O caminho do guerreiro.

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Mensagem por ADM.Noskire em 4/1/2015, 13:07

O caminho do guerreiro.

Aventura de Baèllïn.

_________________
— Façam suas preces... malditos.
— Matarei cada um de vocês!

O caminho do guerreiro. 1ISE1i0

Prólogo | Apresente-se | Regras
Dúvidas | Criação de Personagem
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Mensagem por Matsu em 5/1/2015, 18:31

NINE IN THE AFTERNOON


Um anão olhava para a janela de seu quarto com tamanha indiferença, que se fosse possível, a janela ficaria incomodada e se retiraria. Como não era possível, a janela ficou parada e o anão olhava-a. Não era exatamente para ela que o anão focava sua visão, mas sim para o que estava através dela.
Tentaria contar quantas pessoas passavam até me cansar, mas não poderia fazer isso para sempre. Ficar dentro de casa era uma tortura imensurável. Seu sangue fervia por um pouco de emoção, uma emoção que fosse mais do que cavar mais buracos, por mais que isso fosse deveras divertido.
O rapaz se levantaria com veemência nos movimentos e se adiantaria pelos corredores da casa em busca de seu irmão. Só tinha em mente um lugar que ele poderia estar.
"Eu preciso sair dessa vida monótona" pensaria consigo mesmo, andando, agora, mais lentamente pelos corredores "Não que eu esteja reclamando da minha vida... Bem, eu estou reclamando! É uma droga fazer ferramentas simples... Tudo bem que a comida é farta, mas eu queria mais... Ação! Eu quero viver aquelas histórias que meu irmão me contava quando era criança. Lutar contra os monstros do mais profundo abismo. Conhecer o mundo que há por baixo do mundo.". O jovem anão pararia próximo a uma janela, onde, ao lançar os olhos por ela, veria no topo da cidade uma abertura gigantesca. A luz que sai daquela abertura cairia como uma cortina sobre os objetos abaixo dela, revelando a cidade que há dentro da montanha. Com certeza haveria um certo ar de sonhador nos olhos do pequeno. No passado, ele se perguntava o que havia do lado de fora da montanha, hoje ele sabe, mas quer viver aquilo. "E com toda certeza conhecer o mundo que há fora da cidade...". Os olhos do anão então cairiam de súbito para o chão, como se uma força os atraíssem. "Todos os dias são iguais, às vezes parece que são nove da noite, mas o dia não termina e o sol não se põe". Depois o rapaz viraria e seguiria sua incursão pela casa até a forja.
- Glòïn! - exclamaria ao chegar na forja, onde lançaria um olhar em volta para buscá-lo. - Me ajuda a fazer um machado? - diria, caso seu irmão estivesse na forja. Estando ou não, Baèllïn começaria a mexer nas ferramentas (tentaria acender o fogo da forja se necessário para continuar com a narração). Queria fazer algo. Apesar de toda melancolia, o cheiro do minério ou da lenha queimando, fazia surgir na mente do protagonista o som de martelos achatando ferro contra uma bigorna grande, pesada e da cor de chumbo, um preto fosco... sem brilho. - Ou pelo menos me dê uma ajuda para poder fazer algo diferente, como por exemplo... - olharia em volta, como se sua ideia tivesse caído no chão e ele não soubesse onde caiu. - Ah! uma armadura. O que acha? Podemos fazer por partes.
Spoiler:
Ainda to me acostumando em não ser um ninja, foi mal qualquer coisa. huehuehe
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Mensagem por Sphynx em 7/1/2015, 09:16

A cidade montanha Tronjheim

*Vagarosamente a cidade de Tronjheim ganhava as luzes do dia, mas diferente de uma cidade normal a luz que mantinha a maior parte do dia era das lamparinas e artoches, a luz que atingia a fenda na montanha e conseguia iluminar toda a cidade durava pouco mais de 3 horas, que era o período que os anões usavam para lanchar e aproveitarem o sol. A primeira vista a cidade anã era algo completamente fora do comum, as casas eram literalmente esculpidas nas rochas e cada uma possuía um formato e padrões diferentes para seguirem o máximo possível o padrão das pedras que eram sua base, em uma dessas casas na parte norte da cidade o rosto de um jovem anão de barbas claras dava destaque na janela, distraído vendo as poucas pessoas que começavam a caminhar pela cidade.*

*O anão como em um impulso saiu da janela, convicto do que tinha que fazer saiu para o corredor escutando no caminho apenas os múrmuros mau humorados de sua mãe no quarto, passou pela porta e olhou para o céu, mesmo na escuridão no topo da montanha podia ser visto um pequeno brilho pela fenda que iluminava todos os dias a cidade, por alguns segundos divagou sobre seu passado, a época em que ficava imaginando o que havia do outro lado da montanha. Seu pensamento foi quebrado com um estalo, de rocha batendo em metal, seguiu por uma rua até chegar as forjas, onde seu irmão já era visto. - Glòïn! acenou para seu irmão que retribuiu rapidamente e voltou a martelar uma barra de metal que já tomava o formato de um machado simples. - Baèllïn, venha até aqui! o irmão mais novo se aproximou e pediu para fazer um machado - Certo, se quer ajudar pode finalizar esse machado que estou fazendo, precisarei fazer algumas picaretas duplas para as equipes dos tuneis... Glòïn continuou a falar e explicar a necessidade das ferramentas mas Baèllïn estava tão entusiasmado e focado no machado que estava a fazer que ouviu apenas essa introdução.*

*As habilidades de Baèllïn na forja não eram das melhores, mas o que restava fazer era algo relativamente simples, embora o anão tenha demorado algumas horas para executa-la. Quando finalizou, a cidade ja estava completamente iluminada pela luz do sol, Glòïn se aproximou - Muito bom Baèllïn, agora deixe esse machado ai que finalizarei quando retornarmos!! Estou faminto, você não?*

*Uma grande quantidade de anões passou correndo por eles, e em seguida estalos de aço contra aço começou a ser ouvido de longe.*

OFF:
Alterei algumas ações para deixar mais realista com a cidade dos anões.
Primeiro, a maior parte do tempo a iluminação não é solar, apenas quando o sol esta no ápice que a cidade se ilumina, por isso mudei um pouco algumas coisas que eram relacionadas a iluminação.
Quanto a forja, ter uma forja em casa seria algo luxuoso ou demais, por isso narrei como a grande forja da cidade onde outros também trabalham.
Espero que tenha gostado!


STATUS:

Baèllïn:

HP: 100
Energia: 90
Equipamento:
Nenhum

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Mensagem por Matsu em 8/1/2015, 21:12

Off:
Ficou perfeito! Nada a declarar.

Manuseava a lâmina do machado com cuidado. Teimava em, a todo momento, colocar a lâmina do machado no fogo para aquecê-la; em seguida a retirava com a pinça tentando ter cuidado para não se queimar e voltava a martelar a lâmina para tirar seus defeitos. Apreciava a cor do metal que estava usando a todo momento; o metal da cor fria e escura, depois amarelo alaranjado soltando faíscas e mais faíscas de fogo enquanto incandescente, iluminando com força o que estava em volta dele. Depois, quando batido, voltava à cor anterior, porém, parecendo mais escuro. Lançaria a lâmina com cuidado na água para resfriá-la e então limpá-la. Tiraria toda fuligem presa até deixar o metal claro e brilhante. Passaria ela pela pedra de amolar para dar uma afiada na lâmina. Depois, pegou a lâmina e colocou-a um cabo, teve certa dificuldade, porém, passou a lixa no cabo tornado-o um pouco mais fino para entrar com mais facilidade até que atravessasse a lâmina. Para finalizar, pegou uma pequena tampa metálica para colocar na ponta do cabo e soldar a tampa na lâmina. Esta tampa serviria para manter o cabo preso à lâmina.

Quando terminara, sua barba provavelmente estaria pingando suor. Seu irmão, Glòïn, falava de um bom trabalho feito pelo anão Baèllïn, porém, o olhar deste último procuraria defeitos na lâmina. Por ele não ser um ótimo ferreiro, provavelmente acharia alguns defeitos e pensaria em como seu irmão estaria tentando iludi-lo. Obviamente não pensaria mal do irmão, mas riria de si mesmo em pensamento  exclamando: "Como eu fui burro, olha que fio-de-lâmina mal-feito. Este machado está parecendo mais uma serra que qualquer coisa. Eu tenho muito o que melhorar...". Colocaria o machado com cuidado sobre uma bancada.

Baèllïn havia ignorado a fome até então. Por estar entretido com o trabalho e com os cheiros que os metais soltam ao queimar, além do cheiro do carvão ou da madeira queimando na forja, seria difícil pensar num bife ou em batatas assadas. Contudo, o convite de seu irmão para comer lhe fez pensar em Ensopados de batata e tomate; Alho-Poró assado em brasa com repolho, cenouras e uma costela gigante para se deliciar e bem temperada com sal-à-gosto. O estômago dele rugiria como um tigre da montanha que acabou de acordar e estava com fome. Então logo responderia ao seu irmão: "Estou faminto também! Vamos logo"

Após falar, veria uma grande quantidade de anões correndo. Os estalos que viriam depois eram característicos do aço, mas Baèllïn não se arriscaria a dizer isso ao seu irmão, pois se estivesse errado, provavelmente ele o caçoaria. A freqüência do som que era algo incomum para ele. "O que será todo esse barulho?". Tentaria falar antes que seu irmão corresse também: -Irmão! Eu sei que você me apoia bastante, mas acho que aquele machado não ficou muito bom. Com certeza você vai melhorá-lo e deixá-lo incrível como sempre... - Diria algum defeito que tenha visualizado, caso, anteriormente, tenha conseguido encontrar algum, mas caso não tenha encontrado, ficaria quieto. Quando houvesse silêncio de seu irmão, Baèllïn comentaria: - E este barulho? O que você acha que é?

Baèllïn não era muito ágil, mas pelo problema na perna de seu irmão mas velho, ele provavelmente conseguiria acompanhá-lo. O primeiro seguiria seu irmão mais velho e observaria que tipo de expressão ele faria. Baèllïn não sabia que barulho era aquele, então, qualquer coisa diferente o assustaria facilmente.

Em algum momento do trajeto, olharia para o alto, para onde vinha a maior fonte de luz da cidade. Perceberia que o sol estava em seu ponto alto e deduziria o horário. Deduzir a hora nunca fora o problema, tinha boa memória e senso de tempo, conseguiria guardar o horário que saíra de casa e calcular quanto tempo se passou para deduzir com certa margem de erro qual o horário.

Caso cheguem ao local dos sons, Baèllïn ficaria próximo a Glòïn imitando seus passos para não se perder ou fazer algo que não deveria ser feito. Tentaria aproveitar para olhar em volta, se fosse possível e ver o que se passava e como as pessoas se comportavam no lugar. Olharia também para as paredes, caso haja, e para o teto. Se não houver teto, olhar para o topo da montanha, que seria o céu dos anões. Caso Glòin fale com algum amigo, o caçula tentaria se apresentar para formar novos amigos também, estando atento, também, para o caso alguém se aproximar e querer conversar ou dar alguma ordem.
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Mensagem por Sphynx em 9/1/2015, 12:06

The Big Axe

*Enquanto caminhava com seu irmão, Baèllïn se cobrava a respeito de seu machado, que de fato não estava perfeito, e quando questionado seu irmão sorriu - Certo, não vou poupar-lhe dos erros... Você tem feito corretamente os passos, mas existem detalhes na forja que nós aperfeiçoamos com o tempo, por exemplo você não precisa lixar o cabo para inserir a lamina, no final use o fogo para fazer isso q a lamina e o cabo se tornarão um!..., continuou explicando alguns outros pontos como a melhor forma de afiar a lamina, ou como deixar a arma mais adaptável a cada tipo de usuário, detalhes esses que ele mesmo havia aprendido com o passar do tempo.*

*Baèllïn gostava de admirar a iluminação natural de Tronjheim, e sempre que possível era pego olhando para a fenda que passava a luz e iluminava o lugar. Os sons eram de machados colidindo, não era raro isso acontecer afinal os diversos clans de anões que viviam ali nem sempre se entendiam, ao se aproximarem podiam ver quem eram os dois que estavam disputando, a direita um anão de barba ruiva e careca com uma grande tatuagem no lugar onde deveria ter cabelos e a esquerda um anão mais velho com tanto a barba quanto ao cabelos acinzentados. O ruivo segurava um machado de uma mão e na outra mão portava um escudo médio que tomava praticamente toda a proporção de seu tamanho, já o mais velho mantinha as duas mãos firmes em um grande machado de batalha.*

- Fiquei aqui Baèllïn, não queremos nos meter nessa confusão!

*Depois da troca inicial de golpes, agora ambos estavam discutindo aos gritos, e embora pouca coisa poderia ser entendida daquele bate boca inaudível, a menção as palavras falha na segurança e risco eram ditas diversas vezes pelo anão mais velho. Depois de alguns minutos discutindo os dois novamente empunharam suas armas e se atacaram acertando seus machados um contra o outro, o estalo ecoou para longe mas no momento em que as armas ricochetearam uma voz como trovão cortou o ambiente - Se esses machados se chocarem novamente, eu mesmo lhes arranco as barbas!.*

*A luz do sol brilhava intensamente na cabeça do novo anão que surgiu na roda, ornamentada por uma coroa dourada, ele não demonstrava ser tão velho quanto os dois que estavam brigando, talvez não fosse mais velho que o próprio Baèllïn, mas a expressão de sabedoria estampada em seu rosto era diferente de qualquer outro anão. Baèllïn já havia visto o rei em outras ocasiões, mas nunca tão de perto quanto naquele momento, normalmente o rei passava com os lideres dos clans pela cidade e mantinha contato com um ou outro morador, mas Baèllïn nunca havia tido esse contato antes. Os dois brigões pararam sem questionar então a voz do rei voltou a se fazer presente*

- Essa briga pelo menos teve um ponto positivo, não vou precisar reunir um grupo de pessoas como pretendia... não há porque brigarem, pois ambos estão certos! E eu explicarei o que esta acontecendo!

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Mensagem por Matsu em 11/1/2015, 18:02

Quando chegava ao local do barulho, Baèllïn se via num canto em frente a uma confusão. Dois anões empunhado armas e escudo gladiavam. A confusão era generalizada, e por conta disso, as poucos coisas que conseguia ouvir falavam da "falha da segurança" e de "riscos". Ele se manteria um passo atrás de Glòïn para poder ver o que acontecia e tentar, ao mesmo tempo, se concentrar no que as pessoas que lutavam falariam.

Baèllïn não conseguiu absorver mais nada da discussão e isso o frustrava. "O que será que eles estão falando? Sera que meu irmão ouviu mais do que eu?". - Glòïn... - sussurraria tentando ir para o lado dele. - Quem são eles? Do que estão falando? - Pararia de falar quando percebesse a presença de uma voz que cortava o ambiente como o som de um trovão que ecoava pelas paredes internas da montanha.

Uma certa admiração prenderia minha atenção à postura do Rei, não apenas pelo seu título. A forma como a luz do sol irradiava acima de sua cabeça, fazendo sua coroa brilhar mais que nunca, mostrava que o universo conspiração ao seu favor. Há certa graciosidade em sua presença, além de esbanjar um semblante de profunda sabedoria. O silêncio que se seguiu era de respeito. Baèllïn sentiria um arrepio nos pelos dos braços e da barba. "Que sensação estranha. É como se até mesmo o tempo parasse depois de ouvir a ordem do Rei... Agora eu entendo melhor do que nunca porque ele é nosso Rei." Olharia admirado para aquele anão e se este olhasse de volta, Baèllïn não se demoraria em abaixar a cabeça, como se fosse um imensurável pecado continuar olhando para aquela imagem.
Ao ouvir a continuação da sua fala, Baèllïn ousaria em pensar "Ele não parece tão velho quanto meu irmão! para falar dessa forma." Sentiria um certo ar de quem fazia um comentário que ele quisesse que parecesse engraçado, mas não conseguiria rir. Estava demasiado perplexo com a grandeza de um ser tão pequeno se comparado à montanha. Baèllïn sentiria no âmago de seu ser que aquele Rei é o homem que ele protegeria com sua vida.

Nos momento em que prestava atenção no Rei, Baèllïn esquecera até da presença de seu irmão no local. Este tentaria se manter atento, mas é provável que fosse em vão, pois sua atenção estaria completamente voltada para que o grande líder dos anões teria para falar. "Ele explicará o que está acontecendo... Mas o quê está acontecendo!" Certa frustração começaria a adentrar à sua mente, pois sua vida era a forja e a mineração e até então desconhecia de qualquer coisa que poderia causar alguma preocupação. Essa frustração poderia se transformar em uma sensação ruim, como um mau-presságio do futuro. "O que será que está por vir?"
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Mensagem por Sphynx em 13/1/2015, 11:18

A Verdadeira Ameaça


*Quem olhasse de fora aquela cena poderia dizer que todos os anões estavam em transe, talvez fosse o brilho da coroa do rei ou então sua tranquilidade aparente e até mesmo a sobrenatural aura que sua presença impunha. O rei demorou um pouco para proferir suas próximas palavras pois ficara olhando um a um os anões nos olhos, reconhecendo seus irmãos, como ele assim gostava de chamar.*

- Posso dizer com certeza e com orgulho que ninguém até hoje conseguiu entrar e sair de nossos tuneis com vida, sem que esteja com pelo menos um de nós! E isso explica sua acusação Dünghr, tivemos uma invasão nos tuneis sim, mas não foi falha do pessoal de Krähn. O rei parecia ser onipresente por saber de tantas informações, os dois que anteriormente duelavam se questionavam como ele poderia saber de tanto se o evento tinha ocorrido a poucas horas.- Um de nossos caçadores foi atacado e perseguido nos tuneis, como sabia das medidas necessárias se movimentou para o túnel de guarda onde nossos guardas eliminaram um dos invasores, o outro provavelmente se perdeu nos tuneis ou retornou ao lado externo.

*Muitos anões bateram no peito e levantaram vivas, e rapidamente voltaram ao silêncio pois o rei parecia não ter terminado sua fala*

- O inimigo que abatemos não era de uma raça amistosa... Mas sim uma criatura das trevas, e não poderemos ficar quietos esperando que o inimigo se erga e venha contra nós!! Nossas defesas são poderosas mas não intransponíveis, por isso precisamos saber o que estamos enfrentando, para isso precisarei de dois voluntários rápidos, que viagem até Fërh Nok pelos tuneis e levem isso até o sábio Raganosh. Além disso, precisamos nos preparar para uma batalha, caso minhas suspeitas se concretizem!

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Mensagem por Matsu em 13/1/2015, 20:24

O jovem anão, nem sequer sabia do ocorrido, mas as palavras do Rei o tocavam como se ele tivesse tanta responsabilidade como qualquer outro que participou do acontecido. Quando todos os anões gritaram, Baèllïn tentou se manter atento, pois queria prestar atenção no que o Rei falava.

"Criaturas das trevas!" Baèllïn ficaria completamente desligado de seu corpo, absorto em pensamentos. "Como meu irmão me contava. Agora elas nos atacam! Criaturas malditas, irão pagar pelo que fizeram com meu irmão... com todos os meus irmãos!"

Um momento nostálgico, onde todos os pelos do corpo dele se arrepiariam e ele teria a sensação de lembrar de muitas estórias que seu irmão o contava na infância. Sentiria como se não conseguisse respirar direito, então puxaria o ar para dentro de si com força e logo em seguida espiraria com tanta força quanto teria puxado o ar. Seu coração pulsaria como um tambor e sentiria a sensação de que as pessoas à sua volta crescessem, como se os murmúrios ficassem mais altos, quase que ensurdecedores. Sentiria uma ânsia por gritar.

Baèllïn não perceberia, mas o sangue do mesmo ferveria em seu corpo. Com os punhos cerrados, ergueria seu braço e tentaria se fazer notado mesmo em meio a multidão. -Eu vou!- gritaria quantas vezes for preciso. Não se daria conta das palavras e da responsabilidade que este anúncio acarretaria em sua vida. Se entregar àquele destino era algo perigoso para alguém como ele, que não havia prática de vida em combate ou sobrevivência.

Seria provável que seu irmão o repreende-se, mas, com veemência, diria para Glòïn -Por você e por nosso pai, Irmão- E se afastaria dele. Iria para o lugar que lhe fosse mandado ir para fazer os preparos da viagem, antes que a chama se apagasse e o medo tomasse conta. Seu semblante se transformaria para algo que emanasse medo e êxtase.
Spoiler:
Pelos meus cálculos, no próximo post irei cantar uma música marota. rs
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Mensagem por Sphynx em 16/1/2015, 15:45

A Escolha


*As palavras do rei inspiravam a todos, era como se um fogo extremamente poderoso surgisse no interior de cada conforme as palavras saiam de sua boca, quando solicitou dois voluntários uma explosão de anões ergueu os braços, Baèllïn fora um dos muitos que se prontificaram e diante de tantos voluntários o rei ergueu a mão direita*

- Bem meus irmãos, vejo que a coragem esta em seus corações, assim como a força esta na lamina dos seus machados! Entretanto precisaremos apenas de dois... Dentre aqueles que se prontificaram eu vou escolher dois que acredito serem melhores para essa missão!

*Muitos conheciam o rei, só não sabiam que o rei conhecia TODOS, era esse seu diferencial. Conhecera a cada anão que nascia em Trojheim, e acompanhava de perto, ninguem sabia como, a evolução de cada um deles.*

- E minhas escolhas são... Orïhn e Baèllïn!

*Todos aplaudiram e ergueram vivas aos escolhidos, Baèllïn ficou surpreso pelo rei ter dito seu nome, não imaginava que o rei o conhecia e que poderia ser escolhido por ele. Glòïn por um momento se sentiu receoso pelo seu irmão, mas quando o menor demonstrou a fibra e garra para seguir, o orgulho tomou conta do anão que passou a vibrar junto com seus outros irmãos.*

*O rei tocou no ombro de cada um dos escolhidos e os conduziu até uma casa próxima de onde estavam. Baèllïn já via visto Orïhn algumas vezes, era um anão esguio, e alto para o padrão dos anões, não tinha muito músculos quanto seus irmãos, mas sempre era visto escalando ou em lugares altos, sua barba era negra como a noite e ainda em formação (para o padrão dos anões) quase como a de Baèllïn, carregava a todo tempo uma pequena mochila e no cinto um martelo de guerra médio. Chegaram a casa e era visível que tratava-se de uma das muitas casas labirinto que davam acesso ao palácio.*

*O palácio do rei anão era praticamente a própria montanha, existiam dezenas de casas na cidade que possuíam acesso aos tuneis de labirintos que davam acesso ao palácio. Assim como os labirintos de Fathen Dûr eram de conhecimento apenas dos anões, o do palácio era de conhecimento apenas do rei e de seus conselheiros. Depois de caminharem por alguns minutos e passarem por mais entroncamentos do que poderiam se lembrar, chegaram a entrada principal do palácio.*

- Bem vindos meus irmãos!!  Sintam-se a vontade em nossa morada. Aqui vou lhes explicar detalhadamente a missão de vocês, e também um pouco da minha preocupação!

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