Flores de Outono

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 23/1/2015, 08:07


Foi o certo não foi?

O xingamento ainda ecoava na mente de Aiya quando viraram no outro beco. Estava com pressa e segurava com a mão livre o pulso de sua irmã praticamente a arrastando em sua urgência.
“Merda, porque tinha um guarda bem ali. Merda, merda.” – estava frustrada, pois havia acabado colocando sua irmã em mais riscos devido a sua ação. Tudo que queria era tê-la deixado fora de perigo e tudo o que conseguirá foi ter a posto em mais perigos. Assim mesmo que já não bastasse o guarda para fazê-la se sentir mal tinha o sentimento de que havia falhado miseravelmente.

Seus olhos percebiam de relance as portas nas laterais, mas as pernas que teimavam em parar de mover planejavam leva-la para a rua mais a frente.

– Desculpe. – disse debilmente. Não sabia se sua irmã teria ouvido, mas disse assim mesmo. Sentia-se péssima.

Correria para a rua a frente, se possível ainda segurando o pulso de sua irmã. “O que vamos fazer.” – pensava assustada a jovem metamorfa. Ao sair da rua deixaria por conta da sorte a sua escolha, não se dando o luxo de olhar para ambos os lados a jovem viraria para a esquerda. Já completamente perdida não sabia se essa escolha as levaria de volta a rua principal ou para alguma outra rua. Fosse o que fosse assim que fizesse essa curva procuraria por algo que pudesse “esconde-las”.

Esperava que o guarda não tivesse tido tempo de ver para onde haviam dobrado, alias seria muita sorte se isso realmente tivesse acontecido e agora se conseguisse achar algo para se ocultar poderiam enganar o guarda que ficaria sem saber para qual lado seguir. Daria preferencia para alguma outra rua, se houvesse alguma perto. Mas qualquer coisa como pilares, ou caixas serviria para entrarem atrás.

Embora parecesse deserta a rua a frente não sabia se poderia haver ou não outras pessoas ali. Assim se houvesse mais pessoas não se esconderia atrás de algo e sim continuaria até achar uma rua onde pudessem entrar. Se vissem mais um guarda a frente se desesperaria e sem saber se poderia resolver todos os problemas sozinhas gritaria para sua irmã algo que mais parecia uma suplica em desespero.

– Consegue convence-los que o guarda que nos persegue enlouqueceu?
Se sim abdicaria do senso de urgência e dessa vez deixaria que sua irmã tentasse fazer, mas se a mesma achasse que poderia ser muito perigoso continuaria correndo e apenas torceria para que os guardas relevassem e achassem que estavam apenas com pressa. Confusão se passava na mente de Aiya, não conseguia achar que o que fez foi errado, tinha certeza que o ruivo sacaria a adaga e ai sua irmã estaria em perigo, e ele também parecia desconfiar de Cersei.

“Isso, isso, ele não era confiável, não fiz errado. Fiz o que tinha que fazer não é Papai? Protegi ela do perigo, só tenho que fazer isso agora também. Foi o certo, não foi?
Caso conseguissem despistar o guarda pararia de correr e voltaria a caminhar. Seu pulmão provavelmente arfando pelo esforço feito até agora, mas sua mente não se importava com isso. Olharia de imediato para Cersei, preocupada com seu estado, pois se ela estivesse cansada se preocuparia o triplo em saber como estava o estado de sua querida irmã. Os olhos bem abertos olhariam para Cersei de cima a baixo. Em busca de qualquer ferimento.
– Está “..respira..” bem?


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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 24/1/2015, 08:44

Mas é claro que o Sol. Vai voltar amanhã.


As coisas complicaram para ambas as garotas. De fato, talvez ainda pudesse ficar muito pior, mas para Cersei que não sabia lutar e que se dependesse de seu corpo para alguma coisa ficaria a jogar poker com a morte. Ela não era a melhor corredora, a garota mais forte, a mais hábil, nem ao menos sábia se esconder bem, sua única habilidade era a carisma, inteligência e beleza. “Respire fundo. Respire fundo Cersei, para não acabar matando a sua irmã. Afinal pessoas erram, claro… Conheço poucas pessoas que atirariam em um homem enquanto se hospeda na cidade mais poderosa militarmente, mas vamos deixar passar, não?” Na mente da fada aos poucos as coisas diminuíam de tamanho, no entanto sua raiva de ter um plano bom nas mão falhou tudo devido a nervosismo, raiva, insegurança. Com certeza elas brigariam, afinal o ódio era quase palpável naquele momento. Seus olhos perderam a felicidade que sempre carregava, os lábios comprimiram dando ao rosto uma expressão séria.

Enquanto estivessem em movimento, os passos dela seriam o mais rápidos possíveis para acompanhar a irmã. Quando a garota pedisse desculpas, Cersei se limitaria a falar em um calmo mas severo pincelado de raiva. - Temos que conversar depois, seriamente. Claro, se existir depois. - Os passos dela tentariam manter algum ritmo para não largar a mão de Aiya.

Se encontrassem alguma rua buscaria olhar para ambos os lados, tentando não deixar passar nada que estivesse em seu campo de visão afinal tudo era importante neste momento. No entanto Cersei continuaria a seguir a irmã para onde quer que esta fosse, já havia feito uma loucura uma vez, poderia fazer de novo. No momento da fuga que perceberia que sua irmã fizera dois erros ao mesmo tempo e a raiva ficaria ainda maior em sua mente. “Devíamos ter ficado. A fuga só mostrou que a somos algum tipo de criminosas ou que precisamos fugir de guardas, podia ter inventado alguma história naquele momento. Droga.”
Seguiria sua irmã, deixaria que ela tomasse as rédeas da situação mais uma vez, já que afinal ela devia isso a Cersei e também era a única com habilidades furtivas. Mas também procuraria uma maneira de se esconderem, ela nunca foi a mais sábia nisso mas tentaria achar algum lugar grande onde pelo menos uma entrasse e onde o guarda não suspeitasse. Caso encontrasse algo avisaria sua irmã para que ambas pudessem se esconder ou pelo menos uma delas. Se por alguma acaso Cersei fosse quem ficaria fora de um abrigo furtivo a mesma procuraria outro lugar para se esconder.

Encontrar outros guardas seria o fim delas, neste caso tentaria manter a calma e se comportar normalmente. No entanto também podia ser a salvação de ambas, na mente de Cersei as engrenagens iriam se montando. “Espera ai, tem um deles nos perseguindo. Enquanto um homem esta ferido em um beco escuro… Bem acho que vou conseguir nos passar por inocentes. ” Se percebesse que sua irmã estava entrando em choque, levaria a mão até a boca dela para que a mesma ficasse quieta. Tentaria acalmar a irmã dela, tocando suavemente seu ombro. A fada levaria um dedo aos lábios e soltaria um longo. - Shhhhhhhhhh! - Voltaria a falar. - Tome cuidado. - Deixaria transparecer sua aparência mais amedrontada, olhos arregalados, as mãos começariam a tremer, enquanto a outra seria levada ao coração como se não conseguisse segurar as batidas deste. Correria em direção aos homens que guardavam a cidade. - Graças aos deuses! - Se aproximaria o máximo permitido. - Guardas grandes e fortes. Eu preciso de ajuda, um homem tentou me assediar, por favor me salvem. - Se perguntassem onde ele estava diria sem hesitar sua localização. Prosseguiria. - Mas um de seus amigos entendeu tudo errado. Ele pensa que somos nós que começamos tudo, mas o dono do bar sabe, assim como outros guardas! - Colocaria na mente dele uma estranha sensação de verdade, com o intuito que os mesmo acreditassem no que saia dos lábios da garota. Enquanto seguraria firmemente a mão de sua irmã para que a mesma se mantivesse de bico calado.

No caso de despistarem o guarda sem muito esforço a garota olharia firmemente para os olhos da irmã. - Sério? Você acertou uma flecha na perna dele? - Cersei estaria ficando nervosa por causa da situação, não especificamente com raiva da sua irmã; - Eu tinha todo um plano, mas nenhuma parte dele incluía um guarda para nos atrapalhar! - Aos poucos acabaria por se tocar, a expressão na mente dela se tornaria de medo e pavo. - Droga… Droga… DROGA! E se ele contar como somos? O que vamos fazer? - Seu coração palpitaria muito mais rápido, o medo e a angústia de serem caçadas era muito grande, pelo menos para Cersei já que ele provavelmente não se lembraria de Aiya.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 24/1/2015, 23:44

As duas corriam em desespero, com a adrenalina percorrendo os seus corpos. Aiya, mas rápida, puxava Cersei pela mão, obrigando-a a acelerar, o que quase a fez cair várias vezes. O soldado vinha atrás, mas sua armadura de metal atrapalhava seus movimentos e diminuía sua velocidade, para a sorte das duas. Dobraram a esquina, ouvindo o grito do guarda lá de trás.

Se tivessem ido para a direita, teriam voltado à rua movimentada, aquela que percorreram, separadas, antes de entrarem no beco com o ruivo. Talvez elas conseguissem se mesclar na multidão e escapar do guarda, mas se houvessem outros por lá, ou algum civil que percebesse o que estava acontecendo, a sorte das jovens poderia acabar rapidamente. Mas Aiya havia escolhido à esquerda e continuaram em uma rua deserta. Cerca de 5 metros depois, havia uma entrada para a esquerda e elas foram para lá. Cersei, que vinha mais atrás, pode ver apenas parte do braço do soldado e sua lança, antes da parede impedir sua visão.

Um metro depois, havia uma porta. Mas o melhor era que a porta era recuada, ou seja, havia uma abertura na parede e, meio metro dentro dela, havia a porta. As duas correram para lá e se imprensaram no pequeno espaço, tentando se esconderem do soldado. Ouviram seus passos se aproximando e parando na esquina. Silêncio.

O guarda olhava para as duas ruas, surpreso. Não via as duas mulheres em canto nenhum. Em frente, havia cerca de 10 metros até a próxima rua. Elas não estavam tão na minha frente assim! Na sua esquerda, era mais ou menos a mesma coisa. Olhou para trás, confuso, não deixara nada passar. Tenho certeza que elas entraram para esse lado! Voltou a olhar para suas duas opções. Em frente ou esquerda? Deu um passo à esquerda.

— Ei, olá! O que aconteceu? — A voz fez com que o soldado parasse, vinha de trás dele e parecia se aproximar. Apesar da situação, a voz parecia deixar as garotas mais nervosas do que já estavam. O soldado voltou alguns passos.

— Você viu uma arqueira com roupa escura ou uma loira com roupa branca e verde?

— Não, sinto muito. — O soldado fez um estalo com a língua, em reprovação. — O que elas fizeram? — O soldado demorou a responder, talvez estivesse se perguntando por que tanto interesse, ou então se deveria revelar detalhes para um civil.

— Atacaram um civil. Melhor eu voltar e ver como ele esta.

— Claro, precisa de ajuda? — A voz era extremamente suave e delicada, embora masculina. O soldado disse que não e se afastou, voltando até o beco onde o ruivo havia ficado. O dono da voz pareceu acompanhá-lo, apesar da resposta.

Aiya e Cersei, ainda encolhidas no pouco espaço disponível, lembraram-se que precisavam respirar. A porta se abriu enquanto as duas puxavam o ar e fez com que Aiya se engasgasse, começando a tossir sem parar. Henry olhava para as duas com admirável surpresa. Cersei sentiu o arrepio na sua espinha novamente, enquanto Aiya tremia com sua tosse.

OFF:
Mattos, sua tosse vai durar por um parágrafo seu e depois sua voz ficará um pouco rouca até o final do seu post. :v

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 26/1/2015, 07:04


Uma bebida.

Aiya mordia seu lábio inferior enquanto encostada na porta recuada na parede que lhes fornecia abrigo temporário. Temia que o barulho insuportável que seu coração fazia a cada pulsação fosse alertar o guarda já que tinha quase certeza que qualquer um poderia ouvir aquele rugir alto que seu órgão fazia para bombear o sangue em seu corpo.

Quase tirou seu próprio sangue quando uma nova voz a assustava vindo de muito mais próxima do que gostaria. Estariam com problemas se o guarda desse outros míseros passos em sua direção. E como se isso não bastasse ela sentia através de seu elo único a raiva de sua irmã naquele momento, e tal era ela que a jovem metamorfa se negava a encarrar os olhos de Cersei. Temendo, mas também agradecendo a situação que lhe permitia se ocupar com outras coisas e não ter que encarrar sua irmã naquele momento.

Engoliu em seco quando finalmente, o guarda e o outro sujeito, se afastaram. Demorou mais um pouco e soltou o ar aliviada e gratificada por poder encher seus pulmões novamente. Ou assim deveria ser. A porta que lhes sustentava até então se abriu, tal foi o susto do inesperado que nada restou a não ser um mundo de tosse seca para Aiya. Virou seu corpo para a porta, a mão esquerda indo de encontro a sua garganta e a direita que ainda segurava o arco procurava fornecer algum apoio contra a parede.

Mas ainda assim Aiya agradecia. A tosse podia ser insuportável, mas o fato de ver um rosto conhecido a sua frente era no mínimo recompensador. Conhecia o comerciante, afinal havia convivido muito com sua irmã e embora nunca houvesse tido uma conversa longa com o rapaz sabia de quem se tratava.
“Ao menos paramos de correr.” – pensava gratificada com o fato de não ter que correr enquanto tossia.
Com a garganta já doendo Aiya entraria, lutando para que sua mão direita achasse apoios para que conseguisse caminhar com certa rigidez. A mão esquerda por sua vez tentava impedir que sua garganta não se rasgasse com o esforço. Era provável que sua pele outrora pálida agora estivesse tingida de um vermelho rubro pelo esforço desempregado. Dentro da casa, tendo ou não recebido o convite para entrar, Aiya se apoiaria em uma parede e ali ficaria até o pior passar.

“Que que eu faço.... – pensava alarmada, não pela tosse. “Ela ta brava...Talvez se anime um pouco agora com Henry. É, talvez. – e embora Aiya, fosse muito madura em varias situações acabava por virar um criança quando o assunto se tratava do humor de Cersei. Odiava desaponta-la, mas odiava ainda mais admitir que o que fez para protege-la há havia colocado em ainda mais riscos. Era muito contraditório para ela, tanto que por vezes brigavam por essas questões. Aiya teimosa de mais para admitir que houvesse feito o errado e Cersei é claro tinha os motivos para continuar, afinal ela não estava errada. Assim, embora a garganta doesse a jovem agradecia o fato, pelo menos assim não precisaria falar.

Tentaria falar após o acesso de tosse, sozinha para a parede mesmo, só para ver qual era o seu estado. Se alguém perguntasse como ela estava a jovem ergueria a mão esquerda que antes estava no pescoço fazendo um sinal que estava “bem”, com a mão aberta mais acima de sua cabeça. Esperava que entendessem que só precisava de tempo. Se Cersei houvesse entrado Aiya iria para junto no momento em que as coisas tivessem se acalmado, chegaria ainda em silêncio e se lhe perguntassem algo apenas acenaria com a cabeça dando duas leves tossidas logo após indicando que ainda não podia falar, embora pudesse.

Guardaria o arco, jogando-o sobre os ombros novamente e procuraria um lugar para sentar, onde apoiaria os cotovelos em seus joelhos e enterraria o rosto em suas mãos.
“Tomará que ela esqueça.” – mas sabia que era um pensamento em vão.



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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 27/1/2015, 10:21

Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã / Espera que o sol já vem


As coisas tinham piorado muito. Uma voz, a do guarda questionava outra sobre o paradeiro das garotas, isso fazia sua pele arrepiar e o coração estremecer. A mente estava em mais de mil lugares e ali ao mesmo tempo, sentia que a cada minuto era um provavelmente passo para a morte. Comprimida com sua irmã se apoiando contra uma porta, ambas estavam enrascadas graças a Aiya, e a raiva que isso gerava em Cersei era grande, devido a seu plano e tudo mais. “ Droga, se não tivesse feito isso, continuaríamos andando normalmente.” Se mantinha estagnada e paralisada devido aos acontecimentos. Seu coração pulsava e um sangue frio vinha se espalhando por todo o corpo.

A voz logo ficou mais distante, o que foi um alívio. “Pelos deuses, muito obrigado.” No entanto nem tudo havia terminado. A porta a qual se apoiavam se abriu, Aiya acabou por se engasgar e começou a tossir. Quanto a surpresa atrás da porta, era Henry Bonaparte  o homem que poderia se chamar de um segundo pai para Cersei. Companheiro de negócios de seu pai. As filhas do homem costumavam brincar com a fada, e estas eram suas melhores amigas, claro, depois de sua irmã. Mas no momento não era isso que importava e sim encontrar um rosto amigo em meio a tanto caos.

Cersei esqueceria toda a raiva, todo ódio, toda a maldade. Iniciaria uma corrida até o homem e fecharia um abraço ao redor deste, os olhos se encheriam de lágrimas e uma alegria misturada a uma tristeza começariam a se misturar dentro dela. ”Eu não acredito nisso. Já faz tanto tempo que não o vejo!” Abraçaria um tanto forte. Era realmente uma benção ter a presença dele naquele momento. - Eu não acredito. Henry! Encontrar você em Gi’lead é algo surreal.  Depois de tanto anos, não acredito que não esqueci sua face. - Soltaria ele por um momento, limparia os olhos nas mangas das roupas.

Sua mente se voltaria ao mundo real, voltaria a perseguição. - Me desculpe, mas temos que ficar aqui! - Adentraria a casa rapidamente esperando que sua irmã também o fizesse. Quando Cersei estivesse do lado de dentro diria em tom sussurrante. - Teria como fechar a porta? Estamos sendo perseguidas. - Depois que Henry se provasse uma pessoa de confiança e fechasse a porta, Cersei abriria um sorriso tão grande que até poderia ser contagiante. - Obrigada. Aliás como vai as garotas? - Depois de fazer aquela pergunta tão simplória tomaria um ar deixando ele dizer algo e começaria a falar.

- Estamos com um sério problema. Bem, eu estive em sérios problemas desde que fomos atacados por escravistas… Que seja, agora a pouco estávamos sendo perseguidas por um caçador bêbado. Ele começou a nos seguir e Aiya conseguiu despistar ele. Depois disso ela o surpreendeu por trás mas acabou por acertar uma flecha na perna dele, agora precisamos de ajuda se não podemos ser presas!- Seus olhos vibrariam de medo durante a fala, a mente girava, não sabia se era seguro confiar nele, mesmo assim o fazia, Henry era o mais próximo que podia chamar de pai naquele momento. - Também estamos envolvidas em algo maior... - Neste momento sua mente pararia e seu corpo gelaria. - Estamos ajudando a revolução e seus membros… Ou melhor estamos tentando. - Suas mãos vibrariam de medo. - Precisamos de abrigo, comida, dinheiro. Não temos nada e agora somos perseguidas. Você tem de nos ajudar! - Suas mãos se uniriam a frente do busto como se fosse  fazer uma prece.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 28/1/2015, 00:40

Após o susto que tiveram com a abertura inesperada da porta, as duas sentiam-se aliviadas por verem aquele rosto conhecido. Cersei corria para abraçar o homem, cada vez mais confuso, enquanto Aiya apenas tentava recuperar o folego. Antes, ele pretendia sair e resolver alguns problemas, mas logo percebeu que alguns problemas foram até ele e fechou a porta.

— O que estão fazendo aqui? — Ele balançava a cabeça com força e levantava as mãos, como que pedindo para elas esperarem: — Me desculpem! Não me entendam mal, é ótimo vê-la Cersei! Você também, Arya. — Falava com a arqueira, sem perceber seu erro. — Mas parece que viram um dragão! O que aconteceu?

Antes de tudo, Cersei perguntava sobre as filhas dele e ele dizia que estavam todas bem. Depois, a fada resumia o que havia acontecido, enquanto Aiya vagava pelo recinto, tentando passar desapercebida para sua irmã. Estavam numa espécie de depósito, provavelmente o estoque de alguma loja. Havia diversas caixas e sacos espalhados pelo local, embora não pudessem saber o que havia dentro de cada. O teto era bem alto e na parede oposta à porta havia uma escada que levava a outra porta, provavelmente a alguma loja ou similar. A iluminação era precária, lembrava o bar pelo qual passaram. Cersei terminava de explicar a situação e Henry dava um longo suspiro. Seus lábios finos se abriram num sorriso cansado.

— Você sabe que farei o possível por você. Vocês! — Se corrigiu. — Mas não posso fazer tanto. — Suspirou mais uma vez. — Vamos começar pelo mais crítico. KURAMA! — Gritou sem explicação, olhando para a porta no topo da escada. Voltou a falar como se nada tivesse acontecido. — Irei atrás desse cara que Arya atirou e verei o que posso fazer quanto a isso. Vocês podem continuar aqui, terão abrigo e comida. — A porta no topo da escada se abriu e um ruivo apareceu, parecia confuso. — Kurama, essas duas são minhas protegidas, ajude-as no que elas precisarem. — O ruivo concordou com a cabeça e Henry se voltou para Cersei. — Podem subir, se quiserem, mas tentem se manter fora de vista. Voltarei assim que puder.

Henry deu um passo à frente e beijou a fada na testa, de forma paternal. Acenou para Aiya e saiu pela porta traseira, fechando-a assim que passou. Kurama desceu as escadas e ficou olhando para as duas belas jovens que estavam ali, indeciso.

— Olá?

OFF:
Só para avisar que estamos mais ou menos no meio da aventura. :v

Kurama:

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 28/1/2015, 12:32

Estou abraçativo!!


As coisas iam melhorando agora que Cersei encontrara com Henry. O homem bondoso disse que trataria de cuidar das coisas, não de tudo, mas do possível, mesmo assim não parecia tão feliz em ajudar. Pelo menos agora ambas tinham abrigo e comida, não era um lugar grandioso mas serviria como abrigo momentaneo. Quando Kurama desceu a serviço de  Henry e agora como ajudante das irmãs, Cersei soltou um olhar desconfiado. - Olá! Bem, eu gostaria de um pouco de comida e água. Aliás, aqui tem algum lugar para um banho e dormir? Ou pelo menos um destes... -

A fada caminharia graciosamente pelos percurso até a parte de cima. Ao pisar no primeiro degrau levaria seu olhar, um expressão pacifica e de fúria ao mesmo tempo, aos poucos sua mente recobraria o motivo de todo o problema. A visão pesaria em Aiya onde quer que esta estivesse assim anunciaria para irmã. - Aiya, vamos subir, tenho muito o que falar com você! - Os passos pesados seguiriam rumo ao andar superior. Ao chegar naquele nível procuraria observar se haviam janelas por ali caso estivessem a garota tentaria desviar do campo de visão desta para evitar ser observada por alguem no exterior.

Procuraria por quartos enquanto isso ou um lugar para descansar. Adentro o mesmo ou ficando por ali caso não encontrasse nenhum lugar assim. Se viraria para Aiya, os olhos começariam a ficar vermelhos, lágrimas logo começariam a escorrer destes. A mão seria levada ao rosto para limpar a enxurrada que se aproximava. - Sabe em que estado eu ficaria se o guarda tivesse te capturado, ou te matado? - Um misto de fúria e medo poderia ser ouvido na voz dela. - Certamente não sabe! Preferia estar morta a ver você morrendo irmã. -  Envolveria a garota em um abraço forte, inconformada com o pensamento de perder ela.

Guiaria ela para um lugar mais calmo, onde ambas pudessem conversar. A garota aos poucos ficaria incomodada e com fome. Se por acaso tivesse um local para tomar um banho, a mesma iria até lá, se despiria, enquanto deixaria sua forma monstruosa aos poucos tomar posse de seu corpo, se enxaguaria e lavaria todas as partes, depois secaria as mesmas e sairia do local de banho voltando a sua forma normal.

Se voltaria a alguma comida que estivesse ali, devoraria a mesma por causa da quantidade de fome que podia estar sentindo no momento, algo colossal por só ter colocado um copo de água na barriga desde que acordara. Prosseguiria a sua irmã com olhos atentos e tentando não deixar nada passar. - E agora o que devemos fazer? Podemos ter inimigos nos procurando em toda a cidade. - Olharia profundamente nos olhos dela enquanto buscaria recolocar a faixa para prender o cabelo. - Acho que devemos entrar em contato com os revolucionários, ou ver se podemos ajudar Henry de alguma maneira até a fumaça passar. -

Decidindo ou não o que fariam, depois que nenhuma delas tivesse mais o que falar Cersei se colocaria a ficar em algum lugar mais relaxado, deitada ou sentada e tentaria dormir para guardar forças e esperar o velho Henry retornar com novidades.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 28/1/2015, 15:52


Desarme.

A tosse da jovem havia finalmente parado e a mesma sentia aos poucos sua garganta ir parar de ardendo. Em silêncio tentava apenas parar de se fazer notar, embora soubesse que em vão, afinal Cersei muito pouco provavelmente esqueceria dela.

A conversa logo terminava, com Henry dizendo que tentaria ajudar fazendo o possível ao seu alcance e saia. Aiya estava quase se oferecendo pra ir junto, ajudar a terminar o assunto que havia começado, mas antes que tivesse a chance ouviu Cersei lhe chamando. Seu rosto instantaneamente foi tomado por uma expressão rígida e séria de alguém que tentava esconder a apreensão que sentia, ou ao menos essa era a ideia que Aiya queria que sua expressão passasse, mas se era isso ou não ela não tinha como saber.

Os pés se moveriam em silêncio, subindo a escada não muito atrás de sua irmã. Caminha devagar propositalmente, queria tempo para pensar. Em sua mente tentava arranjar desculpas para dar, algo que parecesse um motivo sólido para ter disparado naquele momento, algo que sua irmã não pudesse contestar e acima de tudo, algo que também lhe fizesse acreditar que o que fez havia sido a atitude correta.

Quando finalmente chegava ao segundo andar tinha um rascunho muito mal feito de uma “desculpa” que pretendia usar e planejava falar antes que sua irmã tivesse a chance de começar, mas parecia que não iria ser bem assim.

– Eu sei q.. – então parou, vendo sua irmã lhe atropelar com suas palavras. A voz dela e o jeito que ela tinha para falar sempre lhe fizeram ficar quieta e escutar.

“- Sabe em que estado eu ficaria se o guarda tivesse te capturado, ou te matado? –“
Fora pega totalmente desprevenida, as palavras seguintes instalaram em sua garganta, um nó se formou eu seu estomago e ela sentia seus olhos se enxerem de água. Havia sido completamente desarmada, era um golpe tão forte e tão sutil que ela não poderia ter feito algo assim com uma de suas flechas. Ficou sem ação e só conseguiu se embaraçar na resposta.

– E. E. Eu . – mas não conseguiu terminar de dizer, alias não conseguia nem mesmo saber o que dizer. Seus olhos se encheram ainda mais e ela cederia nas palavras seguintes.
“- Certamente não sabe! Preferia estar morta a ver você morrendo irmã. – “

O oposto também era verdade. Aiya deixar-se-ia desmembrar antes de ver Cersei se ferir. Se fosse abraçada Aiya ainda sem jeito retribuiria o abraço, de seus olhos não mais conteria as lagrimas que tivessem querendo sair. Seguiria após isso sua irmã.
– Eu, eu não pensei. Eu fiquei possuída com a chance de você ficar em perigo que não pensei, eu, eu só fiz, minha mão se movia sozinha, só queria eliminar qualquer chance por menor que fosse de que você pudesse se ferir. Eu, eu.. – não vinham mais palavras que pudessem justificar o que havia feito. – Me desculpe. – diria mais uma vez abraçando Cersei. Não havia outras coisas que pudesse dizer, e isso era tudo que ela sentia. Um remorso profundo por ter posto sua amada em um perigo ainda maior.
Se Cersei se levantasse para tomar banho, ou comer procuraria fazer o mesmo, obviamente comeria junto e obviamente esperaria que ela terminasse o seu banho para também se banhar. Procuraria por algum “roupão” para usar após o banho, mas se nada houvesse, nem mesmo roupas arranjadas pelo rapaz cabelos cor de fogo, Aiya vestiria as próprias roupas, mesmo que já suadas e sujas.

- E agora o que devemos fazer? Podemos ter inimigos nos procurando em toda a cidade. –

– Eu acho que não, o que aconteceu foi rápido de mais e o guarda devia estar muito concentrado em mim apontando o arco para ter visto muito bem de você. Trocando as roupas deve ser suficiente, eu acho. E bem, posso mudar de forma agora.. Só precisaria estudar eu acho. Um gato talvez.

Acho que devemos entrar em contato com os revolucionários, ou ver se podemos ajudar Henry de alguma maneira até a fumaça passar. –

– Eu ainda não sei porque ajudamos... – diria com certa resignação na voz. – Claro que eles fizeram muito por nós, mas e todos os outros. Aquele bêbado por exemplo... Os humanos nos odeiam, preferia lutar só por nossa raça, não por eles. Já é o bastante ter que suportar a maioria deles, não é como se todos fossem como Henry.

Estaria falando baixo nesse momento, não queria que ninguém além de sua irmã ouvisse esse pensamento em voz alta. A questão era algo que já incomodava Aiya a muito tempo, mas devido ter vivido isolada por tantos anis nunca havia “estourado” de forma a por seus pensamentos para fora. Mas agora, após ver a reação dos mercadores logo na chegada, a reação do guarda chamado de covarde no portão e o caçador bêbado que havia as seguido ela parecia ter chego em um limite de aguentar isso só para ela.


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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 29/1/2015, 00:21

A fada nem mesmo chegou a se apresentar, apenas pediu por comida, água e um quarto, após responder o olá do ruivo. A outra nem mesmo o olhou. Ele pareceu levemente desapontado, mas concordou com a cabeça e subiu as escadas, Cersei e Aiya logo atrás. Kurama não entendia o que estava acontecendo ali, mas Henry havia dito para elas ficarem fora de vista, então também cuidaria disso, mesmo sem pedirem. No topo da escada, abriu a porta apenas um pouco e olhou pela brecha. Levantou seu braço direito, sinalizando para elas esperarem, e sua mão tocou a cintura da elfa, pouco abaixo de seus seios, embora ele aparentasse nem ter percebido.

Após alguns segundos, abriu a porta por inteiro e meio que correu para a frente dela, dando sinais nem um pouco discretos para as mulheres se apressarem. Ao passarem pela porta, puderam ver que se tratava de fato de uma loja, sendo a maioria de seus produtos frutas e cereais. A porta pela qual passaram era atrás de um largo balcão, no qual havia outro homem, que olhou para o ruivo e para elas, confuso. No lado dele havia outra escada e era para lá que Kurama apontava. As irmãs foram até lá e, após saírem do campo de visão de quem passava pela rua, o ruivo informou:

— Segunda a direita. Levo a comida em breve.

O outro homem observou tudo com incredulidade, pensando: Que porra é essa? Cersei entrou na porta indicada e Aiya a seguiu. O quarto era pequeno e havia apenas uma estreita cama de solteiro. Haviam duas janelas, uma em cada lado da cama, mas ambas possuíam panos sujos as cobrindo, o que impediria olhares indesejáveis. Havia também um pequeno móvel de madeira. Só. Depois da adrenalina passar, passaram a perceber a fome que sentiam. Aiya também sentia sede.

As duas irmãs começavam a conversar e tentavam resolver seus problemas, Cersei reclamando das ações de Aiya e a mesma tentando se desculpar. Depois de alguns minutos, a conversa parecia tomar um rumo mais tranquilo e Cersei deitava-se na cama. Alguém batia na porta pouco depois e a abria. Kurama trazia uma bandeja de prata e colocou sobre o móvel de madeira. Continha duas maças, uma pera e um cacho de uvas. Também havia uma cumbuca com granola, uma jarra de leite e uma faca comum.

— Se precisarem de algo, é só chamar, estarei lá embaixo. — Saiu do quarto e fechou a porta atrás de si, deixando as jovens à sós.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 29/1/2015, 07:56

O ciclo da vida e da morte continua.


Estavam a sós, a comida estava no móvel feito de madeira. O tal Kurama de fato era um bom funcionário de Henry afinal, além do homem ter pedido a este para fazer algo que provavelmente nem era seu trabalho, o mesmo ainda servia fielmente sem perguntar o que se passava. Os olhos de Cersei passaram a espreita pelos alimentos, estava a fim de comer algo e saciar sua sede. As coisas ainda passavam muito rápidas pela cabeça dela, nem ao menos conseguia pensar direito, sua atenção estava toda voltada ao que poderia se suceder depois de tudo o que passaram. A voz de sua irmã ainda ecoava na sua mente. “ Por que eu devo ajuda-los? Por que? ” Ficara refletindo naquilo.

Pegaria uma maçã e aplicaria uma mordida na mesma, mastigaria bem antes de engolir, em seguida seria a vez da pera. Não estava em posição de comer muita coisa e aqueles alimentos leves serviriam bem. Quanto ao leite, procuraria algum copo para depositar o mesmo, caso não encontrasse nenhum recipiente, chamaria por Kurama. Quando o mesmo alcançasse a porta daquele cubiculo, a fada trataria de falar. - Eu gostaria de dois copos, por favor. - Voltaria a pensar na questão, enquanto outra passaria por sua mente. “ Eu nem me apresentei para o garoto, pobrezinho dele. ” Quando o rapaz retornasse com os copos, falaria melodiosamente para ele. - Muito obrigado pelas coisas. Me chamo Cersei e minha amiga se chama Aiya. Prazer em te conhecer! - Dispensaria o garoto.

Novamente estaria com a questão na cabeça, desta vez enquanto tomasse um delicioso copo de leite. Mas por fim chegaria em uma conclusão, não era das melhores, mas era uma conclusão. - Você entendeu tudo completamente errado. Não estamos lutando por gente como ele, longe disso. - Faria uma pausa. - Enfrentamos o mal e tudo mais devido aqueles que sofrem. Lutamos pelos oprimidos, pelos escravos, pelas pessoas enganadas, por pessoas que querem um futuro melhor. - Seguraria a mão de sua irmã com ambas as mãos. - Lutamos por aqueles que não podem, por aqueles que a muito se perderam. Nos vingamos por todos que sofreram a opressão maligna e desumana. - Voltaria a se lembrar de seus pais, mas estaria longe de chorar, só pensava que em algum lugar eles poderiam estar sendo prisioneiros e poderia assim salva-los.

- Estamos lutando por nós mesmas, por nossos iguais. Vingamos a nós mesmas, eu só pretendo parar de lutar quando acabar com todos eles! - Aos poucos sua voz começaria a mudar para um tom esbravecido. - Quero dizer, que temos que nos manter fieis a nós mesmas e não a ajudar esses monstros! - Sua determinação seria até mesmo contagiante? Quem sabe. Mesmo assim no final da fala, estaria eufórica, nervosa e até mesmo agitada. Respiraria por um tempo antes de voltar a falar em um tom normal ou sussurrante para evitar ser ouvida. - Acho que tenho uma ideia. Já estava pensando nela a algum tempo e preciso te falar. - Mais uma vez pausaria a voz. - Devíamos dar um jeito de fazer Gi’lead se tornar a cidade sede da revolução.  Pensa comigo, este local é o maior em termos armamentícios, se colocarmos ela no caminho certo, vamos ter uma maneira de atacar a capital. O que você acha? - A garota não tinha o resto do plano, por isso se dignaria a pensar nele enquanto estivessem presas naquele prédio.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 29/1/2015, 09:22


Egoísmo

A jovem metamorfa olhava para a bandeja de prata disposta sobre a mesa do pequeno cômodo. A comida era leve o que combinava com o seu tipo de alimentação. Olhou para as sementes de granola e procurei por algum vasilhame para jogar uma porção para dentro e a misturar ao leite. Procuraria também por uma colher para comer. Se os encontrasse comeria isso, granola com leite, mas se não se contentaria em pegar porções das sementes do próprio pote em que estava e comer.

Estaria sentada de pernas cruzadas próxima a mesa, teria tirado o arco das costas e o posto em um lugar no chão próximo de onde estava. A aljava soltaria também, queria dar um descanso a sua perna e deixar que o sangue fluísse livremente por ali.

“- Você entendeu tudo completamente errado. Não estamos lutando por gente como ele, longe disso. - Faria uma pausa. - Enfrentamos o mal e tudo mais devido aqueles que sofrem. Lutamos pelos oprimidos, pelos escravos, pelas pessoas enganadas, por pessoas que querem um futuro melhor. - Seguraria a mão de sua irmã com ambas as mãos. - Lutamos por aqueles que não podem, por aqueles que a muito se perderam. Nos vingamos por todos que sofreram a opressão maligna e desumana. –“
“Se fosse assim, teríamos de nos vingar de 80% dos humanos. “ – o pensamento amargo ficaria apenas em sua cabeça, não queria começar qualquer outro tipo de discussão com Cersei naquele momento, assim apenas balançava a cabeça em concordância. Estava mentindo para sua irmã que concordava, mas naquele momento era o melhor que podia fazer por ela.

Para Aiya o mundo não parecia tão brilhante, pois era tomada pelas sombras de seu passado ainda naquele momento de sua vida. A opressão parecia para ela que nunca teria fim. Se não fosse os escravistas elas ainda teriam sua cultura oprimidas, ainda seriam caçadas por serem diferentes temidas e incompreendidas. As pessoas costumavam se fechar para e desconhecido e poucas eram aquelas que se deixavam abertas a novas ideias.

“- Estamos lutando por nós mesmas, por nossos iguais. Vingamos a nós mesmas, eu só pretendo parar de lutar quando acabar com todos eles - Quero dizer, que temos que nos manter fieis a nós mesmas e não a ajudar esses monstros! –“

Mais uma vez para Aiya era diferente, ela não conseguia imaginar um futuro onde acabariam com todos. Achava que para cada um que derrubassem outros três tomariam o lugar, seria uma batalha sem fim. Mas estava contente por ouvir sua irmã falando de seus sonhos. Eles pareciam brilhantes e felizes, quero dizer. O futuro ao qual esses sonhos levariam. Parecia ser um futuro muito bom, e isso a deixava feliz, o fato de saber que sua irmã conseguia sonhar com algo assim.

“ - Acho que tenho uma ideia. Já estava pensando nela a algum tempo e preciso te falar. - Mais uma vez pausaria a voz. - Devíamos dar um jeito de fazer Gi’lead se tornar a cidade sede da revolução. Pensa comigo, este local é o maior em termos armamentícios, se colocarmos ela no caminho certo, vamos ter uma maneira de atacar a capital. O que você acha? –“

E assim a felicidade de Aiya se esvaiu. Uma coisa era sonhar com um futuro brilhante, outra coisa era querer tornar Gil’ead sua aliada. Aiya daria um sorriso fraco. Antes de responder.

– Acho que não é algo que possamos fazer, não sem muito apoio, não sem fama, sem reconhecimento, sem mais aliados influentes, não agora. Eu, bem.. Só queria poder me livrar um pouco dos fardos do passado, talvez descobrir o que aconteceu com nossos pais e punir os responsáveis. Talvez isso pudesse me trazer um pouco de paz.

O sonhos da jovem costumavam vir cada vez piores, cada vez mais vivos e isso consumia boa parte do seu humor. Tornava-o cada vez mais negro e menos colorido. As vezes achava que se não fosse por Cersei e os sentimentos que sentia pela fada já teria caído em desespero à muitos anos, pois atualmente só seguia em frente para tentar fazer sua irmã feliz, para cumprir a promessa a seu pai, e pra proteger a única coisa que ainda lhe era importante, mas talvez, só talvez fosse o momento de ser um pouco egoísta e dizer em voz alta o que desejava.

– É doloroso para mim saber que os responsáveis estão por ai, é doloroso imaginar o que aconteceu depois e não ter as respostas. Eu só queria, agora, era ter algumas respostas para aquietar a minha mente. – as palavras sairiam em tom débil. Aiya odiava mostrar esse seu lado para sua irmã, odiava mostrar que era “fraca”, pois tudo o que queria parecer para Cersei era confiável, forte e destemida, mas talvez fosse a hora de ser um pouco, só um pouco egoísta e finalmente dizer o que sentia.




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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 29/1/2015, 23:13

As duas olhavam para a bandeja e Cersei logo notava um problema. Onde estavam os copos para o leite? Chamou por Kurama e ele bateu na porta pouco depois, a abrindo logo em seguida. Cersei pediu educadamente por dois copos e o ruivo fez uma careta e tacou a mão na testa. Desapareceu sem dizer nada e, um minuto depois, voltou com outra bandeja, essa menor e mais simples. Nela havia dois copos, duas pequenas cumbucas vazias e duas colheres. Se desculpou pelo esquecimento e colocou a bandeja ao lado da outra, apertadas sobre o pequeno móvel de madeira. A fada aproveitou para dizer seu nome e o de Aiya para o ruivo, que sorriu em resposta e se apresentou também:

— E eu sou Kurama, prazer. — Disse, embora Henry já houvesse o apresentado antes. Sorriu para ambas novamente e saiu, fechando a porta atrás de si.

Cersei e Aiya finalmente puderam comer a vontade. A fada se contentando com algumas frutas e um copo de leite, enquanto Aiya misturava a granola com o leite e uma das cumbucas e comia com uma das colheres, também de prata. Prata era algo incomum e caro, era estranho tudo ali ser de prata. Talvez o garoto considerasse as duas convidadas de honra e tivesse usado o que havia de melhor. Ou talvez Henry estivesse bem melhor do que antes. De uma forma ou de outra, as jovens continuaram conversando sobre o que iriam fazer e porque iriam.

Passos apressados vieram do outro lado da parede e, dois segundos depois, a porta quase foi arrombada. Henry parecia bastante assustado e estava suado e cansado, como se tivesse acabado de correr uma maratona. Olhou para Aiya com seus olhos quase saltando de suas órbitas e disse:

— O que diabos você fez com aquele guarda?

OFF:
Mattos, uma dica (?)... Você não precisa copiar-colar o que o Vrowk postou, você pode citar. Por exemplo: Cersei me disse que eu estava errada, que não lutávamos pelos humanos, mas sim pelos fracos e oprimidos. Ela segurou minhas mãos enquanto falava isso e olhei para elas...

Se quiser, pode continuar copiando-colando. Eu acho que fica melhor se você narrar o que aconteceu, mas você que sabe.


OFF2:

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 30/1/2015, 14:37


Partiu encrenca.

A conversa prosseguia, com Aiya conseguindo dizer alguns poucos dos seus desejos egoístas, mas o destino parecia ter outros planos, os quais não deviam incluir os seus caprichos. Não no momento.
O tom de voz alarmava e muito Aiya, Henry que parecia um homem calmo e gentil estava bastante agitado e isso vindo dele não poderia ser um bom sinal. Ainda que apreensiva Aiya respondeu.

– Nada. Apenas corremos dele o mais rápido que podíamos. Eu fiz foi atirar uma flecha na perna de um caçador bêbado que nos seguiu e começou com um papo estranho. Então o guarda começou a nos perseguir e corremos até nos esconder na sua porta. Aconteceu algo??
Ela tentava manter a compostura durante a resposta. A conversa que havia tido com Cersei até agora havia de alguma forma tomado tanto de sua concentração que as palavras pareceram sair até mesmo de forma natural, ou talvez fosse o tom de urgência que vinha da voz de Henry que a fazia esquecer um poucos suas inibições e conseguir dar esta resposta completa, mas embora a resposta fosse para Henry os olhos da jovem não parariam nos olhos dele. Tirando alguns poucos instantes de olhar direto Aiya se sentia desconfortável e envergonhada em ficar encarando os olhos de outra pessoas, assim costumava geralmente ficar com os olhos em movimento procurando algo no que pudesse se fixar e dessa vez não era diferente.

A roupa de Henry os móveis sem graça, a porta atrás dele. Tudo parecia mais fácil de olhar do que os olhos do homem.  E talvez isso deixasse suas palavras mais difíceis de engolir, embora fossem a verdade a forma com que Aiya agia parecia que estava inventando uma desculpa esfarrapada, mas não conseguia evitar.
– Diga a ele o que eu fiz!

Diria para Cersei caso Henry parecesse apreensivo em acreditar.
– Tinha outro homem no final. – completaria caso Cersei não contasse o que acontecera no final. Mas diria somente isso, deixando que sua irmã terminasse de dizer o que tal homem tinha haver. Caso Henry dissesse o que havia acontecido com o guarda e fosse algo drástico ela olharia para Cersei  e novamente para os pés de Henry antes de ver seus olhos e perguntar.

– E o Ruivo em quem eu atirei? – perguntaria buscando informações dele, caso Henry já não tivesse as dado. Assim encararia Cersei mais uma vez.
- Será que foi o homem que alcançou o guarda? Se for, é melhor sairmos da cidade hoje mesmo.
Novamente o instinto de Aiya berrava por sua boca, abandonando praticamente toda e qualquer lógica ela falava somente o que lhe vinha a cabeça de imediato, guiado por seu instinto protetor para com sua irmã.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 31/1/2015, 06:07

Plano contra plano.


As coisas logo se complicavam, tanto para Aiya quanto para Cersei. Por algum diabo de motivo parecia que a mais velha tinha feito algo que não contara e de fato isso não aconteceu. Alguma coisa em sua mente e coração anunciava que o homem já tinha feito o que ela mais temia, mentiu. Seus olhos focavam mais profundamente a boca de Henry, estava focada no que ali havia de sair, pois nada além da flechada havia sido feito. Estava completamente exasperada ao saber que ele havia mentido tão cedo, quando pensou que demoraria mais uma grande quantidade de tempo.

Se Aiya precisasse que Cersei contasse o que ocorreu a garota começaria. - Depois de eu trabalhar em um bar como cantora, dois homens começaram a nos observar de uma maneira estranha, como se soubessem quem somos, logo saímos do local com medo de algo ruim acontecer, eu prossegui sozinha até um beco enquanto Aiya se movimentou oculta ao homem. Lá Aiya deixou que a raiva tomasse conta dela e atirou uma flecha nele. - Sua voz estaria melodiosa do começo ao fim, como se para ela não se tratasse de mais nada que um jogo de rato e gato.

Deixaria sua irmã falar como um ponta pé inicial para a conversa, no entanto quando ela terminasse, a garota reafirmaria a versão da irmã caso fosse a verdadeira, se fosse uma mentira simplesmente cairia em silêncio pensando em uma solução para o problema. “Como eu pensei, ter corrido naquela hora foi o pior a se fazer, se tivéssemos ficado não estaríamos tão culpadas quanto estamos agora. Dois erros que conseguiram literalmente ferrar nossa estádia aqui, parabéns Aiya.” A garota voltaria a focar no que estava se passando pela conversa dos dois procurando uma brecha para falar. - Ele mentiu. É uma prática comum quando você não quer se passar como culpado de algum crime. No momento, ele era totalmente culpado por ter se ferido, então. inventou uma história onde a Aiya e eu somos totais vilãs. -  Bufaria. - É tão difícil desvendar isso? - Os olhos revirariam.

A garota caminharia até a cama onde, cheia e satisfeita de comer e um pouco cansada, se deitaria de olhos aberto.”Tenho que pensar, como eu posso mudar essa situação? Ir lá e me entregar vai tornar tudo fácil, eles podem acabar me torturando e até coisas piores. Talvez devamos trazer o caçador até aqui, eu posso lidar com ele se o mesmo estiver sozinho, posso fazer lavagem cerebral e outras coisas. ” Esperaria que todos estivessem calados e então começaria a falar novamente. -Eu tenho um plano, mas não é algo muito fácil de se fazer.- Ficaria quieta por um segundo e retomaria. - Nós não sabemos o que se passou ainda, se o guarda já relatou para o quartel todos os homens na cidade vão nos reconhecer. Logo podem ter colocado um numero maior de soldados nos portões de saída e entrada. O que temos que fazer é capturar o caçador e mudar toda a sua concepção do que aconteceu naquele momento. - Caso um deles tentasse reforçar o plano de sair da cidade Cersei lançaria um olhar duro e frio. - Você realmente acha que a cidade mais segura do mundo deixaria que um crime não resolvido saísse daqui? - Deixaria a pergunta no para quem fosse tolo o suficiente para responder, o problema naquele instante era arquitetar o sequestro dele.

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 31/1/2015, 11:58

Aiya deu um breve resumo do que aconteceu. Cersei também deu um resumo, um pouco mais extenso. Henry levou uma das mãos ao rosto, suava muito e parecia tremer dos pés à cabeça. A fada começou a falar "Ele mentiu..." e Henry olhou para ela, confuso, quando finalmente entendeu o que ela queria transmitir, a interrompeu bruscamente.

— Não, não! Eu vi! — Passou a andar de um lado para outro, parecia bastante nervoso. — Eu não perguntei onde isso tinha acontecido e nem vocês me informaram. Então comecei a andar por aí, como quem não quisesse nada, procurando esse guarda ou esse ruivo. — Parou por um momento para respirar. — Eu finalmente achei o soldado, ele estava caído num canto, meio virado. Corri até ele e, quando o toquei, ele estava frio. Ele estava morto! — Se virou para elas, com os olhos arregalados, e repetiu. — Morto!

Aiya perguntou sobre o ruivo e Henry gesticulou negativamente com a cabeça, dizendo logo em seguida que não havia visto ninguém além do guarda. A arqueira citava outro homem, até então desconhecido para o comerciante, e sugeria que fugissem. Cersei parecia achar pouco provável saírem dali após aquele crime. Henry riu, nervoso.

— Não sei se foi sorte ou azar e, sinceramente, não quero saber. Mas não acho que vocês sejam procuradas. Não pelos guardas, acho. — Fez mais uma pausa, parecia extremamente cansado. — De qualquer forma, se quiserem ir, é melhor irem agora. Eu não avisei a ninguém sobre o guarda, claro! Então se vocês forem antes de alguém perc—

Um grito agudo era ouvido ao longe, parecia feminino. O trio deduziu na mesma hora, e corretamente, que vinha do beco onde tudo começou. — Merda! — Exclamou o comerciante, esquecendo momentaneamente todos os seus bons costumes. — Eu posso ajudá-las, mas vocês precisam se decidir logo. Esconder ou fugir?

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Re: Flores de Outono

Mensagem por Mattos em 2/2/2015, 09:44


Metamorfa

Embora não quisesse ver o lado pessimista das coisas ela não conseguiu evitar.
– Parece que alguém encontrou o guarda. – dizia a mesma se referindo ao grito vindo do beco. E então olhando para sua irmã completaria. – O ferimento no ruivo não era grave ele teria conseguido sair andando de lá e também não parecia alguém capaz de matar o guarda, não naquelas condições. Deve ter sido o sujeito que apareceu no fim e se foi ele deve ter mais ou menos uma ideia de onde estamos.

O homem, seja lá quem for, abordou o guarda muito próximo de onde elas estavam. É claro que poderiam ter se deslocado bastante desde então, mas era um risco de qualquer forma. Fosse o que fosse Aiya não gostava da chance de ter alguém corajoso o suficiente para matar um guarda atrás delas. As intenções dele eram desconhecidas, podiam ser tanto boas para elas quanto ruins e no segundo caso teriam que ir realmente embora da cidade por hora, ou achar quem quer que fosse.

– Talvez eu devesse procurar pelo ruivo. – sugeriu. – Se alguém está atrás de nós quero saber o porquê antes de partir.

Aiya não acreditava que o guarda havia tido tempo de reportar coisa alguma, mas mesmo assim que havia matado o guarda poderia também estar atrás delas. Por isso precisava agir com cuidado.

– Você tem algo sobre animais? Aves ou gatos? – diria Aiya para Henry com um rascunho de ideia do que deveria fazer em sua mente.




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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 3/2/2015, 12:36

Continuando a continuação.


As coisas vinham tomando um rumo um tanto estranho, na verdade assustador para muitos. Assustador para muitos, Cersei ouvia a conversa de sua irmã de os estreitos, sabia exatamente do que ela estava falando, mas essa hipótese não havia passado antes em sua mente, ou havia? Ela prosseguiu em silêncio até Aiya terminar de falar, seus olhos focavam o rosto dela.
Por algum motivo a fada começara a acreditar que tudo o que estava acontecendo ali era sua culpa, não deveria ter chamado tanta atenção como cantora, mas agora não havia uma maneira se quer de voltar atrás ou no tempo. Neste momento temia por sua vida e por Aiya, por isso estaria mais atenta e alarmada.

Sua mente ficava relembrando o momento em que o homem levava uma flechada na perna. O que poderia estar acontecendo na cidade em que estavam, esta era a maior questão no momento. Era importante lembrar também que o guarda estava morto e o fato disto ter acontecido tornava tudo ainda pior, quem seria capaz de matar um soldado na cidade mais protegida do continente?  Era algo que fazia até mesmo a mão da fada tremer de medo. Um frio subia por sua espinha enquanto se mantinha ouvindo sua irmã palavra por palavra. A mesma com seu estilo de vida arriscado preferia saber quem e por quê, enquanto Cersei  se sentia mais segura longe de tudo aquilo.

-Prefiro me esconder. -Diria melodiosamente. - Vou deixar essa parte de descobrir o que está havendo com você Aiya.  -Assentiria consigo mesma antes de prosseguir. - Se precisar de mim acho que estarei com Henry ou Kurama. -
OFF:
- Não tive muita ideia do post

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Re: Flores de Outono

Mensagem por ADM.Noskire em 5/2/2015, 13:10

As duas refletiam a respeito e, cada uma, escolhia uma forma diferente de agir. Aiya, embora tímida, começava a falar sobre o que pretendia fazer, como que pensasse em voz alta. Cersei, a mais extrovertida, ficava calada e refletia. Aquele momento de tensão fora tanto que conseguiu inverter o comportamento das jovens. Enquanto isso, Henry sentia-se meio perdido, como se houvessem esquecido dele. Mas Aiya logo mudou isso.

— C-claro! Eu tenho uma biblioteca na minha casa, você pode ir até lá. — Falava de forma insegura e olhou para Cersei por um momento, antes de voltar a olhar para Aiya. — Mas de que isso vai servir? — Perguntava, inseguro.

Cersei por sua vez, não parecia animada com a ideia de sua irmã. Na verdade, já havia perdido sua animação a algum tempo. Apenas concordou com Aiya e disse que se manteria escondida por ali. Henry parecia meio incerto. Esperava que elas resolvessem fugir, mas ambas escolheram ficar. Pensava em como ajudá-las, mas era um mero comerciante, o que poderia fazer? Deu um suspiro, derrotado, e disse para as duas:

— Eu preciso resolver algumas coisas. Pedirei para Kurama que leve você, Arya, até minha casa. — Ele remexeu nos bolsos por alguns segundos e puxou um molho de chaves, retirou duas da argola e deu para a metamorfa. — A maior é a da entrada, a branca é a da biblioteca. Acho que esta aberta, mas é melhor prevenir. — Olhou para Cersei e abriu a boca para falar, mas a fechou e se virou para Aiya novamente. — Sinta-se em casa! — Voltou a olhar para Cersei e, dessa vez, falou com ela.

— Se quiser, você também pode ir. Minha mulher e filhas viajaram, então não há ninguém lá. Aqui não há nada para vocês além desse quarto cheio de poeira. — Se calou apenas um momento, não dando chance para a fada responder. — Mas se quiser ficar, sinta-se a vontade, apenas não saia daqui. Vou preparar a saída da Arya, volto já. — Saiu do quarto e fechou a porta. Alguns segundos depois ele voltou e disse: — Ah... Não contem ao Kurama sobre vocês! — Olhou na direção das escadas, desconfiado, e depois olhou para as jovens, com um leve sorriso. Fechou a porta novamente.

Três minutos depois, Kurama apareceu com duas capas longas e cinzentas. — Henry pediu para você usar, Aiya. — Deu uma das capas para a arqueira e se virou para a loira, esticando a outra capa. — Você também, caso venha.

OFF:
Mal a demora, os baguio tão meio loko aqui. :v

Henry sabe a raça de vocês, então Aiya (ou Cersei, se quiser) não precisa ter medo de explicar o plano dela, embora não seja necessário.

Mattos, me diga por PM/Skype que animal tu quer que discutimos a dificuldade. De ante-mão, ave será mais difícil que gato.

Histórico da Aventura:
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Ganhos: 1 Varinha (Dano/Dano Mágico 6, Peso 0.2Kg)
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Perdas: 3.000 Moedas
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HP: 70
ENERGIA: 95
Inventário:
3.000 Moedas
1 Lótus Rosa
1 Varinha
1 Lenço

Nome do Player: Mattos (Aiya)
N° de Posts: 14
Ganhos: 1 Arco (Dano 7, Peso 1Kg, Alcance 15m)
1 Aljava (6 Flechas, Dano 5, Peso 0.5Kg [0.05Kg/flecha + 0.2Kg da Aljava])
Perdas: 200 Moedas
1 flecha
Status:
HP: 60
ENERGIA: 70
Inventário:
300 Moedas
1 Arco
1 Aljava (5 Flechas)
1 Luva de Arqueiro
1 Lenço

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— Matarei cada um de vocês!


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Re: Flores de Outono

Mensagem por Vrowk em 6/2/2015, 08:23

Continuando a continuação da continuação.


As coisas iam tomando outro rumo. Kuma agora era incubido de levar Aiya até a casa de Henry, bem isso talvez fosse um tanto inesperado, mas até que isso veio a calhar. O velho mostrou para a mais velha o que cada chave fazia, prosseguiu com uma cortesia básica. Agora sua atenção ia para a fada, a afirmação era que a mesma também poderia ir para a casa dele. Bem, Cersei pensou que o local devia ser um tanto luxuoso e interessante, não tinha conseguido muito luxo nos últimos anos e seria muito bom ter uma cama confortável para dormir, pelo menos por um tempo. Assentiu tendo esses pensamentos, bem, era algo muito estranho a loira estar tão quieta por tanto tempo, mas a preocupação a consumia aos poucos.

Kurama entrou algum tempo depois da saída de Henry, trazia consigo algumas capaz, esticou ambas para as garotas. Cersei pegaria seu manto, e o vestiria deixando as mãos livres e se possível cobrindo sua cabeça e o cabelo preso. Olharia de baixo para cima a si mesma para checar como ficara o seu visual, isto não era o mais importante. A garota olharia para sua irmã. - Nem sei por que estou me preocupando. - Um sorriso agradável surgiria em seu rosto, resplandecendo o momento. - As coisas a partir de agora vão ficar complicadas, me preocupar só vai conseguir encher minha cabeça antes de tudo. - As mãos tocariam a cintura. - Vamos, para a casa de Henry. -

A garota se colocaria em movimento assim que Kurama o fizesse, tentaria manter a face o mais coberta possível, assim como as madeixas louras. As mãos ficariam na cintura onde todos pudessem ver. ”Talvez o lenço não seja mais necessário. Hmm...” Tentaria ficar atenta aos arredores, a fada não gostaria de ser surpreendida de novo com algum perseguidor. Enquanto caminhasse pelas ruas ficaria a observar roupas de linha e as butiques, não tinha muito o que fazer naquele momento.

Assim que alcançassem a casa, esperaria que a irmã abrisse a porta. - Obrigada. Vou subir e tomar um banho, vou ver se encontro algumas roupas novas para a gente. - Olharia agora para o Kurama. - Bem… Obrigada, não acho que muitos fariam isso por desconhecidas, mesmo que seu chefe mandasse. Até mais. - Se despediria do rapaz, quando o mesmo estivesse longe diria a Aiya. - Tranque a porta, não queremos que alguem invada. - Depois disso ela seguiria para o quarto de das filhas de Henry, buscaria algumas roupas simples, nada tão chamativo quanto seu vestido, algumas camisetas, saias ou calças, talvez um shorts se estivesse muito quente. Prosseguiria para o banho, procuraria o local para fazer o mesmo. Em seguida de banhar colocaria roupa que melhor combinasse com ela, deixaria o lenço de fora e colocaria de novo a flor e o prendedor de cabelo em forma de flor.

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