria o ar para manter o arco mais firme e em um movimento fluido e constante esticaria a corda do arco com a flecha posicionada.

Abaixando sua mira inclinaria o arco em direção ao pé do possível agressor.

“Apenas para assustar! – pensou tentando convencer inclusive a si mesma.

Um pouco mais ao lado miraria então, um tiro que fizesse a seta criar um baque surdo ao lado do pé do agressor. Dispararia se ainda estivesse sem opções e logo em seguida, o mais rápido que conseguisse tiraria outra flecha da aljava e mais uma vez a posicionaria no arco, puxaria a corda e faria sua mira.

Um olhar sério e com profunda raiva que cobria até mesmo a sua timidez, pois nesse mundo nada de mais importante lhe existia.

– O próximo será na sua cabeça. – diria já esticando o arco e mirando a flecha nessa direção. Para ela era difícil em pensar em qualquer palavras apaziguadoras como que tal voltarmos todos a beber? Assim as únicas e secas palavras seriam aquelas ditas em tom serio e mortiço.


Caso nada acontecesse apenas voltaria a posição mais relaxada e acompanharia Cersei para o balcão do bar novamente. Em outras apresentações caso essas houvessem agiria do mesmo modo, sempre se preocupando em todas as vezes que Cersei deixasse o palco em direção a plateia.



OFF: ksoaksosak, eu sei que n to fazendo nada Nosk, mas é a vida, sou figurante aqui rsrsrs e por enquanto ta bacana assim, interpretar é mais legal que lutar xD.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 15/1/2015, 15:14

A fada parecia um pouco nervosa, indecisa sobre o que cantar. Andou de um lado para o outro até lembrar-se de uma música e resolver apostar nela. Aiya, por sua vez, parecia uma estátua. De fato era uma boa guarda-costas.

Ignorando a tensão, Cersei ia até a lateral do bar, onde havia um pequeno e escuro palco, e começava a conversar com os clientes, dizendo o que pretendia fazer ali. Alguns homens olharam para ela, a maioria devido ao seu corpo parcialmente oculto pelas sombras. Mas muitos outros continuaram bebendo sua cerveja ou conversando alto.

Com uma platéia não muito acolhedora, Cersei começava a cantar. O barman passava por trás dela com uma vela dentro de um pequeno suporte de metal e acendia dois castiçais presos à parede atrás da fada, também de metal com pequenas e usadas velas dentro. Voltava ao seu lugar logo em seguida, deixando a fada com feições contrasteadas pela luz amarelada das velas, ao mesmo tempo sedutora e intimidante.

No início, sua voz saia levemente trêmula e, vez ou outra, dava uma desafinada. Mesmo assim, conseguiu atrair, pouco a pouco, a atenção de todos os ali presentes. Sua irmã sendo uma das primeiras.

Conforme o canto continuava, as irmãs perdiam-se em sentimentos melancólicos, mas recuperavam-se e forçavam-se a esquecerem isso. Os ouvintes também pareciam tocados pela música, mesmo não tendo passado pelo mesmo que as duas belas jovens.

Perto do fim, a fada descia do pequeno palco e passeava pelas mesas, indo até um jovem que, embora olhasse para ela, não parecia tão entusiasmado com a música quanto os outros, que assobiavam e batiam palmas no ritmo do canto da loira. E apesar de todos os seus esforços, e da longa troca de olhares entre os dois, não conseguiu animar o garoto mais do que ele já estivera.

Sem sucesso, mas ainda assim indo bem para sua primeira apresentação, a jovem girou e se dirigiu ao palco, terminando a música no processo. No caminho, um dos homens tentou puxa-la para o seu colo, deixando Aiya levemente tensa, mas a fada conseguiu evitá-lo com um gracioso movimento circular, o que gerou vários risos por parte dos colegas do bêbado. Algo que não pareceu deixa-lo muito feliz.

Assim, sem mais problemas, voltou ao palco do estabelecimento, agora lotado de aplausos e assobios, e falou com sua platéia, enquanto que o dono do local passava com um pequeno balde recolhendo o dinheiro da platéia.

Terminando seus agradecimentos, e pedidos, voltou ao balcão, junto de sua irmã. O barman contava o dinheiro do outro lado enquanto ouvia as perguntar da loira. Levantou suas sobrancelhas assim que ela disse preferir água à álcool e disse:

— Outro elfo?

Balançou a cabeça em negação, sem esperar resposta, e voltou a contar as moedas. Alguns segundos depois, colocou algumas pequenas pilhas na frente da loira e informou:

— Eles deram três mil e quinhentos, acho que nunca ninguém ganhou tanto aqui. — Falou com certa admiração em sua voz. — Ai tem três mil, quinhentos são da casa. — Disse, com um leve sorriso. — E aqui esta a água, por minha conta! — Depositou duas canecas de madeira cheios de água, uma para cada mulher, e se afastou, indo atender outro cliente.

Aiya, mais perceptiva que a sua amada, notava o comportamento das pessoas ao redor. Alguns dos homens do local voltaram à beber ou conversar, enquanto que outros ainda murmuravam a música cantada pela fada. Além deles, haviam dois que permaneciam olhando para a loira, mesmo de longe. O que Cersei tinha se aproximado, no fim da apresentação, e o que tinha tentado agarrá-la, também no fim do pequeno show.


OFF:
Se eu demorar a postar, me lembrem, as vezes eu esqueço. :v

E eu quero jogar DA

Homem Indiferente:

Homem Tarado:

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 16/1/2015, 10:49


Festa do Chá.

Parecia ter voltado no tempo, na época que ainda eram crianças despreocupas que ocupavam seus dias em aprender o que seus pais tinham a lhes ensinar. Lembranças das festas que a família François realizava e de como Cersei já naquela época cantava para os presentes.

Era normal e gratificante, como era bom ser normal. Saudades daqueles dias, do sofá macio, do cômodo aquecido e do burburinho das vozes que conversavam civilizadamente.


Tudo seria perfeito como no passado se não fosse tudo diferente. O cômodo era quente, mas não de uma maneira agradável. A penumbra trazia uma sensação de que tudo era menor, apertado e abafado. E os olhares já não eram mais tão civilizados e admirados quando eram naqueles tempos. É, realmente havia muita saudade.
A mãos de Aiya tiraria a corda do arco de seu peito e moveria ele para fora de suas costas soltando sobre o balcão com a mãos já bem próxima do local da empunhadura.
– Conhece aqueles homens? – perguntava para o homem do bar, ainda sem tocar em sua água. A preocupação tirava toda a sua cede. – O vermelho e o branco. – referia-se as cores de seus cabelos. Então aguardando sua resposta lançaria outra pergunta. – Há saída nos fundos? Se sim prefiro usar aquela.

Se o homem dissesse que havia e desse permissão para o uso seguiria para lá chamando Cersei para ir consigo, atravessaria a provável porta ou cortina que separasse o cômodo atual do próximo e procuraria pela porta.

– Não vamos sair ainda, quero ver o que vão fazer. – Diria para Cersei quando estivesse a sós com ela, ou mesmo na presença do dono caso ele optasse por acompanha-las. E então furtivamente se aproximaria da entrada por onde passará e usando do ambiente escuro procuraria observar o que os dois homens fariam. Estaria carregando seu arco na mão direita em todo o processo.
Como não havia quaisquer motives para suspeitar do próprio dono manter-se-ia sem prestar muita atenção nele. Não esperava também que Cersei se recusasse a segui-la, pois sabia que a irmã lhe conhecia bem o suficiente para saber que se dizia que tinham que sair é porque teriam mesmo que sair.
Caso fossem abordadas antes mesmo de terem a chance de prosseguirem, ou visse algum dos dois levantando antes mesmo de terem a chance de sair Aiya se viraria para eles, com arco em mão e a seta na outra.
– Não gosto que nos olhem fixamente. O que quer? – deixaria a corda parcialmente tencionada com a seta já posicionada a meia altura da mira necessária. Se o homem insistisse em avançar. – Fale dai, posso te ouvir bastante bem a essa distância e te matar muito mais fácil mais perto que isso. - e esse era um terrível mau-humor que sempre acometia Aiya sempre que algo por menor que fosse pudesse colocar sua amada em risco. A timidez sumia, dando lugar a um profundo senso de dever e alerta em sua mente.

Ignoraria todos os gritos e possíveis advertência de qualquer outro que fosse. Tudo o que queria era que quem se aproximasse delas falasse o que desejava antes de continuar. Mas caso não fossem mesmo abordadas ela permaneceria espiando e se ambos se levantassem e fossem embora ficaria ali, voltando junto a sua irmã para dentro do estabelecimento. Mas se voltassem a agir normalmente, concentrando-se mais uma vez em suas bebidas se sentiria segura para prosseguir para fora do local. E nesse caso diria:

– Pousada? Ou contatos?

Caso não houvesse saída pelos fundos se sentiria mais incomodada. E sem outras opções chamaria sua irmã para sair pela frente. Com o arco na mão direita passaria pelo salão no local mais longe possível dos dois que olhavam, mas sem ser o extremo. O mais longe que não indicasse a desconfiança que sentia. E assim que saíssem .
– Siga uns duzentos metros sem mim, dobre a primeira esquina a direita e me espere. Vou apenas ver se ninguém resolve nos seguir. – Aiya sabia que saberia onde encontrar sua irmã, sempre soube, ou ao menos tinha a lembrança de sempre ter sabido. Agora se separaria momentaneamente dela e afastando-se para a esquerda da entrada do bar recostar-se-ia em uma parede e durante no máximo uns cinco minutos observaria quem saia do local. Se alguém parecesse sair para seguir sua irmã iria atrás desse de maneira furtiva até ter certeza de que realmente estaria seguindo Cersei.






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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 17/1/2015, 05:49

Cantando para os guardas.


As coisas começaram a se tornar perigosas para as revolucionárias, ou aspirantes a isso. A heroína estava deliberadamente gratificada devido a seu salário, era dinheiro e tanto, mesmo que fosse obrigada a gastar aquele dinheiro em beneficio geral das duas. Do fundo do coração dela, queria gastar com alguma roupa chique cheia de babados da alta sociedade. Um copo de água fora dado as duas como cortesia da casa, pelo menos aquilo ali era um presente. A fada mexia a água dentro da caneca, simplesmente balançando suavemente o recipiente e tentando observar o seu reflexo olhando fixamente o liquido. Aquele copo começava a trazer um fio de lembranças.

Sua mente fora desperta antes que algo mais profundo pudesse ter sido despertado. Aiya conversava com o dono do estabelecimento, era sobre alguns homens. A garota começou a beber a água já que era vital estar hidratada. Enquanto tomava água era fácil deduzir a pergunta da irmã ao balconista, provavelmente alguém estava olhando torto para ambas, não de um jeito ruim mas de alguma forma que deixasse transparecer que estava as observando. Ouvir as cores do cabelo, trazia a mente os dois homens, primeiro o que não estava interessado nela, que podia se chamar de anjo devido a suas roupas, e a outra lembrava o bárbaro que tinha tentado a assediar. Quanto ao plano de fuga, não podia chamar de no minimo genial.

No caso de irem para os fundos, seguiria as ordens de sua irmã sem dar um piu.  Quando alcançassem o outro comodo e a arqueira dissesse que não sairiam, Cersei lançaria um olhar interrogador e de compreensão misturado. - Sim, eu entendo esse plano. Mas são simples guardas, talvez estejam só interessados em conversar. - Um brilho luminoso chamado bom senso resvalaria em sua mente. " Os guardas são muito bem treinados, um pensamento errado deles e vamos ter um grande problema. Se bem que o de cabelo queria ter algum problema comigo. " Voltaria sua atenção a irmã. - É melhor termos mais cuidado. - Levaria a varinha em punho da mão direita. Claro que para Cersei aquela arma mágica seria tão boa quanto uma espada, o segredo de sua habilidade não era diretamente a magia e sim sua carisma. Quanto mais convincente fosse, mais efetivo era seu controle mental.

Se ambas fossem abordadas antes de qualquer movimento, Cersei permitiria Aiya tomar a ofensiva. Ouviria atenta o que teria a dizer os homens e o que estes teriam a dizer para elas. Aguardava e esperava que as coisas saíssem pacificas, pelo menos a maior parte do tempo. Uma vez que começassem a se estranhar, a garota tomaria posição entre todos, um sorriso tímido estampado no rosto e as mãos tentando criar um espaço que não havia. - Que tal, nos tornarmos amiguinhos? - Olharia profundamente nos olhos deles, caso se mostrassem receosos em aceitar tal proposta, tentaria forçar um caminho em suas mentes e inserir a opinião de que elas era amigáveis. Prosseguira melodiosamente. - Por que não tomam uma rodada e deixamos as diferenças de lado? - Tentaria passar um ar amigável para que os outros dois não desconfiassem das duas garotas.

Se por algum motivo conseguissem sair pela porta da frente, seja por que os homens não estivessem mais querendo perseguir elas ou qualquer outro motivo. Poderia se deparar com sua irmã lhe fazendo pergunta sobre uma pousada ou ir até os contatos. Cersei desviaria seu foco para a o bar no momento de responder. - Prefiro encontrarmos uma pousada, pois se alguém começara a nos “caçar” teremos um ponto de encontro onde podemos nos esconder. -
Caso precisassem sair pela frente e os homens estivessem se mantendo fixos nelas. A fada seguiria as ordens de sua irmã, andaria duzentos metros sem abrir a boca ou falar com ninguém. Se controlaria para não olhar para trás mesmo que fosse tudo que seu coração quisesse, naquele momento poderia sentir lágrimas querendo sair, mesmo que fossem poucos metros pareceriam uma distancia para ela. “Tenho que me controlar!”. Continuaria com o plano normalmente.
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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 17/1/2015, 22:32

Aiya, ao perceber os olhares suspeitos dos dois homens, resolveu agir de imediato. Com destreza, girou e colocou seu arco sobre o balcão, indagando ao proprietário do local sobre os dois que olhavam para ela e, principalmente, para sua irmã. O senhor ficou com uma expressão confusa até entender, três segundos depois, que a jovem se referiu aos homens de acordo com a cor de seus cabelos.

— Ahn... — Disse antes de olhar, discretamente, para os dois pela segunda vez. — O branco eu não conheço, deve ser um forasteiro, como vocês. O ruivo é um caçador, vem aqui vez ou outra e arruma confusão na metade das vezes. — Deu um leve sorriso enquanto a metamorfa lhe fazia mais uma pergunta. Com um movimento de cabeça, apontou para uma escada que havia na lateral do bar. — Não, só alguns quartos que eu alugo. — Durante o movimento, viu que as velas do palco ainda estavam acessas e, após responder a jovem, foi lá apagar.

Foi nesse momento em que o homem de cabelos prateados se levantou, indo com passos rápidos e firmes na direção das garotas. Aiya o viu pelo canto do olho e pegou seu arco e uma de suas flechas, apontando para ele e perguntando sobre suas intenções. Seu tom de voz e o movimento de sua arma chamou a atenção de vários dos clientes, mas a maioria apenas ignorou, voltando às suas bebidas e conversas.

O homem parou no meio de um passo, surpreso. Após uns três segundos, levantou as mãos, como que se rendesse, e deu um leve sorriso. Estava à um metro e meio das duas e, quando voltou à andar, andou descrevendo um semi-círculo, de forma a manter a distância. Foi até o balcão e o dono do local foi até ele, atender seu pedido.

Sem mais nenhum perigo aparente, a ladina baixou sua arma e ela e Cersei saíram do local pela porta do local, que rangeu em protesto quando elas passaram. Aiya fez com que passassem à três mesas do ruivo, que as seguiu com o olhar. O de cabelos prateados continuava no balcão, de costas para ela e com mais um copo de bebida em mãos.

Assim que saíram, Aiya pediu que sua irmã seguisse só, mostrando em sua voz a preocupação que sentia. A fada, mesmo sem gostar muito da ideia, seguiu como ordenado, enquanto sua irmã ia na direção contrária e se encostava na parede do bar, esperando.

Cersei andou, andou e percebeu que não sabia o que equivalia a duzentos metros. Andou mais um pouco e entrou à direita. Se deparou com um beco deserto, embora claro. Um gato, próximo de uma pilha de lixo, olhou para ela por alguns segundos e, após miar preguiçosamente, começou a se afastar, lentamente.

Aiya, viu as costas de sua irmã se afastando, parecia tensa. Mas não precisou esperar muito, pois o ruivo saiu em pouco tempo. Parou na frente do bar e passou a olhar ao redor, começando pela direita, por sorte da metamorfa. Assim que viu a fada, ao longe, o ruivo seguiu em sua direção, com passes rápidos. Aiya veio logo atrás, indetectada até então. Viu sua irmã entrar à direita, duas ruas à frente do ruivo, que estava à uns cinco metros da ladina.
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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 19/1/2015, 07:17


O que eu amo.

Sua mão direita fechar-se-ia mais firme ao redor do arco. As palavras do dono do local ainda permaneciam frescas em sua mente no momento em que começava a andar atrás do caçador.
“Deve no mínimo querer confusão com nós também.”

Aiya se esforçaria para permanecer indetectável há vista do homem, seguindo com cautela atrás do mesmo, tentando nunca deixa-lo ficar muito à frente. Não sabia o quão segura ou afastada estaria sua irmã no momento em que ele virasse a curva.
Então assim, caso ele não percebesse sua presença, a jovem o acompanharia até a esquina em que Cersei entrou. Caso ele fosse reto não entrando no mesmo lugar permitiria que ele fosse embora, e aguardaria na entrada da rua que Cersei havia entrado esperando que ele se afastasse antes de prosseguir em direção a sua irmã.

Mas caso não fosse essa a verdade e ele estivesse realmente perseguindo Cersei ele iria provavelmente entrar na mesma rua em que ela havia dobrado. E nessa possibilidade a apreensão começaria a tomar conta de Aiya. Sentir-se-ia como se algo entalasse em sua garganta e pensamentos de dezenas de possibilidades lutassem em sua cabeça para se tornarem a verdade absoluta.
“Ele quer algo com Cersei, só pode ser. Vai querer mata-la, Ou essa é só a direção da casa dele? Não, não deve ser, eu vi o jeito que ele olhava para ela.
A calma natural parecia perder esse combate e sem conseguir resistir apertaria o passo para chegar à entrada da rua poucos segundos após o homem a ter virado. Não caminharia muito junto à parede, pois queria ter uma visão ampla de como a rua era assim que a mesma fosse alcançada, coisa que não seria possível caso caminhasse muito próxima às paredes da esquina que bloqueariam sua visão por um tempo necessário.

Nesse momento era provável que a jovem se sentisse ainda mais angustiada, vendo que o que imaginava ser uma rua não passava de um beco. Se adiantaria para a entrada do mesmo se visse que o homem já havia se afastado um pouco dela em direção a sua irmã. Adiantar-se-ia mais se fosse necessário. (Caso o homem estivesse fora do alcance do arco.) E já deixaria a flecha pronta na corda, com essa puxada até a metade e a pontaria já feita se tivesse a chance de tanto.

– Porque está nos importunando? - sua voz não soava tão brava e valente quanto gostaria, o nervosismo preencheria as lacunas onde a coragem era escassa, dando talvez um tom de voz que fosse zangada, nervosa e um pouco tremula aos mais atentos. E assim percebendo seu iminente fracasso tentaria se recompor e fazer com que sua próximas palavras soassem um pouco mais ferozes.- Talvez queira um furo nessa sua cabeça vermelha?

Esperaria a reação do homem, não ligando para as palavras que o mesmo pudesse usar como desculpas, pois não havia outras opções para suas intenções, não outras que a mente agora fechada de Aiya levasse em consideração afinal quem entraria em um beco para ir para sua casa? Não alguém que parecia já frequentar a localidade do bar há algum tempo.

– É melhor não dar mais nenhum passo e erga as mãos bem, mas bem devagar.

Talvez ele obedecesse, talvez não.
“Mesmo se mata-lo Cersei convencerá qualquer um que foi para defesa.”

Com esse pensamento apaziguador puxaria a corda até o limite de sua força ou do arco. A seta apontaria para um ponto no abdome do sujeito. Nenhum especifico, mas algo que lhe desse maiores chances de acertar e que também garantisse que no caso do homem desviar a seta não tivesse altura o suficiente para acertar sua irmã mais atrás. (Leia base das costas, caso ele não tenha se virado para Aiya.).

Caso o mesmo fizesse qualquer movimento brusco Aiya dispararia, mesmo se este movimento fosse o arremesso de algo contra ela a metamorfa dispararia antes mesmo de pensar em desviar. A segurança de sua irmã vinha muito acima da sua própria, por isso atiraria a qualquer momento que pressentisse uma ameaça a sua irmã deixando que a sua segurança ficasse por conta da sorte e não do risco da segurança de sua amada. Ainda assim, caso houvesse tempo de ter disparado e tentar esquivar a jovem o faria, moveria sua perna esquerda para trás, pois talvez não houvesse tempo nesse momento para uma esquiva elaborada assim tudo que tentaria era diminuir a área de seu corpo exposta e ao mesmo tempo manter-se com a mão do arco a frente para disparar de novo se necessário. Outra seta já estaria em sua mão se fosse possível a essa altura e também se fosse preciso. Esperaria que o homem atacasse de novo (se fosse isso que tivesse acontecido) para então mais uma vez tentar esquivar correndo para frente.
(Se desse o passo atrás da perna esquerda antes a sua frente provavelmente está a parede da esquerda do beco, por isso do correndo para frente.)
E então se ainda fosse possível faria sua mira e dispararia contra o homem, mirando agora em um local mais fatal, o peito dele. Ficaria atenta aos acontecimentos após isso, poderia tudo ter acabado, ou não. Continuaria a observar e tentar esquivar se necessário mantendo a todo custo à atenção do homem em si e não em sua irmã.

Havia outra possibilidade, no entanto, a do sujeito perceber que estava sendo seguido e virar-se para Aiya ainda no meio da rua. Nessa possibilidade ela agiria da mesma forma que a citada acima. Mas deixaria o arco apenas pronto no inicio e indagaria o que o sujeito desejava, mas se ele se mostrasse hostil agiria da mesma forma já descrita, atacando-o antes que sua irmã pudesse ficar em perigo.






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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 19/1/2015, 10:38

Veja o sol dessa manhã tão cinza


No beco em que Cersei entrou, sem nem ao menos pensar duas vezes. Ali havia um gato que parecia um tanto preguiçoso e lento aos olhos da fada. No entanto tinha algo na beleza felina que atraía seu olhar. “Fofo.” Deixou um pequeno sorriso brincar nos seus lábios antes de voltar a adrenalina do momento, enquanto o animalzinho se afastava mais e mais. “Agora é melhor eu me virar. Estou em um beco sem saída, então é quase impossível que alguém surja atrás de mim.” No entanto a garota lembrara sobre a magia que existe em seu universo e logo se manteve precavida. Caminharia até o fim do beco, onde giraria o corpo em torno de seu próprio eixo ficando de costas para a obstrução, fosse um muro ou uma cerca. Não encostaria nele, por fim ela ficaria observando as ações que ocorreriam fora do beco.
A partir daquele momento da observação, se a moça não notasse alguma observação suspeita, um dos dois homens. Se manteria atenta, enquanto começaria a iniciar uma contagem mental de 1 até 200, lenta e ritmada. Quando por fim alcançasse os 200 sabia que não a tinham seguido então, ficaria mais calma e se prepararia para encontrar com sua irmã e prosseguirem aos seus assuntos.

tEm contra partida alguém deles poderia ter seguido a heroína. No momento que ela notasse a aproximação de um dos dois começaria lentamente levar a mão até a varinha. Os dedos roçando o cabo da arma, agitada e nervosa quanto ao surgimento de um perseguidor ainda mais em um beco sem saída. Claro, sua irmã estava por ali, mas sendo frágil como era, custavam apenas alguns segundos para matarem a garota se o inimigo fosse hábil. Isto não viria ao caso naquele momento, pelo menos esse era o desejo de Cersei. Assim que estivesse cara a cara com o homem, tentaria se manter calma e iniciar uma conversa civilizada. No canto da boca um sorriso apaziguador e aterrorizado, cenhos franzidos e olhos fixos no outro. - Oi, é você daquela hora não? Seu nome é? - A voz estaria seca e quase como se arranhasse a garganta dela. - Bem, sei que deve ser alguem ocupado, então que tal dar meia volta e me deixar em paz? - Os olhos oscilariam atentos até qualquer arma que estivesse com ele. - Se achar melhor pode me dizer o que te aflige e posso tentar te ajudar. - Os nervos estaria quase saltando de seu corpo.

Se sua irma aparecesse por trás do inimigo com uma expressão azeda no rosto, ou aparentasse estar com raiva e pronta para atacar e matar aquele homem. A fada ficaria calma ergueria uma das mãos em direção a Aiya tentando amansar o espirito dela. Voltaria a falar com ele tentando tomar sua atenção. - Vou te ajudar se for algo ao meu alcance. - Sorriria com a boca toda, mesmo assim ela ainda estaria temendo ser atacada. - Me conte o motivo de estar me seguindo e podemos resolver entre nós. - Neste momento se o adversário se mantivesse apreensivo, a garota usaria seu poder para alterar a concepção e qualquer pensamento ruim que possuísse sobre ela.
Poderia no entanto haver chance de uma batalha. Se Cersei detectasse algum movimento brusco por parte dele, sacaria sua varinha e apontaria na direção do inimigo, isto seria apenas para intimidação. Neste momento usaria sua habilidade mental, para inserir na mente dele que era muito mais poderosa do que aparentava, tentando gerar medo e receio. Como estratégia defensiva, ela jogaria seu corpo contra o monte de lixo que ali se encontrava a fim de não se machucar.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 19/1/2015, 23:50

Cersei dobrou a esquina, meio perdida, e, em meio ao nervosismo, nem percebeu que, no fim do beco, havia outra pequena rua para a direita. Tipo isso, mas medieval. Deu as costas para o desconhecido, pensando estar segura, e começou a contar, esperando.

Enquanto isso, para a infelicidade e angustia da jovem arqueira, o ruivo entrou exatamente na mesma rua estreita que a sua irmã, apresando o passo pouco antes de desaparecer, o que não fez com que a jovem se sentisse mais tranquila.

A fada viu o ruivo entrar na rua em que estava e os dois pararam por um momento, ambos surpresos, um encarando o outro. O ruivo sorriu, a loira tremeu e a morena apareceu. Essa reunião gerou uma conversa bem peculiar.

— Oi, é você daquela hora não? Seu nome é?

— Yuri, prazer. Pensei que você daria mais trabalho!

— Porque está nos importunando? — A voz veio de trás do homem, surpreendendo o mesmo.

— Hoho... a guarda-costas! — Falou junto com a fada, ignorando totalmente a sugestão dela.

— Se achar melhor pode me dizer o que te aflige e posso tentar te ajudar. — Disse a fada.

— Talvez queira um furo nessa sua cabeça vermelha? — Disse a metamorfa, ao mesmo tempo. O homem gargalhou.

Algo similar aconteceu quando a maga sugeriu ajudá-lo e a ladina ordenou-o à levantar suas mãos, o que ele fez, com um sorriso zombeteiro no rosto. Girou mais um pouco, de forma que as duas ficassem na sua frente. Ele estava de costas para uma das parede do beco e a bainha, presa à sua cintura, raspou levemente nas pedras do local. Com uma voz bastante tranquila, principalmente levando em consideração que havia uma flecha à menos de dois metros apontada para ele, disse:

— Não sei quem vocês são, mas eu sei que há algo de errado em vocês. Quer dizer... — Olhou para a loira e completou. — Em você! — Deu mais um sorriso. — Você pode me ajudar? Ha! É mais fácil eu salvar vocês do que o contrário. E recomendo — E desta vez olhou para a metamorfa. — que você baixe o seu arco, caso não queira que alguém aqui saia muito ferido! — Seu sorriso havia desaparecido, agora sua expressão era extremamente séria e ele passou à baixar suas mãos, muito, muito devagar. — E quando digo alguém... — Disse, sua voz não era mais do que um sussurro. — Eu me refiro à mim, claro!

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 21/1/2015, 09:38

Interrogar


O homem não parecia estar em sã consciência, enquanto ambas as irmãs o rodeavam. Bem, ninguém iria esperar mais de um bêbado, que provavelmente já tinha experimentado quase todas naquele bar. Parecia ser do tipo brincalhão, maluco e embriagado, bem Cersei só se dignou a olhar fixamente enquanto a trama de ações se desenrolava. Agora sua irmã tinha o perseguidor rendido e este sem sombra de duvida não tinha alguma chance de escapar, a menos que se revelasse um mago ou um lutador exímio. A garota então levou a mão até a cintura, alinhou as costas e o manteve os olhos firmes.

- Acho que é melhor começar a responder. - Não era a personalidade que a garota geralmente demonstrava, no entanto sua vida corria perigo. Se aquele bêbado tinha sentido algo de errado com elas, outros podiam sentir e as coisas se tornariam cada vez mais perigosas. - Pois bem, vamos conversar, mais diretamente. - A garota se viraria e andaria dois passos para a frente em direção ao meio do beco. - Aiya, coloque este nosso amigo para andar. Vamos fazer algumas perguntas que ele com certeza vai responder! - A voz soaria dura como se estivesse arranhando a garganta dela. - Como ele disse. Não quer sair ferido, seria uma pena se isso acontecesse não é? - A mulher não deixaria transparecer nenhum ar de maldade mas sim de severidade. Enquanto lentamente caminharia mais a fundo do beco.

Se viraria ao rapaz voltando a olhar atentamente, um sorriso no minimo frio no rosto. - Comece a falar. Disse que nós devíamos ser salvas e ajudadas e não você, ou foi só papo de bêbado? - Ouviria a resposta dele sem deixar nada passar, se fosse o caso dele saber que eram uma fada e uma metamorfa, bem as coisas teriam se tornado mais complicadas ainda. Mas pelo que parecia não era isso. - Diga o que acha que nós somos!? - Se visse o rapaz pensando muito sobre o que responder, esbravejaria. - Sem enrolar. Se estiver tentando fazer algum tipo de joguinho nós vamos saber. - Cruzaria os braços a frente do busto tentando passar um ar sério.

- Yuri, agora nos diga quem você é. Onde trabalha, para quem trabalha, se tem família, quantos anos você tem, fale tudo que nos possa ser útil. - Esses eram apenas rodeios para confundir a mente daquele interrogado a verdadeira pergunta estava escondida esperando um momento para surgir, mesmo assim não devia vacilar e entregar o jogo logo. - Também fale tudo sobre essa cidade onde nos encontramos, quem é seu atual regente. Onde ficam as saídas, onde estão outros bares, as principais lojas da região, quem era o rapaz de cabelos brancos, qual o nome do balconista. - As coisas tinham chegado ao seu rumo final em termos de perguntas, agora só bastava saber se seria dita a verdade.

Conforme as coisas se desenrolassem, se o rapaz desviasse muito o olhar dela enquanto estivesse respondendo ela diria. - Não vou falar mais de uma vez, me encare e diga a verdade. - Se ele continuasse a encobrir a verdade a garota iria inserir na mente dele, um certo tipo de instinto que o faria se sentir mais propenso a falar a verdade, ao invés de tentar enganar. Logo a cosia tomaria fim, se as informações do homem fossem uteis e se parecesse que de fato corriam perigo a fada diria. - Então, tudo bem. Nos ajude, Yuri. Mas se eu perceber que está tentando nos trair ou fazer algo suspeito, não vou hesitar em tornar sua vida um tormento. - Caso ele não possuísse nenhuma informação útil o mesmo poderia ser morto, mas ao invés disso tinha uma maneira mais eficaz de manter calada a sua boca. - Até mais rapaz. - Apagaria a memória dele daquele acontecimento em questão. Cersei voltaria a falar com ele em tom assustado e o segurando pelos ombros. - O senhor está bem? Quase desmaiou a pouco! Tome mais cuidado. - Disfarçaria e tentaria deixar aquele homem ali, seguiria com sua irmã de volta ao estabelecimento em que estavam.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 22/1/2015, 10:02


No time, no life.

Isso às vezes era um problema.. Apesar de amar muito Cersei pareciam ter muitas vezes diferentes opiniões sobre o que deveriam fazer. Sua irmã geralmente queria conversar, saber do porque de tudo e não notava algumas vezes o senso de urgência da situação. Isso não irritava Aiya, porém seu braço que mantinha a corda tensionada reclamava. Talvez se ensinasse sua irmã a disparar a mesma entenderia o quanto pesa manter a corda do arco e conversaria menos.

Mas como dizia, Aiya não se incomodava com isso, não pretendia manter a corda muito mais tempo tencionada, já que o homem decidia deliberadamente abaixar suas mãos.
– Acho que você não me ouviu. – sem outro aviso dispararia a flecha que estava na corda, à mira seria feita para a coxa exposta do homem. Esperava acertar, pois a distância era curta de mais para se quer cogitar que fosse errar. Após o disparo correria para o lado de sua irmã, indo também ao fundo do beco, já que agora que havia disparado não saberia quem poderia resolver entrar no beco para interferir.

Tentaria pegar outra flecha em mãos e posicionar na corda a mesma. Esticaria a meia tensão de modo que não desgastasse o seu braço, mas lhe poupasse algum tempo na hora do disparo. Se houvesse acertado e as coisas ainda continuassem como estavam, sem mais pessoas entrando no beco e sua irmã ainda parecesse disposta a querer uma centena de informações a jovem apenas completaria.

- Você pode responder, ou ganhar mais buracos. - declararia, obviamente não por pensar que se intimidasse o cara seria mais efetivo, apenas porque tinha pressa em sair daquele lugar. A opção era simples, responde rápido e acabamos logo com isso, ou não responde e acabamos logo com isso. Fosse o que fosse Aiya teria o que queria, “acabar logo com isso.”

Enquanto sua irmã fazia o que queria ficaria de olho na rua e agora talvez nas vielas ao fundo do beco se as tivesse visto. Se alguém parecesse querer se aproximar do beco, puxaria sua irmã e dando-lhe um olhar firme diria.

– Hora de ir. – e a puxaria pelo caminho que parecesse desimpedido.

Mas caso sua irmã resolvesse se aproximar do homem caído Aiya tencionaria o restante da corda e se aproximaria junto, mantendo a mira firme no peito do homem. Ali sabia o que sua irmã planejava e se bem sucedida Aiya abaixaria o arco, mas permaneceria com ele em mãos enquanto sua irmã tentasse convencer o homem que nada havia acontecido.
”Essa habilidade da medo. Poder pra matar parece menos cruel que mexer com a mente das pessoas”. – mesmo sendo sua irmã a habilidade de manipular a mente das pessoas era algo terrivelmente assustador para Aiya.




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Mattos

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 22/1/2015, 19:19

Spoiler:

A fada havia pensado sobre o assunto e decidido conversar com o ruivo, tentar descobrir o que ele sabia. Sua irmã, por outro lado, agiu mais pelo instinto e soltou a corda do arco. A flecha voou num borrão e atravessou a perna do caçador, que não tivera a mínima chance de se esquivar. Ele caiu de joelhos com um grito de dor. Aiya correr até sua irmã.

— SUA VADIA! — Gritou o ruivo, segurando sua coxa direita com ambas as mãos e vendo o sangue escorrer por sua perna até o chão de pedra.

Alguns segundos antes, um guarda estava passando pela frente do beco e, ao ver uma jovem com um arco pronto para atirar e um homem de mãos levantadas, parou e observou melhor. O homem começou a baixar as mãos, mas a jovem atirou nele mesmo sem o ruivo fazer nenhum movimento brusco.

— EI! — Gritou o soldado. — PARADAS! — Ele usava uma leve armadura de metal sobre uma roupa avermelhada e portava uma lança. Diferentemente da maioria dos soldados, não usava um elmo, deixando seu rosto jovem à mostra, assim como seus cabelos castanhos e compridos, amarrados num rabo de cavalo. Correu na direção das jovens e seu grito chamou a atenção de diversos transeuntes, que olharam para o beco, preocupados.

— Hora de ir! — A metamorfa concluiu e puxou sua irmã para o outro lado do beco. Afastaram-se do soldado e, para compensar pelo azar, tiveram também um pouco de sorte. A fada estava distante no início da confusão, o que pode ter impedido que o guarda e/ou a população tenha visto seu rosto. Aiya estava de costas, o que deve ter tido um efeito similar. E, o último fato à favor das jovens é que o soldado parou por um breve momento, analisando o estado do ruivo, ainda ajoelhado, o que deu alguns segundos a mais para a fuga das garotas.

Elas dobraram o beco e encontraram-se em um bem similar, com uns 8 metros de comprimento. Um gato, o qual a fada reconheceu, pulou com o susto que tivera da aparição repentina das duas e saiu correndo, miando alguns desaforos. Havia algumas portas no caminho, duas no lado direito e uma no lado esquerdo. Era impossível dizer se estavam fechadas ou para onde iriam. No fim do beco havia uma rua estreita que levava para os dois lados e, como não viam ninguém passando na frente do beco, parecia deserta. Devido ao pouco — para não dizer nenhum — conhecimento da cidade por parte das jovens, não tinham a mínima noção de para onde a rua levaria. A única certeza é que não podiam esperar e não havia ninguém por ali para lhe dar informações. O soldado já voltara a persegui-las e estava cada vez mais perto. Ambas sentiram um arrepio percorrer suas espinhas, embora tenha sido bem mais nítido para a fada.

OFF:
Vocês já escolheram as imagens das armas? Se já, eu não lembro/perdi. Mandem de novo. :v

Caso não tenha ficado claro, vocês acabaram de virar a esquina do beco. O soldado vem ai, mas ainda não virou, então vocês estão fora da vista dele, por enquanto. Na frente de vocês há o resto do beco e, no fim, a rua.

Vrowk, ignorei boa parte do seu post. Culpe o Mattos. :v

Mattos, ignorei boa parte do seu post. Culpe à si mesmo. :v

Histórico da Aventura:
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Ganhos: 1 Varinha (Dano/Dano Mágico 6, Peso 0.2Kg)
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Perdas: 3.000 Moedas
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Inventário:
3.000 Moedas
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1 Varinha
1 Lenço

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N° de Posts: 8
Ganhos: 1 Arco (Dano 7, Peso 1Kg, Alcance 15m)
1 Aljava (6 Flechas, Dano 5, Peso 0.5Kg [0.05Kg/flecha + 0.2Kg da Aljava])
Perdas: 200 Moedas
1 flecha
Status:
HP: 60
ENERGIA: 70
Inventário:
300 Moedas
1 Arco
1 Aljava (5 Flechas)
1 Luva de Arqueiro
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— Matarei cada um de vocês!


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Re: Flores de Outono

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